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 Residência de Bridget McNach - INGLATERRA

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Bridget McNach
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MensagemAssunto: Residência de Bridget McNach - INGLATERRA   Sex Jul 08, 2011 11:24 pm




"...A verdadeira arte de viajar...
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!..."


Fonte da entrada da casa:
 

Sala:
 

Cozinha:
 

Quarto de Birdget:
 

Quarto de Eibhlin:
 

Quartos extras(3 no total):
 




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Eibhlín N. Keppeler
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MensagemAssunto: Re: Residência de Bridget McNach - INGLATERRA   Dom Jul 29, 2012 10:03 pm

DIA DOZE DE SETEMBRO DE MIL OITOCENTOS E CINCO.
ÀS DUAS HORAS DA TARDE
TEMPO AGRADÁVEL, SOL NÃO MUITO FORTE.
Eibhlín Nicole Keppeler e Bridget McNach
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Eibhlín N. Keppeler
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MensagemAssunto: Re: Residência de Bridget McNach - INGLATERRA   Dom Jul 29, 2012 10:14 pm



What have I become?




FLASHBACK


- Está feito senhora, demos uma lição nos trouxas. – Abri um sorriso largo, parei de pentear meus cabelos e fitei a expressão do homem, através do espelho. Conhecia aqueles olhos, olhos de cobiça. É uma das coisas que não posso controlar, por ser Veela, a minha grande sensualidade e a forma como atraio os olhares torna-se constante e foi por isso que ganhei alguns hematomas.

- Obrigada, pode se retirar agora. – Falei sendo o mais fria que conseguia e voltei a olhar sem emoção para a minha imagem no espelho. Toquei o meu lábio inchado e segurei as lágrimas, apertando os olhos e sacudindo a cabeça. Por que não me sentia feliz? Por que mesmo fazendo o que queria, dando um susto naquela trouxa nojenta, não conseguia me sentir realmente feliz?
Antes não era assim, não importava quanto sofrimento causava as pessoas, isso sempre me trazia felicidade, e agora tudo o que tinha era apenas um vazio. Um buraco que os diamantes não preenchiam. O que estava faltando?

A elfa doméstica aparatou atrás de mim com a mesma carranca costumeira, colocou a bandeja sobre a mesinha e me deu uma encarada.
- Enya, você poderia... - Mas antes que eu pudesse tornar a falar a elfa desapareceu, ela não gostava de me servir e idolatrava Cathal. Às vezes a ouvia resmungar que eu havia tornado o mestre dela um homem ruim, que era tudo culpa minha. Mas dessa vez, pela primeira vez na vida, eu não havia feito nada de errado, mas quando meu digníssimo noivo estava irritado com alguma coisa, eu era a única em quem ele descontava. Não era nos criados, nos elfos, nos seus servos idiotas ou nos trouxas... Era em mim.

FIM DO FLASHBACK


Eu vi o fio escarlate escorrer pelo meu pulso, mas por dentro continuava tudo a mesma coisa. Pressionei a lamina contra outra parte branca do meu pulso, a deslizei com menos cuidado do que a primeira, foi aí que senti um ardor leve e suave enquanto o sangue escorria, agora mais fluente. Consegui curvar um pouco os lábios, eu quase podia sentir, quase... Quase podia sorrir e quase podia chorar, mas nada acontecia e eu estava cansada desse “quase”.

A água da banheira já estava fria e os meus dedos enrugados, mas ali tudo parecia calmo e nem mesmo medo eu sentia. Medo que a água fosse começar a subir e a me sufocar, era como se eu quisesse que ela fizesse, eu desejava acabar com o gritos na minha cabeça.

- Eibhlín... – Ouvi uma voz musical soar como um eco pelo banheiro, ergui os olhos e não vi ninguém. Voltei a deslizar a lâmina pelo meu braço e dessa vez eu senti, dor... Eu finalmente senti uma dor diferente. A banheira girava e eu sorria, por que agora posso sentir.
- O que aconteceu com você? O que você fez? – Os olhos azuis agora estavam sobre mim, eu conhecia aqueles cabelos loiros, tão bem cuidados.

