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 15 de agosto de 1805 - Brasil

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Isabella Carrol Hatter
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MensagemAssunto: 15 de agosto de 1805 - Brasil   Qua Ago 08, 2012 12:54 am

15 de agosto de 1805
RP FECHADA

Brasil - Calor, mesmo em agosto, calor e calor.
Aproximadamente 14hrs.

Ariel Teach de Castilla

Isabella Carrol Hatter



Última edição por Isabella Carrol Hatter em Qua Ago 08, 2012 2:38 am, editado 1 vez(es)
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Isabella Carrol Hatter
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MensagemAssunto: Re: 15 de agosto de 1805 - Brasil   Qua Ago 08, 2012 2:22 am


Temos aqui uma garota estranha, tão distraída lá vai ela. Não se da com o pessoal, pensa que é especial, chega a ser muito engraçada a nossa Bella. Esta garota é muito esquisita, o que será que há com ela? Sonhadora criatura, tem mania de leitura. É um enigma para nós a nossa Bella!


Se tem uma moça diferente, é Bella!








- Não se preocupe pai, eu já estou melhor. – Fiz biquinho pra ele, que me olhou estranho. Nunca vi papai tão sério e pensativo como nessas férias, desde que passei mal a primeira noite ele começou com umas histórias estranhas. Ele e Kuzco tem se olhado muito e vivem cochichando pelos cantos, sempre que eu chego mudam de assunto. Tá mais do que na cara de que aqueles dois rabugentos me escondem algo. O que é? Não sei, mas não por muito tempo.
- Não demore a voltar, viu? E leve Kuzzzzzco com você.– Meu pai segurou o dragão por baixo dos braços e o estendeu bem na minha cara, o infeliz mostrou a linguinha e de bônus ganhei uma lambida no nariz. Tentando desfazer a maior cara de tédio do mundo, peguei a lacaria de fogo pelo rabo e soquei dentro na bolsa, do jeito menos gentil possível.
- Claro que vou leva-lo, e se der sorte vendo o maldito pra alguma tribo que goste de carne de lagartixa assada. – Resmunguei dando uns tapinhas na bolsa. Joguei os braços em torno do pescoço do meu pai e dei em sua bochecha um beijo demorado.

Peguei o meu chapéu e enfiei na bolsa também, ouvindo Kuzco reclamar e ignorando. Quando olhei no relógio estava quase na hora marcada, dei mais uma acenadinha pro meu coroa e segurei a chave do portal. Depois de todo aquele remelexo, senti a areia fervente entrar na minha sandália e sorri satisfeita, eu adoro areia quente. Olhei em volta e ao avistar a minha amiga acenei.
- CAPITÃÃÃAAAAAAAAAAAÃÃÃ!! – Okay, odeio quando tenho essas demonstrações de saudade. Corri na direção dela, não freei e quando me aproximei me joguei em cima da garota, fazendo as duas se espatifarem no chão. Soltei uma gargalhada alta e rolei para o lado, sentindo o sol escaldante contra a minha pele. Que lugar abençoado é esse?
- Iá iá, eu estou febril ainda... Pense nesse abraço como um delírio. – Completei, afinal esse excesso de felicidade e demonstração de afeto não combina muito comigo.

Abri a bolsa e o dragão pulou pra fora, se jogando na areia e rolando por ela. Eu encarei a minha capitã e revirei os olhos, assim como ela.
- Ô cabeça de legumes podres, fale com a capitã. – Disse tacando areia na cara do infeliz, que ficou cuspindo uma meia hora.
- Blac blac, capitã uma ova, ela não é minha capitã... Essa capitã de araque. – Revirei os olhos.
- ISSO É JEITO DE FALAR? – Gritei levantando e ameaçando correr atrás dele, não precisei dar nem um passo e ele já estava quase do outro lado da praia, aquelas perninhas podem ser rápidas quando querem. Cai sentada na areia, rindo alto.
- Eae Caspian? Por que não vai lá atrás do seu amigo, heim? – Isso foi uma dica: Sai daqui, temos coisas a conversar. O papagaio relutou e depois que Ariel deu uma nele, o penudo foi voando atrás da lombriga desalmada.

- Sabe... Quando recebi a sua carta, me senti muito aliviada. – Falei pegando uma varetinha e enfiando na areia, dei de ombros e continuei encarando o buraco que fazia.
- Eu pensei que esse ultimo ano tivesse sido estranho só pra mim, entende? – Bufei e comecei a desfivelar a sandália, queria sentir os pés totalmente na areia.
- Descobriu alguma coisa? Digo, do por que seu pai tá mais estranho que o normal? AAAAAAH Você tem visto o Noah ainda? – Havia me esquecido de perguntar isso na outra carta, mas fiquei curiosa pra saber se mesmo nas férias ele tem rondado ela.

- Não, não descobri. Sora não abre o bico e Caspian muito menos, mas ele continua esquisito. E Noah... Nunca mais o vi, desde que o ano letivo terminou. Nem cartas! – Arqueei uma das minhas sobrancelhas e fechei a mão em punhos.
- Mas que molusco abusado, ele fica jogando todo aquele charme, com aquele cheiro de maresia, sorriso safado e as calças no meio da canela, e depois simplesmente me some do nada? Ahhh não, assim não dá. – Ao ver a expressão da minha amiga, soltei uma risada alta e dei de ombros.
- Aaaaaah vai dizer que num disse a verdade? Agora me conta, não rolou nadica de nada? Não ferveu o caldeirão? – Perguntei enquanto sacudia as sobrancelhas de forma maliciosa.
- Você está exagerando, ele só é um pirata bonito e legal e... Esquece! - A garota parou de falar e me acertou um soco no ombro, então a acompanhei na risada.
- Nos beijamos algumas vezes, mas você sabe que não passou disso. Vai ver, minha mãe fica vigiando ele também. Mas ainda vou dar um jeito de burlar ela. – Gargalhei novamente, sabia que se tem alguém boa em burlar as regras: Essa é Ariel.

- Ah... Olha o que eu trouxe. – Enfiei a mão na bolsinha e tirei de lá uma garrafa de Bellariel, depois outra, outra e mais umas 4, alinhando-as na areia..
- Acredite, essa é a melhor das safras. – A garota havia me enviado bastante rum, e assim que a minha saúde melhorou, dediquei o meu tempo pra fazer o melhor Bellariel que podia. Se eu queria que ela me falasse como andava as coisas com o Eros, sem levar no mínimo um corte de fora a fora no meu precioso bucho, só a deixando muito alegre.
- Pronta pra ficar mais bêbada do que você jamais ficou na vida? – Perguntei, por que de onde veio essas 7, tinha mais.

Peguei uma das garrafas e tirei a rolha com a boca, cuspindo longe e apreciando o cheiro do néctar mais maravilhoso que poderia existir em todo o universo, depois disso eu tomei um grande gole, por que tudo o que queria hoje era desabafar, pra no final do dia está mais leve e longe dos meus problemas.
- Desculpe não ter falado com você antes, estranhamente eu fiquei doente. Acredito que foi por que estava muito frio e de repente fui para o calor de rachar do Egito, mas meu pai não acredita nisso. Aquele velho tá me escondendo algo, ele e Kuzco. Por isso te entendo. Eles sabem algo sobre mim, algo que nem mesmo sei. Passei muito tempo me perguntando como isso poderia existir? Algo sobre mim que eu não saiba? Mas em Hogwarts eu descobri como as pessoas enganam. – A minha amiga me olhou, ela devia desconfiar que eu não quisesse dizer bem “pessoas” e sim “que um grego maldito, com cachos malditos, covinha desgraçada, sorriso irritantemente lindo e um cheiro maravilhoso, pode ser cruel” por que não me importo com o resto das pessoas, elas não podem fazer nada que realmente me incomodem, o único que sempre me atinge é aquele que não deve ser nomeado. E ele, quase me fez acreditar no sentimento mais idiota do mundo.

- Aquele castelo foi criado pelo tinhoso, Anúbis só pode está brincando com nós. – Completei estreitando os olhos e me inclinando um pouco, falando mais baixo.
- Eu não quero voltar pra Hogwarts, esse ano. Quero passar meu ultimo ano de estudos no Egito, no calor do meu deserto, correndo entre as casas, escalando, sentindo os calos nós pés e nas mãos, caçando lagartos e escorpiões... Não quero mais, amolecer. – Confessei, depois do fim do ano que vi Hades circulando com Agatha de novo, tinha quase certeza de que ele e ela estavam juntos novamente, e isso me atingia de forma irritante. Eu, logo eu, que não me incomodo com nada.





Informações Extras!



Post: 001 $ Tag: Ariel, Mad Hatter, Caspian e Kuzco. Quote: Hades, Agatha. [/color][/color] $ Note: Não ta como eu queria, mas o proximo eu vou melhorar, amém. UAHUAHA qualquer coisa eu edito.$ Roupas: Clique aqui.

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Ariel Teach de Castilla
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MensagemAssunto: Re: 15 de agosto de 1805 - Brasil   Dom Ago 12, 2012 3:24 am




this is america!

I wanna fly, I wanna drive, I wanna go I wanna be apart of something I don't know And if you try to hold me back I might explode Baby by now you should know I can't be tamed I can't be tamed I can't be blamed---post 001



Foi fácil demais chantagear o Sora. Na verdade, o cão praticamente me idolatra e faz tudo o que mando, não que isso seja anormal, mas ele... Parece que gosta, diferente do restante da tripulação que sempre aparentava fazer o que eu mandava porque não tinham outra opção. Mas enfim, foi fácil convencer aquele cão a me dar cobertura. Eu sabia que estávamos na América novamente, papai usou a clarividência de Sora e descobriu que a corte de Portugal estaria fugindo para sua colônia americana. A corte inteira, conseguem imaginar quanto dinheiro conseguiríamos pegar dali?

