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 Residência Rowena Ravenclaw - Londres

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Rowena Ravenclaw
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MensagemAssunto: Residência Rowena Ravenclaw - Londres   Ter Nov 01, 2011 11:47 am



Ravenclaw's House

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Última edição por Rowena Ravenclaw em Ter Nov 01, 2011 6:20 pm, editado 2 vez(es)
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Rowena Ravenclaw
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MensagemAssunto: Re: Residência Rowena Ravenclaw - Londres   Ter Nov 01, 2011 12:51 pm

01 de Julho de 1802
LEALDADE!


Ainda me recuperava da humilhação do dia anterior. Sim, fui humilhada ao lado de amigos e companheiros de trabalho por aquele mequetrefe projeto de ministro de magia abusador de poder! Por que fora justamente o que aconteceu, um abuso!!! Tirar os fundadores e o corpo docente de dentro da escola deixando as crianças sozinhas no castelo e como se não bastasse ainda ter a audácia de ordenar o fechamento da escola!! A NOSSA ESCOLA que não dizia respeito a ele!! Aquele salafrário!!!

Repousei na poltrona da biblioteca de minha casa assim que acordei, ou melhor, assim que me levantei da cama, pois meus olhos não se fecharam por nenhum segundo sequer. Suspirei fundo massageando levemente a têmpora, fora um dia terrível! Passar por interrogatórios e ter de lidar com acusações injustas! E diga-se de passagem, havia aurores ali que deviam ser impedidos de possuir uma varinha tamanha a falta de neurônios.

- Oh meu Merlim nos ajude... – suspirei ainda de olhos fechados e beberiquei o chá, eu estava exausta e completamente atordoada. O que seria de Hogwarts agora? Tínhamos um assassino entre nós! Isso acabou com a credibilidade da escola!! O que seria dos alunos?

**PLOC**
**PLOC**


-Temos que perguntar, sim, perguntar! Pare de puxar minha orelha Pimba! Eu vou perguntar!

-Pimba está com medo, está sim, muito medo, seus joelhos estão batendo de medo, pergunte, Caplin, pergunteeee!

- OH GRAÇAS AOS DEUSES! – gritei me abaixando ao nível dos dois elfinhos que surgiram parecendo aflitos. – Me disseram que vocês dois haviam sumido o que houve?? Estão bem? – acariciei a cabeça desproporcional do casal de elfos e voltei a me sentar chamando-os para mais perto. – Me contem tudo.

A cada palavra que saia da boca daquelas criaturinhas meus olhos se arregalavam e meu coração disparava descontroladamente. Wanda Vernold? Não podia ser! Ela enganou a mim, enganou a todos nós! As crianças correram perigo todo esse tempo!!! Uma raiva incontrolável tomou conta de mim fazendo meus olhos marejarem. Nós falhamos.

- .... E agora temos que saber, Mestra.

- ... Sim!!! Temos que saber!!

-... Ela ordenou que nós morrêssemos!

-... Ordenou! Ordenou sim!

-... Teremos?... – os olhos de Caplin brilharam de angustia. – Precisamos?

-... Ela ordenou... – sussurrou Pimba choramingando baixo.

- O que? Vocês perderam o juízo??? – agarrei os dois pelos bracinhos magros e os sentei na mesinha à minha frente. – JAMAIS! JAMAIS, ESTÃO ME OUVINDO? Nunca permitirei que nada nem ninguém os machuque! Vocês dois, assim como todos os outros elfos de Hogwarts são parte de nós! Wanda nunca foi a mestra de vocês, só nós quatro temos esse poder e podem acreditar que jamais será usado contra vocês! Nobres criaturinhas!! – sorri emocionada deixando que a lágrima escapasse dos meus olhos e abracei os dois que sem saber o que fazer... deram leves palmadinhas em minhas costas me fazendo soltar um riso alto. – Ordeno que você jamais morram quando alguém ordenar! – cocei o queixo, ficara confuso... – Entenderam??? – sorri observando duas cabeçinhas balançarem afirmativamente.

- Vocês não tem idéia da importância do que fizeram! Vocês dois foram leais, corajosos, bondosos, determinados e astutos! Foram capazes de unir qualidades que são normalmente separadas!! Nos ensinaram que a junção de todas elas geram resultados fantásticos! Que orgulho tenho de vocês, meus heróis! Se quiserem... APENAS SE QUISEREM, podem ficar aqui em casa. Tenho que falar com os outros... – me levantei. – O destino agora é incerto...

