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 Castelo da família Leobald

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Brandon Leobald
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MensagemAssunto: Castelo da família Leobald   Sab Jul 07, 2012 2:14 pm




Lord Willem Leobald II #


Lady Mirla Calleote Leobald #


first son and heir: Brandon Leobald #


second son: Willem Leobald III #
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Helena Manderley
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Dom Jul 08, 2012 6:38 pm

- RP FECHADA -


.
Brandon Leobald & Helena Manderley

07 de Julho de 1805, 23h05
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Helena Manderley
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Seg Jul 09, 2012 1:32 pm








Tapava os ouvidos com as mãos, com as lágrimas escorrendo, ao ouvir os gritos de minha mãe no chão, sendo espancada pelo meu pai. Não era justo. Nós estávamos lendo no salão, depois do jantar e conversando sobre Hogwarts e o meu novo relacionamento com Brandon quando meu pai simplesmente chegou e começou a descontar mamãe, as suas frustrações de ter perdido dinheiro no jogo. Sério, eu já não tinha paciência para as crises de bêbedo dele. EU nunca o perdoara pela primeira vez que tocara em mim, e apesar de e ser feiticeira, não tinha muitos meios para me defender de uma ataque físico. E não perdoava ele continuar a fazer isso com a minha mãe.

Pode chamar-se instinto grifinório, mas eu não podia ficar quieta assistindo, sem fazer nada. E por isso me meti entre os dois, empurrando meu pai com força. E ele tropeçou para trás e ficou encostado na parede, olhando arregalado para mim. Afinal eu já não era uma menininha, que ouvia e calava. Mas claro que eu soube que iria sobrar para mim, ao ver o seu olhar de fúria e a maneira como levantou a mão. Então meu inferno começou e eu fui a substituição de minha mãe. Não me lembro quando foi a última vez que ele tinha-me machucado dessa maneira. Ouvia minha mãe choramingar mas ela não podia fazer nada para deter. Todo o meu corpo doía e protestava a cada tapa e pontapé na minha barriga ou costas.

Senti que estava prestes a desmaiar quando ouvi um feitiço sendo exclamado e uma sombra se colocar sobre mim e me pegar ao colo. – Devin… - e eu conhecia aquele corpo e me deixei aconchegar, suspirando de alívio. Ouvi Devin dizer que precisava sair daquela casa, que ele não poderia cuidar de mim e de mamãe e deter meu pai ao mesmo tempo. Eu sabia o quanto lhe custava ver nosso pai nos maltratar assim. E como ele sempre me ajudava com mamãe. Mas agora eu precisava sair dali. – Vai até aos Leobald, Lena. Se cuida, passa lá um, dois dias, você é sempre bem–vinda lá. Eu trato do papai… e cuida desses machucados – ele roçou os dedos na minha bochecha e depois me deu um beijo na testa.

Em seguida, ele me abaixou e me colocou no chão, já próximo da lareira e eu peguei o pó de Flu, tentando-me equilibrar. Só queria deitar e dormir, mas estava com tanta dor. – Castelo Leobald, quarto de Brandon Leobald – senti meu corpo ser projectado e senti ainda mais dor e tontura, fechando os olhos com força, e desejando que a viagem fosse rápida. Tropeçei quando cheguei no quarto de Bran e tive que me segurar. Respirei fundo e olhei em volta tentando focar onde estava. As luzes das velas brilhavam lentamente e não havia barulho no quarto, a não sei uma respiração. Eu sabia que já era noite, mas não tinha para onde ir.

Me aproximei da cama do garoto lentamente e acabei me sentando na borda, passando os dedos pelos cabelos loiros de Bran, acariciando. – Bran… - sussurrei, fazendo com que ele notasse a minha presença. – Eu preciso da sua ajuda… - vi ele piscar os olhos, sonolento, e como se estivesse não acreditasse que eu estivesse ali, e me puxou para os braços dele, me abraçando e me fazendo gemer de dor. Doia, mas pelo menos estava segura. No entanto minhas forças estavam se esgotando e eu não sei se conseguiria levantar de novo.

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Brandon Leobald
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Ter Jul 10, 2012 8:49 am


Nada poderia melhorar seus dias. Logo eles finalmente se casariam, logo estariam juntos e por assim dizer para sempre. Brandon usava sua cama como refugio para pensar em tudo ao redor de sua vida, em Hogwarts ela foi muito aproveita e em casa era da mesma forma. Acreditava que se pensasse em alguma coisa antes de dormir sonhava com tal, e normalmente era isso que acontecia.

Estava novamente em Hogwarts, com alguns amigos, rostos que ele não conseguia identificar e então uma aluna da mesma casa que a sua se une a eles, senta ao seu lado e abraça, fica grudada, com a cabeça tombada sobre seu ombro. Ele sorriu e corou, sentiu as bochechas corarem. Helena Manderley. Os dois se olharam e quando voltaram a olhar para o local havia mudado, estava em uma floresta, e caminhavam de mãos dadas, e a garota dizia que precisava encontrar alguma coisa, algo que era muito importante para ela, e que ela havia perdido. Demoraram até encontrar uma caixa.

Brandon não sabia direito para onde aquele sonho iria o levar, mas sabia que estava perdido ao lado dela, mas tinha seu porto seguro como formula de escape, sabia que ao lado dela poderia se tranquilizar e ficar satisfeito de que nada de ruim iria acontecer, iria a proteger. Haviam se metido em tanta confusão no ultimo ano em Hogwarts, que por sinal era o primeiro ano dos dois no castelo. O rapaz no final assim que chegara em casa agradeceu aos pais por o mandar a Hogwarts, pois a distancia dos pais não só lhe deu saudade como também fez aflorar o verdadeiro amor que sentia por Lena.

O sonho mudou mais uma vez, diz que o sonho sempre muda a cada cinco minutos, ou que a cada cinco minutos acontece algo diferente, uma pessoa entra, uma fala acontece, aparece algo, não importa todas as ações dentro de um sonho é o que vale a cinco minutos de nossas vidas. E desta vez os dois estava em um piquinique, e entre eles a caixa preta com detalhes em dourados e duas letras grafadas perto da fechadura em BH. Nada sugeria mais que aquela caixa pertencia ao jovem casal. Brandon tentou a abrir de modos humanos, a puxando e forçando, mas Helena foi mais paciente, a abriu colocando a sua varinha na caixa, e assim que o objeto abriu algo puxou a atenção de Brandon, era a voz de sua amada, uma voz que o fazia despertar, e se arrepiar. Ela estava desesperada e precisava de sua ajuda.

Como os sonhos são engraçados, sempre param na melhor parte, sempre acordamos sem saber o final. Ou então o sonho acaba quando algo na vida real acontece, o nosso subconsciente nos guia a vida real, de forma que nosso cérebro possa projetar uma história que acabe da forma que comece o real. Era divertido e de certa forma curioso.

Assim que abriu os olhos viu a sua amada aos seus pés, estava sentada em sua cama. Estranhou no momento, ela deveria estar em sua casa, seus olhos lagrimejantes observaram a garota, e um sorriso apareceu. Não entendeu nada, esfregou os olhos com a manga de sua blusa para poder enxergar melhor e então a puxou para mais perto de si. Sentiu o calor do corpo dela, e seu corpo se arrepiou, ela estava gelada, tremia, e a ouviu gemer. Prometi a proteger... Pensou o rapaz assim que voltou a abrir os olhos e viu que ela não se movia. Moveu-se com cuidado abaixo dela e a deitou ao seu lado na cama.

Afagou seus cabelos e sorriu, limpou um pouco do rosto sujo dela, limpou os lábios e desceu a mão, e quando ela passou pela costela dela e pela barriga ela gemeu. Brandon encarou sua noiva e sentiu como se um polvo descesse goela abaixo sem ser moído pelos dentes. Quase engasgou com tanta saliva, com tanta dor e ansiedade. – Lena, não quero que me responda agora, se tiver força só mova a cabeça... – sussurrou ele baixinho para ele. Se não havia esquecido ainda estava em casa e seus pais estavam no local, a sua sorte poderia ser que seu irmão mais novo estivesse a dormir do outro lado do castelo. Passou novamente a mão pelos locais onde ela havia gemido, e então olhou para a garota. – É aqui? – e ela balançou a cabeça em positivo – Posso... Posso... Brandon que foi? Ela está em perigo, ferida e nem consegue a ajudar?! – e então olhou do corpete que ela usava e voltou a olhar para a garota. – Posso abrir para ver? – e seu rosto estava da mesma cor da sua coberta, um vermelho claro. E ela mais uma vez assentiu com a cabeça.