Se fossem outros tempos, meu pai teria ido atrás da frota real antes mesmo que eles pudessem sair de Portugal, mas ultimamente, papai tem adotado táticas diferentes. A tripulação inteira estranhou, incluindo eu mesma, apenas Sora parece não achar diferença nisso. Clarividência, aposto. Mas enfim, assim que soube nosso próximo destino, mandei uma carta à Bella e marcamos nosso encontro.

Não costumo sentir falta de algo ou alguém, mas ultimamente, eu tenho sentido mais falta de algumas pessoas do que deveria. Eu conseguia até entender que sentia saudades de Bella, de toda Hogwarts, ela era a única pessoa com quem eu conseguia me dar bem e, não acredito que vou ser molenga assim, eu gostava dela a ponto de oferecer minha lealdade de pirata. Julguem o quanto quiserem, mas nós piratas temos sim uma certa lealdade, só que não a damos para qualquer um. Enfim, as palavras chave que precisei para fazer Sora me ajudar foram "É para me encontrar com Bella", por algum motivo bem bizarro, o cão acha ótimo que eu seja amiga da Hatter, disse algo sobre me "deixar mais menina", claro que ele levou uma cesta de maçãs na cabeça e eu teria lhe cortado a língua, se meu pai não tivesse impedido.

Também sentia falta de Apolo, aquele triplicado anormal. Os três eram anormais, mas Apolo era o irmão com quem eu me dava melhor. Eu me dava muito bem com o Eros, apenas em alguns momentos por dia, coisa rápida, mas enfim, com Apolo era diferente, eu conseguia ser amiga dele sem achar esquisito. Já Hades... Não vou comentar. Ele não gosta de mim, eu não gosto dele, e assim vivemos bem. Porém, eu sei que Bella é bem meu oposto, ela gosta demais daquele cabeção de lula, e isso não é nada bom.

E também havia Noah. Eu estava com saudade dele e com ódio ao mesmo tempo. Ele sumiu nas últimas semanas de aula e até agora não me escreveu, não apareceu, não deu nem meio sinal de vida. Eu sei que minha mãe não quer que meu pai descubra que ela está viva, e talvez tenha sido por isso mas... Puta que pariu, eu queria arrastar o Noah para dentro de um quarto e "castiga-lo" por ter desaparecido assim. É, exatamente isso o que você entendeu.

Enfim, voltando ao início, Sora me daria cobertura. Eu já estava profissional em fugir do navio quando precisava, passar no teste de aparatação foi a melhor coisa que já fiz. Eu usava o colar mágico de Sora novamente, e com a clarividência do cão, ele me avisaria quando meu pai estivesse acordando. Aliás, colocar uma poção do sono na lagosta do papai também foi fácil, Pepe me devia uma.

Estava encostada em uma grande pedra, fitando o mar, com Caspian em meu ombro, cochilando. Era possível ver traços do Queen ao horizonte, e estranhamente, eu me sentia bem por estar afastada dele. O clima ainda andava pesado no navio, meu pai escondia alguma coisa e eu sabia que ele jamais me contaria, Caspian então, muito menos. Tudo o que eu queria era me afastar um pouco dos olhos vigilantes e desconfiados dele, ficar longe do navio, e isso era algo que eu nunca imaginei que gostaria de fazer. Sentia a brisa batendo em meu rosto, o sol queimando minha pele, a areia borbulhando de tão quente mesmo eu estando de sandálias. Minha mente começava a divagar para o próximo destino de nosso navio, a Grécia, foi quando eu ouvi um estampido e me virei, encontrando uma Bella sorridente correndo em minha direção.

Claro que foi um grande impacto e nós duas caímos na areia, Caspian alçou voo no último segundo, praguejando em espanhol contra nós. Eu tive que rir, era bom ver minha amiga de novo com toda aquela energia, mesmo que fosse energia demais desperdiçada da forma errada, mas enfim.

- Iá iá, eu estou febril ainda... Pense nesse abraço como um delírio. - eu dei uma risada e me sentei na areia, arqueando uma sobrancelha.
- Eu temo pelos seus delírios, Primeira Imediata. - eu voltei a rir enquanto Kuzco, aquele dragão linguarudo, saltou para fora da bolsa da Bella.
- Ô cabeça de legumes podres, fale com a capitã. – eu cruzei os braços para ele, empinando o nariz.
- Blac blac, capitã uma ova, ela não é minha capitã... Essa capitã de araque. – o dragão abusado revirou os olhos, eu arregalei os meus e vi Caspian nos olhando de cara feia, provavelmente porque Hatter quase o matou do coração segundos atrás.
- ISSO É JEITO DE FALAR? – Bella levantou-se rapidamente, mas aquela lagartixa vermelha praticamente aparatou para o outro lado e continuou fugindo. Bella jogou-se na areia novamente, dando risada, e eu fiz o mesmo. Kuzco era o dragão mais medroso que eu já havia visto! - Eae Caspian? Por que não vai lá atrás do seu amigo, heim? - Caspian a olhou de cara feia e eu lhe dei um peteleco na cabeça.
- É, mostre pra aquele dragão medroso sua última cicatriz de saque, mostre que você é tão corajoso quanto uma sardinha. - eu comecei a rir do papagaio, que tentou me bicar. Eu lhe enfiei um tapa na cabeça e então a ave irritante foi embora, ainda praguejando, agora em italiano.

Eu respirei fundo e encarei o mar novamente. Cara, estava MUITO quente naquele lugar, Bella parecia mais a vontade com isso do que eu. Também, ela passa a vida inteira no Egito com sol queimando a ostra vazia que ela chama de cabeça, aquele calor devia ser fichinha pra ela.

- Sabe... Quando recebi a sua carta, me senti muito aliviada. – ela brincava com um graveto na areia. Eu passei levemente meus dedos pelo punho da espada caída ao meu lado, me lembrando das vezes em que paramos algumas garotas da Grifinória e levamos todas as jóias delas.
- De certa forma, eu também. Foi bom sentir mais uma, como diria o Sora, uma "presença feminina" no navio, mesmo que por carta. - eu dei de ombros e me estiquei na areia, de olhos fechados, deixando o sol bater em meu rosto.
- Eu pensei que esse ultimo ano tivesse sido estranho só pra mim, entende? – eu só concordei com um "uhum", porque eu realmente entendia o que ela queria dizer. Principalmente nos últimos meses, muita coisa havia acontecido e eu não sabia mais como manter minha cabeça em ordem com tudo aquilo - Descobriu alguma coisa? Digo, do por que seu pai tá mais estranho que o normal? AAAAAAH Você tem visto o Noah ainda? – eu arregalei os olhos com a enxurrada de perguntas da Hatter.
- Não, não descobri. Sora não abre o bico e Caspian muito menos, mas ele continua esquisito. E Noah... Nunca mais o vi, desde que o ano letivo terminou. Nem cartas! - eu espremi um pouco de areia em minhas mãos para descontar minha raiva. Não achava justo isso, um pirata que tinha quase a mesma idade que eu, bonito pra caramba, engraçado e... Não sei, havia algo nele e Noah simplesmente DESAPARECE! Entendem minha frustração?
- Mas que molusco abusado, ele fica jogando todo aquele charme, com aquele cheiro de maresia, sorriso safado e as calças no meio da canela, e depois simplesmente me some do nada? Ahhh não, assim não dá. – eu engoli em seco com uma careta para Bella. A descrição dada pela menina era exatamente a que eu pensava, só não imaginava que poderia estar tão na cara assim - Aaaaaah vai dizer que num disse a verdade? Agora me conta, não rolou nadica de nada? Não ferveu o caldeirão? – ela sacudia as sobrancelhas pra mim, aquele sorriso pervertido no rosto dela. Se eu tivesse um pouco mais de vergonha, teria corado, mas é claro que eu apenas abri um sorriso tão malicioso quanto o dela.
- Você está exagerando, ele só é um pirata bonito e legal e... Esquece! - eu dei um soco no ombro dela, se eu estava começando a dar na cara, era melhor parar com aquilo, tentei fingir que não me interessava, mas, bem... Acho que não estava funcionando - Nos beijamos algumas vezes, mas você sabe que não passou disso. Vai ver, minha mãe fica vigiando ele também. Mas ainda vou dar um jeito de burlar ela. - eu balancei minhas sobrancelhas maliciosamente para ela e Bella riu. Acreditem em mim, eu ainda faria uma boa festa com o Noah.

Eu não percebi o que estava fazendo, só me toquei depois de que olhava o mar de novo e me perguntava onde ele poderia estar, ou o que poderia estar fazendo. E no segundo seguinte, eu quase me acertei um tapa na testa, porque me toquei de que o ele em quem eu pensava não era o ele que eu tava achando que era. Confuso? Eu sei, bem vindo ao meu mundo.

- Ah... Olha o que eu trouxe. – eu pisquei algumas vezes antes de voltar meus olhos para Bella, e a encontrei tirando algumas garrafas de dentro de sua bolsinha mágica. Não precisei pensar muito para saber o que tinha nas garrafas, e meu sorriso foi de orelha à orelha - Acredite, essa é a melhor das safras. – eu apertei a bandana em minha cabeça e sorri. Tudo o que eu precisava bem ali, o mar, Bellariel e a própria Bella para conversar - Pronta pra ficar mais bêbada do que você jamais ficou na vida? - eu dei uma risada e agarrei a garrafa mais próxima.
- Bebei amigos, yo-ho! - eu cantarolei antes de arrancar a rolha da garrafa.

Eu bebi quase metade da garrafa de uma só vez. Não ficava bem embriagada há um bom tempo, e sinceramente, era o que eu precisava. Foda-se Caspian, foda-se meu pai, foda-se o Sora e foda-se ele, seja lá qual deles for. Eu só precisava transbordar meu sangue com álcool e eu seria a boa e velha Ariel de sempre. Capitã, é claro, Capitã Ariel.