Caminhei até a janela bem no momento em que uma coruja das torres trazia o jornal da manhã. E ao ver a primeira página eu tive certeza, era nosso fim... Era o fim de Hogwarts!


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Rowena Ravenclaw
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MensagemAssunto: Re: Residência Rowena Ravenclaw - Londres   Dom Dez 18, 2011 12:58 pm

30 de OUTUBRO DE 1803
- Após o velório de Helena
APENAS FUNDADORES!

"Lembrar é fácil para quem tem memória.
Esquecer é difícil para quem tem coração"





A dor que eu sentia era algo sem qualquer explicação sensata, era algo que queimava por dentro, destruía, explodia... Era uma dor que sufocava, meu coração se feria quando, sem se decidir, acelerava e paralisava muitas vezes por segundo. O ar parecia não conseguir chegar aos pulmões, lágrimas incansáveis jorravam dos meus olhos antes tão brilhantes e precisos. A morte não devia ser temida, mas a morte de um filho era algo que eu não desejaria nem para meu pior inimigo, e olha, eu tinha muitos.

Eu permanecia ali, jogada na poltrona da sala de estar, berrava palavras negativas, maldições... Enquanto Helga me amparava e me segurava longe de minha varinha que se eu em algum momento pegasse... Coisas horríveis aconteceriam ali. Salazar no andar de cima gritava com Godric que também tentava acalmá-lo. Salazar... O amor da minha vida, naquele momento não mais me olhava nos olhos, nem sequer permanecia no mesmo lugar que eu... como se fosse minha culpa toda aquela tragédia... Malditos Trouxas! SIM! MALDITOS! Não entendia mais o porquê de eu ter os defendido por tantos anos da fúria de bruxos poderosos... Dentre eles meu próprio marido, agora sim eu entendia o ódio, o desprezo... Minha filha... minha princesa, morta por aqueles homens imundos, queimada.

- Eu matarei um por um, Helga... UM POR UM! – eu berrava desconsolada enquanto quadros e vasos explodiam sozinhos ao meu redor, o ódio que eu sentia era incontrolável. Meus olhos passavam muitas vezes pelo diadema recuperado agora jogado sobre a mesa de centro, amaldiçoado. – Como ousaram tocar em Helena! COMO OUSARAM? – e as janelas se estilhaçaram gerando um grande e sonoro estrondo. Ao fundo eu ainda podia ouvir, bem de longe, a voz de Salazar, as palavras... Nesse momento eu queria morrer... ou matar.... eu precisava. Eu iria. Helena não morreria em vão, todos conheceriam a nova Rowena Ravenclaw. Azar o deles.

Iniciando a ação xuxus, é aqui que Godric e Helga apagaram a memoria dos dois... espero seus posts amores <3

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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: Re: Residência Rowena Ravenclaw - Londres   Seg Dez 19, 2011 5:23 pm

Aquilo decididamente não podia estar acontecendo! Não podia! Oh Santo Deus! Quando eu penso que as coisas poderiam ficar melhores, elas só pioram. E eu estava sem ação agora, e era capaz de compreender perfeitamente a dor da minha amiga Rowena. Eu mesma lutava para conseguir segurar as lágrimas e não perder a razão junto com ela.

A dor da perda não era nada agradável. E nem mesmo eu conseguira respirar quando meu pai se fora... Não fosse pelos meus três amigos não sei o que teria acontecido de mim. Eu estava de mãos atadas dessa vez e não podia fazer nada para mudar as coisas. Tentava consolar Rowena, mas até isso parecia complicado, porque eu era capaz de perceber a intensidade da dor e da perda que ela agora sentia.

A abracei enquanto esta chorava desesperada. Eu não podia fazer outra coisa, tive que amparar a minha amiga! Quando recebi a coruja de Godric e soube do que acontecera, larguei tudo e voltei correndo do Vaticano para a Inglaterra. Sim, eu estava tentando convencer a alguns dos idiotas daquele lugar a pararem de perseguir e julgar qualquer um que fosse diferente do que pregavam... Se o próprio Deus que defendiam não discriminava ninguém, porque cabia a eles, seus sacerdotes, fazerem isso? E com que cara agora eu poderia tirar a razão de alguns bruxos ou líderes trouxas mais radicais, se a filha da minha melhor amiga (e minha afilhada) acabara de ser morta por isso? Revolta era o que eu sentia... Mas matar outras pessoas não iria resolver nada.