- Ma-mãe? – Perguntei tentando me levantar da banheira, mas meu corpo estava pesado. Nesse esforço tudo o que consegui fazer foi deixar que meus braços caíssem dentro da água.
- O que você se tornou, meu anjinho? Por quê? – Os olhos dela estavam cheios de lágrima, ao seu lado estava meu pai, todo imponente e com o seu costumeiro rosto indecifrável, mas nos seus olhos eu via tudo o que sentia e sentia pena. Minha mãe escondeu o rosto no pescoço dele e solução, como fazia quando não queria que víssemos suas lágrimas. Ao lado deles estava Maik, com as mãos nos bolsos e me encarando com uma expressão reprovadora. Meu coração se apertou, eu sentia saudade deles, só agora me dei conta.

- Por que vocês me deixaram? Vocês prometeram, prometeram cuidar de mim. – E lá estavam as lágrimas, elas finalmente saiam, mas não como pensei. Em vez do bolo que se concentrava na minha garganta ir se desfazendo ele parecia maior. Na verdade eu não falava, será que podiam me escutar ainda sim?
“Não me deixem” eu queria gritar, mas meu corpo só afundava. “Não me deixem de novo, me levem com vocês.” e a água começou a tomar vida, como desejei que fizesse. Eu não conseguia levantar, mas por entre a água avermelhada a imagem da minha família ia se desfazendo aos poucos, tudo ia ficando escuro, e eu sorria, podia sorrir.


**

Abri os olhos lentamente, a claridade estava os irritando há algum tempo, mas só agora que finalmente consegui me acostumar. O teto parecia muito mais longe do que da ultima vez que o vi, deitada no calor nos braços do meu noivo e agora só havia frio. O único som do ambiente era o da minha respiração e o tremeluzir da lareira, como fui parar ali?
Ergui a mão e antes que pudesse coloca-la na minha cabeça, notei as bandagens no meu pulso, me recordando do acontecido. Mas quem havia me retirado na banheira? Cathal? Não, ele havia partido de vez. A elfa me deixaria morrer e os criados haviam ido embora também. Então quem foi?
- Como se sente? – Ouvi a voz aveludada, parecia com a de antes. Na verdade apenas o tom era o mesmo, um tom maternal. Mas dessa vez os cabelos loiros, deram lugar a uma cachoeira de cabelos ruivos, e os olhos azuis tornaram-se verdes.

- Você veio. – A minha voz estava mais fraca do que imaginei, mas ao menos a frase saiu. Fechei os olhos, me sentia tão envergonhada! Não mandei a carta a Bridget pedindo a sua presença, pra que ela me visse de uma forma tão lastimável. O que ela pensaria afinal? Não foi por isso que pedi que ela viesse.
- Eu não tive a intenção, eu não queria... - Quando fiz menção de levantar, ela fez com que me deitasse mais uma vez e eu o fiz sem relutar.
- A...A pequena mestra acordou, acordou sim, que aliiivio, que aliiivio. – Aquela vozinha, eu conhecia sim.
- Não seja bagunceira, sua elfa boba, a mestra num quer saber disso. Toma a sopa menina, toma a sopa de Nigh fez. – Eram eles, os elfos que brincavam comigo e com Sunny pelos corredores e pelo quintal daquela casa, que só agora eu reconheci o cheiro.
Bridget disse qualquer coisa e eles saíram, então voltei a me virar pra ela.
- Eu só queria falar com você, eu só queria... - Ela pediu que eu bebesse um pouco da sopa antes de conversarmos, e assim o fiz. Logo o sono voltou e eu apaguei, dessa vez sem pesadelos.