- Desculpe não ter falado com você antes, estranhamente eu fiquei doente. Acredito que foi por que estava muito frio e de repente fui para o calor de rachar do Egito, mas meu pai não acredita nisso. Aquele velho tá me escondendo algo, ele e Kuzco. Por isso te entendo. Eles sabem algo sobre mim, algo que nem mesmo sei. Passei muito tempo me perguntando como isso poderia existir? Algo sobre mim que eu não saiba? Mas em Hogwarts eu descobri como as pessoas enganam. - eu encarei Bella pelo canto do olho enquanto tomava outra golada da garrafa.
- Nossos pais só podem estar tramando junto, nunca vi tanto segredo brotar das ondas como está acontecendo. - eu retruquei e encarei a garrafa, não havia rótulo algum nela e eu apenas a mexia levemente, analisando a bebida dentro dela - Por isso prefiro o mar. Ele sempre nos engana, mas ele não sabe o que faz. Só age naturalmente. As pessoas não, elas... Se esforçam para serem traiçoeiras. - e então eu dei risada do que havia falado. Encarei Bella, dando de ombros - As pessoas da terra são confusas demais, até nós piratas temos um código que seguimos, e temos uma lealdade. As pessoas da terra são bem ao contrário. - eu voltei a beber e então percebi que já havia tomado a primeira garrafa inteira.
- Aquele castelo foi criado pelo tinhoso, Anúbis só pode está brincando com nós. – eu dei uma risada baixa. Seja lá qual fosse o deus que estivesse brincando conosco, era melhor ele parar rapidinho porque ninguém estava gostando da brincadeira. Peguei mais uma garrafa enquanto Bella inclinava-se para mim - Eu não quero voltar pra Hogwarts, esse ano. Quero passar meu ultimo ano de estudos no Egito, no calor do meu deserto, correndo entre as casas, escalando, sentindo os calos nós pés e nas mãos, caçando lagartos e escorpiões... Não quero mais, amolecer. - eu concordei com a cabeça e bati meu ombro com o dela, eu sabia bem o que ela passava. Dei um gole na bebida e encarei o mar, mas em seguida eu fechei meus olhos.
- Eu ainda não sei o que eu quero. E isso me dá nos nervos porque eu SEMPRE soube o que queria. Eu queria ser Capitã, se saberia fazer algum feitiço ou não, eu pouco me lixava. Eu queria comandar o navio que nasci pra comandar, queria dominar o mundo e ser a pessoa mais rica, poderosa, temida e respeitada dele! E então veio... Hogwarts. - suspirei, abrindo os olhos de novo - E com ela todos os meus problemas. - eu completei de forma melancólica, pousando a garrafa sobre a areia - Eu acho que quero voltar só para resolver alguns assuntos inacabados. Não preciso do ano inteiro pra isso, depois dou um jeito de ser expulsa, e se meu pai me castigar como ele disse que faria, agora eu posso ir para o navio de Anita. - uma carta na manga, finalmente eu tinha uma bem forte. Hogwarts não iria desfrutar de minha presença por muito tempo, era só para corrigir algumas coisas.

Eu me deitei sobre a areia e encarei o céu azul, o sol já estava me queimando e eu sabia que ficaria vermelha. Assim como Bella, eu me desacostumei com o sol no tempo em que fiquei em Hogwarts, a primeira semana de volta ao navio foi péssima por causa disso! Beberiquei mais alguns goles da garrafa enquanto ouvia pássaros cantando de uma forma esquisita e o som de um batuque bem longe, mas este imaginei que talvez fosse impressão.

- Vamos ver quem bebe a terceira garrafa mais rápido! - eu a desafiei, me sentando de novo e pegando uma garrafa nova. Foi então que minha cabeça girou, talvez pelo sol forte e por eu ter me levantado muito rápido, ou porque me lembrei de algumas coisas - Da última vez que apostei "Quem Bebe Mais", o cabeça de ostra do Apolo foi a vítima. Apostamos com hidromel e o verme conseguiu perder! - eu dei uma risada ao me lembrar de Apolo tentando fazer uma dança grega estranha com as calças amarradas na cabeça. E então eu fechei a cara - Sabe, dos vermes triplicados, acho o Apolo o mais... Fácil de entender. Não está de mal humor por qualquer coisinha e nem está com a boca ocupada o tempo todo. - resmunguei e então me lembrei de algo - Falando em boca ocupada, dona Hatter... - eu pousei a garrafa e rolei na areia para chegar mais perto dela, e é claro que eu a olhei com malícia - Se me lembro bem, a señorita foi com o Apolo ao baile, não é? Juro que até hoje não entendo por que cargas d'água você não tentou se aproveitar dele. Eu teria me aproveitado. - eu dei de ombros e abri outro sorriso sacana para ela - E no Egito? Não tem nenhum moreno de sol fortão por lá? Na verdade, eu quero uma dúzia deles, como Primeira Imediata, você tem que arrumar uma dúzia desses pra mim, e uma pra você. Vamos começar a dominar o mundo agora! - eu me levantei de novo e a cabeça girou, eu troquei as pernas. Realmente, era a melhor e mais forte safra de Bellariel, estou adorando! - E quando tivermos esses servos, poderemos atacar o restante do mundo e trazer o seu grego sequestrado de volta. - eu balancei as sobrancelhas para ela e dei uma risada - Ele será o seu servo, e você poderá fazer tudo e qualquer coisa com ele, savvy? - eu dei outra gargalhada e caí sentada na areia, minhas mãos voaram para a quarta garrafa, ou quinta? Não, quarta, tenho certeza! - Mas, por enquanto, eu te empresto o meu irmão para treinar, Hatter. - pisquei um olho e ajeitei a bandana na cabeça - Nunca vou entender como você consegue achá-lo bonito, mas tudo bem. - dei de ombros de novo, sei que disse que o Sora seria dela, mas se ele é mesmo bonito, eu devia agenciar seu corpo e não dá-lo!

E o calor estava cozinhando o meu cérebro! Agora sei como as ostras se sentem.

Bella levantou-se rapidamente, dando risada e tirando a roupa. No começo eu estranhei, mas depois entendi o que ela faria. Ariel, sua cabeça é mais oca que uma concha abandonada!
Claro que no segundo seguinte eu já estava arrancando minha roupa também, mas de foma desengonçada, porque precisava segurar a garrafa, correr e tirar a roupa. Em dias quentes, nada melhor que nadar no mar...





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tagged: Caspian, Isabella Hatter wearing: click here notes: postar com sono não funciona, ficou uma droga! qualquer coisa edito 9:

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Isabella Carrol Hatter
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MensagemAssunto: Re: 15 de agosto de 1805 - Brasil   Sab Ago 18, 2012 5:01 pm


Temos aqui uma garota estranha, tão distraída lá vai ela. Não se da com o pessoal, pensa que é especial, chega a ser muito engraçada a nossa Bella. Esta garota é muito esquisita, o que será que há com ela? Sonhadora criatura, tem mania de leitura. É um enigma para nós a nossa Bella!


Se tem uma moça diferente, é Bella!






Lembrava-me como se fosse hoje, o dia em que Ariel e eu nos conhecemos. Foi à forma mais inusitada com que já conheci alguém e esse alguém, de um mundo completamente diferente do meu, que veio a se tornar minha melhor amiga. Olhando de fora todos podem pensar que somos muito diferentes, mas a realidade é que somos mais parecidas do que imaginávamos e fui percebendo isso, pelo tempo que passávamos juntas.
Não eram só os furtos, a diversão ao assaltar, o amor por Bellariel, os mascotes retardados, os pais agindo estranhamente... Nossos espíritos são livres e espirito livres se entendem.

Agora estávamos ali, refletindo sobre como os últimos tempos foram estranho para ambas. Peguei a garrafa de Bellariel e dei outro gole, dessa vez muito mais demorado que o primeiro. Senti meus olhos lacrimejarem devido à alta concentração de Rum, mas não me importei.
Ri com ela, acho que sobre ser “traiçoeira” Ariel e eu entendíamos bem, ao julgar pelas vezes que a ajudei a dar um golpe em alguém. Mas o que podíamos fazer? Era totalmente divertido! E algumas pessoas em Hogwarts ostentam demais para o meu gosto. Prefiro roubar e machucar fisicamente alguém, do que ser cruel com a pessoa a ponto de quebra-la emocionalmente, era essa uma mania que não suportava.
- Concordo... Eu nunca sei o que eles estão pensando, você não sabe quem é amigo. – Não é como se eu tivesse convivido com muitas pessoas do mar, mas convivi o suficiente com as pessoas da terra. Por isso passei a evita-las, a conviver só com as minhas estrelas, meu chá e meus amigos leais era o suficiente.

Assim que senti o cutucação de ombro da pirata eu suspirei e bebi o ultimo gole de Bellariel, jogando a garrafa de lado e pegando a outra. Estava tão acostumada a beber só chá, que na primeira garrafa já me sentia um pouco tonta.

Prestava atenção no que ela dizia enquanto lutava com a maldita rolha, até finalmente vence-la e fazer com que voasse longe, suspirando e bebendo mais um pouco. Era exatamente assim que eu me sentia: “Hogwarts trouxe todos meus problemas”. Pensava em como seria a minha vida, se nunca tivesse conhecido aquele lugar.

- Eu não tenho mais nada pra resolver naquele lugar. Mas se você prometer que vai sair de Hogwarts com estilo, eu vou está lá, pra ajudar a destruir algumas coisas. – Talvez a única coisa que eu quisesse agora, era descontar toda a minha raiva. Quem sabe se eu me focar e voltar como uma nova Bella, o tempo que passar lá não será melhor? Hogwarts pode conhecer a antiga Isabella.

- Não sei o que meu pai fará quando eu for expulsa, mas tenho certeza que já sei como fazer ele se sentir mal por ter me mandado pra lá. – Soltei uma gargalhada baixa e continuei sentada, enfiando meus pés na areia e bebendo o chá com rum como se fosse água. No final da segunda garrafa, beber se tornou muito mais fácil.

