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 Forte do Pavor - Torre dos Davies

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Irmãs Sandersen Davies

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MensagemAssunto: Forte do Pavor - Torre dos Davies   Seg Jul 16, 2012 1:15 pm


:: Torre dos Davies ::


Entre as montanhas de Northumberland, ao norte de uma vila trouxa, localiza-se um castelo abandonado. Antigamente ocupado por uma família real inglesa, e cujo antigo conde regente era um sanguinário torturador, Terence Vladblood, que ao perder uma guerra contra o clã inimigo, acabou por perder suas posses, e dentre elas o castelo Forte do Pavor.

O castelo está abandonado há cerca de 50 anos, porém ainda em bom estado de conservação. As gárgulas que ladeiam as ameias e muralhas parecem seguir com os olhos e de noite ganham vida, circulando pelos muros a vigiar. Cercado por uma mata de pinheiros, carvalhos e faias farfalhantes, o lugar não é frequentemente visitado pelos trouxas da região, que dizem escutar os gritos e gemidos gulturais de espíritos atormentados das vítimas do conde Vladblood, além das criaturas estranhas que frequentemente são vistas de noite nas florestas...

Três bruxas recentemente se mudaram para a torre do antigo regente do rei. Frida, Mila e Técia, que não são conhecidas na vila trouxa, o seu sobrinho, Mile, também mora com elas.

O lugar é aconchegante e seguro. Porém recomenda-se que não se investigue as masmorras do castelo ou perambule pela mata de noite... Há quem fale em lobisomens e vampiros. Para se entrar no castelo, deve-se presentear a gárgula do portão, Morcego do Terror, com frutas (sim, ela é vegetariana!).
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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: Forte do Pavor - Torre dos Davies   Qui Jul 26, 2012 11:17 pm

Secrets

Past & Future




Dia: 30 de Julho de 1806
Hora: 5 horas da tarde
Clima: Crepúsculo com brisas frias

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- RP Fechada -

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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: Forte do Pavor - Torre dos Davies   Sab Jul 28, 2012 7:20 pm

Secrets

Past & Future


Eu não sei exatamente como eu sai do Gringotes e consegui acertar o caminho de volta pra casa... Mas o fato era que eu tinha conseguido. Em um segundo eu estava no vagonete do Banco dos Bruxos, com a bolsa de galeões tilintando dentro do meu casaco, e no seguinte eu estava sujo de fuligem de viagem de flu na lareira da casa de guarda do castelo. Minhas mãos tremiam de nervosismo e irritação.

Sai da casa de guardas batendo a porta e sai de frente para o bosque descuidado com capim alto que envolvia o Forte do Pavor. Um vento frio cortou minha face, e uma lágrima escorreu pela minha cara. De repente tudo parecia uma mentira, papai mentira, mamãe mentira, minhas tias me esconderam a verdade e Zac nunca me contara realmente.

- Uma maçã para o Morcego do Terror! – pediu o guardião do castelo.

- Não enche! – resmunguei irritado, quando passei pela gárgula do portão. Nem me importei quando ela atacou minha mochila pelas costas na caça de frutas. – SAI! – gritei irritado com uma cotovelada, apanhei um grapefruit, que eu guardara para comer caso ficasse com fome no Beco Diagonal, e joguei contra a testa da estátua viva.

Eu não conseguia entender... Não fazia sentido! Meus pés me levaram através dos corredores escurecidos do castelo. Eu pouco me importava com as assombrações que passaram por mim ou pelo jogo de frisbees dentados de tia Técia, que giravam em torno da minha cabeça. Eu precisava de respostas naquele exato momento. Abri a porta da torre com um estrondo e subi as escadas, até me deparar com o nosso Átrio/Sala de Visitas.

- TIAS! – gritei assim que cheguei. – TIAS!!!! – berrei novamente.

O bom de chamar inespecificamente, é que todas elas respondem. Em um instante todas elas apareceram. Eu pouco me importava se iria derrubar o castelo ou se iria acordar toda a vila que rodeava a colina. Tia Frida apareceu pela abertura que dava para a cozinha resmungando, tia Mila desceu escorregando pelo corrimão da escada de acesso com um pergaminho na mão e, sabe-se lá por qual razão, tia Técia surgiu de dentro de um barril de enguias com a cara suja de algo verde.