- Fica calma Row, fica calma! - eu tentava consolá-la; mas também chorava. Helena era uma moça tão bela e tão especial. O que acontecera fora decididamente trágico demais para qualquer um que a conhecesse aceitasse. – Calma...

Afastei a varinha de Rowena do alcance de sua mão, ela poderia fazer alguma besteira agora que estava nesta situação. Fora de si, lidando com a perda, ninguém seria capaz de agir normalmente. Naquele momento Godric e Salazar gritavam no andar de cima. E notei a aflição da mulher ao meu lado “Oh Deus! Que Godric consiga botar um pouco de razão na cabeça dele!!!” Eu clamava em pensamento, nunca vira meus dois amigos tão transtornados. E agora até Rowena demonstrava raiva aos trouxas que haviam executado Helena. E o que eu falaria para ela? Tolerância? Respeito? Aquilo era inconcebível naquela situação, pois no lugar da própria, eu provavelmente teria a mesma reação. Mas eu, como amiga, devia tentar protegê-la agora e ampará-la, era o certo a fazer.

Os vasos e quadros explodiam em estilhaços ao redor de nós duas, e apenas brandi a minha própria varinha para evitar que nos machucássemos. Eu já não sabia o que falar... Mas não queria ver Rowena fazendo uma tolice agora em busca de vingança.

- Querida se acalme... eu vou... eu vou... – comecei a gaguejar, tentando arrumar uma desculpa para me afastar momentaneamente. – Vou pegar uma água com açúcar pra você, já volto. – cobri seus ombros com um lençol e a deixei chorando sentada ao sofá.

Cheguei a cozinha e graças ao bom Deus encontrei Godric lá dentro. Ele estava vermelho e, assim como eu - embora abalado pelo acontecimento, também conseguira manter um pouco de razão na cabeça. Olhei para diretamente para ele e o fundador desviou o olhar. Desde que saíra de Azkaban estava assim, com dificuldade para lidar com as pessoas...

- Rowena está desabando, coitada. – falei enquanto enchia uma xícara com chá de camomila. – Não sei como acalmá-la... Ela está fora de si! Perdeu a filha única e ainda mais dentro de toda essa situação... Quer vingança! – segurei a xícara sobre o pires e coloquei sobre a mesa. Baixei a voz para que só o homem me escutasse. – Perder Helena agora... eu também estou sem chão! – meus olhos vermelhos sinalizavam para o quanto eu chorara durante o velório. – Nenhuma mãe deveria ter que enterrar o próprio filho... É anti-natural! – silenciei, tomando um pouco da própria xícara de chá. – E Salazar, como está?

Godric explicou a situação do amigo, e eu igualmente não pude deixar de sentir piedade por ele. Mas era melhor que Godric tivesse feito o que fizera mesmo, eu não conseguiria conter Salazar caso ele se enfurecesse; e ainda mais contando que eu tanto defendera o diálogo com aqueles que haviam causado a morte de sua filha, tentar contato com ele seria uma loucura.

- Eles não vão se acalmar Godric... Já estão assim desde que aconteceu! – comentei preocupada. – Quem sabe se eles se recuperarão disso algum dia! Quero dizer, não é algo que eles possam simplesmente passar por cima não é? Estamos falando da perda da única filha deles... – não queria imaginar como seriam os dias seguintes de Salazar e Rowena. – O que faremos? – perguntei preocupada. – Se os deixarmos assim eles vão fazer alguma besteira! Não quero nem imaginar Rowena e Salazar soltos no mundo perseguindo trouxas agora...

Alguma coisa precisava ser feita. Eu sabia disso. Se não fizéssemos, quem sabe quais conseqüências tudo aquilo não teria? Não contive minha hesitação quando Godric murmurou e sugeriu algo que pudéssemos fazer. Olhei assustada para ele. Simplesmente aquilo seria uma ação complexa demais e com conseqüências terríveis... Eu mesma não conseguiria imaginar como seria. Me sentiria uma criminosa fazendo isso, roubando aquilo que Salazar e Rowena tinham de mais valor agora que Helena se fora...

- Eu concordo com você.... – murmurei, já sem saídas. Não queria ver minha amiga sofrendo por isso, ela não merecia. Já tivera uma vida dura demais para ter que lidar com mais esse peso. Se eu pudesse ajudá-la a carregar isso, então que eu tomasse seu fardo. – Já volto. – levantei e fui até a sala. Rowena ainda chorava de costas para a porta da cozinha, ela não notara que eu voltara. Ergui a varinha em direção a ela. Tremia como nunca antes na vida. Mas precisava ser feito. – Desculpa amiga... - murmurei baixinho. - Estupefaça! – bradei, e uma luz vermelha atingiu Rowena na nuca; e a mulher desmaiou como uma boneca de pano sobre o sofá.