Passamos um momento apenas escutando o som do mar e de tambores distantes, quem será que está dando uma festa por aí? Não prestei mais atenção nisso, até por que me bateu uma seria preguiça de pensar. Ouvi ela me desafiar e joguei a garrafa vazia de lado, já pegando a terceira e acenando com a cabeça.

- Prepare-se pra perder. – Completei rindo, como se eu fosse mesmo capaz de vencer ela no “quem bebe mais”. Prendi a garrafa entre as pernas e amarrei meu cabelo com um nó, aquele calor estava me fazendo derreter... Eu adoro isso. Não sabia mais se estava quente pela febre ou pelo sol, seja como for, não existe doença que não se cure com Bellariel.
-Mesmo o Apolo sendo o mais legal, ele ainda é um Mileto. – Completei fazendo careta e me livrando da rolha, que cada vez parecia mais difícil de retirar.

- Concordo, aquela família não é muito normal. – Dei de ombros e ergui a garrafa, tomando um gole. Mas ou escutar a pergunta de Ariel, tudo o que coloquei na boca voou pra fora e pra melhorar ainda engasguei.
- E-eu me aproveitar? Eu... – Tossi mais algumas vezes, ainda bem que o sol estava lascando e minha pele queimada, ou eu poderia jurar que teria ficado vermelha de vergonha. Não que eu sentisse vergonha pelo acontecido, mas vergonha por ter me fantasiado daquele jeito estupido.
- Bem... Tem uma coisa que você não sabe. – Fiz uma pausa, já que eu aceitei que Ariel é minha melhor amiga, o que custa eu contar tudo pra ela? Talvez assim ela me ajude e me faça andar na prancha, acabando com meus problemas. Soltei uma risada quando ela pediu por escravos, acho que seria bom ter meia dúzia deles pra tentar esquecer o desgraçado branquelo.

- Você está certa em desejar os egípcios, eles são um pedaço de mal caminho e adoram ficar sem camisa. – Mordi meu lábio inferior e sacudi as sobrancelhas de forma maliciosa. Não posso negar que me senti mais aliviada por ainda não ter precisado falar algo sobre Hades.
Foi só eu pensar... Ela estaria falando de Apolo ou sabia que Hades era quem eu desejava que fosse meu grego?
- Meu grego? Eu não tenho grego nenhum e... Na verdade não é bem Apolo o grego que quero abusar e que abusei. E... Pode parar, eu não quero saber de grego nenhum e... FAZER QUALQUER COISA? – Olhos brilhando. Sacudi a cabeça e voltei ao meu juízo perfeito, me livrando daqueles pensamentos impróprios.
- SEU IRMÃO? AGORA! ONDE? CADÊ? – Falei pegando a garrafa e dando um pulo, talvez todo o corpo sarado de Sora pudesse me fazer esquecer Hades, afinal o grego não é tão bonito assim, né? Eu juro que não é. Soltei uma gargalhada e tropecei, caindo de novo na areia.
- Talvez Sora me ajude a esquecer daquele... Hades. Ele voltou praquela loira sem sal! Odeio tanto ele, odeio. – Falava com raiva, enquanto socava a areia. Me dei conta do que tinha falado, quando Ariel me encarou de forma estranha. Antes que ela me enchesse de perguntas, tomei metade da bebida e me levantei, tirando a blusa e depois o short.

- Quem chegar por ultimo vai beijar a bunda do molusco. – Minha “rima” mais parecia um dos poemas de Apolo. Soltei uma gargalhada alta e recuperei a minha garrafa antes de começar a correr feito uma louca na direção do mar. Não sabia se era a melhor ideia nadar bêbada, mas estava para descobrir.
Meus pés tocaram a água extremamente gelada e eu não hesitei, continuei a andar contra as ondas, enquanto elas me acertavam. O frio não me parou, até por que não tinha sensação melhor do que se jogar na água gelada em um dia de calor. Com a mão direita levantada, tentava manter o Bellariel longe da água, mas depois de onde as ondas paravam de quebrar o mar estava mais calmo.

Ariel se aproximou e eu gargalhei, acertando água nela e começando uma guerra incontrolável. A confusão estava armada e a bebida adquiriu um gosto levemente salgado, mas toda aquela água gelada me deixou menos tonta. Depois de tentar nadar, engolir um litro de água salgada, afundar Ariel, ser afundada. Tive de escolher se perdia o biquíni ou a garrafa, só deixei a garrafa por que haviam outras onde havíamos deixado nossas coisas. Desisti de lutar contra o mar e fui me arrastando de volta pra areia. Cai sentada, bem onde a espuma podia molhar os meus pés, meu corpo estava tão pesado. Deitei e fiquei fitando o céu azul, totalmente limpo.
Ouvi Ariel se aproximar e também senti, talvez por causa dos espirros de água e areia.
- Como você conseguiu não largar a garrafa? – Perguntei baixo, então caímos no riso. Como era de se esperar minha Capitã ainda lembrava-se do assunto que deixamos pendente na areia.

- Okay, vou te contar. Há algum tempo eu venho sentido algo estranho pelo Hades, a principio achei que fosse alguma doença e passei a pesquisar. Dai li alguns livros de romance e descobri do que se tratava. – Fechei os olhos, o céu estava girando estranhamente.
- Decidi tirar a prova. Meu pai me disse que no dia que tocou a mão da minha mãe pela primeira vez ele sabia que ela era a pessoa certa, naquela noite as estrelas brilharam de forma diferente. – Me ergui um pouco e apoiei meu corpo nos cotovelos.
- Sempre achei isso a maior idiotice do mundo, até conhecer aquele infeliz. Depois do beijo eu amoleci. Ela não me reconheceu e pra ajuda-lo, o beijei novamente. Ele falava da “menina do baile” como se fosse alguém que ele realmente quisesse e em todos os beijos ele retribuiu, mas no final do ano Hades simplesmente voltou a namorar, como se tudo não fosse... Coisa alguma. – Sentei mais uma vez e a encarei, dando de ombros.

- Foi quando eu percebi que estava certa desde o inicio, era tudo uma babaquice. Não quero mais saber de Hades ou de outro grego qualquer. Quero só seu irmão nu, na minha cama. – Tentei brincar, pra quebrar aquele clima de confissão. Sim, acabei de contar pra alguém o que sinto por Hades e isso me fez parecer como se eu fosse uma garotinha tão idiota, como as de Hogwarts.
- MAS VAMOS FALAR DE COISAS INTERESSANTES. E você e o Eros? Não faça essa cara, eu tive uma visão com vocês se beijando e não estou me referindo ao jogo... Vai dizer que eu estou mentindo? Você parecia bem gostando, se rendeu ao encanto Mileto? – Levei um murro no braço e comecei a gargalhar, era melhor ri e brincar com a situação, do que levar tudo a serio. Permaneci zoando a garota, dizendo que ela havia sido uma vitima do cupido, quando ouvi Kuzco gritando, junto com Caspian.

- Levaram... Levaram tudo. – Ele gritava escandalosamente até se jogar contra a minha perna.
- Cadê a sua luva? Quando foi que a mancha cresceu? – Ele arregalou os olhos e grudou na minha mão, me fazendo revirar os olhos. Nem havia percebido que a perdi.
- Luva? Que se dane a luva... Quem levou o que, seu imbecil? – Perguntei, mas o dragão só conseguia falar que eu devia enrolar a mão. Se antes Ariel não havia reparado na minha mão, agora repararia! Parabéns lesma de fogo. Acertei umas bofetadas nele e antes que o afogasse na areia, Caspian nos informou que criaturas estranhas haviam levado nossas coisas.

- O QUE??!! – Berramos em uníssono. Levantei-me com um pulo e segui Ariel que corria na direção onde estavam nossas coisas, mas ao chegarmos lá só havia areia remexida.
- Mas com mil demônios... Como foi que levaram? Kuzco seu imbecil. – Sentei outro tapa no dragão, enquanto ouvia Ariel praguejando.
- Vamos atrás deles, ninguém pega nas minhas coisas e fica por isso mesmo. – Fora que não havia sobrado NENHUMA garrafa de Bellariel... Ah, mas isso não vai ficar assim.






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Post: 001 $ Tag: Ariel e Kuzco. Quote: Hades, Agatha, Eros e Mad Hatter. $ Note: Tentei não deixar confuso. UAUAHUHA Enfim, qualquer coisa me grite '-' $ Roupas: Clique Aqui, sério *-*

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MensagemAssunto: Re: 15 de agosto de 1805 - Brasil   Sex Set 07, 2012 6:16 am




this is america!

I wanna fly, I wanna drive, I wanna go I wanna be apart of something I don't know And if you try to hold me back I might explode Baby by now you should know I can't be tamed I can't be tamed I can't be blamed---post 002



Uma terra desconhecida, o mar bem a minha frente, minha melhor amiga ao meu lado e garrafas de Bellariel ilimitadas. Não poderia haver forma melhor de passar minhas férias, pelo menos o que restava delas. Até o momento, minhas férias não valeram a pena, e eu acho extremamente irônico que eu tenha que ter vindo para a terra para ter um bom dia de descanso.

- Bem... Tem uma coisa que você não sabe. – eu arqueei uma sobrancelha e a olhei de canto de olho enquanto tomava mais um gole da garrafa.
- E o que eu não sei? - a julgar pela cara da menina, boa coisa que não é. Sinto que vou precisar afiar um pouquinho a minha espada quando ela me contar. Bella soltou uma risada e eu abaixei a garrafa.
- Você está certa em desejar os egípcios, eles são um pedaço de mal caminho e adoram ficar sem camisa. - eu não duvidava, com o calor que estava naquela praia eu já estava quase ficando pelada, imagine no Egito?

Continuamos a conversar, eu já nem sabia em que garrafa eu estava, desisti de contar já na segunda, porque eu bebia como se fosse água. E já que falávamos de escravos e garotos, é claro que eu cutuquei a menina.