**

Dessa vez não parecia que havia aberto os olhos, tamanha a penumbra que encobria o quarto. Me ergui sutilmente, assim aos poucos eu não me sentiria zonza. No meu corpo estava uma antiga camisola verde que eu bem conhecia, no quarto que foi meu por tanto tempo. Enfiei os pés nos chinelos e me ergui, pegando o robe e me envolvendo no mesmo. Que horas seria? De que dia?

Caminhei pelo corredor, o único som que ouvia era o dos meus chinelos se arrastando na madeira. Quando cheguei ao topo da escada e fitei a sala lá embaixo, meus olhos encheram-se de lágrimas e as lembranças foram passando pela minha cabeça.
“Não vale, vocês estão roubando.” Era como se ouvisse a voz de Sunny, ao mesmo tempo que me via sentada ao seu lado, em volta da mesa com as cartas na mão.
“Hei, não estamos roubando! Vocês duas que não sabem jogar.” A voz de Godric ressoou grave como sempre, com aquele sorriso sacana que me lançava, é claro que estávamos roubando... Sempre estávamos.
“Godric, é melhor você começar a ser honesto nesse jogo." Bridget falava lançando aquele seu olhar ameaçador, que fazia o leão ficar mansinho, mas no final... Ainda sim, era eu e Godric quem ganhávamos as duas, com ou sem roubo.

Também podia me ver deitada no colo de Sunny, enquanto o fundador contava suas histórias e dos outros fundadores perto da fogueira, sempre soltando aquela sua gargalhada que pareciam como trovões cortando o silêncio, mas que não fazia com que ficássemos sem ri também. Desci alguns degraus da escada, enquanto ouvia Bridget e Godric brigando na cozinha, por que ele odiava o falcão e queria cozinha-lo, eram tantas lembranças... Como me esqueci? Quando as coisas ficaram assim?

Ao chegar à sala, sentei-me no lugar de sempre, o bom lugar para ouvir as histórias e senti saudade de ser criança, de está com eles, de está com meus pais e até mesmo de Charles e Seth. E foi quando o choro voltou, enfiei o rosto nas mãos e chorei, sem medo, sem vergonha. Chorei de saudade, chorei por causa da dor que não sairia mais do meu coração, chorei pelo mal que causei, chorei por me dar conta que todos que eu amava me deixavam.
- Eu fui tão estúpida, todo esse tempo. – Falei baixo, quando o choro sessou e quando notei a presença da ruiva. Levantei-me e caminhei até ela, depois de tudo o que fiz foram as pessoas que eu mais machuquei que me estenderam a mão: Julliet, e agora ela.
Assim que estava à frente de Bridget me ajoelhei e curvei a cabeça, ignorando seu pedido pra que me levantasse.

- Me perdoe... Não, por favor, me escute. Me perdoe! Eu estou plenamente consciente de todos os meus atos, sei que não existem justificativas plausíveis pra todos eles. Na minha primeira semana de aula, quando voltei a Hogwarts pela primeira vez depois de tanto tempo, não me sentia mais em casa, eu recebi olhares frios e ouvi comentários maldosos. Também tive que ouvir coisas que nem fui eu que fiz, rolar pela boca das pessoas. Meus “amigos” pararam de falar comigo e alguns até riram de mim, por eu ter sido abandonada, por ter me envolvido com um bandido. Mas nenhum deles sabe de nada, ou sabem a dor que eu senti. Eu nunca imaginei como era sofrer esse tipo de coisa, por que eu era a caça e não a presa. E já no auge do cansado e do desespero, corri até a torre de astronomia e decidi que iria acabar com tudo, por que já havia um buraco na minha alma que eu não poderia preencher. – Fiz uma pequena pause e enxuguei os olhos, respirei fundo e continuei a olhar para o chão, por que se a olhasse eu não teria coragem pra fazer o que estava fazendo.