- Não me importam as cartas! – cortei rápido tia Mila. – Da... da... Anny? Não importa!!! – apanhei a carta e deixei sobre o sofá. Depois eu veria o que ela queria me dizer, e naturalmente em se tratando das minhas tias, ela já tinham conhecimento do conteúdo da carta. – Por que vocês nunca me contaram?

Minhas voz tremeu quando tirei a chave do cofre Davies do bolso. Estendi a mão. Um minuto de silêncio e deixei a chave cair no chão.

- Qual a relação da nossa família com o Gringotes? – era uma das perguntas que mais me atormentava. – Por que passamos dificuldades se tínhamos tudo isso? – tirei o saco de galeões do bolso do casaco. Elas estavam silenciosas. Tia Mila lançou um olhar para a tia Frida, que pareceu compreender o que quer que fosse. – Por que papai nunca me contou? Mamãe e papai se mataram naquela maldita plantação de abóboras pra termos o que precisávamos, passamos FOME E ELES GASTARAM FORTUNAS PRA ME MANDAR PRA HOGWARTS! – a expressão complacente de tia Técia só me irritava. – Vocês nunca me contaram nada! Como aconteceu? Como aquela maldita noite terminou? – meus olhos se encheram de lágrimas mais uma vez. – Como vocês escaparam e eles morreram? Por que eu tive que voltar pra Hogwarts? Por que vocês foram morar conosco? – minhas mãos ficaram brancas, cortei rapidamente tia Frida. – NÃO! VAI SER HOJE! POR QUE ELES MORRERAM??????!!!!!!!!!

Eu nunca gritara antes com ninguém da minha família. Eu sentia meu peito como um tambor, e arquejava de raiva. E talvez isso explicasse porque o clima ficou tão pesado. Uma janela bateu no alto da torre, fustigada pelo vento gelado de Northumberland. Nunca eu guardara tantas perguntas e nunca esperara tantas respostas. Meus olhos estavam vermelhos e eu tremia. Era a primeira vez que eu explodia, mas tinha uma boa razão para isso... Haviam coisas que eu precisava saber naquela noite.



... Continues!

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Irmãs Sandersen Davies

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MensagemAssunto: Re: Forte do Pavor - Torre dos Davies   Dom Jul 29, 2012 8:31 pm

turning tables
Close enough to start a war
All that I have is on the floor
God only knows what we're fighting for

--------------------------------

A torre se erguia solitária na ala sul do castelo contra o céu da tarde crepuscular. Poderia ser apenas mais uma torre abandonada do Forte do Pavor, não fosse o fato de que três bruxas a ocupavam naquele exato momento. O sussurro das árvores ao redor parecia anunciar uma virada de tempo que se aproximava... Assim como o sobrinho das três bruxas, que acabava de passar pelo portão do castelo.

Na torre mais alta, uma bruxa loira e com um vestido lia uma carta apressadamente. Mila era extremamente apegada ao sobrinho, porém um tanto curiosa demais a respeito da vida dele. Já lera seu diário para passar o tempo e eventualmente surrupiava uma ou outra correspondência do menino. Quando terminou a carta e brandiu a varinha, o pergaminho se selou novamente e a bruxa deu um muxoxo desanimada, aquela notícia deixaria o pobre Mile triste...

No outro quarto mais próximo a base da torre, a mais velha das três irmãs brandia a varinha desatenta e levitava panelas e esponjas que as arejavam, enquanto lia a última edição do Semanário Quinzenal das Megeras, Frida definitivamente precisava se atualizar na arte do sequestro de criancinhas... Seu estoque de lágrimas infantis estava quase acabando. E a poucos metros da cozinha, um barril tremia como se sofresse convulsões, enquanto a irmã do meio, Técia, atacava escondida um saco de lagartas e gafanhotos de gelatina.