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Salazar Slytherin
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MensagemAssunto: Re: Residência Rowena Ravenclaw - Londres   Seg Dez 19, 2011 6:33 pm

Morte, era a isso que cheirava aquela maldita casa. Eu estava trancando no quarto após uma semana do que tudo terminara. E após eu passar essa ultima semana em Hogwarts, eu iria criar algo que faria todos os malditos trouxas pagarem, um a um. Eu não iria me importar. Eu não queria saber de mais nada. Ainda mais ali. Levitei o restante das roupas pro meu malão, quando a porta do quarto se abriu.

-Volte pros seus malditos trouxas, Helga.-Avisei de forma fria e sem vida. Mas ao ouvir a voz me virei, observando a figura parada a porta. Por alguns segundos: Godric, realmente estava ali... Não vira a cara do mesmo desde o enterro de sua filha. Sua Helena. -Não comece...-Falou se recusando a ouvir qualquer coisa que ele estivesse querendo falar.

-O que estou fazendo? Indo embora daqui.. dessa maldita casa.. pra longe dessa MALDITA MULHER.-Falei mais alto para que Rowena escutasse, eu não conseguia sentir pena dela, nem piedade, nada. Eu tinha raiva e ódio. Ele escondera de mim uma filha e quando a ganhei de volta. Ela se foi. Pouco me importava quem havia a matado, aquela mulher lá embaixo era uma das culpadas pela minha dor.

-CRUEL? -Eu gargalhei com tudo que tinha direito. E forte, encarando a face cansada ainda dele. Ele só poderia estar sendo um piadista. -Crueldade.. Você quer falar de crueldade? Não fui eu que escorracei todos da minha vida, porque estava preso... Ohh coitadinho do Godric, falando com as paredes da prisão.... FODA-SE EU NÃO ME IMPORTO. EU NÃO LIGO,... e daí? Eu pouco me importo com a maldita prisão, mas antes de ir pra lá eu me vingo... Não Godric, eu vou ver cada um deles sofrer e implorar... -Falei de forma quase sádica e alucinada. Eu iria acabar com todos.

Fechei meu malão, e o levitei até a porta. Voltando e pegando o retrato de Helena e o olhando por alguns segundos antes de o devolver ao mesmo local. Eu nunca mais colocaria meus pés ali.

-Saia do caminho... O QUE VOCÊ QUER OUVIR SEU INFELIZ? QUE ELES TIRARAM TUDO DE MIM? QUE NA MALDITA HORA QUE EU AMEI EU PERDI TUDO? SATISFEITO? EU NÃO SOU NOBRE COMO VOCÊ, OU IMBECIL COMO HELGA QUE VÊ BONDADE EM TODOS OU METIROSA COMO ROWENA. EU NÃO ME IMPORTO, SIMPLES ASSIM.... -Berrei lançando um feitiço em direção a janela a quebrando, e passei pro Godric, enfurecido. E apenas senti algo me atingir e tudo ficar apenas escuro... Eu me sentia em paz, talvez a morte fosse assim...



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Godric Gryffindor
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MensagemAssunto: Re: Residência Rowena Ravenclaw - Londres   Qui Dez 22, 2011 1:27 am





Qualquer coisa eu edito :* AÇÕES FINALIZADAS





Não convivi muito com Helena, não sabia que tipo de pessoa era ela ou o que fez pra merecer esse fim, mas de fato o que mais me impressionou foi imaginar Sunny no seu lugar, e só assim eu cheguei perto de entender o que aqueles dois sentiam. Caos... Era isso que havia se instalado naquela maldita casa, eu não estava com a mínima vontade de presenciar isso, de participar, de me intrometer... Mas lembrei novamente da dor que senti de “perder” Sunny, e ela não era nem um pouco, mas nem um pouco mesmo parecida com o que eles poderiam está sentindo.
No andar de cima Salazar quebrava coisas, e no andar de baixo Rowena fazia um escândalo com sua voz fina, se mostrando uma mulher de gênio parecido com a do seu marido. Eu havia vindo a pedido de Helga, com certeza era um momento que devíamos apoia-los e tentava planejar a melhor maneira de fazer isso. Helga surgiu na cozinha e quando me lançou aquele olhar desviei o rosto, encarando a janela. Não conseguia mais encarar as pessoas, não por vergonha... Isso é algo que praticamente não senti em toda a minha vida, mais por não ter vontade de saber o que pensam. Tanto tempo longe de pessoas me fez desaprender a sentir interesse nelas.