- Uma garota, uma garota que eu sempre maltratei apareceu e mesmo sem saber o que havia se passado comigo, ela me estendeu a mão e me ajudou a abrir os olhos. Foi nesse dia que eu te escrevi. Por que decidi que queria começar a minha vida do zero. Eu sei que eu nunca disse, ou demonstrei... Mas eu nunca te odiei Bridget. Se eu me afastei é por que sempre soube que você não merecia o que eu me tornei e a vingança que eu jurei, comigo mesma, que faria. Há muito tempo perdi o foco do que eu queria me vingar, e só então eu percebi que fazer as pessoas se sentirem mais miseráveis que eu, era a única coisa que me fazia sentir algo e era a única coisa que eu poderia fazer pra mudar algo. Tudo o que eu queria era sentir!! Eu briguei tanto com Seth por ele está se tornando malvado, sendo que no fundo eu era pior do que ele. Eu sou pior do que ele. – Fiz outra pausa longa, minhas mãos tremiam, mas o peso nas minhas costas parecia diminuir.

- Eu o perdi, nesse meio tempo. Assim como perdi Godric, Sunny, Charles, Lanna e você. Mas você era a única pessoa que do fundo do meu coração não desejei perder ou decepcionar, no fundo eu queria até te odiar, então coloquei na minha cabeça a ideia que se no dia do acidente, você tivesse chegado mais cedo eu não teria perdido meus pais e eu seria alguém melhor. Nesse tempo me esqueci de olhar pra frente e aprender as coisas que você me ensinava, as coisas que você me mostrava e que iria me fazer melhor. E hoje estou aqui Bridget, estou acabada. Eu estou destruída, a minha alma está destruída. Perdi meu noivo e por causa dele um filho. Mesmo que a criança tenha ficado pouco tempo no meu ventre eu a amei mais do que qualquer outra coisa no mundo, e você me deu esse tipo de amor sem que eu ao menos fosse do meu sangue. – Finalmente eu ergui a cabeça e a encarei, sentindo as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, aliviada como se pela primeira vez eu estivesse lavando a minha alma.

- E agora eu estou aqui, de joelhos diante de você, pra que você saiba que você é a pessoa mais maravilhosa e digna que eu conheci, que eu te admiro e que queria ser tão forte quanto você. Eu hoje estou quebrada, dilacerada e talvez eu não consiga começar do zero, mas eu estou tentando graças a uma garota que me disse o quanto a vida é importante. – Esfreguei a mão pela bochecha a fim de seca-la.

- Não estou prometendo que serei alguém melhor, que vou me dar bem com trouxas, ou que vou fazer tudo certo de agora em diante. Mas estou prometendo que vou me esforçar, por que sinto que todos os meus pecados estão pagos e que me arrependo de muita coisa. Também não desejo viver como se nada tivesse acontecido, apenas quero que você me perdoe, pra que eu possa saber que alguma coisa ainda faz sentido, que ainda há esperança... Que eu posso melhorar. – Permaneci ajoelhada, eu nunca na vida pensei que fosse me prestar a fazer algo como hoje, mas também nunca me senti tão aliviada.




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post: 001 tags: Bridget McNach clothes: I'm sorry. notes : Tadinha da minha menina. Qualquer coisa eu edito '-'


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Bridget McNach
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MensagemAssunto: Re: Residência de Bridget McNach - INGLATERRA   Qui Ago 16, 2012 10:37 pm

"... So smile give me all your heart, and we'll never be apart
I'll never leave you lonely...."


Havia algo errado. Desde que recebeu a carta de Eib, pensou, avaliou por alguns instantes se deveria ir ou não. Mas antes disso mudou o quarto dela. O arrumou deixando este agradável pra ela. E ainda assim continuava a se sentir angustiada. E pegou a capa, criando a chave portal com o endereço que sua menina lhe passou e apenas avisou aos elfos pra deixarem o quarto dela preparado e prepararem comida. Caminhando pelo terreno de sua casa, olhando o hipogrifo na orla que apenas abaixou a cabeça. E ativou a chave.

