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 08.09.1805 - Detention - RP Fechada

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Mile Davies
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MensagemAssunto: 08.09.1805 - Detention - RP Fechada   Ter Ago 07, 2012 11:12 pm

Detention

Worms and Pumpkins






Vindo daqui

Dia:
08 de Setembro de 1805
Hora: 10 horas da manhã
Clima: Manhã fria, com nuvens

Participantes
Mile Davies
Brandon Leobald





- RP Fechada -

Jardim Cabana do Guarda-CaçasHogwarts



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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: 08.09.1805 - Detention - RP Fechada   Qua Ago 08, 2012 12:15 am

Detention

Worms and Pumpkins


E assim que a aula acabou o professor Blake nos encontrou do lado de fora da sala, não disse nenhuma palavra. Apenas pediu para que o seguissemos. Pelo menos quanto a isso, eu e Brandon havíamos concordado, era melhor nem tentar retrucar com ele e fomos calados atrás do professor. Embora eu ainda tentasse digerir toda a história daquele jornal de fofocas... Havia notícias de muitas pessoas naquilo, logo o editor podia ser qualquer um, mas como o grifinório sugeriu, talvez fosse o tal novo diretor...

O tal Sir Brier, embora excêntrico e bizarro ao extremo e com tendências ao extravagante e medonho, havia chegado na escola simplesmente causando. Será que podia ser ele o responsável por tudo aquilo? Bom... O fato era que eu já tinha me decidido quanto ao que fazer, subiria na mesa na hora do almoço e explicaria para todos que nada do que aquilo dizia era verdade. Era tudo o que eu podia fazer para que a Gwen não ficasse mal falada, ainda mais porque ela já tinha tido vivido uma situação difícil com o galinha da torre Morgan. E Brandon tinha razão, se fosse o diretor novo, iríamos desmascará-lo.

- Para onde ele está nos levando? – comentei baixinho para Brandon. Quando passamos pelo Átrio e saímos para fora do castelo. – A floresta proibida? - inspirei nervoso, quando o grifinório apontou para a direção que seguíamos.

Engraçado porque ela é tecnicamente proibida, mas todo mundo simplesmente vai por lá. Pessoas pra se agarrar, gente querendo morrer. No primeiro ano aquilo era um depósito de corpos, sabiam? Toda semana tinha um por lá... Nós texugos mesmo, no ano passado, fizemos um acampamento de noite sem que ninguém soubesse. Foi até que bem legal comer marshmallows na fogueira, contar histórias de terror, mas se considerarmos que tivemos ataques de clabertos, cinzais e tronquilhos revoltados, e no fim das contas acabei voltando aterrorizado, sem roupa, molhado dos pés a cabeça e como vim ao mundo perseguido por um trasgo revoltz após o mergulho noturno com a Alex, a coisa não acabou muito bem...

- A detenção de vocês será aqui. – anunciou o professor, se virando, quando chegamos a parte de trás da cabana do guarda-caças. – O professor Drake dará uma aula sobre esfinges para vocês. Mas ainda não conseguiu arranjar tempo para triar vermes abissais para alimentá-las. Eu iria ajudá-lo, mas... – o professor apontou para um canteiro de abóboras mais feinhas. O odor que vinha de lá era nauseante. – Esse vai ser o trabalho de vocês. – ele sorriu malevolamente. – Usem aqueles tambores para guardar os vermes e as luvas de couro de dragão. Eles são umas graças... – e saiu caminhando. – Ah, antes que me esqueça. Sem varinhas. E quero na minha mesa esta noite um relatório de um metro de pergaminho sobre esses vermes em três cópias, uma em demótico, uma em maegi e uma em furthak. Divirtam-se! – ele foi irônico, sintam isso.

Agora sim eu não sabia o que era pior: se a tarefa em si ou se o fato de que perderia o resto da tarde tentando traduzir aquele maldito relatório para três códigos rúnicos impossíveis. Aliás, eu perderia a única tarde livre que eu tinha na semana. Abaixei os ombros e fiquei amuado. Caminhei com Brandon até a cerca e apanhei as luvas.