Mas a tranquilidade da torre foi logo interrompida, quando Mile chegou ao Átrio da torre. Seu grito repetido parecia mostrar que algo não estava bem. E a primeira a aparecer foi Técia, erguendo os olhos corujais de dentro do barril para ver o que se passava. Frida interrompeu a contragosto a leitura sobre transfiguração de casas em doces, enquanto Mila polia o corrimão com o vestido.

- Mas que gritaria infernal é essa?! – a irmã mais velha começou.

- Fofinho, as cartas chegaram. Hogwarts, a conta do dentista da Técia... – o menino a interrompeu, mas ela prosseguiu mesmo assim. – ... E uma da Srta. Blackmoon!!! – cantarolou animada, abanando o pergaminho.

Mas nem isso foi suficiente para acalmar o menino, que estava visivelmente alterado. Ele fez uma pergunta, e as três bruxas o encararam assustadas. Haviam muitas coisas que elas não tinham contado a ele, Mila não contara que descobrira o estoque secreto de Playwitchs do sobrinho, Frida não contara que jogara Salsa Parrilla com o pó de flu que oferecera a ele e Técia fez questão de esconder os doces que afanara do rapaz.

- Do que você está falando muleque? – foi Frida quem começou... Mas quando o menino estendeu a chave do Gringotes, tudo pareceu fazer sentido. – Talvez outro dia quando você se acal... – o menino gritou.

- Mile... Calma. – pediu a tia mais nova, lançando um olhar de insegurança para a irmã mais velha. Por onde deviam começar?

- Você quer uma lagarta? – ofereceu Técia, um pouco nervosa. – Elas acalmam os nervos e...

Não foi suficiente, o menino estava nervoso e começara a fazer perguntas. E embora quisesse respostas, mais dúvidas surgiam. As três irmãs ficaram estáticas, sem reação frente a reação do sobrinho. Técia tentou se esconder novamente dentro do barril e fingir que não era com ela, mas não adiantou, foi fuzilada pelo olhar do sobrinho e paralisou. Mas foi o grito dele que realmente as chocou. Ele sempre fora um menino calmo e amoroso, nunca antes haviam discutido; mas também não podiam culpá-lo, deviam ter contado e esclarecido tudo a muito tempo...

- Querido, nós... – começou Mila, sem palavras para iniciar.

- Não é que escondemos de você, mas... – Técia saiu do barril ainda em choque.

- As coisas não são tão simples assim Mile. – articulou Frida, ainda espantada por ter recebido um grito.

Passou-se um minuto de silêncio. E as lágrimas do menino pareciam torturá-las mais do que a noite em que quase foram mortas, ele arquejava e parecia sem chão. Mila olhou para a carta e ficou ainda mais preocupada... Frida, sempre fora a mais sem paciência com o menino, abaixou a cabeça envergonhada.

- Acho que devemos começar pelo Gringotes, irmãs. – sugeriu a irmã do meio, receosa. Mas nenhuma das outras duas se pronunciou. – Mile, por favor, se sente. – sugeriu, ainda suja de gelatina verde. O menino continuou parado, e foi ela quem se sentou. – O Gringotes então... Querido, acho que você já deve ter ouvido do seu pai que nós Davies éramos especiais.

O menino deu um muxoxo de impaciência, mas foi Mila quem o acalmou.

- Não esse tipo de ‘ser especial’, ele queria dizer 'mais especial', sobre o dom da nossa família. – encostou-se no corrimão buscando apoio. – Nossos pais... Quer dizer, seus avós... Na verdade todos nossos antepassados... Trabalharam no Gringotes de alguma forma. Contadores, desfazedor de feitiços, desbravadores, caçadores de tesouros... – aquela era a parte complicada. – Inclusive nós também, nas relações públicas, mas... Bem... Peter, seu pai, foi algo maior... Um dos maiores caçadores de tesouro que os duendes já viram. – Mile arquejou surpreso, aquilo ele nunca soubera. – Somos de um clã de caçadores de tesouros, por isso nós Davies temos como símbolo da família um castor: procuramos e temos talento para encontrar essas coisas... – o menino riu ironicamente.