Assim que seus pés tocaram o chão olhou ao redor, o ambiente escuro, plantas mortas. Folhas que formavam unm tapete irregular, dando a aparência de um local quase abandonado. E entrou na casa movendo sua varinha, vendo dois elfos surgirem e a barrarem e os encarou.

-Onde está Eibhlin? Eu não vou perguntar de novo. -Avisou e quando um dos elfos veio em sua direção apenas moveu a varinha o jogando pela janela. Olhando a elfa que tremia. -Quer voar? -Perguntou baixo, vendo ela indicar o caminho e subiu as escadas, abrindo a porta do quarto e se deparando com roupas espalhadas, cama desfeita. E a fresta da porta do banheiro. E quando abriu esta. Congelou por alguns instantes.

-Não! -Falou correndo e tirando sua menina da banheira, fechando o pulso dela rapidamente, e fazendo respiração nela, ouvindo ela tossir. E pela primeira vez em muito tempo, agradecendo a qualquer força superior. Aquele sangue em sua roupa, a água com sangue, não era a primeira vez que tinha sangue nas mãos, sangue de alguém que amava, de alguém que ela daria a própria vida. E tocou a face dela com cuidado, carinho. Notando a palidez, e a aconchegando nos braços. Não se importando com sua roupa, com a água.

-Não desista… Você não pode desistir… -Murmurou baixo, acariciando seus cabelos, vendo no próprio pulso uma marca já branca de quando ela própria decidiu desistir, e Molly a salvou. Parecia um deja vu. Novamente a mesma historia, mas ela iria conseguir. Ela conseguiria. -Shiu, minha menina…. Tudo ficara bem. -Falou com carinho. A pegando, e levitando ela até a cama. Pegando um pijama que ela mesma deu a ela. E colocando nela a vestindo com cuidado. Abrindo o armário e apenas pegando aquilo que ela conhecia, o que ela sabia que pertencia a ela. Como a boneca de pano que ela deu a sua menina. Guardando tudo em duas malas e as diminuindo colocando no bolso. E levitando ela.

-Se vocês procurarem minha filha de novo, eu esqueço o respeito que tenho por todas as criaturas, que asso vocês lentamente em fogo baixo. -Falou baixo passando por eles. E aparatando segurando firme Eib nos braços, ela não mais deveria viver em trevas, deixando pra trás toda escuridão.


-Façam uma sopa pra ela... Eu cuido dela. -Avisou baixo aos elfos, colocando Eib na cama, e preparando uma poção a dando na boca dela. E se sentando na cadeira, olhando esta e ajeitando suas cobertas. A deixando quente e confortável. Tentando achar algo daquela menina que um dia abraçou apertando quando os pais da mesma morreram. Aquela menina que segurou no colo, que deu o primeiro animal de estimação, que ensinou a fazer bolinhos. De repente era como olhar o passado sem o reconhecer. E beijou sua testa, demoradamente. -Eu vou cuidar de você, meu amor. -Murmurou baixo. Não era de demonstrar tanto com palavras o que sentia, apenas gestos. Mas sabia que não foi um erro dela, ou de Eib. Mas apenas uma fase cruel a ela e a todos que a cercavam. Olhou pra ela, notando esta parecia despertar a sorriu.

-Como se sente? -Perguntou baixo, vendo ela fazer menção de se levantar, e apenas a forçou ela a se deitar de novo, ouvindo os elfos, e sorrindo com a animação deles, e dando uma poção pra ela beber. E também um pouco de sopa. Vendo ela já sonolenta, e apenas a cobriu, fazendo carinho nos cabelos dela, observando ela adormecer. -Por favor, deixem Sunny avisada da presença de Eib aqui, mas so voltem amanha de tarde... -Pediu baixo, deixando o quarto e indo ao seu, tomando banho e trocando de roupa, tirando o vestido manchado de sangue e ainda úmido. Desde que chegou sua prioridade foi Eibhlin. E depois de se trocar, desceu pro porão indo fazer poções que ela teria de usar. As preparando calmamente. Sem precisar o tempo que passou. Apenas parando após completar o estoque saindo com estes. E encontrando a jovem chorando. E colocou estes na estante.