O rapaz então desamarrou lentamente o corpete dela até a região do busto e forçou um pouco para abrir, por baixo ela ainda tinha uma blusa, e então abriu os botões devagar, pode ver que ela não sangrava, mas a cada movimento um pouco sem cuidado ela gemia de dor. – Lena, eu vou a ajudar, não posso usar feitiços fora de Hogwarts, mas vou cuida-la à moda trouxa... – respirou fundo e pode ver o umbigo e depois um pouco da pele dele, a pele estava em tom esverdeado, mais um pouco e romperia, tinha marcas pela barriga e uma grande na costela, acariciou seu rosto lentamente após ver as marcas, e viu que tinha o rosto um pouco vermelho e um corte do outro lado da face, um corte que ele não havia notado. – O que aconteceu, meu amor? – indagou enquanto limpava o sangue do rosto com uma das mangas e enquanto ela tentava responder ele colocou a outra manga contra seus lábios e bufou deixando que o seu bafo umedecesse a manga, sabia que precisaria correr para as cozinhas para apanhar um pano úmido para ela. Mas enquanto não fazia isso no momento apenas poderia ajuda-la assim.

Quando sentiu que já tinha a manga um pouco úmida passou lentamente pela barriga dela e logo sentiu ela esquentar novamente. Não iria adiantar nada. – Preciso ir buscar gelo... Você fica quieta aí? Não demoro! – disse saindo da cama e a cobrindo com as cobertas que tinha em sua cama, que antes ele usava. – Vai tudo ficar bem, Lena! Eu prometo! – e deu um lento beijo nela antes de deixá-la em seu quarto, correndo o mais silencioso que podia para não acordar ninguém no castelo.
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Helena Manderley
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Dom Jul 15, 2012 5:41 pm








Eu sentia dor, muita dor. Mais do que alguma vez meu corpo tinha suportado e eu quase não conseguia manter meus olhos abertos. Mas eu sabia que não podia desmaiar agora, que tinha de pedir ajuda. E mesmo eu consciente de onde poderia-me refugiar e quem iria me proteger de tudo, quem verbalizou a casa de Brandon foi meu irmão. Sim, ele confiava no seu futuro cunhado para essa tarefa, talvez porque eu acabara-me apaixonando pelo loiro. Meu irmão achou que Bran ganhou seu respeito por me conquistar.

Então, eu estava lá em seu quarto, sentada na cama de Bran e tentando não gemer de dor, e o mais importante não desmaiar agora. Eu conheço bem de hemorragias internas e feridas para saber que precisava manter os olhos abertos, até a fase critica passar. O problema é que eu não estava conseguindo pensar como uma futura curandeira que seria. Sentia todo o meu corpo ardendo.

Bran me abraçou e eu gemi de dor, com o corpo tenso e não me movendo para corresponder. E acho que ele notou algo estranho porque me olhou com atenção. E meu rosto deveria estar horrível, nada apresentável. O loiro me fez deitar e começou a passar a mão pelo meu corpo, tentando ver o que tinha acontecido comigo e onde eu estava machucada. O problema é que eu queria falar. Mas nem tinha força para fazer minha voz sair, só gemidos, e era isso que eu fazia.

Aos poucos o medo ia embora por saber que estava protegida agora e nada de mal me aconteceria. Mas a tensão no meu corpo continuava, e eu só queria adormecer e acordar totalmente curada, mas isso parecia difícil de acontecer. Gemi mais alto quando ele tocou na minha barriga e assenti quando Bran pediu permissão para abrir o corpete. Bem. Eu nunca mostrei meu corpo a não ser para minha mãe e as criadas. Senti meu rosto ficar vermelho, e não era do sangue que tinha nele. Bran iria ver meu corpo, e não era por bons motivos. Eu deveria estar horrível, talvez deformada. E isso não seria uma boa imagem para a primeira vez.

Mas confiava em Bran, porque o amava e sabia que ele gostava de mim. Então deixei que ele abrisse e visse, algo que apenas ele veria, sendo meu prometido e futuro marido. Vi a expressão de ternura e de cuidado com que ele desamarrava e abrir os botões. Tão preocupado comigo e apesar de toda a dor, de toda a vontade de chorar que eu estava sentindo, me senti aquecer por dentro ao ver o amor dele por mim. Fechei os olhos quando ele acariciou meu rosto, e depois limpava o sangue. – Meu pai bebeu muito… – sussurrei as palavras que conseguia soletrar no momento e vi uma mudança no rosto de Bran. Havia ódio, raiva e protecção.

Meu corpo estava quente, quente demais e sentia que meus pensamentos estavam ficando incoerentes. E só queria que Bran me abraçasse e ficasse comigo. Resmunguei quando ele levantou dizendo para eu ficar quieta. – Não me deixe – fiz uma expressão de pânico, com medo de ficar sozinha. O loiro me deu um beijo e saiu correndo. Eu sei que era para meu bem, mas eu não conseguia racicionar no momento.

Suspirei e tentei sentar-me, gemendo de dor a cada movimento e não contive mais, deixei que as lágrimas caíssem pelo meu rosto. Doia demais. Tirei lentamente o corpete já frouxo na frente e deixando cair no chão, assim como o vestido branco, ficando só com um calção feminino e uma blusa. Eu sabia que não deveria ficar assim na presença de Brandon, mas teria que cuidar dos meus machucados e era a única forma. Me deixei cair de novo na cama e não me cobri, apenas me encolhi quase formando uma bola, sentindo meu corpo esquentar cada vez mais. Sentia meu corpo tremer mas não era de frio.

Estava quase fechando os olhos quando oiço alguém abrindo a porta e vejo Bran se aproximar com várias coisas na mão. – Você voltou – sussurrei e suspirei de alivio quando senti a mão fria dele roçar no meu rosto. Tinha medo que me tivesse deixado sozinha. E ouvi ele meio que brigando comigo, por ter tirado a roupa sozinha. Eu não me devia mover. - Mas estava com tanto calor – quase nem notava o rosto corado dele ao analisar meu corpo. Eu deveria estar muito feia. – Bran eu estou tão cansada… - ofeguei quando ele colocou um pano molhado na minha testa, absorvendo a frescura. Fechei os olhos e deixei que ele cuidasse de mim, sentindo os seus toques e gemendo quando tocava numa área mais sensível. Mas não podia dormir. Será que ele teria algo para as dores? Uma poção? Isso seria bom neste momento.


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Brandon Leobald
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Dom Jul 15, 2012 8:49 pm


Se tinha uma coisa que o Brandon podia dizer era que estava sendo realmente e finalmente feliz ao lado de sua prometida, na verdade sempre fora feliz quando estava perto dela, mas sempre soube que ela queria um amor verdadeiro e sincero, pena que não era o seu amor. Por fim, tudo já havia mudado e agora ele corria para deixar a prometida em melhor estado. Em poucos minutos sonhava com Helena e pouco tempo depois já a tinha em sua cama, não como um casal ficava, mas ainda a tinha em sua cama, e por ela estar no seu quarto tinha que correr, correr e manter o silencio.

Seu sogro tinha acabado com sua amada, não sabia por que ele havia feito aquilo com a sua própria filha, mas passou em sua cabeça que seu pai também pudesse fazer aquilo, e tinha certeza que pelo que conhecia do pai ele faria mesmo, sóbrio, isso se o jovem deixasse. Sua mão abriu e fechou, e quando fechou a apertou mais, sentiu a ira andar por suas veias e correr a ponta dos dedos prestes a sair, como um murro. Só que sua mão não foi em direção nenhuma, o murro nem chegou a existir.

Brandon descia as escadas principais, ouvia seu pé descalço tocar no chão gelado, sentia o frio nos pés, mas o que lhe preocupava era em acordar algum criado ou seu elfo domestico que poderia estar na cozinha. Ouvia como se o atrito entre o pé e o piso fosse mais alto e mais forte.