- Nem sempre seu pai plantou abóboras Mile, a casa de vocês mesmo foi resultado de um tesouro chinês que ele encontrou. – o olhar de Frida buscou o de Mila. – Ele era espetacular, encheu os bolsos, cofres e carroças daqueles duendes de uma maneira que você não tem idéia. E teria continuado, mas conheceu a sua mãe... Mary era uma mulher fantástica e completava ele.

- Ela era uma camponesa... – tomou a palavra tia Mila. – E para ficarem juntos seu pai teve que... Bem, ficar mais em casa. Deixar de viajar tanto, entende? Para manter a família. Zac nasceu primeiro, e nesse tempo seu pai continuou trabalhando. Zac cresceu e começou a acompanhá-lo. Chegou até a ir pra o Egito em uma expedição... – o menino resmungou. – Sim, você já tinha nascido. Mas era pequeno... E foi aí que começaram os problemas. – ela mordeu o lábio em dúvida de como continuar. – Seu pai começou a ficar mais em casa, e os duendes começaram a cobrá-lo mais. Mas nem sempre ele podia atendê-los. Sua mãe teve uma gestação difícil... Até que... – todas as três irmãs se entreolharam.

- Um carregamento de jades chinesas foi roubada antes de chegar nas mãos dos duendes. – foi Frida quem falou. – E Peter era o chefe da expedição. Toda a culpa caiu sobre ele. E como ele sumiu... Bem. Ele foi acusado de roubo. – aquilo pareceu chocar o menino. Seu pai, um ladrão? – Ele enfrentou um inquérito no Ministério, nós fomos demitidas. Nos afastamos de Peter, porque ficamos com raiva na época. E aí meio que cortamos relações com os duendes. Os tesouros de seu pai ficaram retidos lá e ele ficou ressentido. Ia no Gringotes apenas em necessidades extremas.

- E as coisas na vila onde vocês moravam não iam bem. Seu irmão foi visto enfeitiçando a sebe do jardim de um rapaz da vila que implicava com ele... Coisa de garoto. – Técia parara de tremer, mas sua boca verde persistia. – Sem o trabalho do Gringotes, só a plantação de vocês serviu para sustentá-los. E eram muito produtivas... Mas gerou inveja nos trouxas, e aí começaram a correr boatos de que vocês eram bruxos. – sua voz oscilou. – E haviam trouxas que viram duendes rondando o Dique, caçando o tal tesouro sumido...

O garoto parecia um pouco mais controlado. Presos as palavras das tias. Aqueles fatos ele sabia já, embora parecessem rumores tão antigos e sem importâncioa... Os boatos, a maneira como os trouxas os tratavam, até a insistência de sua mãe para ir a Igreja da vila... Os duendes no jardim...

- Três vezez. – voltou tia Frida. – Os trouxas queimaram as plantações do seu pai. E os murmúrios viraram boatos, os boatos se tornaram verdades, e as verdades serviram de acusações. - e era nesse momento que Mile entrava na história. – Você já era um rapaz, e seu pai não queria você envolvido na história com os duendes e também não queriam te expor a perigo com os trouxas. E ainda circulava entre alguns bruxos suspeitos a história de que em algum lugar do Dique haviam tesouros escondidos... Por isso alguns duendes insistiam em escavar ao redor do terreno do seu pai.

- E aí Hogwarts surgiu. Mary e Peter decidiram mandar você para lá. Na escola você estaria protegido de tudo isso. Zac estava morando com Elizabeth como trouxas... Foi a maneira que acharam para protegê-lo. Peter até tentou se reconciliar com o Gringotes, voltou a trabalhar lá. Você mesmo até chegou a ir para a Índia com eles... Não era um passeio. Seu pai estava a trabalho. – Mila parecia um pouco mais triste e Mile em choque. – Mas fomos encontradas antes. Não sabemos como, mas a vila em que morávamos também descobriu que éramos bruxas, o rumor correu, e bruxos mercenários apareceram atrás das três irmãs Davies, pensando que tínhamos os tesouros. Fugimos... E.. Bem... Queimaram nossa casa.