- Meu grego? Eu não tenho grego nenhum e... Na verdade não é bem Apolo o grego que quero abusar e que abusei. E... Pode parar, eu não quero saber de grego nenhum e... FAZER QUALQUER COISA? – os olhos da menina até brilharam e eu dei uma risada antes de falar sobre meu irmão - SEU IRMÃO? AGORA! ONDE? CADÊ? - Bella deu um pulo que me fez rir. Ela também gargalhou, e então voltou a cair sentada - Talvez Sora me ajude a esquecer daquele... Hades. Ele voltou praquela loira sem sal! Odeio tanto ele, odeio. - eu podia ver o quanto ela sentia ódio, e não apenas do garoto. Espera, o que ela disse? Eu nem tive tempo de questioná-la direito, porque Bella começou a tirar a roupa bem ali mesmo - Quem chegar por ultimo vai beijar a bunda do molusco. - ela pegou sua garrafa e começou a correr para o mar.
- Hey, trapaceira! - ela já estava entrando na água antes mesmo que eu conseguisse tirar minha camisa.

Claro que eu levei a garrafa junto. Eu a segurei firme durante todo o tempo, não importa se eu nadava, era afogada, derrubada pelas ondas ou se tentava puxar Bella para o fundo, eu ria, me engasgava com o Bellariel com gosto de sal (o que acho que só deixou a bebida mais forte), e jogava água nela. Vi um cardume de peixes fugir da nossa bagunça, e logo a garrafa de Bella passou flutuando ao meu lado, sendo levada pela maré.

Mesmo com a água gelada me refrescando, eu me sentia zonza. Provavelmente pelo álcool, mas eu não me importava, estava me divertindo tanto que, se fosse por minha vontade, não pararia. Água, bebida, sol, meus problemas pareciam não existir, nenhuma de minhas preocupações parecia importante, eu não me importava com meu pai, meu irmão, minha mãe ou com a droga do tesouro e muito menos com o grego. Ou o pirata desaparecido. Por mim, o mundo podia se explodir e levar tudo aquilo embora, eu me sentia segura bem ali onde estava, naquela praia escaldante.

Eu vi Bella voltando para a areia, eu peguei carona na próxima onda e a alcancei rapidamente. A garota estava deitada perto da água, fitando o céu, eu passei ao seu lado e me sentei, encarando o mar, me sentindo muito mais leve do que me sentia há meses.

- Como você conseguiu não largar a garrafa? - eu franzi a testa e então lembrei que, realmente, eu ainda segurava a garrava.
- Habilidade pirata. - eu brinquei, e então virei a garrafa de boca para baixo, e a água do mar jorrou dela - Eu achei que uma pitada de sal ao Bellariel era boa ideia, mas não foi isso o que quis dizer. - gargalhamos novamente, eu arremessei a garrafa para o lado e torci meu cabelo, sacudindo-o para tirar a água em seguida - E por falar em "o que quis dizer", você disse que tinha algo para e contar. - eu a lembrei, e pela cara de Bella, eu entendi que ela esperava que eu tivesse esquecido.
- Okay, vou te contar. Há algum tempo eu venho sentido algo estranho pelo Hades, a principio achei que fosse alguma doença e passei a pesquisar. Dai li alguns livros de romance e descobri do que se tratava. – ela fechou os olhos, mas eu continuei a encará-la, talvez porque não conseguisse imaginar Isabella lendo livros de romance - Decidi tirar a prova. Meu pai me disse que no dia que tocou a mão da minha mãe pela primeira vez ele sabia que ela era a pessoa certa, naquela noite as estrelas brilharam de forma diferente. – ela voltou a abrir os olhos e se apoiou nos cotovelos, eu segurie bem firme para não rir da definição que o pai dela havia dado. Lorota, babaquice, e eu só esperava que Bella não tivesse caído nessa - Sempre achei isso a maior idiotice do mundo, até conhecer aquele infeliz. Depois do beijo eu amoleci. Ela não me reconheceu e pra ajuda-lo, o beijei novamente. Ele falava da “menina do baile” como se fosse alguém que ele realmente quisesse e em todos os beijos ele retribuiu, mas no final do ano Hades simplesmente voltou a namorar, como se tudo não fosse... Coisa alguma. – Bella me encarou, dando de ombros. Eu só franzi a testa, eu nunca, NUNCA havia ido com a cara do grego azedo, e também nunca entendia o que se passava naquela cabeça cheia de cachos, agora eu gostava e entendia menos ainda - Foi quando eu percebi que estava certa desde o inicio, era tudo uma babaquice. Não quero mais saber de Hades ou de outro grego qualquer. Quero só seu irmão nu, na minha cama. - eu dei uma risada e concordei com a cabeça, havia entendido que o assunto estava encerrado.
- Certo, quando voltar ao navio, vou embrulhá-lo para presente e mandá-lo ao Egito, não vai fazer falta. - eu ri de novo, pronta para ir buscar a próxima garrafa de Bellariel e ir explorar a ilha, quem sabe eu encontrava algum tesouro?
- MAS VAMOS FALAR DE COISAS INTERESSANTES. E você e o Eros? - eu engoli em seco, comassim, achei que o assunto sobre gregos havia morrido! - Não faça essa cara, eu tive uma visão com vocês se beijando e não estou me referindo ao jogo... Vai dizer que eu estou mentindo? Você parecia bem gostando, se rendeu ao encanto Mileto? - eu fiz uma careta e soquei o ombro da menina, eu, me render, puff.
- A água salgada estragou seu cérebro, cão? Aquele Mileto não tem encanto algum para eu cair. Não passa de um cabeçudo com problemas de super ego. - eu retruquei, mas Bella não me deu ouvido.

Eu estava pronta para arrastar minha amiga até a água e afogá-la, foi quando Kuzco apareceu fazendo o maior fuzuê do mundo. Primeiro gritando sobre terem levado tudo, e depois fazendo alardes sobre a luva da Bella. Poxa, era só roubarmos outra e tudo perfeito, mancha escondida.

Espera, mancha?

Eu tentei reparar melhor na mão da garota, que antes era sempre escondida por uma luva. Mas Bella usava a droga da mão para estapear a lagartixa, e antes que eu conseguisse falar alguma coisa, Caspian se atirou na areia a minha frente.

- Nossas coisas... Eles apareceram, eram estranhos, CRRUÁ, e levaram tudo, aquelas criaturas! CRÁÁ. - criaturas est... OH MERDA!
- O QUE??!! - berramos, e antes que qualquer um dos dois inúteis nos explicasse direito o que havia acontecido, já estávamos correndo de volta para o lugar onde estávamos.

E tudo estava deserto.

Nada de bolsas, nada de roupas, nada de espadas, nada de varinhas, e, principalmente, nada de garrafas cheinhas com Bellariel!
Ah, mas a coisa ia ficar feia.

- Mas com mil demônios... Como foi que levaram? Kuzco seu imbecil. – ela voltou a estapear o lagarto, eu xinguei em todas as línguas que conhecia com todos os palavrões e expressões que eu me lembrava, inventei até uma língua nova e uma porção de pragas também, porque NINGUÉM ROUBA A MINHA ESPADA! - Vamos atrás deles, ninguém pega nas minhas coisas e fica por isso mesmo. - Bella começou a andar pela praia, eu ia ao seu lado.
- Por que SEMPRE querem nos tirar nosso rum? Nosso chá? Nosso Bellariel? - eu reclamava, enquanto chutava conchas que encontrava pelo caminho - Como vamos achá-los sem espadas, varinhas, nada? - e então ouvimos os tambores de novo.

Bella e eu trocamos olhares, e rapidamente entendemos. Teríamos que entrar na floresta e seguir o som, porque era a única forma de vida que parecia mais próxima o suficiente para nos roubar.

Nos esgueiramos pela floresta, aliás, nunca vi tanto pássaro colorido e esquisito na minha vida, conforme avançávamos, apareciam diferentes árvores com frutas que eu também nunca havia visto, o som dos tambores ficava mais alto, e logo ouvimos um grupo de gente falando, ou cantando. Fosse o que fosse, não parecia ser em nenhuma língua que eu conhecia, e também não parecia fazer sentido para Bella.

Nos escondemos atrás de um arbusto, o som da cantoria e do batuque estava alto demais, e pelas folhas, dava para perceber sombras se movimentando. A julgar pelas árvores ao nosso redor, parecia que havia uma espécie de clareira ali, eu podia ouvir o barulho do rio, não devia estar muito longe, Caspian estava em meu ombro, tentando espiar também, até que ele voou um pouco para enxergar melhor.

- Crruá, é uma festa. - papagaios podem sorrir? Enfim, o penosa saiu voando em direção a clareira, nos deixando com caras de idiotas.
- Festa? No meio da floresta? - eu murmurei para Bella, e então avançamos para a clareira também.

Não sei qual é o seu conceito de festa, mas definitivamente, aquilo era mais do que uma festa.

Havia uma fogueira bem no centro da clareira, ao redor, mais perto das árvores, haviam casas estranhas feitas de palha e madeira, pareciam cones, um espaço no chão estava forrado com folhas enormes de bananeiras e sobre elas haviam vários cestos cheios de frutas e peixes, além de outras carcaças de animais, e, claro, nossas garrafas de bebida. Na fogueira, havia algum animal assando, um churrasco bem forte, devo dizer. Uma fileira de crianças passou correndo por nós, todos com a pele escura de sol, os olhos meio puxados, cabelos pretos e escorridos, o rosto pintado, assim como a barriga e as costas, os braços e as pernas. Havia um grupo de jovens batucando, e um monte de moças dançando ao redor deles. Gente com a pele pintava com cores variadas circulavam por todo lugar, dançando e comendo dos alimentos dos cestos.

Só mais uma coisa que eu devo mencionar: todos ali estavam praticamente pelados.