Chegou à cozinha e sentia que já havia demorado demais. Apanhou um pano velho de uma gaveta e o umedeceu. Pegou também um caldeirão que tinha no armário e, além disso, colocou 500 ml de água. Já sabia o que tinha que fazer, adorava poções e esperava que aquela poção básica que sabia de cabeça funcionasse. Não poderia deixar a noiva esperando por mais tempo, sentiu seu corpo arrepiar imaginando que tivesse acontecido algo de pior. Pegou um suporte para o caldeirão e também o fogareiro.

Ajuntou tudo nos braços e correu de volta para a torre oeste do castelo onde se localizava seu quarto. Tentava não derrubar nada para não se atrasar ainda mais, só Merlin saberia o que Helena estaria passando agora. Nesse momento o rapaz nem se importava mais com o barulho que causava e como causava o barulho, queria estar perto da amada.

Assim que abriu a porta e a atravessou deixou as coisas dos braços ao chão com cuidado, apenas ficando com o pano úmido em sua mão. Mas o que mais o deixou pasmo, foi os movimentos que ela havia feito sem que ele estivesse por perto, havia pedido para não se mover.

- Amor... – tentou começar, mas por mais que pensasse não conseguia brigar com ela. – Não pode se mexer, tens que ficar quietinha... – mordeu o próprio lábio assim que se aproximou dela e a viu com aquela pouca roupa, passou os olhos por ela e sentiu seu corpo esquentar, a tocou de leve e sentiu o corpo quente. – Agora fique quieta que eu cuidarei de você! – sorriu e deu um beijo em sua testa logo em seguida acariciando seu rosto e limpando um pouco de sujeira que havia na testa.

Pensou mentalmente na poção que iria fazer: ‘Coloque a água no caldeirão, depois adicione o acônito e coloque a substancia para cozinhar durante 3 minutos, após isso acrescente o chifre de unicórnio em pó mexendo a poção até ela ganhar um tom verde limão e soltar uma fumaça de cor prateada’

Apanhou o pano úmido e o colocou na testa dela, passando um pouco para refrescar, mas logo depois o tirou e passou devagar pela barriga dela, deixando o pano por final novamente na testa dela, acariciou um pouco com o polegar a barriga dela onde tinha o machucado, fazendo um pouco de massagem ao lado da cintura dela.

A deixou novamente, mas desta fez não saiu do quarto. – Você precisa dormir, amor... Descansa... – sussurrou longe dela, mexendo no caldeirão, o arrumando e depois o levando, pronto, para perto dela, acendendo o fogareiro e indo no seu armário particular apanhar uma pasta marrom e a deixando ao chão do lado da cama e do caldeirão.

Dentro daquela pasta ele tinha pequenas quantidades de ingredientes para poções, ele tinha o gosto para tal matéria e sabia de cabeça muitas, e tinha que sempre andar prevenido. E sabia também dos truques para algumas poções. Apanhou os 350 g de acônito lapelo picado, despejando devagar na água do caldeirão, teria que deixar por três minutos, e marcou os minutos no relógio de sua parede.

Enquanto esperava a poção dar seu tempo de preparo Brandon se aproximou da amada, se ajoelhou perto da cama e a segurou pelas mãos, dando suaves beijos nos dorsos e sorriu, antes de afagar os cabelos dela. – Eu te amo, Lena! – sorriu e continuou com o carinho. – Não me importo de você ficar aqui, na verdade ficará aqui até a volta as aulas, se pudesse nos casaríamos amanhã só para a proteger e a ter perto de mim... – sorriu e acariciou um pouco mais do rosto dela, e depois desceu a mão, e acariciou a sua barriga e sorriu envergonhado. – Eu a protegerei, sempre, de tudo e de todos! – enfatizou, antes de se mover no chão e roçar um pouco dos lábios na barriga dela e beijar onde ela tinha a marca do machucado, que poderia ter sido criado através de um chute.
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Helena Manderley
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Qua Jul 18, 2012 10:36 pm








Sabe quando o seu cérebro só pensa em dor e não processa mais nada do que está acontecendo ao seu redor? Bem, é isso que está acontecendo comigo. Eu sei que devia estar quieta, que tirar a roupa não ajudou nada, pois movi meu corpo e todo ele ardia agora. E confesso que tinha medo de ficar com algumas marcas no corpo. Ainda bem que meu pai não tinha tirado o cinto, isso seria dramático demais. Enfim, então eu tirei as roupas e Bran reclamou um pouco quando voltou, mas corou ao ver meu corpo. Se eu estivesse no meu estado normal, talvez tivesse soltado um risinho ou me cobrido. É, eu não sei o que faria. Suspirei quando ele deu um beijo na minha testa e acariciou meu rosto. Lentamente levantei a minha mão e entrelacei na dele, fazendo carinho com o polegar – Eu estou bem – sussurrei, tentando acalma-lo, apesar de ser totalmente mentira.

Senti um pano húmido ir da minha testa para a minha barriga e soltei um gemido. Estava muito frio e o meu corpo muito quente. E eu não sairia dali, nem que meu pai me viesse buscar. Me sentia segura. Protegida. Como há muito tempo não me sentia. Me aconcheguei mais na cama, sentindo a massagem e relaxei com o contado das mãos de Bran no meu corpo. Tudo isso poderia ser mal visto, mas estava me fazendo bem. E não me importava com o que o resto do mundo pensava. Nós já eramos noivos desde os 6 anos mesmo. Era totalmente normal as pessoas pensarem que já tínhamos algum tipo de intimidade. Apesar de aquele momento ser o primeiro, além dos beijos trocados.

Senti Brandon se afastar de novo e me virei lentamente na cama, ficando com o rosto para a borda onde ele andava de um lado para o outro, e assim podia vê-lo. – Não consigo dormir, amor… muitas dores – gemi baixinho, vendo como ele montava o caldeirão e espalhava o seu kit de poções no chão. E não senti medo. Confiava em Bran e sabia que ele faria tudo certo, apesar do stress e nervosismo. Porque apesar de ele não dizer nada, eu notava na sua postura que ele estava com raiva do que tinha acontecido comigo. E eu só queria que ele ficasse quieto no quarto comigo.

– Não me deixa – sussurrei quando ele se aproximou de novo de mim e dei beijos nas minhas mãos. Esse gesto me fez sorrir um pouco e fechei os olhos quando seus dedos se enrolaram nos meus cabelos, afagando. – Você sabe que também te amo – minha voz estava baixa mas vi os olhos dele brilharem. Me senti aquecer, mas não era de febre, era algo diferente. Quando ele roçou e beijou minha barriga gemi. E não era apenas dor do machucado, mas também ao sentir a minha pele arrepiar de prazer. Nunca tinha sentido isso, apenas nos pequenos beijos no meu pescoço. – Você sabe que eu também quero me casar com você Bran – e queria mesmo. Se isso significasse que morássemos sozinhos, onde nada mais entraria na nossa vida, a não ser amor e felicidade. - Mas somos novos e eu não posso ficar tanto tempo aqui, meu irmão apenas disse dois ou três dias – me movi, tentando colocar os cotovelos na cama e me levantar mas nem mais forças tinha para isso. Bran me fez deitar de novo e me acaricou, fazendo-me acalmar e pedindo para eu ficar quieta. Apenas fechei um pouco os olhos, sentindo o conforto. – Obrigada por tudo… - Porque eu não tinha deixado ele entrar na minha vida antes? Como era bom estar com ele.

– Eu precisava ajudar a minha mãe – vi seu olhar preocupado e a pergunta que queria sair pelos seus lábios. Enrolei os dedos nos cabelos dele e acariciei, quando senti ele deitar um pouco o rosto na minha barriga, tentando não causar mais dor em mim. – Esta vez foi a pior, ele nunca tinha tocado assim em mim – vi Bran tentar respirar calmamente e olhando para todas as marcas visíveis no meu corpo - Eu não pude ficar apenas olhando, eu tive que me colocar no meio – Bran entenderia o que eu queria dizer. Eu precisava cuidar e salvar minha mãe. Ele sabia o quão teimosa, brava e um pouco impulsiva eu era. E o que tudo isso tinha causado. Por isso eu nunca quisera um casamento sem amor e fora tão contra isso, até conhecer Bran de verdade. E agora eu me achava uma garota de sorte.