- De todas as detenções, a gente tinha que mexer logo com abóboras podres? – resmunguei, quando o cheiro ficou mais forte. – É podia ser pior mesmo...

Nos aproximamos das abóboras e notei que o grifinório ficou com a cara verde. Mas a minha reação foi pior. Meus olhos ficaram marejados, meu estômago deu uma cambalhota, seguida de um duplo twist carpado, e botei pra fora tudo o que não havia comido no café da manhã. E isso quer dizer uma espuminha amarela nojenta e amarga. Só tive tempo de correr pra fora da cerca e praticamente me eviscerar atrás do arbusto de tulipas do guarda-caças.

- Eu tô bem. – gaguejei um grito de trás do arbusto. Voltei, com a boca com o gosto amargo da bile. – Acho melhor começarmos antes que fique pior... Você começa? – coloquei a luva de couro de dragão, olhei para o grifinório tentando ver como ele iria fazer... Mas ele também estava esperando por mim. – Ótimo! Achei que os leões eram os corajosos da história! – me prontifiquei e segurei o fôlego.

Se vocês acham que abóboras podres não são legais, repensem... Era pior. Elas irradiavam ondas supersônicas de mal odor, que atravessavam o nariz, boca e pareciam empestear até os seus órgãos internos. Fechei os olhos e enfiei a mão de uma vez, que atravessou o fruto laranja gigante com facilidade em um "splash!" nojento, respingando seiva podre em mim. Senti minha mão se fechar em torno de um ser, segurei a coisa e puxei.

- SANTO MERLIN, O QUE É ISSO? – gritei de susto quando um verme assassino gigantesco, saiu para fora, se agitando nervosamente e mordeu a minha luva. Não, eu nunca tinha visto um verme abissal antes. Sabe, as abóboras da plantação do papai não tinham monstros malignos dentro delas. – SAI DEMÔNIO! SAI! – descalcei a luva e me afastei rapidamente da abóbora, enquanto o verme gigante, sim, eu falei gigante e isso é coisa DE UM METRO E MEIO!, mastigava e engolia o couro de dragão. – Eu quase perdi o meu braço e você ainda ri?! – falei tremendo, com a voz bem mais aguda do que o normal. – Por que você não tenta então Sr. “Eu lido com vermes gigantes sanguinários desde que era criança”?!

Mas a tentativa de Brandon foi tão fracassada quanto a minha. O primeiro verme se enrolou no braço dele, começou a se debater freneticamente e sujá-lo com seiva podre. E ele soltou um grito mais indigno que o meu, e aí sim foi a minha vez de rir.

- Tá certo. Eu achava que o Sr. Slytherin era o carrasco da escola, mas começo seriamente a desconfiar que temos um sério concorrente para ele... – argumentei, voltando para o lado de Brandon, que conseguira se livrar do verme assassino, arrancando a cabeça dele. – Uma detenção em que podemos perder membros? Excelente ideia! Acho que chegamos no fundo do poço...

Fechei os olhos e respirei fundo (o que é difícil sem vomitar nesta situação), e comecei a me forçar a capturar mais vermes de dentro das abóboras podres. O segredo era segurar eles pelo pescoço e não ter dó. O problema era quando eles enrolavam e te mordiam. Após trinta minutos, eu já tinha capturado sete vermes, levara duas mordidas no antebraço, estava com uns hematomas azulados estranhos e tomara uma rabada de verme na cara, e estava me sentindo o monstro do pântano de tão fedido e verde-vômito/laranja-podre da cabeça aos pés.

- Então quer dizer, que você acha que é o diretor o tal editor do jornal? – perguntei voltando ao assunto, enquanto arrancava as antenas do verme que capturara. – É estranho porque não havia ninguém por perto quando a Gwen me salvou... – refleti, segurando a criatura que se debatia tentando cravar dentes no meu pulso. – Poderia ser ele mesmo... Não sei. Porque ele faria isso e colocaria boatos dele próprio? O que você acha que devemos fazer? – precisávamos de uma ideia brilhante, embora tudo parecesse potencialmente arriscado...