- Bella... Você está vendo o que eu estou vendo? - eu murmurei, quando vi três rapazes morenos, altos e, pelas barbas de Netuno, com braços mais largos do que qualquer garoto de Hogwarts. E, bem, assim como todos os outros, eles usavam apenas um cordãozinho fajuto amarrado na cintura, pendurado com algumas penas coloridas.

Não tivemos tempo para fazer nada, porque a festa parou. Caspian, que estava tentando bicar algumas uvas para fora da cesta, congelou, e todos os olhares daquelas pessoas peladas e pintadas se voltaram para nós.
Um deles, um homem mais velho, com pinturas mais detalhadas no corpo e um chapéu cheio de penas saiu de dentro de uma casa de palha maior. Ele segurava um cajado com uma pedra verde no topo, e nos olhou sem uma expressão definida no rosto.

- E agora, o que fazemos? - eu cochichei para Bella, enquanto observava o velho alto se aproximar, os olhos fixos em nós.

Por instinto, eu levei minha mão aonde deveria estar minha espada. Praguejei mentalmente, e então o velho parou na nossa frente, há uns quatro passos de nós. Continuou apenas nos olhando, até que começou a sorrir e gargalhar. Ele bateu o cajado uma vez no chão e todos olharam para ele, que disse alguma coisa como "Tupodi lajidu. Papa golitahê", que seja lá o que fosse, fez todo mundo dar um grito bem alto e a festa recomeçar.

Um monte de gente adiantou-se para nós, rindo, e falando naquela língua estranha. Uma criança nos ombros de uma mulher começou a prender penas em meu cabelo, e um rapaz bonito, que segurava uma casca de coco com tinta dentro, desenhava no rosto de Bella.

Ao que eu entendi, havíamos sido convidadas para a festa, porque logo estavam amarrando aqueles fios de penas e folhas em nossa barriga, como se fossem saias, e nos puxando para uma roda de dança. Claro que antes de ser levada, eu me estiquei até abraçar umas duas garrafas de Bellariel. Musica, bebida, comida e homens pelados, definitivamente, era o paraíso.


***

Rolei para fora da casa de palha enquanto recolocava meus shorts. Minha camisa havia sido roubada e agora eu não fazia ideia de onde havia deixado meu sutiã, biquini, nem sei mais o que eu vestia antes de entrar nessa farra. O garotão moreno saiu da casa também, mas só para tentar me puxar de volta. Eu dei mais um beijo nele antes de tentar me soltar, haviam homens bonitos demais ali para eu ocupar meu tempo todo com apenas um deles. Não falávamos a mesma língua, mas quando se tratava desse assunto, todo mundo entendia.

Bella havia conseguido um chapéu de penas mais legal, estava na roda de dança, segurando uma xícara em uma das mãos e dançava cercada de garotos. É incrível como carne nova sempre atiça a raça masculina, um monte de mulheres do jeito que veio ao mundo ali na festa, mas as atrações éramos Bella e eu.

- CRUUÁ, onde estava, Ariel? - Caspian veio me importunar, e então ele viu o moreno na casa atrás de mim - Mas, cruáá, é o segundo! - ele retrucou e eu lhe dei um peteleco.
- E você está me atrapalhando para achar o terceiro. - eu resmunguei, enquanto me esquivava do papagaio chato e caminhava para Bella, entrando no ritmo da dança.

Eu sabia que estava bêbada, misturar Bellariel com frutas e carne deve ter feito o álcool subir mais rápido, claro que as dez garrafas não tinham nada a ver. Eu enrosquei meus braços no pescoço de um dos morenos e comecei a beijá-lo, já havia escolhido o próximo passatempo.

- E então, Primeira Imediata, gostando da festa no paraíso? - eu comentei, enquanto dava risadas e arranhava o peito do garoto, céus, eu não quero nunca mais ir embora desse lugar. ADEUS QUEEN!




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MensagemAssunto: Re: 15 de agosto de 1805 - Brasil   Dom Set 09, 2012 3:09 am


Temos aqui uma garota estranha, tão distraída lá vai ela. Não se da com o pessoal, pensa que é especial, chega a ser muito engraçada a nossa Bella. Esta garota é muito esquisita, o que será que há com ela? Sonhadora criatura, tem mania de leitura. É um enigma para nós a nossa Bella!


Se tem uma moça diferente, é Bella!






- Eu estou com um pressentimento que algo vai dar errado. – Fechei os olhos e pensei: “Vem clarividência, venha pra mim”, mas nada veio. Okay sua lazarenta, agora que eu preciso de alguma informação, dica, ajuda ou qualquer coisa do tipo você não vem, não é? Mas deixe estar, as coisas não vão ficar desse jeito.
- Bellinha, acho que você não deveria entrar nessa floresta, esses tambores podem ser o chamado do inferno. – Olhei pra Ariel, ela me olhou e ambas olhamos para Kuzco, acho que ele entendeu que devia calar a boca ou ele seria o primeiro a ser fritado pelos nativos.

- Uma coisa ele tem razão... Não gosto de tambores vindos do meio da floresta. – Sussurrei pra minha capitã que ia um pouco mais a frente, se desviando de galhos e pulando troncos. Era uma floresta bem diferente da de Hogwarts, parecia mais cheia de vida... Tão cheia de vida que eu tinha a leve sensação de que havia alguém vigiando a gente. Fiz uma pequena pausa e olhei pra trás, poderia jurar que havia visto um vulto ali.
- Mais rápido Kuzco. – Chamei o dragão que havia ficado pra trás, esperei ele passar e dei mais uma olhadela, não havia nada além de folhas se mexendo. Deve ter sido algum bicho.

O som dos tambores ficou mais proximo, juntou-se a eles o som de vozes, cantorias “ulalala” e “ulululu”. Percebendo que estávamos perigosamente perto, paramos e nos escondemos atrás de um arbusto. Encarei pirata perguntando com o olhar: “Faz ideia do que eles estão falando?” e pelo visto, ela estava tão confusa quanto eu. Kuzco grudou na minha perna, ele parecia mais assustado que o normal.
- To sentindo uma presença sombria. – Foi ele dizer isso que a mancha na minha mão ardeu, pressionei os dedos contra a palma e resmunguei um “eu também”.

Voltei a prestar atenção no que Ariel dizia, algo sobre festa.
- Que bom, eu gosto de festas, mas essa não me parece uma normal. – Dei de ombros e fui logo atrás dela, parando congelada ao ver como era a tal festa. Meu queixo caiu e ouvi Kuzco soltar algumas preces em Egípcio, foi tão baixo que nem sei se Ariel pode escutar.
- Estou vendo muito bem... Definitivamente não é uma festa normal. – Respondi minha amiga e capitã, sem tirar os olhos dos nativos que estavam ali. Havia homens quase nus, morenos, pintados, sarados, fortes, altos, dançando sem a menor vergonha ou pudor, rindo e com penas penduradas nas pernas, braços e orelhas... A e mulheres também, mas quem liga?

PAUSA. EU PRECISO DE UM CHAPEU DE PENAS *-*

Pensei em gritar isso, saltar na nativa que estava mais próxima e roubar as penas coloridas dela, mas antes que eu pudesse me mexer os batuques pararam e a cantoria também. Isso NÃO pode ser bom. Ouvi a pergunta da capitã e me lembrei de que infelizmente não estávamos com as nossas coisas.

- Vamos correr no 4... 3... 2... – Não tive chance de terminara à contagem, já que um homem velho e barrigudo com um CHAPÉU MUITO MAIS LEGAL QUE QUALQUER OUTRO, brotou, me deixando hipnotizada e morrendo de vontade de roubar aquele chapéu lindo. *-*
Mais uma vez entrei em transe e quando me dei conta, estava sendo arrastada pro meio da roda deles, junto com Ariel. Assim como ela, tratei de capturar de volta uma das garrafas de Bellariel, por que se era pra dançar aquele jeito estranho... Eu ia precisar de MUITO chá com Rum.


**


Não sei quantas garrafas passaram pela minha mão, também não sabia informar meu nome ou dizer como cheguei ali. Tudo o que fazia era mexer o meu corpo nas batidas do tambor, enquanto o suor escorria e colava o cabelo no meu corpo. O cheiro da tinta era familiar, mas era incrível como ela não saía mesmo que eu estivesse suando e que tivesse derramado chá em cima de mim milhares de vezes.

Mesmo bêbadas, ainda conseguia fugir dos nativos que tinham a intenção de me arrastar pra um canto escuro da clareira e fazer coisas que eu só queria fazer com Hades ou com Sora. Também sabia que Kuzco estava capotado de tanto mergulhar no pote de madeira cheia de uma bebida forte com cheiro de limão e sabor totalmente bizarro.

Mas quem se importa? Eu tenho o chapéu de penas e a tanga de penas mais legal do universo e pra isso só foi preciso eu dar o meu biquíni em troca, nunca fiz uma troca tão fácil. Continuei a me balançar, não sabia se me sentia quente por causa da fogueira, por causa da febre, ou por causa da bebida, mas eu estava queimando de fora pra dentro e de dentro pra fora, como se fosse explodir a qualquer momento. Sentia-me tão bem, mesmo que minhas dores estivessem presentes, elas não podiam me incomodar... Como seu elas estivessem derretendo no fogo, e eu era o fogo.

O mundo parou de girar em câmera lenta e eu retomei parte da minha consciência quando Ariel apareceu, sorridente e com os braços em volta de um do caras moreno com uma expressão safada no rosto e apenas acenei com a cabeça, sentia sede.
- Não quero ir embora, Capitã. Nunca quero partir... Esse é outro? Sua danadinha... Nossas coisas eu achei, estão por ali. – Apontei pra qualquer lugar, jurava que estavam ali. Dei de ombros e ri, enxugando o suor da testa com o braço esquerdo. Estendi a mão da mancha e toquei o braço da minha amiga.