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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Qui Jul 19, 2012 7:20 pm


Enquanto estava perto de sua amada o mundo parecia não passar, parecia ficar em silencio e só podia ouvir os batimentos de seu coração e o som delicioso de sua respiração. Estava viva, isso importava e muito. Eles juntos sempre estariam mais vivos. Brandon sorriu bobo e desceu a cabeça para a barriga dela, pousou em um local longe da marca do machucado e mesmo que não quisesse sua mão foi parar ali, no local roxo e vermelho, e uma lágrima desceu de seu olho, lenta e triste. E sorriu mais bobo ainda quando o corpo dela arrepiou-se com o toque de sua lágrima, a primeira lágrima que ele deixou descer, foi a mais dura, e a culpa era de seu sogro, se fosse um bruxo adulto iria sair dali e acabar com ele, se fosse um bruxo adulto não deixaria que Helena ficasse assim novamente, não a deixaria nunca.

Ouvir ela falar lhe deixava calmo, sempre. Sua voz era como o canto de um rouxinol que cantava não só para mostrar ao mundo sua bela voz, mas para mostrar a todos no mundo que ele estava feliz. Mas naquele momento Helena não estava feliz e quando contou como tudo aconteceu nem Brandon ficou feliz. Ele queria estar no meio, era ele quem deveria estar lá, deveria defender a família da noiva, como era de se esperar, e ele não havia feito isso, sentiu seu corpo tremer com a raiva acumulada querendo sair. Sentiu um leve cheiro no ar, e aquele cheiro lhe indicava que três minutos haviam se passado. Sorriu e tentou disfarçar a cara de raiva e tristeza. – Acho que algo está quase pronto... – comentou tirando a cabeça da barriga dela e virando o corpo para ver como estava a poção.

O acônito estava bem dissolvido na água e agora era trabalho para a coloração. Olhou para Helena e depois foi até a sua maleta de ingredientes e pegou um saquinho que tinha chifre de unicórnio em pó, ele tinha pouco, mas era o suficiente para aquela poção. – Amor, você terá que tomar duas doses da poção... – e moveu com a varinha mesmo o liquido, e aí estava o segredo, tinha que mover no sentido anti-horário e lento. – Uma dose agora e a próxima quando acordar... – avisou enquanto o liquido começava a ganhar a coloração de um verde limão, faltava muito pouco, e não demorou para a fumaça prateada subir. Desligou o fogareiro e apanhou xícara usada que tinha no quarto, não sabia que liquido havia ali algum tempo, mas provavelmente estava livre de qualquer doença, e despejou a poção na xícara.

Levou a xícara até a noiva e sorriu. – O gosto não é dos melhores, mas prometo que as dores passaram quando acordar. – comentou e então esperou ela beber, para depositar a xícara no criado mudo ao lado da cama e então deitou na cama, ao lado dela e ficando os dois de frente um para o outro, e sorriu, sua mão estava quente e a descansou na cintura dela, e com a outra cobriu os dois com a coberta em um tom marrom. – Helena, sabe que eu sempre sonhei com você dormindo na mesma cama que eu? – sussurrou perto do ouvido dela e desceu os lábios para roçar ao dela.

O quarto estava quente, não só por ser já quente, mas por causa da poção no caldeirão também. E além disso tinham um cheiro muito bom no ambiente, não sabia se era agora pela poção ou se era pelo perfume natural de sua noiva. Sorriu e fechou os olhos, deixou sua mão acariciar o corpo dela onde não tinha nada protegendo, passou a mão lentamente da cintura para um pouco da barriga e subiu lentamente.
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Seg Jul 23, 2012 5:55 pm








Me sentia segura ali, como nunca me sentira em casa. Talvez só pelo facto de estar em outra casa, bem longe do meu pai. E com Brandon. Mas continuava com medo por Devin e mamãe. Mas eu sabia que meu irmão resolveria problema, ele sempre o fazia. Eu apenas tinha que me recuperar agora. Contei a Bran o que tinha acontecido e senti como seu corpo começou a tremer de dor e afaguei mais os cabelos dele. – Vai tudo ficar bem – tentava o acalmar, apesar de eu nem ter certeza disso. Quantas mais vezes eu ficaria machucada, até conseguir sair daquela casa? Apenas queria ir embora com minha mãe e meu irmão, mas ela nunca o deixaria. Casamento de conveniência, algo que queriam impor a mim.

Mas eu tivera sorte no meio de toda essa história de casamentos arranjados. Eu acabara me apaixonando por meu noivo e dava graças a Merlin, por ele ser essa pessoa maravilhosa e tão carinhosa comigo. Sorri quando ele disse que a poção estava quase pronta e nem tive medo. Eu sabia o quanto Bran era bom em poções e apesar de eu ser nerd e ter óptimas notas, poções não era o meu forte, tinha grandes dificuldades. E o loiro sempre me ajudava nessa matéria.

Fiquei quieta, virando a cabeça de lado, e vendo ele fazer a poção, colocando os ingredientes necessários. Sorri com a forma cuidadosa que ele media cada porção. – Duas doses por dia? – sussurrei, vendo Bran mexer a poção. – Oh, okay… me acorda quando forem horas da próxima dose? – vi ele arrumar as coisas e tentei me levantar na cama. – Desde que as dores passem, eu tomo de tudo – gemi, me ajeitando e coloquei os lábios contra a xicara, fechando os olhos e bebendo tudo de uma vez, sem parar, quase me engasgando com o sabor ruim. – Acho que uma pitada de açúcar cairia bem – fazendo uma careta, ainda sentindo o sabor no meu paladar. – Posso tomar água? – ofeguei um pouco, tentando me manter na mesma posição, um pouco levantada. Tinha a boca muito seca.

Após todos os cuidados, voltei a deitar e sorri boba quando ficamos de frente. Levantei a minha mão e acariciei o queixo de Bran, sentindo a mão dele na minha cintura e me aconcheguei mais, sentindo o calor da coberta, sobre nós, assim com o calor do corpo dele. – Sonhava, era? Mesmo quando eu nem ligava muito para você? – ri baixinho e senti meu corpo arrepiar com o carinho, puxando de leve o lábio inferior dele. – O que sonhava? Algo que eu ainda não possa ouvir? – sussurrei soltando um risinho, e fechei os olhos, sentindo meu corpo aquecer mais com a mão dele passeando por mim e não consegui conter e gemi baixinho. Aquilo era bom. Nunca tinha estado tão perto de Bran assim e com tanta pouca roupa. Desci um pouco a mão e brinquei com a blusa dele, no peito. – Desculpa ter-te acordado do sonho – disse com os olhos ainda fechados, sentindo dificuldade em abri-los.

Estava tão cansada… não sei que horas seriam, mas muito tarde. – O que seus pais vão pensar de nós, se me virem aqui? – senti minhas bochechas corarem, mas me acalmei com o que ele disse. E depois colamos nossos lábios dando um beijo longo, mas lento, e passando de leve a mão pelo corpo dele, sentindo-o arrepiar com o toque. Sim, eramos prometidos e casaríamos, não importa o que acontecesse antes ou depois. Até porque já tínhamos idade para casar e não o faríamos por causa de Hogwarts. – Fica comigo? – sussurrei e me aconcheguei mais contra ele, gemendo baixinho com o movimento, sentindo dor, ficando ainda de frente para ele. Hoje não iriamos mais longe. Talvez ainda demorasse, mas o importante era estar do lado de Bran, e me sentir bem. Aos poucos o sono foi me envolvendo e eu não lembro quando a realidade virou sonho e adormeci…


off. ficou pequeno, amor. qualquer coisa edito. te amo muito


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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Ter Jul 24, 2012 10:09 am


Olhava nos olhos de sua amada e via a felicidade, tinha conseguido fazer ela se esquecer do que tinha acontecido, e do motivo pelo qual ela estava em seu quarto. Sorriu bobo com os carinhos e beijou um pouco a mão dela, estava tão contente. – Sim, eu sempre a amei, desde os nossos seis anos... – confessou. – Sonhava com nós dormindo na minha cama, juntos... – sorriu, e acariciou um pouco o corpo dela antes de dar lentos beijos e sentir ela tremer e gemer baixinho, aquilo o fez arrepiar um pouco e engoliu a seco algo, corou. – A realidade está sendo melhor...