Mas depois de quase perdermos braços e dedos pegando vermes de abóboras, acho que nem tudo seria tão difícil.




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Brandon Leobald
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MensagemAssunto: Re: 08.09.1805 - Detention - RP Fechada   Qui Ago 09, 2012 8:36 pm


Já era difícil morar em Hogwarts e evitar a rádio bruxa, mas com um jornal que fazia esse papel era ainda pior. Não tinha como inverter fatos ou aumentar e diminuir histórias. Quem quisesse saber era simplesmente pegar o pergaminho da fofoca e ler. Brandon ainda matutava em sua cabeça motivos para as pessoas quererem fazer o mal ao próximo, qual era a graça em contar boatos. Pelo menos a minha história era verdadeira, pensou enquanto via todos os alunos saírem da sala e passar pela dupla sorrindo. Rikke até parou e conversou com eles, mas nada de especial, apenas sobre nós estarmos passando ela em detenções. Era verdade, e pensar nas outras detenções que já teve o fez sorrir, mas logo o sorriso se apagou. O professor Blake apareceu e pediu para a gente o acompanhar.

E que comece a detenção Desceram as escadas e já podia imaginar, ter que arrancar um bicho-papão de uma gaveta, ou ter que tirar diabretes da cornualha de dentro da biblioteca. Mas como se tratava de Hogwarts nada era previsível. Assim que atravessaram o Hall de Entrada, Brandon não evitou o olhar para o Salão Principal e suas portas abertas, os alunos se reuniam ali, logo depois de aulas, quando tinham tempos livre, e só de imaginar que teria depois do almoço a tarde toda livre lhe tava um alivio. Iria acabar com aquela detenção rapidinho.

- Floresta Proibida? – apontou assim que passaram pela porta de madeira que separava Hogwarts e os jardins. Tinha duvida, pois já tinha ido a floresta ainda não para cumprir detenção, mas havia já passado da orla e tinha a curiosidade de saber quais seriam os animais que viviam por lá. Apesar das detenções, Brandon cumpria as regras. Ela é proibida... Entretanto como tudo naquela, não podia esperar coisa diferente dos professores, surpresas. O destino não era onde achava e havia sugerido ao amigo.

Chegaram ao fundo da cabana do guarda-caças e observou aquela área no cercado, uma plantação pequena de abóboras, o cheiro de longe não dos mais agradáveis. Olhou para o amigo assim que o professor passou a detenção para eles. Olhou para o céu como se buscasse uma ajuda divina, seja ela de Merlim, Morgana, ou dos deuses trouxas. Ele acha que eu não tenho mais o que fazer... Poderia ter comentado com o amigo assim que o professor de Runas se afastou, mas resolveu deixar em pensamentos. Como se já não fosse difícil fazer um relatório sobre esses vermes em língua comum tenho que traduzir tudo para três tipos de códigos, e seja ele qual for o Mile que faria tudo para ele. Brandon não era um exemplo de aluno em Runas, e pediria imediatamente para o Sir Griffyndor lhe indicar as aulas para ser obliviador, pediria se não estivesse em uma detenção. Por que eu fui para a essa aula mesmo?

- Podia ser pior... – resmungou com o amigo com sua voz um pouco rouca com a força que fazia para trazer os quatro baldes de madeira e mais as luvas de couro de dragão. Calçou as luvas e seguiu com o amigo para o cercado. Brandon não se moveu para ser o primeiro, e não ia mesmo, não tinha a menor pressa, já sabia que sua tarde estava perdida, e mais que isso, não podia nem pensar no cheiro do almoço, seu estomago respondeu dando uma reviravolta. Abaixou a cabeça e apoiou as mãos n cerca, cuspiu saliva e tossiu, como se algo que viesse do estomago tivesse ficado entalado na sua garganta. E quase se engasgou mais ao ver o amigo correr da cerca, aquele cheiro era horrível, procuraria um pregador para colocar no nariz assim que conseguisse raciocinar direito, e Mile não ajudava.