–Eib…-Murmurou carinhosa. Se surpreendendo ao ver ela se abaixar, ajoelhando-se a sua frente. E lhe tocou os ombros. –Levante-se querida.-Murmurou com carinho. Ouvindo o que ele falava, o que confessava, e apenas a olhou, sabendo o que ela sentia, por cima do que esta passava. E quando esta a olhou apenas tocou seu rosto. Se abaixando a sua frente. E a puxando pra um abraço em frente a lareira como muitas vezes fizeram. A ninando com carinho, beijando o topo de sua cabeça.

[color:d1c9=#53868B-Houve uma menina, ruiva que perdeu tudo. E ela não tinha muitas esperanças, somente rancor, ela não entendia o que queria pra ela, o que faziam, as vezes se revoltava, as vezes aceitava. E um dia ela se viu sozinha, em meio as cinzas de uma casa, e ela desistiu, dos sonhos, dos pesadelos... Essa menina tentou terminar o que não mais suportava.
-Falou baixo, acariciando seus cabelos com carinho.

-Essa menina tentou se matar... Ela havia desistido de tudo e todos. Mas foi então que ela viu que não haviam desistindo dela, que poderia haver esperança, e tudo era só uma questão de acreditar, de querer mudar. -Fala baixo beijando a cabeça dela. E mostra a cicatriz no pulso. -Ela sabe que tudo na vida, deixa marcas, algumas podemos esconder, outras podemos curar e outras permanecem pra nos lembrar de nossos erros, escolhas... -Murmurou baixo e doce pra ela. -Eu acredito que dentro de você ainda há aquela menina, que um dia eu abracei quando havia perdido tudo, que me fez rir quando simplesmente ficou mocinha e se desesperou correndo com vários papeis grudados e enfiados na calcinha... -Fala rindo com ela. -Ela ainda está ai, você disse coisas bonitos hoje, coisas tristes, você precisou ir ao fundo do poço pra entender que, você pode mudar, que as pessoas não tem culpa do que ocorre em nossas vidas... Eu tenho orgulho de você, minha menina.-Murmurou baixo, doce, erguendo a cabeça dela e limpando seus olhos com cuidado.

-Eu sei que não demonstro em palavras, mas você é importante. Eu sabia que você precisava de um tempo pra você, que você não teria solução, até entender os caminhos que você escolheu, e onde eles a levariam. Eu lamento muito, mas eu estou aqui, você está aqui. Há uma solução, há esperança, e você verá que seu futuro pode ser o melhor possível, acredite nele, e em você Eibhlin.-Fala doce se erguendo e a puxando consigo. Levando ela até a cozinha e tirando do forno vários mini bolinhos.

–Será que você ainda lembra como se faz uma boa cobertura de chocolate?-Pergunta sorrindo pra ela, e a puxa, pra fazerem isso juntas. Rindo e sujando ela de chocolate, como quando ela ainda era uma menina, doce e pequena. E a abraça apertado beijando sua cabeça. -Eu amo você, minha menina, minha filha adotada. Jamais duvide disso, Eibhlin McNach. -Falou doce, pela primeira vez com ela acordada, já que sempre falava mais tais coisas quando ela estava dormindo. E olha os bolinhos na mesa. -Um dia quem sabe te conto sobre tudo que já ocorreu comigo, mas não hoje. Pois celebraremos sua volta, sua vida, e iremos ficar gordas na frente da lareira, e depois planejar compras, e a nova decoração do seu quarto, pois a senhorita só sairá daqui agora depois de formada e vindo me visitar todo final de semana.-Fala brincando e da uma palmada no bumbum dela.



OFF
Desculpa a enorme demora mia amora linda.

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