- Acho que eles já sabem, e se não vieram até agora é porque gostam de você, e mais que isso, gostam que eu esteja feliz ao seu lado. – sorriu bobo e tocou a ponta do seu nariz no pescoço dela, sentindo o cheiro do perfume, era pouco, mas era suficiente para ele sonhar novamente. Se pudesse já estaria casado, assim evitava de ela apanhar novamente do pai, mas com os compromissos de Hogwarts só se casariam quando terminassem os estudos, ou seja, daqui dois anos. Não sabia quanto tempo ficou com o cheiro do perfume dela, ou o quanto ela lhe acariciou e beijo, sabia que ela dormiria mais rápido por causa da poção e por estar cansada, mas ele não. Só sabia que logo o sono voltaria.

    NA MANHÃ SEGUINTE

Não sabia quando conseguiu realmente dormir, mas pelo silencio que fazia no castelo já desconfiava que seus pais saberiam da visita ilustre da sua prometida. Abriu um pouco os olhos e sorriu, os dentes não apareceram, mas foi um sorriso sincero e protetor, sempre quis que ela estivesse ali com ele, juntos. Sempre desejou isso, e na noite seguinte pode segredar a ela. Fechou novamente os olhos e lembrou-se do que aconteceu antes de dormir, tentou saber até onde era a realidade e onde começava o sonho. Sentiu seu coração acelerar um pouco e voltou a abrir os olhos, sua amada estava de frente para si e dormia ainda, parecia feliz com o que sonhava e isso era bom, não queria que ela tivesse pesadelos perto de si, ou na sua casa.

Acariciou um pouco do rosto dela e sorriu quando seus lábios foram a sua bochecha, ela ainda dormia, ou apenas o enganava, não importa estava feliz com ela ali, e tudo que queria era a deixar bem. Levantou-se da cama lentamente para ela não acordar e caminhou na ponta do pé da uma mesa onde ainda tinha no caldeirão a poção mexeu nela um pouco e viu que continuava a mesma, não saberia se ela havia funcionado, esperava pelo menos que Helena não tivesse mais dor. E despejou o restante na xícara que ela havia usado para tomar a primeira dose.

Volto para a cama e roçou seus lábios assim que deitou no braço, queria acorda-la e não queria, pois ela tinha que descansar, mas ele queria estar pertinho dela e lhe dar beijinhos. Mas como ela ainda não tinha acordado voltou novamente a sair da cama, iria ter que sair do quarto para aturar os pais e avisar da noiva. Antes de deixa-la, pegou xícara e colocou no criado mudo perto dela e sorriu para ela, ela parecia saber que a xícara estava ali, ela o estava enganando e sabia disso, sorriu. Iria aproveitar e buscar o café da manhã dela.

Mas logo que saiu de seu quarto se deparou com a mãe, e ela sorria, sorria de uma forma diferente, muito encantadora e encantada, Brandon corou na hora. – Já sabe? – comentou desviando o olhar e seguindo com ela para o andar de baixo. – Já sim, filho. Desde quando ela chegou aqui... – sorriu e o abraçou. – Bom dia, Bran! – e de um suave beijo na testa do rapaz. – Bom dia, mãe... – retribui intrigado com aquele sorriso todo. E deixou a mãe seguir na frente. – Vou busca-la ... – comentou, na verdade só fez aquilo para fugir da sua mãe e daquele sorriso que ela tinha naquela manhã.

Por que ela tá sorrindo diferente? Se perguntou quando voltou para o quarto e sua namorada ainda dormia, ou fingia muito bem. O que poderia fazer, iria espera-la acordar, e voltou a deitar-se ao seu lado e sorriu bobo quando os olhos dela abriram. Foi a imagem mis bonita que viu, os olhos dela abrindo tão claros e brilhante, feliz por vê-lo ali ao seu lado. Nunca sairia do lado dela. – Bom dia, amor! – sorriu e deu lentos selinhos antes de segurar uma mão dela e beijar seu dorso. – Dormiu bem? – perguntou de imediato ouvindo a resposta dela sonolenta e sorriu. Pelo menos sabia que a poção havia ajudado, e muito. E passou o braço por cima dela, a apertando um pouco com seu corpo, sentindo seu corpo aquecer um pouco, fez aqueles movimentos para apanhar a xícara com a segunda e ultima dose. – Aqui está a segunda dose, amor... E só deixarei sair da cama se toma-la! – sorriu de canto e antes de entregar a xícara a beijou lentamente, sentindo seu pescoço arrepiar com o cafuné que ela fazia, era um beijo mais caloroso e intenso. E após o beijo o rapaz ficou meio bobo, como se apreciasse ainda o sabor do beijo em seus lábios. – Sonhou com algo, amor? – deitou-se corado ao lado dela e lhe entregou a xícara.

Não tinha muito que fazer na sua casa, na verdade tinha que mostrar toda a sua casa, e descer para tomar o café, pois sua mãe estaria esperando o casal, mas fora isso preferia ficar no quarto com ela, conversando e tentando a animar. Seu único dever ali era cuidar dela, cuidar dos machucados e feridas.

- Só quero que fique bem, Lena... – disse assim que ela tomou a poção e fez careta, Brandon riu. – Não é tão ruim assim, é? – sorriu e roçou os lábios nos dela e colou seu corpo mais no dela, e fez carinho com a mão na barriga dela onde ela havia machucado. – Pena que terá que se trocar para descer... – corou e colou sua cabeça no ombro dela fechando os olhos. – Minha mãe quer tomar café da manhã com nós... – comentou de olhos fechados, não queria que aquele sonho acabasse tão cedo. – Meu pai? Acho que já saiu... Está muito quieto esse castelo. –comentou ainda com os olhos fechados e sorrindo com o carinho dela, a amava, e isso era o que importava. - Minha mãe estava sorrindo boba quando perguntei se já sabia da sua visita. – abriu os olhos e acariciou o rosto dela. – O que será que ela acha, amor? – perguntou e se virou para ela e fechou novamente os olhos colando mais nela.

Estar com Helena era tudo que ele queria e só ela lhe fazia bem, lhe deixava feliz e contente. Poderia não ter dado certo no começo, mas no fim, poderia agradecer aos pais por ter que casar com a pessoa que ama, e que era a mais importante em sua vida.
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Ter Jul 31, 2012 7:32 pm







Senti uns lábios roçarem em mim e tentei não sorrir boba. Aos poucos fui despertando e não tinha bem a noção de onde estava, ao que parecia ainda estava sonhando. Mas a sensação do lençol e a coberta sobre mim era muito real assim como a respiração próxima. Notei um movimento na cama e senti alguém se levantar, mas mesmo assim não abri os olhos e sorri. Agora eu lembrava o que tinha acontecido e quem estava comigo. Bran. Não que algo tivesse acontecido entre nós. Os motivos de eu estar na cama de meu noivo eram totalmente diferentes do normal.

Quando ouvi a porta se fechar abri os olhos e me espreguicei lentamente, tentando não me mover muito e notando se ainda sentia dor. Bem, sentia um pouco, mas aquele tipo de dor que só nota quando toco nas feridas, ou seja nada que me fizesse ficar quieta. Estava bem melhor e parecia que a poção da noite anterior tinha ajudado. Bocejei e fechei de novo os olhos, aproveitando mais alguns minutos antes de ter que me levantar. E nesse momento a porta abriu e Bran deitou de novo ao meu lado. Sorri e abri os olhos vendo os dele brilharem e me sentindo especial. – Bom dia – ri baixinho, retribuindo o selinhos. – Nunca dormi tão bem – confessei e deixei que ele me abraçasse e encostei mais o meu corpo no dele, sentindo-o quente.

Fiz uma careta quando ele mencionou a poção, mas não evitei rir que ele não me deixaria sair da cama se não a tomasse. – Mas ela sabe mal, amor – apertei os meus lábios, fazendo um bico aparecer e ele me beijou lentamente. Eu gostava dos beijos de Bran. Era capaz de passar horas, apenas roçando e brincando com ele e não me cansar. Levei uma mão até a nuca dele, acariciando e aprofundei o beijo, enroscando a minha língua na dele, e por fim dando leves selinhos. – Não lembro, mas se sonhei foi algo bom – sim, eu me sentia bem, como há muito tempo não me sentia. Me ajeitei na cama e ri do jeito corado que Bran estava, antes de pegar na xicara e beber tudo de uma vez, sentindo aquele rosto ruim e fiz uma careta de nojo.