- Não vai morrer aí! – gritou tossindo arrancando mais um pouco aquele odor, aquele gosto de apodrecido da garganta, cuspindo um pouco mais. – Credo... – cuspiu mais um pouco e viu o amigo voltar. Tossiu mais um pouco e riu do amigo. – Primeiro as damas... – brincou e indicou a entrada do cercado para o amigo. E sorriu amarelo com a resposta. Por mais que Brandon fosse corajoso não estava preparado respiratoriamente para enfrentar aquelas aboboras e aquela detenção. Estão abusando de nossa nobreza...

Brandon se arrumou contra o cercado, e subiu em uma das divisões para enxergar melhor o que o amigo iria fazer para se livrar dos vermes das aboboras, vermes como o professor havia resaltado seria usado como alimentos para as esfinges do professor Drake na próxima aula, com certeza não iria falta nesta aula. E se alguma esfinge fizesse alguma gracinha contra ele iria queima-la.

A madeira na qual o jovem leão estava pendurado cedeu e ele quase caiu, mas ela só havia cedido porque ele balançou por ver o amigo se atrapalhar com o verme gigante que saia da abobora. Sabia que não seria tão fácil quanto parecia. Pensou se segurando no cercado e se arrumando para não cair. Ainda ria do amigo quando o mesmo voltava para perto de si sem uma das luvas do par. – Precisava ter visto a sua cara! – comentou e levantou o braço para o cumprimento, era tudo parte de uma zombaria, que não chegou a ser concluída pois Mile o ignorou. – Deixa comigo! – soltou pulando a cerca de uma só vez, apoiando as mãos e passando os pés juntos e pisando numa abobora que tinha ali perto. – Ops!

Brandon procurou por uma abobora que se mexia mais, aquela demonstrava que o verme gigante de dentro poderia estar distraído. Arrumou as luvas e enfiou a mão dentro da abobora a estourando e sentindo o verme de dentro lhe morder, sentiu a mão dentro da boca dele, e por sorte a luva o protegia das presas. – AAAAAAH! – gritou o rapaz desesperado ao puxar o braço para fora e sentir o verme pendurado na sua mão e para não cair se enrolou no antebraço. Xingou mentalmente aquele verme. E correu desesperado pelas aboboras até o amigo e agitou o braço freneticamente. – SOLTA! SOLTA! – argumentou com o verme enquanto ouvia a risada do texugo ao fundo. Agora sei o que ele passou...

O amigo continuava a rir, e Brandon lhe lançou um olhar frio, como se fosse um aviso para ele parar com aquele barulho, as risadas o faziam perder o controle e não pensar direito, sentiu o sangue lhe subir e seu pescoço ficou quente de repente. Abaixou o braço e pisou no animal o apertado por baixo da sola com força e puxou o braço com toda a força que podia, sentiu um nervo saltar, e também o pescoço do verme gigante romper em sua mão aos poucos. Até que um barulho separou cabeça de corpo e o sangue gosmento do animal sujou suas vestes. Sangue misturado com sulco de abobora podre não dava muito certo. – Bem, além do diretor Brier , acrecente na nossa lista o professor Blake – comentou o grifinoriano se aproximando do amigo. – Será que as esfinges preferem vermes gigantes mortos ou vivos? – disse levantando o braço com o premio, a cabeça do seu primeiro verme gigante e soltando em um dos baldes ao lado do amigo. – Isso é nojento, e devo lembrar que é tudo culpa sua... – apontou o dedo indicador com a luva de couro de dragão.