- Somos amigas, não somos? Olha, agora você pode ver isso. – Sorri, acho que todos os meus movimentos estavam lentos, havia algo diferente na bebida que eles me deram, ela deixava com o corpo pesado e os pensamentos leves. O moreno que estava agarrado em Ariel começou a afastar ela de mim, enquanto outro nativo me abraçou e começou a me levar de volta pra roda, tudo o que fiz foi acenar pra pirata e deixar que ele me carregasse, por que não conseguiria andar de qualquer forma.

- Vamoos dançar Arieeeeeeeeeel, vamos dançar com os Miletos. – Depois de beber um pouco mais, me soltei do bonitão. Comecei a ri alto e a andar capengando. Jurava ter visto eles ali, mas observando e tímidos demais pra se aproximar. Assim como também jurava ter visto Sora.
- Soooooooraaaaaaaaaaaaaa, o Sora tá aqui capitã, eu tô vendo. – Gritei sacudindo os braços e só parei quando o nativão – acho que o mais alto de todos o caras dali - parou na minha frente e estendeu o copo de madeira, insistindo que eu bebesse mais. Apenas obedeci e logo tudo foi ficando escuro, acho que estava adormecendo.


**


Minha garganta estava seca e eu senti um movimento estranho, como se alguém estivesse me carregando. Que tipo de sonho era esse? Não era sonho, por que sonhos acabam quando você abre os olhos e esse começou. Eu estava deitada sobre alguma coisa de madeira e sendo literalmente carregada pelos desgraçados, que agora tinham flechas nas mãos e trocaram o sorrisinho amigável por expressões famintas e ferozes. Isso não é um bom sinal. Tentei me levantar, mas não podia... Meus pulsos estavam presos e eu ainda me sentia meio dopada, por causa daquela bebida doida que eles me deram.

- A-Ariel? Kuzco? Caspian? – Chamei baixo demais pro meu gosto. Tentei me livrar das amarras, mas foi inútil. Olhei pra trás e eles pareciam está me levando pra um tipo de morro, só não conseguia vez bem por causa das árvores. Okay, desespero começando a tomar conta.

Não demorou muito pra uma rajada de luz atingir um dos caras que me carregava, não sei de onde veio, ou quem lançou, só sei que a pessoa não considerou um detalhe simples... Os outros três não aguentaram me equilibrar e eu me espatifei no chão. Pouco depois veio Kuzco berrando desesperando.
- Você matou ela, matouuuu. O pai dela vai me mataaaaaaaaaaaar, ME MATAR. – Ele gritava enquanto corria desesperado.
Abri os olhos e bufei.
- Por que não para de gritar e me solta? – Não foi preciso pedir duas vezes, Ariel apareceu e me livrou das cordas, depois de atingir outro nativo com a varinha. Ela trazia todas as nossas coisas e também me ajudou a levantar.

- O que aconteceu com o paraíso? Espera... Isso são flores no seu cabelo? – Perguntei a ela, que apenas me mandou correr, estava certa de que ela me explicaria depois.
Não sei como ela queria que eu corresse. A principio eu só consegui cambalear e ser acertada pelos galhos de que a pirata se desviava, mas depois eu consegui andar um pouco melhor... Repito: Um pouco. Como ela conseguia ser tão rápida mesmo bêbada?

Não sei se chamo isso de uma ajuda divina ou uma praga dos infernos, mas um barranco se jogou bem no meio do caminho e nós duas fomos rolando por ele, com espada, varinha, dragão, papagaio pena e tudo mais. Quando a gente parou de se ralar nas pedras e nos galhos malditos, caímos em uma cachoeira – não muito alta, e tudo ficou escuro de novo.


**


- Me lembre de nunca mais voltar lá. – Ri baixo e terminei de me vestir com a roupa que roubamos de um varal próximo. Ariel também riu e cambaleou um pouco quando vestia as calças, assim como eu... Ela ainda parecia zonza.
- Eu sei que você quase se casou com o chefe gordo, mas eu quase fui desintegrada no vulcão. - Soltei uma risada baixa e com a varinha limpei a pele, havia me esquecido de tirar aquela tinta dos inferno.

- Você tem... Flores no cabelo. Acho que se você tivesse casado, Eros e os meninos de Hogwarts iriam ficar desapontado. – Gargalhei alto ao ver ela se livrar da guirlanda, um tanto irritada, mas depois começou a ri também. Kuzco estava dentro da Bolsa, o bicho estava desmaiado e achei melhor nem acorda-lo.
- Agora acho que posso voltar pro Egito. – Nós aparatamos na cidadezinha mais próxima, apenas pra nos recompor e cada uma poder voltar pra casa. Afinal estávamos peladas, raladas, e pintadas.

Um silêncio incomodo ficou entre nós, Capitã Ariel ficou meio quieta desde que nos livramos de todo mal amém. Ela não parecia chateada comigo ou coisa assim, parecia confusa e eu assumo que também estava confusa e havia algumas coisas que precisava perguntar, mas por hoje era melhor nada mais ser dito.

- Acho que vamos ter que continuar a conversar depois, Sora já deve está louco querendo saber onde se meteu. – Falava enquanto enrolava um pedaço de pano em volta da mão, não pude analisar ainda... Mas tinha certeza de que a mancha havia crescido mais um pouco.
- Então... Até Hogwarts?! Me escreva. – Bati continência pra ela e arrumei a bolsa na minha cintura, já estava pronta pra ir quando me lembrei de algo.
- Ah... Obrigada por ter me tirado da água. – Sorri e acenei mais uma vez, aparatando. Tudo o que queria agora era a minha casa e o meu pai. A presença do meu velho eliminava toda áurea maligna.






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Post: 001 $ Tag: Ariel e Kuzco. Quote: Miletos, Sora, e Mad Hatter. $ Note: MUAHAHA QUE PODRE PODRÉRRIMO. Não revisei, eu mais editei que revisei, então desculpe os erros. x.x Qualquer coisa me grita que eu edito com prazer. AÇÕES FINAIZADAS$ Roupas: Clique Aqui, sério *-*

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Ariel Teach de Castilla
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MensagemAssunto: Re: 15 de agosto de 1805 - Brasil   Qui Set 27, 2012 1:27 am




this is america!

I wanna fly, I wanna drive, I wanna go I wanna be apart of something I don't know And if you try to hold me back I might explode Baby by now you should know I can't be tamed I can't be tamed I can't be blamed---post 003



Eu achava que apenas as festas em Tortuga eram boas, mas depois desta, admito que estava completamente enganada! Bebidas de todos os tipos, gente pelada e vários lugares vazios para ter uma pequena diversão, sem falar que todos os caras daquele lugar eram incrivelmente forte e lindos. E, claro, tinha Bella comigo, nada melhor do que ter uma boa amiga como ela em uma festa como essa. Eu sabia que Bella andava meio preocupada com várias coisas, eu também estava, então precisávamos urgentemente de uma festa, e eu agradeço a quem quer que seja que tenha nos colocado naquela.

- Não quero ir embora, Capitã. Nunca quero partir... Esse é outro? Sua danadinha... Nossas coisas eu achei, estão por ali. - eu olhei para o lado que ela apontou, mas não vi nada. Dane-se, acho que posso ter olhado errado, enfim, tem coisa melhor para eu olhar, como o peitoral queimado de sol desse cara aqui. Mares, eu podia desenhar o mapa de toda a Europa naquele peito largo. E então eu senti alguém tocar meu braço, quando me virei, vi que era Bella ainda - Somos amigas, não somos? Olha, agora você pode ver isso. - o que quer que ela fosse me mostrar, não conseguiu, porque o moreno fortão agarrou minha cintura por trás e começou a me puxar. O cara que estava com Bella fez a mesma coisa, e tudo o que eu fiz foi piscar maliciosamente para a garota, antes de me virar com um pulo e passar as pernas ao redor da cintura do fortão.

Senti minhas costas baterem em uma árvore e o cara começar a desabotoar meu short, enquanto mordia meu pescoço. Mares, ele era melhor que o outro, que era melhor que o primeiro. Será que o quarto seria melhor do que esse?

- Vamoos dançar Arieeeeeeeeeel, vamos dançar com os Miletos. - Miletos? Eu empurrei o fortão para longe e, aos tropeços, corri para onde Bella estava, olhando ao redor enquanto dava risada e me sentia zonza.
- Tenho uma dança ICK especial para fazer com ICK esse maldito Mileto. - ótimo, soluço. Eu forcei minhas vistas, mas não achei nenhum branquelo de cabelos cacheados. Todos morenos de cabelo liso, mas Bella não mentiria para mim, aposto que aquele patife estava se escondendo, danado.
- Soooooooraaaaaaaaaaaaaa, o Sora tá aqui capitã, eu tô vendo. - eu arregalei os olhos e passei a mão pelo meu pescoço. Não usava mais meu colar de comunicação, será que Sora havia vindo me buscar porque papai havia acordado?
- Cadê ele? Tenho uma casa perfeICKeita para vocês dICKdois! - eu balancei maliciosamente minhas sobrancelhas para ela, mas não vi Sora em lugar algum.

O fortão de momentos atrás apareceu de novo, com uma garrafa nada parecida com as nossas e sorrindo, e cacete, que sorriso bonito. Ele me ofereceu a garrafa e deu um tapa na minha bunda, eu só dei risada e bebi mais, e ao longe, eu ouvia Caspian gritar alguma coisa, mas dane-se o pássaro, talvez estivessem tentando fazer assado dele, pobrezinho.

---

Não sei como aconteceu, mas eu estava de braços dados com um cara gordo, velho, cheio de pinturas no corpo e que usava um buraco na orelha que meu navio inteiro passaria por ali, na cabeça dele, havia um daqueles chapéus de penas coloridas. Eu olhei sonolentamente ao redor e vi que estava dentro de uma daquelas casas esquisitas, mas dentro desta, haviam várias estatuetas de madeira estranhas, grandonas, e uma bacia cheia de sangue seco, pelos, penas e couro. Parecia um altar de sacrifício, e, pra falar a verdade, aquela casa parecia uma... Igreja?