- Hogwarts fechou, você voltou para casa. Nós nos refugiamos lá também... Peter não pode continuar no Gringotes. Pediu demissão na hora. Ele queria nos defender. Zac foi próximo a ser localizado. Nunca vi seu pai tão aflito... – a voz de Técia era estrangulada, e Mile aos poucos relembrava quando suas tias apareceram. – Não sabia se podia confiar mais nos duendes, porque eles podiam ter enviado os bruxos contra nós. Mas também havia a ameaça trouxa... E dizia-se que alguns bruxos foram contratados pela própria Inquisição. Era um perigo para todos nós...

- E Hogwarts reabriu. E seu pai não pensou duas vezes antes de mandá-lo de volta. – Mile abaixou a cabeça com os olhos vermelhos; Mila estava com o coração apertado. – Ele te protegeu, meu anjo. Sua mãe quis evitar que você voltasse nas férias. Mas... – agora era o pior. – Zac foi encontrado e fugiu para nossa casa. Foi no Natal. – aquele feriado fora o pior que ela se recordara. – Não sabemos se foram bruxos contratados pelo Gringotes, pela Inquisição ou só algum idiota que acreditava no tal tesouro. – um momento de silêncio. – Foi no meio da noite. Eram dois, um homem e uma mulher. Eles atacaram antes que pudéssemos reagir. Seu pai e seu irmão lutaram até o último minuto... Mary e Elizabeth também resistiram. Mas nós... Quase morremos. Tentamos salvá-los, juro! – sua voz soava tensa e aflita, como se pedisse desculpas. A imagem ainda era vívida e a atormentava. – Sua mãe pediu que fugíssemos e o protegesse. Foi a última coisa que ela pediu...

- Ela deixou isso comigo. – Frida foi até o console da janela, e retirou de dentro de um vaso de flores um vidro transparente, com uma substância opaca e tremeluzente. – Tome. – Mile olhou para o frasco com os olhos cheio de lágrimas. – Sim, é uma memória, como você sabe...? – aquela pergunta não interessava. – Foi a única coisa que conseguimos apanhar antes de...

Ela não precisava dizer. Mesmo não estando presente o menino tinha uma imagem bem clara do que acontecera com a sua casa e sua família.

- Eles não queriam mentir para você, lindo. Queriam protegê-lo. – Mila completou triste, com os olhos sob o sobrinho.

O menino apanhou a carta da namorada no sofá e apertou o frasco que sua mãe lhe deixara na mão, a chave do Gringotes permaneceu no chão. Ele não falou mais nada, subiu ainda com os olhos marejados para o quarto e as três bruxas ficaram em silêncio no Átrio. Mile precisava de um tempo e precisava digerir todas aquelas informações... E elas entendiam isso.


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NOTE: Dando continuidade a trama do texugo... O coitado tá sofrendo novamente; como eu maltrato meus persons! xD haha
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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: Forte do Pavor - Torre dos Davies   Seg Jul 30, 2012 2:08 pm

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Past & Future


Eu não podia mais mentir ou me fingir de forte. Estava arrasado e abandonado, e por mais estranho que parecesse, sentia raiva de mim mesmo. Eu fora um idiota! Eles não haviam mentido para mim a troco de nada, haviam escondido a verdade para me proteger. Papai e mamãe queriam que eu fosse livre e não vivesse na sombra do perigo... "Como eles viveram." Eu não podia continuar pensando neles como mentirosos que me esconderam a verdade, porque no lugar deles eu teria feito a mesma coisa... E agora tinha também a notícia da Anny.

Segurei com força o frasco da memória que mamãe me deixara e o olhei contra a luz... Eu sabia que aquilo era uma memória, há quatro anos eu e James havíamos descoberto uma meio estranha, invadimos a sala do Sr. Slytherin... E em breve eu talvez precisasse de novo.