- É ruim sim – reclamei, pousando a xícara na cómoda e fechei os olhos sentindo o carinho dele na minha barriga e nos meus lábios. – Só dói se carregar, amor – sussurrei e acariciei a nuca de Brandon. Queria ficar quietinha com ele ali, mas sabia que teria que me levantar e colocar a roupa. Só de pensar nos fios que tinha que apertar, gemi baixinho. E é claro, me sentia um pouco envergonhada de ter aparecido na mansão e não ter pedido autorização aos pais de Bran, além de simplesmente me ter deitado na cama dele. – Deve pensar que eu não tenho vergonha na cara – corei com isso, porque como ela saberia dos machucados? Deveria pensar que me tinha jogado nos braços do garoto. E estava com medo de enfrentar isso, apesar de não ser verdade e de Bran ter dito que ela estava sorrindo – Temos mesmo que ir? – me aconcheguei contra ele e o ouvi.

É, não teria chance remota de ficar escondida. Suspirei e me sentei na cama, passando os dedos pelos cabelos que agora estavam cheios de nós e bagunçados. – Você vai ter que me ajudar a vestir, eu não consigo sozinha – vi o rosto de Bran corar e ri um pouco. – Como se não tivesse me visto só com a blusa durante toda a noite. – me levantei lentamente e pressionei de leve as mãos nos machucados, tentando notar se sentia muita dor. Um pouco, mas suportável. Coloquei o vestido e senti Bran se colocar atrás de mim, com o corpete na mão. – É só puxar os cordões, mas não com muita força, amor. Meu corpo ainda está machucado e não preciso de isso para me fazer doer mais - fiz uma leve careta e senti como ele colocava o corpete e puxava os fios, até estarem aceitáveis e depois terminei de compor o vestido.

Me virei para Bran e me coloquei na ponta dos pés, o abraçando pelo pescoço e roçando os meus lábios nos dele, dando beijinhos. – Eu te amo muito, sabia? Obrigada por tudo o que fez e estar cuidando de mim. – eu sabia que o loiro queria fazer bem mais. Ele queria tirar satisfações com o meu pai, mas eu não queria briga entre os dois. Eu teria que aguentar. E esperava que estivesse tudo bem em casa. Suspirei e o abraçei apertado, e Bran notou minha preocupação. – Você acha mesmo? Devin é forte. – comentei sobre meu irmão. – Você me faz bem – cortei o comentário dele, sobre se preocupar comigo. Sim, eu me sentia bem junto do garoto.

Dei mais uns beijos lentos nele, sentindo ele apertar a minha cintura e me puxar mais para si. – Sua mãe está nos esperando – ofeguei, sentindo um calor percorrer o meu corpo. Bran se afastou e começou a colocar uma roupa mais decente e me afastei indo até ao espelho olhar meu rosto. Estava assustadora. Tinha um corte na testa e parte da minha bochecha estava inchada. Nem notei quando Bran ficou pronto, só senti os braços dele na minha cintura, me abraçando de costas e olhando para o espelho comigo. – Será que vou melhorar? Estou horrível! – suspirei e passei os dedos pelos meus cabelos, tentando parecer mais apresentável. – Oh você diz isso porque gosta de mim – ri baixinho, mas não nego que me senti aquecer por dentro. Me senti especial. – Pronto, senhor Leobald? – me virei de frente e dei um selinho nele. Estava na hora de enfrentar os pais dele.


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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Qua Ago 01, 2012 8:21 am


A noite não foi a mais perfeita de todas, mas tinha sido ótima ao lado de Helena. Eles não passaram a noite como um casal de namorados e noivos passaria junto, mas só ter a presença da morena ao seu lado e lhe aquecendo lhe deixava melhor, lhe fazia crer que tudo no mundo poderia mudar e que talvez até o pai dela pudesse ter esperança. E ele sorriu e brincou com a ponta do nariz dela. – Precisamos sim, senhorita! – sorriu e sentou-se na cama, e o rapaz corou com a proposta dela. E nem foi uma proposta tão ruim, tinha sido ótima, na verdade, mas a forma como foi dita o surpreendeu. E ela tornou a comentar se levantando da cama e ele sorriu sem graça.

Saberia que logo se encontraria com sua mãe, e queria que a mulher fosse a mesma que foi quando ele saiu as escondidas de seu quarto e se deparou com ela no corredor. Tinha sido uma mulher diferente, parecia que estava apoiando o namoro dos dois, mas o sorriso que demonstrara ainda o deixava confuso. Procurou pelo corpete dela e o encontrou jogado perto da parede do outro lado do cômodo, e foi até ela rodeando o corpete pela cintura e seguiu a dica dela, e puxou lentamente o cordão até sentir algum sinal de sua prometida para parar, e quando parou acariciou a cintura, sentia a espessura do tecido sob seus dedos e achou estranho pela primeira vez, havia sido muito melhor sentir a carne e a pele arrepiada e olhou para seu pescoço arrepiado. E ela também havia percebido, e se virou. Sorriu.

Ela o beijou, era a sua formula de escape quando estava arrepiada ou corada, havia percebido isso, e não iria reclamar, era uma deliciosa formula, ele poderia usar também. Sentir os lábios carnudos e doces dela aos seus, o beijo úmido e apaixonado, e a língua curiosa, aquilo tudo o deixava arrepiado, e seus pensamentos iam distantes, como num sonho, como o sonho que ele sempre sonhava com a sua prometida.

- Lena... – lembrou-se novamente do motivo dela estar ali, aqui o incomodava tanto, não por ela estar ali, mas pelo que ela sofreu. Estava cheio de duvidas na voz. – Eu sempre vou cuidar de você. – sorriu e ergueu as duas mãos e beijos os dedos dela, com um suave toque de seus lábios. – Eu te amo, vou cuidar de você, vou a proteger de tudo e todos. E acho que seu irmão e sua mãe estão correndo perigo também... – comentou, e ela o abraçou forte, sabia que ela se preocupava com todos de sua casa e que aquilo a deixava aflita, e ela não poderia fugir da realidade, mas Brandon apenas tentava a deixar bem e feliz. E sorriu ao se ver no espelho abraçado com ela.

Quando se separaram, agora era a vez do rapaz se trocar e com vergonha abriu a porta do guarda-roupa e se enfiou atrás dela para trocar a roupa do pijama e colocar uma calça com suspensório por cima de uma camisa branca, aquela era uma de suas melhores camisas, e por fim a sua bota preta com detalhes vermelho sangue, a bota que chegava até perto do joelho. Fechou a porta do guarda-roupa e saiu de trás se revelando para a noiva. Sorriu quando ela o viu e aquilo o encheu de vida, foi até ela e a abraçou por trás.

Brandon a abraçou mais apertado e deu um beijo entre o pescoço e o ombro dela, quase nas costas, aproveitando o decote que valorizava seu corpo e sorriu a ele pelo espelho de seu quarto vendo o rosto de Helena ficar rubro. – Pra mim sempre estará perfeita. – comentou, era a mais pura verdade, poderia estar com cortes e roxos, mas ainda sim seria linda, seria a mulher com quem casaria e viveria feliz. – Por mim ficaríamos aqui no quarto... –segredou a sua prometida. – Mas sabe que tens que encarar sua sogra... Ela gosta de você. – sorriu piscando um dos olhos para o espelho para que ela o visse pelo reflexo. E sorriu mais ainda oferecendo o braço para sua noiva e então saíram do quarto e rumaram para a sala de estar.

Na sala de jantar do castelo Leobald sua mãe ainda o esperavam, não só ela como seu irmão mais novo, mas o mesmo saiu ao mesmo instante que o casal adentrou. O jovem Leobald era diferente do mais velho, era mais esportivo, mais guerrilheiro, ele era muito melhor que o Brandon e sabia disso, e o Brandon era apenas o Brandon.