- CRUÁÁ, ARIEL, ME ESCUTA, CRUÁÁÁ! - só então senti Caspian puxando meu cabelo e gritando, o pássaro voou para a minha frente e me bicou o nariz, o que me fez ficar um tanto mais lúcida rapidinho - CASAR, CRÁÁ, VOCÊ VAI CASAR! - e então alguém acertou um tapa nele.

Primeiro: ninguém bate no MEU papagaio!
Segundo: CASAR?

- EEEEEEEEEEPA! - eu me afastei do gordão rapidinho, e tanto ele quanto o cara na nossa frente de penas na cabeça e osso no nariz me olharam confusos - Ninguém bate no meu papagaio não, savvy? - eu acertei uma joelhada no saco do "padre" que estava tentando me casar com o gordão e em seguida me virei para dito cujo - E você, seu monte de banha de verme, vai casar com a puta que te pariu! - eu lhe acertei uma joelhada também e enquanto os dois se reviravam de dor, eu saí da casa de palha, com Caspian zonzo em meu ombro.
- Cráá, bonitas flores. - ele segurou uma risada e então eu reparei que estava coberta de flores e penas brancas. Isso era meu vestido de noiva?
- Oras, Caspian, vá... - eu não terminei de falar, porque reparei que a festa havia acabado. Para onde havia ido toda aquela gente? E a bebida? A comida? E...
- BELLA FOI SEQUESTRADA! LEVARAM A BELLA! - uma lagartixa vermelha cheia de tinta verde apareceu correndo, desesperado, e se chocou contra meu tornozelo.
- Kuzco? - ele se soltou de mim, zonzo, e eu revirei os olhos - Como assim levaram a Bella? - o dragãozinho nem falar direito conseguia, mas eu entendia coisas como "sacrifício, desmaiada, morte, deusa", e foi o suficiente pra entender que minha amiga estava em encrencas - Nativos malditos! - eu retruquei, enquanto corria pelo, ahm, acampamento (?) deles procurando nossas coisas.

Com a ajuda dos dois amebas, consegui encontrar nossas varinhas, a bolsa da Bella, minha espada e algumas de nossas roupas. Enquanto corria, eu vestia meu sutiã só para não me atrapalhar, vai que acontece algum acidente e enfim, eu continuei correndo pela floresta, até que ouvi o som de vozes naquela língua estranha.

Numa trilha abaixo de nós, havia um monte de nativos com flechas e lanças, e se antes eles pareciam felizes e amigáveis, agora não pareciam mais. E o fator mais importante, bem no meio daquela passeata estava Bella, adormecida sobre uma prancha de madeira, sendo carregada por quatro caras fortões. Três deles eu conhecia, mas enfim, só por causa disso não significava que eu seria boazinha com eles.

- Quando eu contar três. - eu murmurei para os dois animais, enquanto puxava minha varinha. Eu sei, costumo usar a espada, mas eles não estavam muito perto para isso - Três! ESTUPEFAÇA! - eu lancei o feitiço no quarto cara que carregava Bella, o que eu não conhecia.

O grandão tombou para trás, o que fez os outros se desequilibrarem e madeira, homens e Bella rolarem pelo morro. Um Kuzco desesperado lançou-se para baixo, Caspian voou atrás dele, acertando com as patas os olhos dos nativos que encontrava, eu empunhei minha espada na outra mão e saltei atrás deles também.

- Você matou ela, matouuuu. O pai dela vai me mataaaaaaaaaaaar, ME MATAR. – eu só revirei os olhos, lagartixa mal agradecida.
- Por que não para de gritar e me solta? - acertei outro feitiço no cara mais perto de Bella e me abaixei ao lado dela, cortando suas cordas e a ajudando a se levantar logo em seguida, lhe entreguei sua bolsa e a varinha dela, antes de acertar a espada no primeiro idiota que se aproximou.
- Você ainda está inteira? - perguntei, enquanto empurrava uma mulher que se meteu no meu caminho, comecei a puxar Bella por entre a multidão, enquanto acertava feitiços ou a espada neles.
- O que aconteceu com o paraíso? Espera... Isso são flores no seu cabelo? - eu derrubei mais dois caras que tentavam nos impedir de fugir e guardei a varinha, ficando apenas com a espada na mão.
- Corra e eu te explico depois. - eu agarrei a mão da Bella e comecei a correr, empurrando e cortando todos que eu encontrava pelo caminho, até que conseguimos alcançar a floresta.

Não que isso signifique que nossa fuga tenha ficado mais fácil. A floresta era um tanto densa, cheia de pedras, galhos, árvores e arbustos. Era difícil correr, ainda mais estando zonza pelo álcool, mas eu me esforçava para desviar de tudo, cortando alguns galhos e saltando as pedras, e juro que tentava manter Bella viva e segura bem atrás de mim.

E então nós descemos rolando um maldito barranco. E enquanto descíamos feito um monte de lixo, eu vi vislumbres esquisitos, parecia um cara vestido (sim, isso era o esquisito, e vestido como bruxo ainda), tentando correr perto de nós enquanto rolávamos. Eu o perdi de vista quando caímos na água, mas eu juro que ele tentou segurar Bella. E então eu apaguei, enquanto sentia a água entrar pelo meu nariz.

---

Acordei tossindo e vomitando toda a água que eu havia engolido. Estava mais molhada do que um peixe, ao meu lado estava minha varinha e minha espada, e também meu papagaio desmaiado. Eu me sentia zonza, pisquei os olhos para ver se melhorava, enquanto tentava enxergar Bella.

Bem ao meu lado, estava garota, desmaiada. Porém, ao lado dela, meio escondido num arbusto, havia um homem. O mesmo que vi quando rolamos barranco abaixo. Ele olhava para Bella de uma forma que me deixou desconfiada, e esticou a mão para tocá-la. O que eu mais achei engraçado, é que enquanto ele fazia isso, a mancha em forma de rosa que havia na mão da menina parecia crescer, e isso não parecia ser coisa boa.

- H-hey! - eu tentei intimidar, enquanto tossia e sentia minha garganta arranhar. O homem me olhou, e por um momento eu fiquei com medo, porque durante toda a minha vida pirata, nunca encontrei olhos tão... Loucos e psicóticos. Eu pisquei uma vez e então ele desapareceu, Bella continuava desmaiada, a mancha em sua mão parecia nunca ter se mexido, exceto que parecia maior. Eu senti minha cabeça pesar e então desmaiei de novo.

---

- Me lembre de nunca mais voltar lá. – a garota riu e eu fiz o mesmo, enquanto vestia as calças roubadas.
- Do que está reclamando? Eu quase me casei! - eu retruquei e quase vomitei só de me lembrar da cena. Com todos os canhões, que eu nunca viva essa experiência de casamento de novo.
- Eu sei que você quase se casou com o chefe gordo, mas eu quase fui desintegrada no vulcão. - a menina riu de novo e começou a se limpar com a varinha. Eu sacudi meu cabelo molhado para secá-lo e o prendi com um nó, vestindo uma camisa larga logo em seguida.
- Bem, tirando essas partes, a festa foi boa. - eu dei de ombros e ignorei a cara de mal humorado que Caspian fez para mim, ele havia perdido algumas penas do rabo e me culpava por causa disso.
- Você tem... Flores no cabelo. Acho que se você tivesse casado, Eros e os meninos de Hogwarts iriam ficar desapontado. - eu sacudi mais a cabeça, passando a mão pelo cabelo para me livrar de todas aquelas flores malditas.
- Se eu tivesse me casado, Eros seria o último a reclamar e eu seria obrigada a viver uma vida de infidelidade. - eu forcei uma cara de santa e gargalhei logo em seguida, enquanto amarrava meu cabelo de novo.
- Agora acho que posso voltar pro Egito. - eu concordei com a cabeça, prendendo o colar do Sora em meu pescoço, aquela coisa estava tão quente que eu sabia que, provavelmente, Sora estava tentando me chamar há horas.

Eu fiquei encarando Bella, calada. Não sabia se tinha mesmo visto o tal homem, talvez tivesse apenas imaginado ele, afinal, eu havia bebido tanto, feito tanta coisa, era bem provável que tivesse sido uma alucinação. Afinal, o que um cara vestido como ele estaria fazendo no meio de uma floresta?

- Acho que vamos ter que continuar a conversar depois, Sora já deve está louco querendo saber onde se meteu. – eu dei uma risada desconfortável, provavelmente, Sora estava louco, mas nada se compararia ao meu pai quando descobrisse que fugi do navio. Bella enrolava um pedaço de pano na mão manchada, e eu me perguntei o que poderia ser aquilo, afinal de contas.
- Provavelmente, aquele cão não consegue viver sem tirar os olhos de mim. - eu brinquei, enquanto colocava Caspian sobre meu ombro, porque ele sismava que havia quebrado uma asa.
- Então... Até Hogwarts?! Me escreva. – ela bateu continência para mim e eu fiz o mesmo, rindo.
- Até Hogwarts, temos que derrubar aquele lugar ainda. - eu a observei prender a bolsa na cintura e acenei para ela, porque sabia que ela estava pronta para partir.
- Ah... Obrigada por ter me tirado da água. - e então ela aparatou.

Só que havia um problema: não fui eu quem a tirei da água. E eu fiquei imaginando que havia sido ela quem havia nos tirado da água. Se não foi ela e nem eu...

- Cruáá, vamos Ariel, preciso que Sora cure minha asa! - o papagaio retrucou, eu revirei os olhos e segurei no pingente de concha, estava tão quente que quase queimou minha mão.

Eu fechei os olhos e aparatei, com aquela sensação estranha de que havia me metido em algo perigoso, e não era porque os olhos nervosos de meu pai me encaravam.




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tagged: Caspian, Isabella Hatter wearing: click here notes: o post que eu fiz mais rápido nos ultimos dias O.O por isso ficou ruim u.u qualquer coisa eu edito, ok amorinda? ações finalizadas

by accio boy @ ops! i did it again!
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