Os dois não ficaram muito de lero-lero e logo partiram para o que interessa, arrancar os vermes gigantes e fazer o relatório em quatro línguas diferentes. Merlin me salve!, rezou enquanto trabalhava. A tarefa ficou mais fácil quando pegou o jeito pela coisa, claro com a ajuda do amigo texugo que lhe deu uma dica valiosa. Puxar pelo pescoço, sem dó... Aquilo ficou mais fácil mesmo, mas não reduziu as lesões corporais e o desgaste físico, mordidas, cortes e sujeira. Tudo também iria para o relatório, bastaria saber se não tinha veneno para poder chegar a fazer o relatório do Salão Comunal e não da ala hospitalar.
Brandon estava perto do amigo quando o mesmo puxou assunto. A velha teoria de que o diretor novato era o culpado das infâmias soltas pelas paredes do castelo. – Sim... – respondeu em meio ao trabalho manual que fazia, retirar o verme e o atirar no balde, retirar e atirar. – Eu acho que é ele, o jornal só apareceu com a chegada dele, ele poder estar usando os quadros como informantes... E você viu como ele é suspeito, aquele jeito dele extravagantes de chamar a atenção, como ele faz as baboseiras... Me lembra você! – riu do amigo e retirou mais um, esse era bem menor que os anteriores. Refletiu um pouco sobre o que o amigo havia jogando no ar e apanhou uma desculpa. – Para movimentar o castelo, não acha que voltou tudo muito parado? – comentou. – Ou será que estamos velhos demais? – riu e atirou o verme para o balde, derrubando o objeto de madeira e espalhando os vermes já pego pelo chão do outro lado da cerca. Riu do amigo enquanto se afastava.

- AINDA BEM QUE EU NÃO SOU JOGADOR DE QUADRIBOL! – comentou gritando e recolhendo os vermes, um deles voltou a lhe morder no dedo. Eles não sabem quando desistir? – Só acho que você tenha que falar com a Gween... Ela pode achar que você espalhou o boato... Sabe sua fama de pegador era de zero e agora está em quase-nada... – riu e deu leves tapas nas costas do amigo quando retornou para perto dele. – Podemos prender o diretor em algum armário para ver se não é ele realmente o culpado, o que acha? Está comigo nessa? – estendeu a mão esperando um cumprimento.
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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: 08.09.1805 - Detention - RP Fechada   Sab Ago 11, 2012 8:05 pm

Detention

Worms and Pumpkins


Certo, se eu tinha minhas dúvidas, agora eu tinha um certeza confirmada. O demônio em Hogwarts tinha se proliferado, e além do Senhor das Trevas Slytherin, tínhamos agora sua cria e versão juvenil em formação, o Carrasco Assassino Blake. Não calma, antes que você suponham que eu pretenda jogar água benta neles pra vê-los incendiar da cabeça aos pés (o que de repente me parece um plano muito bom, por sinal!), vejam a situação.

Meu antebraço estava sangrando, porque eu acabara de arrancar um verme abissal que cravara suas presas no meu inocente corpo lufano. Rasguei um pedaço do lenço da minha mochila e amarrei em torno do machucado, enquanto Brandon argumentava a razão de sua desconfiança em relação ao novo diretor.

- Os quadros. Eu ainda não tinha pensado nisso... – remoi a informação. Mas fora do castelo não haviam quadros para verem a Gwen me salvando do lago. – Ou talvez fantasmas. – sugeri, voltando ao trabalho. – Ele lembra a mim? Só em sonhos, colega vermelho... No dia que eu andar mexendo as mãos daquele jeito, e apontando pras coisas em tom diminutivo, tenha certeza de que estou drogado. – enfiei a mão na abóbora novamente, tentando puxar mais um verme.

Não, para ser sincero aquele novo diretor me lembrava muito mais a antiga professora de Herbologia. A Wanda era quem costumava ter aqueles ápices de multipolaridade, trejeitos estranhos e podia tanto te parabenizar pela colheita de lentilhas caribenhas num minuto e te dar uns gritos por ter chacinado um broto de mandrágora logo depois. Aliás, ela havia sumido... Não vou dizer que sinto falta, o grito que ela me deu pelo atraso logo na primeira aula, no primeiro ano ainda ecoa nos meus tímpanos.

- Acho que estamos velhos demais pra ser sincero. – confessei rindo. – Cara, isso é uma escola! Já temos emoções demais, hormônios descontroladores demais, provas demais e trabalhos demais para movimentarem a gente... E além do mais... – puxei a mão de dentro da abóbora. – Temos coisas assim para fazer.