Fiquei escutando o que ela dizia, tinha razão... Os filhos não foram feitos para morrer antes de seus pais, mas mesmo assim acontecia. Vinha acontecendo com frequência, mais do que o normal.
- Ele quer destruir tudo e a todos... Ele está uma merda. – Respondi quando ela perguntou sobre ele, Salazar sempre teve um gênio forte, difícil de lidar, um homem explosivo que quando colocava algo na cabeça, não havia nada que tirasse... Ou quase nada.

Todas as palavras de Helga passavam em minha mente também, aqueles dois não se acalmariam, não enquanto algo realmente ruim os parasse. Claro, só se não fizéssemos nada.
- Nada pode tirar essa ideia da mente deles, nada... Exceto um feitiço, só precisamos fazer um feitiço e eles não se lembrarão de mais nada. – Sugeri a fundadora.
- Helga, nós precisamos fazer. E eles nunca, nunca poderão saber, entende? Ninguém conhecia Helena de fato, ninguém que convive conosco atualmente. Se alguém vier nos atormentar, apagamos a mente do infeliz também. Acabou... Não posso permitir que esses dois babacas se destruam. – Cruzei os braços e soltei mais um suspiro cansado, dessa vez desviando o meu olhar para o lustre, achei que seria mais difícil de convencer Helga, mas ela concordou e isso era o suficiente.

- Eu vou... Lá em cima. – Não queria encara-lo, não queria conversar com Salazar e tentar acalma-lo, por que eu era a pessoa menos apropriada pra isso nesse momento. Subi as escadas lentamente, já com a varinha na mão... Só de abrir a porta eu correria o risco de ter a cabeça explodida, então era melhor me precaver.

Empurrei a porta com calma, e escutei a voz dele. Aquilo ia ser realmente chato.
- Infelizmente, não é a Helga. – Falei me apoiando na batente da porta e cruzando os braços, ele virou-se para mim e fez aquela cara mais feia do que o normal.
- O que você pensa está fazendo? – Perguntei, sabia que ele queria ir pra longe de Rowena... Típico dele, covarde! Não enfrentar seus problemas, fugir, chutar, espernear... Era isso que ele sempre fazia, por que seria diferente agora? Por que tentar crescer um pouco devido às coisas ruins que o acontecia, se era mais fácil odiar? Ele deveria crescer, mas parecia impossível, parece impossível pra ele ser alguém adulto.
- Não está sendo cruel com ela? – Claro, ele tinha que ter alguém pra culpar, alguém pra descontar a sua raiva, alguém pra afasta-lo de toda a responsabilidade, ele tinha que escolher logo a pessoa que lhe dera a felicidade, por que todos os malditos momentos bons nunca valem de porra nenhuma?

Sabia que ia sobrar pra mim, sabia que vindo ali ele não ia me tirar do meio e perceber que eu estava tentando ajuda, por que faria isso? Levei a mão até a altura de minhas sobrancelhas e esfreguei os meus dedos, tentando me manter calmo.
- Mas que inferno... – Resmunguei, eu não servia pra isso. Tudo o que queria agora era azarar aquele maldito, e faze-lo pagar por dizer coisas que não sabia... Mas como sempre, sou o Godric Gryffindor, o maldito filha da puta compreensivo, que ajuda os amigos.
- Você está sendo irracional... – Calmo, tentava parecer totalmente calmo. Eu treinei muito meu autocontrole, muito mesmo e não iria gritar, não iria.

Salazar explodindo de raiva estourou os vidros da janela, e me fez revirar os olhos. Descruzei os braços e ele passou por mim feito um furacão. Merlin é testemunha de que eu tentei, tentei resolver as coisas na conversa.
- Estupefaça! – Falei de forma firme enquanto apontava a varinha pra ele, que caiu feito uma mala no chão. Mais um agito da varinha e o levitei, era preciso muito concentração, quando foi que ele ficou tão obeso? Depois disso o coloquei sentado no sofá, joga-lo na cama, nem morto.
- Você me agradeceria por isso, se fosse lembrar. – Com a varinha apontada pra fuça daquele infeliz, pensei em Helena.
- Obliviate. – Era assim, eu faço o trabalho sujo salvando o rabo dele, e nem teria o reconhecimento. É bom que Helga me dê um ótimo prêmio.




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