Os trechos da conversa voltaram a me atormentar. “O dom da família... Procuramos e temos talento pra encontrar tesouros.” Como seria possível? Eu mesmo nunca conseguira encontrar nem um par de meias correspondentes no meu malão em Hogwarts! Eu era o Mile, só o Mile! Propenso a explosões e incendiar coisas. “... Um carregamento de jades chinesas... Ele foi acusado de roubo.” Meu pai não podia ter sido um ladrão, não ele! Ele fora o homem em que eu me projetara, tudo o que meu pai ensinara e como fora não batiam com aquela imagem; e embora as minhas tias não revelassem, eu sabia que até elas tinham dúvidas quanto a isso... Me incomodava pensar que meu pai tinha aquela fama. “Ia ao Gringotes apenas em necessidades extremas... Sem o trabalho no Gringotes, só a plantação de vocês serviu para sustentá-los.” Por que papai não reclamara o dinheiro que era dele? Eu nunca seria capaz de entender esse orgulho dos adultos... “Você chegou a ir para a Índia com eles... Não era um passeio, seu pai estava a trabalho.” Eu sabia que naquela época nós não estávamos exatamente tranquilos na vila... Ouvira mamãe falar em ‘fugir para acalmar os ânimos’, eu desconfiara na época. Papai sempre chegava tarde e cansado durante a viagem e eu passava a maior parte do tempo com mamãe.

“... Não sabemos se foram bruxos contratados pelo Gringotes, pela Inquisição ou só algum idiota que acreditava no tal tesouro roubado...” Tudo parecia tão confuso. E isso me deixava ainda mais irritado... Minha família havia sido assassinada e eu nem sabia quem fora ou porque. “Eles não queriam mentir para você, lindo... Queriam protegê-lo.” Outra lágrima caiu, eu estava deitado na minha cama no alto da torre. Coloquei a lembrança sobre a cômoda. De alguma maneira eu sabia que as respostas que eu queria estavam ali.

Me levantei e limpei os olhos com as costas da manga. Olhei de relance para a carta da minha namorada, aberta ao lado da memória de mamãe. E novamente eu senti o aperto no peito. O pai dela tinha se mudado para Paris a trabalho, e ela e a família tiveram que ir junto... Iria estudar em Beauxbattons, e não queria me prender...

Ela não entendia que o que eu sentia dentro do peito era o que me prendia realmente a ela e não seria a distância ou outra escola que me fariam esquecer ou deixar de sentir. Ela me ajudara quando tudo parecia não fazer sentido... Ela fora o meu porto seguro quando tudo tinha desmoronado. E ainda assim, ela terminara tudo... O anel que eu dera para ela estava junto a carta. “Talvez um dia...” Como eu podia sentir aquilo novamente por outra pessoa? Não, eu não seria capaz... Não daquela forma.

Essas notícias me davam poucas escolhas. E eu já tinha me decidido. Eu tinha um dom? Então era hora de pô-lo a prova! Iria provar para todos que papai não era um ladrão... Mostraria para os duendes do que um Davies era capaz. Eu estava sozinho e tudo o que eu tinha imaginado um dia que era certo e seguro estava caído pelo chão... Mas eu não me daria por vencido. Os bruxos que haviam destruído minha família iriam pagar. Descobriria quem eram e faria os verdadeiros responsáveis pagar pelo inferno em que transformaram minha vida.

Eu não era fraco... E seria forte e corajoso se fosse preciso. Era isso o que um texugo deveria ser! Apanhei um pedaço de pergaminho e escrevi a resposta para Anny. Meus olhos se encheram de lágrimas novamente. Eu não queria dizer adeus... Ela fora especial para mim e eu nunca esqueceria ela. “Talvez um dia...” Mas eu não iria mais esperar pela salvação dos outros. Eu seria o meu próprio salvador... Eu não me despediria dela, porque eu sabia que um dia ou outro nossos caminhos se encontrariam novamente. “Você sempre será a minha princesa.”, escrevi por último.

Mas por enquanto, eu tinha que dizer adeus as reviravoltas e recomeçar. Abri as mãos e soltei a coruja de tia Mila pela janela. A ave se afastou em meio ao céu já escuro de Northumberland, era lua nova... Blackmoon... E as estrelas eram a única coisa que iluminavam o céu. Enquanto a ave se afastava da minha torre, eu a olhava ao longe...

- Quem sabe um dia... – as palavras saíram murmuradas e uma última lágrima caiu. Naquele momento era tudo o que eu podia dizer.



... Finish!

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