- Helena! – sorriu a mãe quando o casal se aproximou da mesa, sua mãe sentava-se a direita da cabeceira, a cabeceira era destinada ao pai e só ao pai. Brandon ficava ao lado esquerdo do pai, e Helena por ordem de confiança do pai sentaria ao lado de Brandon, por ser a ultima integrante da casa. Mas sua mãe se levantou e foi ao encontro deles, abraçou a nora, e pelo que parecia estava contente em vê-la presente com eles, Logo seria uma Leobald, pensou Brandon ao ver a duas juntas, a mãe loira e a noiva morena. – Filha, na próxima vez que visitar minha casa, entre pela porta da frente... – avisou mãe para a nora, e Brandon apenas encolheu os ombros e corou.

- E o papai, mãe? – indagou o filho já sabendo da resposta que ouviria, apenas perguntou para que Helena também soubesse. Não havia segredos entre o casal e queria deixar isso bem claro, apesar de já ter avisado onde o pai dele estaria. – Seu pai, Bran, pediu desculpas a Lena por não estar presente, mas teve que resolver alguns problemas com seus vassalos, e logo estaria de volta, até antes do almoço. – disse a mãe, sabendo que o filho havia feito a pergunta para que a noiva soubesse. – Helena, por favor, sente-se... Acredito que esteja mortinha de fome, querida... – e a mãe tornou a sentar-se a mesa. Brandon, por sua vez, puxou a cadeira da noiva para ela sentar-se primeiro e sentou-se em seguida. – Você já é de casa, sirva-se a vontade! – resaltou sua mãe antes de se servir de um belo pedaço de bolo que provavelmente seria de milho, sua família tinha herdado as plantações de milho, e comiam muito milho durante as refeições.

Ficaram em silêncio por um tempo, não sabia responder quanto, mas foi o tempo para estufarem o estomago, ou pelo menos acalmar, no caso de Brandon. – Helena posso saber o que a trouxe a nossa casa em plena madruga? – indagou sua mãe para a morena. Brandon sabia que aquela pergunta viria de uma hora ou de outra. E o rapaz pousou os talheres rapidamente. – Não é um história boa para ser contada no café da manhã, mãe... – defendeu a noiva e observou as duas encararem-no e ele corar, e quase se engasgar com um pedaço da torta de limão que havia acabado de engolir após terminar de falar. – Eu sei que não é, mas mereço explicações, ainda mais vendo o estado de minha nora! – rugiu a voz da mãe, e parecia que o castelo todo havia escutado, mas ela nem havia dado seus gritos histéricos e em alto som agudo. Mas sua mãe pelo menos percebeu o erro, ou o exagero. – Desculpa-me, os dois... – soltou em som triste, que rachou o coração do rapaz.

Ficaram novamente em silencio, mas sua mãe novamente cuidou disso, limpou os lábios de uma possível sujeira que poderia ter deixado com um pano de seda que vinha da geração passada de seu pai e ela pediu licença para se retirar do local. Brandon encarou a noiva assim que sua mãe saiu, voltou a pousar os talheres no prato e acariciou a mão dela. – Está acontecendo algo muito estranho nesta casa... – informou. – Ela gosta de você e agiu assim, isso não é do feitio dela. E muito mais meu pai sair sem tomar café da manhã com todos os presentes, ele sempre exigiu as refeições juntos, era a única forma de ter a família reunida, era sempre essa a explicação. – acariciou com a mão livre o seu rosto e passou o polegar pelo inchado que tinha na maçã. – Você tá bem, amor? – a encarou nos olhos.

- Venha... – sussurrou no ouvido dela e levantou-se da cadeira deixando o café da manhã para trás. E a puxando pela mão. Não precisaram andar muito pois a distribuição no castelo era perfeita, de acordo com seu irmão mais novo Willem. – Vou mostrar algo e tentar colocar um sorriso em você... – sorriu e acariciou a mão dela com o polegar. Atravessaram o Hall de Entrada e do outro lado adentraram a sala que era a formula de escape do rapaz quando se sentia sozinho e sem ninguém para partilhar-lhe os sentimentos.

Era uma imensa sala de musica, e dança ao mesmo tempo, dança não era o forte do rapaz, mas seu objeto preferido era o piano. Sorriu quando os dois adentraram o local e fechou a porta ao fundo dela e então a abraçou novamente, ao adentrar o local sentia a música lhe fluir e possuir pelas veias, a pegou pela cintura e a rodou, deitando ela andar um pouco pelo local, e ele o acompanhando, sorriu assim que pararam de frente um para o outro, colando mais seu corpo no dela e roçando a ponta do nariz em seu pescoço, e então se posicionaram novamente afastados, ele não era bom dançarino, mas sabia como guiar uma dama, não iria se atrapalhar. E sua mão esquerda estava à cintura dela, e a esquerda dela esticada para fora, a direita do rapaz estava junto com a esquerda dela, e a direita dela estava sob seu ombro. Dançaram sem música e andando por todo o local, só pararam quando ele a guiou contra o piano, e por fim a beijo lentamente, tocando os lábios nos dela, um beijo mais demorado que os demais, mais caloroso e intenso, suas mãos soltaram das dela e acariciaram seu rosto passando o polegar lentamente pela maçã machucada. – Eu te amo, Lena!
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Sex Ago 10, 2012 5:55 pm







Dizer que me sentia segura era pouco. Depois de tudo o que tinha acontecido, sabia que só do lado de Bran poderia estar bem. Que o loiro me protegeria e ajudaria em tudo o que estivesse ao seu alcance. Confesso que um dos meus maiores medos com esse casamento arranjado, fora que meu futuro marido fosse tão violento como o meu pai. E pior ainda me faria, por eu ser dona do meu nariz, ter resposta para tudo e dificilmente ficar quieta perante algo que não gosto. Mas sem que meus pais soubessem eles escolheram uma pessoa boa para mim. Que me amava e me fizera amá-la aos poucos, até me apaixonar.

E agora, era a hora de enfrentar os pais de Bran, ouvir o seu julgamento e até mesmo o facto de eu estar ali e ter passado a noite, sem ser num quarto de hóspedes. Convenhamos que na época em que estamos dormir no mesmo cómodo, sem sermos casados, era algo repugnante. Muito mal visto, ainda mais na alta sociedade, em que nos encontramos. E eu espero conseguir passar por essa prova e mostrar para meus sogros que sou realmente digna. Porque cancelar o casamento nesta altura, seria a coisa mais vergonhosa que existia, para não falar de que não podia perder Bran. Só essa ideia me fazia sentir uma tontura, um mal-estar e falta de ar.

Segui com Bran pelo castelo, olhando para os retratos em cada parede. Eu nunca estivera nos andares de cima. As festas e jantares eram sempre no Salão Principal, e o máximo que eu conhecia eram os cómodos desse andar. Logo, entramos na sala de jantar e vi Willem me lançar um sorriso de apoio, enquanto ele saia da sala. Confesso que isso me deixou apreensiva e apertei com mais força o braço do garoto que me guiava em direcção à mesa.

Sorri quando chamaram o meu nome e levantei os olhos, enfrentando a situação. Afinal, sou uma Grifinória. – Senhora Leobald – senti a mulher me abraçar e retribui o gesto, evitando não gemer quando ela tocou nos meus machucados. – Me desculpe por ter aparecido assim – abaixei o sentindo meu rosto corar de vergonha. Sim, eu não tinha pensado nas consequências na noite passada. Sentei-me cuidadosamente na mesa e apenas ouvi a conversa dos dois, sobre o pai de Bran, enquanto cortava um pouco de bolo e colocava no prato, comendo com garfo e faca e não com os dedos, como com certeza eu faria na cozinha de minha casa, ou até em Hogwarts.

Estava todo o mundo comendo e eu não sabia o que dizer e podia notar uma certa tenção no ambiente, principalmente ao sentir a minha nuca quente. Logo viria a pergunta, e nem precisei esperar muito. Perguntou e eu engasguei, sem saber o que explicar. Como eu diria que meu pai tinha bebido e descontado as suas frustrações em mim e na minha mãe? Não era algo bonito e nobre como ser assaltada ou entrar em um duelo. E que consequências isso traria para a minha família? Eles poderiam querer me separar de Bran, só para não ter de lidar com esse tipo de escândalo. Não, eu não sabia o que dizer e acabei por ver Bran brigar com a mãe.