Segurei o verme que estava dando língua para o grifinório e o arremessei a distância, ele quicou na borda do balde de madeira e caiu junto aos outros companheiros dentro. Vendo a minha espetacular capacidade esportiva, Brandon também foi tentar o arremesso de vermes. Mas sua tentativa foi mais falha e derrubou tudo o que havíamos capturado pelo chão.

- Definitivamente espero que você nunca pretenda seguir a carreira de atleta esportivo... – e isso era verdade. – Cara, com um arremesso desses, eu ficaria feliz se você não entrasse no Ballycastle Bats. – ta aí uma coisa que eu não fazia há tempos, acompanhar o meu time de quadribol.

Segui o menino e recolhi alguns vermes pela cauda. Isso evitava que eles mordessem minha mão, mas dava margem para tentarem atacar da minha cintura para baixo. O que graças ao bom Merlin, não aconteceu! Pretendo deixar descendentes Davies no mundo ainda. Brandon não teve tanta sorte, ele estava quase tentando se eleger presidente do Brasil ou fazer cosplay do carinha que levou o Um Anel para a Montanha da Perdição, perdendo dedos na boca de um verme.

- Eu vou falar com ela. Na verdade, vou fazer algo diferente... – eu tinha um plano já e o grifinório me olhou desconfiado. Tudo dependia de um café da manhã em que eu conseguisse reunir coragem o suficiente... – Minha fama continua a mesma. Não sou e nem quero ser como tarado do Lewis, ou o idiota do Eros, nem como o maníaco do Morgan. – Brandon terminou de apanhar o último verme, estendi o balde e ele o colocou ali. – Uma armadilha para o Sr. Brier? – meus olhos faiscaram. E quando o menino estendeu a mão, não hesitei. – Fechado. – balancei a mão em concordância. – Mas agora temos 3 relatórios pra fazer, um professor surtado a suportar e um boato a desmentir... Vamos? - deixei o balde junto ao barril que o professor indicara, e segui para o almoço com o Brandon.

(...)

Certo, não conseguimos exatamente almoçar. Por que? Bem... Parece que é anti-higiênico e nada saudável sentar-se no Salão Principal sujo de seiva de abóbora estragada, sangue de verme abissal, barro e grama, fedendo mais do que um trasgo do pântano que rolou em carniça de testrálio. Após ameaçar a gente com um feitiço de sabão e água, deixamos a zeladora (hoje parecida a um enorme gafanhoto luminescente) falando sozinha e nos separamos. Fomos cada um para o próprio Comunal tomar banho. Atenção para a evacuação em massa da Toca Lufana quando entrei. Infelizmente não encontrei Gwen para conversar.

Encontrei o grifinório uma hora depois, e após almoçar, passamos toda a tarde trancados na biblioteca, com duas pilhas de livros de tradução rúnica, fazendo o relatório para completar a detenção. O que, convenhamos, mesmo trabalhoso, cansativo e detalhado, era muito mais fácil de se fazer contando com uma tarde inteira do que como fora na manhã, quando tentamos traduzir um poema futhark em 10 minutos. Tenho que admitir que eu estava ficando até que bom em Runas...

Mas quando saímos da sala do professor Henry, as sete horas da noite, depois de entregar os três pergaminhos. Decidi nem ir jantar... Que me chamassem de anoréxico ou o que quisessem. Meu cérebro exigia descanso, não comida. Os signos demóticos ainda estavam sambando na minha cara.

- Só sei de uma coisa... – falei, respirando fundo, ao virar o corredor onde nos separávamos. – Esse novo diretor vai se arrepender muito por inventar essas fofocas. – porque, é claro, até essa detenção entrava na conta de culpas dele. Ò.Ó – Ou não me chamo Mile Davies! – Brandon completou e ri da expressão dele. Parecíamos quase uma dupla dinâmica de super heróis... Mas propensa demais a detenções, tenho que admitir.




... Finish!

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