Senti vontade de chorar. E ainda mais quando ela saiu e me deixou sozinha com o garoto – Eu não queria causar problemas, me perdoa. Eu posso arrumar as minhas coisas e ir… - mas Bran me corta e acariciou meu rosto. Eu entendia que algo não estava certo. – Eu estou com medo. – sussurrei e fechei um pouco os olhos, antes do loiro me fazer levantar e me tirar dali. – Onde vamos? – pergunto um pouco curiosa e entrelaço a minha mão na dele. Era o lugar perfeita para ela e confesso que quando estou longe de Bran, sinto falta da mão dele, contra a minha.

Entramos numa sala de música e olhei para o piano. Era lindo. Logo senti meus dedos formigar para tocar nas teclas e sorri, me aconchegando no abraço do dele e pousando meu rosto no ombro dele. Senti ele me rodando e soltei um risinho bobo e depois colei mais o meu corpo contra o dele, gemendo baixinho ao sentir o nariz dele no meu pescoço. E aos poucos começamos a dançar sem música, apesar de eu a ouvir muito bem, nos envolvendo, nos guiando.

Dançamos um pouco até parar quando tocamos no piano e deixei-me ficar contra. Coloquei-me na ponta dos pés e enlaçei o pescoço dele com os braços, puxando-o mais para mim e retribuindo o beijo dele, roçando, brincando lentamente até precisar de ar e apenas afastar nossos lábios por milímetros. Olhei boba para ele, me arrepiando com a intensidade e sorri. – Eu te amo, como nunca amei ninguém – ofeguei, ainda com a respiração apressada e vi o rosto de Bran se iluminar. Me abraçando mais forte e fazendo mil promessas em silêncio.

– Fica comigo, não importa o que o resto do mundo pense… Tenho medo que seus pais terminem o noivado – sussurrei todos os meus medos. EU não escondia nada de Bran. Ele sabia tudo sobre mim. Meus sonhos, meus desejos, meus pensamentos. O garoto sussurrou e me puxou, sentando ele primeiro no banco do piano e depois me fazendo sentar no seu colo. Me ajeitei, deitando as minhas pernas no bando e enlaçei o seu pescoço retribuindo o seu beijo demorado. – Promete para mim? – fechei os olhos e sorri. Sim, eu não precisaria me preocupar com nada, não porque Bran me amava desde os seis anos e não iria me deixar agora. Nunca mais.

Virei meu rosto para as teclas do piano e roçei de leve os dedos pela superfície branca. – De quem é ele? – perguntei sem olhar, apenas fazendo leves notas, sem uma musica em particular. Eu fora ensinada a tocar piano, claro. Afinal somos da alta sociedade e todas as meninas devem saber tocar para impressionar seus pretendentes. Não que eu realmente precisasse impressionar alguém e confesso que quando fora obrigada a tocar para a família de Bran nos anos anteriores, eu cometera erros para tentar espantá-los. Com pouco sucesso. – Lembra do jantar de natal de 1802? Eu toquei aquela música horrível e você continuava com um sorriso no rosto? – soltei uma risada – Eu estava tentando fazer você terminar o noivado, antes que eu explodisse seus ouvidos! – lembrar desses momentos me fazia rir. Mas também me sentir um pouco envergonhada. Ele já me amava e se eu tivesse olhado de verdade para Bran, veria a pessoa perfeita que ele era.

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Brandon Leobald
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MensagemAssunto: Re: Castelo da família Leobald   Qua Ago 15, 2012 9:23 am


A parte mais difícil do dia já havia se passado. E pensar que seus pais poderiam brigar com ele por causa de sua noiva dormir ao seu lado. Não poderiam reclamar, apenas deveriam comemorar, pois o que haviam planejado desde o começo estava se concretizando. Brandon sabia que seus pais adoravam a nora e, mais que isso, adoravam o que ela poderia trazer para a sua família, Brandon sabia muito que Helena sabia de toda essa história, o casamento havia sido planejado desde os seis anos deles. Sempre foi sincero com a sua futura esposa e aproveitaria aquele momento para mostrar os outros lugares do castelo, até as passagens secretas criadas pelos seus ancestrais quando sofressem um ataque onde não tivessem mais saídas.

Os dois adentraram a sala de música, o local era espaço. Tinha um piano localizado perto da porta, a porta por sua vez era branca, e cheia de janelinhas de vidro, mas por dentro havia uma cortina rendada com desenhos de raposas. Os dois dançaram por todo o cômodo, e riram assim que pararam e se beijaram. Amava aquela garota, e nunca havia negado ela, e nunca negaria nada a ela. – Não vai acontecer isso, meus pais querem nosso casamento... – comentou. – Eu ganhei uma esposa que amo, e eles ganharam uma aliança fortíssima, mas confesso que queria saber por que eles queriam tanto essa aliança... O que ganhariam com isso? – se perguntou um pouco alto e então ela o beijou, para que ele afastasse aqueles pensamentos de sua cabeça, era essa a Helena que sempre amou.

Sentou-se no banco do piano e a puxou para sentar-se em seu colo. E a beijou lentamente e infinitamente. Sentiu todos os pelinhos do corpo arrepiar, e seu coração dar pulos de alegria. Era isso que a morena sempre fazia com ele. Era assim que os dois sempre estariam, juntos, unidos. – Nada vai acontecer a nós. – sussurrou no ouvido dela. – Ficaremos juntos, eu prometo! – e mordeu de leve o queixo dela e passou em seguida o polegar pelo local. Brandon nunca deixaria nada acontecer com Helena, não deixaria ela adentrar a Floresta Proibida e acontecer o mesmo que aconteceu com ele. Iria a proteger com unhas, dentes e varinha. Então seus olhos foram de encontro aos dela, e depois ao objeto que estavam presos, ela sorria de forma doce e angelical.

- É meu... – soltou um pouco tímido. Na alta sociedade, as mulheres são ensinadas na arte do canto e da música. Elas cantam com suas vozes doces e cheias de emoções. Para surpreender o futuro marido, e mostrar seus dotes a outras família, a arte da música e uma outra forma de mostrar os dotes, de mostrar que uma dama sabia cuidar da casa e também de alegrar festas. Mas eles vinham de famílias completamente diferentes, eram bruxos e magos. E Brandon por ser o herdeiro da família Leobald e eles ainda não terem tido uma menina, aprendeu a tocar o piano, que vinha de herança da sua mãe, sua mãe tinha a voz mais bela que podia ser ouvida, cantava bem, belíssima. Brandon riu. Lembrar-se do passado de como ele havia lutado e batalhado para encantar a sua futura esposa, a sua prometida era divertido agora. – Mesmo? Eu achei que você tivesse tocando errado, estivesse nervosa. – comentou. Não se lembrava direito daquele natal, só lembrava de ter a sua família reunida na casa dos Manderley, e por isso os anfitriões que cuidavam de toda a recepção para a família do prometido a sua filha. – Estava sorrindo para lhe passar confiança, você fica linda quando está concentrada tocando, e ainda mais quando me olha esperando saber da minha reação. – Não precisava lembrar daquilo, Helena sempre foi assim, perfeita. Adorava tudo nela, e sentia que sempre adoraria. Acariciou o rosto dela e se arrumou em baixo dela, para não deixar a cair ao chão.

Colocou os pés sob os pedais do piano, e sorriu dando um beijo onde seus lábios alcançavam, o pescoço. Suas mãos esticaram para as teclas, então Helena se segurou nele, e fechou os olhos, era uma cifra lenta e triste que ele iria tocar, mas era uma que sua mãe adorava começar, sempre lhe ensinou a começar por algo mais lento e triste e ir aumentando a intensidade. Para o Leobald aquela não era uma música tão triste assim lembra que na letra tinha algo como Now hush little baby, don't you cry / Everything's gonna be alright / Stiffen that upperlip up little lady, i told ya / Daddy's here to hold ya through the night.


Brandon começou a tocar a música e sentiu os braços de sua noiva abraçar mais apertado pelo pescoço e ela então fechou os olhos. O dia havia acabado de começar, sim, mas sabia que a noite havia sido cansativa e talvez o efeito da poção começava a nascer. O corpo dela estaria quente. Ela se ajeitou em seu colo, e ele continuou a tocar a música, lenta, triste, mas de pura proteção, era assim que ele seria para ela, um protetor, sempre. Queria que tudo acabasse bem, mas quando ela acordar será um dia novo e melhor. Assim todos esperavam.


FIM
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