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 Ausências - 26.09.1805

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Edward Holland

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MensagemAssunto: Ausências - 26.09.1805   Sex Ago 10, 2012 12:18 pm

- RP FECHADA -

Ausências



Edward Holland


Gwenevire Holland

26 de setembro de 1805, 12h30
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Edward Holland

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MensagemAssunto: Re: Ausências - 26.09.1805   Sex Ago 10, 2012 12:20 pm


Os dias tinham sido difíceis. Quando não chovia o frio parecia não acabar, e sua alma doida a cada poção. Seu olho direito era puro fogo e sabia ele estaria vermelho se pudesse olhar por um espelho. Um dia choveu tanto que pode ver seu reflexo na água. Passou a mão pelas cicatrizes que ficaram no seu olho direito, e a mão tremia. Tinha frio, tinha fome. Sua cabeça também doía, e apenas desejava ter uma varinha para poder arrancar da mente seu ultimo duelo. Ele havia tentado fugir do Ministério, mas sentiu-se envergonhado. Lutou bravamente tinha de admitir, mas nem bravura, nem experiência foram suficientes pra se consagrar vitorioso naquela batalha.

Lembrava de ter lutado contra um auror no Ministério, Jace Wayland, e por causa dele tinha as cicatrizes em seu olho. Passou mais uma vez a mão pelo olho e sentiu as cicatrizes, doíam, talvez até sangravam, mas não lhe importava, sua cabeça girava e era como se ele nunca tivesse um acima do pescoço. A batalha tinha sido perdida e ele soube desde o momento em que seu olho fora ferido, e o auror iria acabar com sua vida se o olho esquerdo vacilasse. Fugiu como um covarde, como seu pai pensaria sobre aquela situação. Lembrava de que o escritório onde os dois duelavam começou a entrar em chamas, não foi nem feitiço lançado por ele e muito menos pelo adversário Jace. Se jogou pela janela e aparatou, pensou em um local afastado, um lugar onde não pudesse ser achado. Desconfiava que depois que mudassem o Ministro a sua varinha seria uma das primeiras a serem rastreadas, e tratou de se livrar da mesma, a quebrando quando sentiu o chão lhe bater. Tinha sido uma idiotice, com a varinha era destemido, com a varinha em mãos não perderia, mas como vencer se só tinha um olho bom e o outro estava prestes a punir sua alma.

Caminhou sem rumo, não saberia dizer onde havia parado. Era uma velha casa abandonada, pura madeira e pó. As aranhas daquele local eram suas únicas amigas. A primeira coisa que fez, mesmo sem forças foi vasculhar o local onde estava, sempre fazia isso, era precavido e agora além de tudo estava desarmado e poderia ser uma presa fácil. Preciso de outra varinha... Pensou tapando o olho ruim com uma das mãos e a outra apoiada na parede de madeira. Aquela casa parecia não ter sido habitada a muito tempo.

Saiu daquela casa abandonada, que parecia ter sido levantada pelos fantasmas do passado. Nenhuma família deveria ter vivido algum dia naquele lugar. Seus olhos arderam, fazia tanto tempo que não via a luz do sol. Teve a mesma sensação de um vampiro quando saia de sua tumba para a sua caça, estava mais magro e mais fraco. Retornou para dentro da casa e esperou a noite cair. Estava cansado de comer ratos, tinha que comer alguma coisa para sobreviver, e sem varinha e sem habitat teve que se adaptar para viver. E comeu ratos, mas precisava de algo mais nutritivo, sentia seu corpo fraco.

A noite caiu como sempre havia caído nos outros dias, lenta e sem vida. Seu corpo doía mais e não conseguia segurar os gritos e o corpo cuspir todos os ratos que ele um dia havia comigo. Tinha que tomar outra decisão. Não sabia quanto tempo tinha ficado ali escondido, talvez uma semana, um mês. Nas suas contagens havia parado no dia tria e cinco. Um mês não tinha mais de trinta e um dias... Saiu pela primeira vez de fora daquela casa abandonada e caminhou fraco para uma vila perto. Seu olho ainda doida, sua barba estava crescida, e ainda tinha a falta da varinha, como se um de seus membros tivessem sido rompidos a força.

Um dia desses tinha ouvido uivos de lobos, mas pareciam ser lobos mais fortes, lobos em formas humanas, já tinha ouvido falar naquilo. Se não estivesse em puro delírio poderia desconfiar que aquela ferida em seu olho era fruto de um deles, mas nunca esqueceria a face de seu verdadeiro causador. Jace Wayland. Sentiu a barriga dor e caiu ao chão, duro, gelado e cheio de folhas de outono.

Quando voltou a despertar era novamente dia. E uma voz de mulher ouvia. Ela tinha a pele negra como a noite, e seus olhos eram cheios de vida. Depositou um pano sob sua testa e sorriu ao ver os olhos dele. Voltou a adormecer. E quando acordou a mulher estava novamente ao seu lado. Tentou dizer o que queria. Quero uma varinha! Mas nada saiu de sua garganta a não ser tosse. Seu olho já não doía tanto, e nem a luz o incomodava mais. A mulher negra continuava a cuidar de si. E ele bebeu uma poção que ela havia feito, o gosto era totalmente desagradável e ele então dormiu de novo.

Sonhou com sua irmã mais nova. A única pela qual sua vida valia a pena. Era a única que realmente se importava com ele. A única com quem poderia contar. – Gween... – murmurou quando voltou a acordar e ver a mesma mulher negra lhe aparecer. Não é você quem eu quero, quero minha irmã! – Coruja... Preciso de uma coruja... – sussurrou quase sem força, e a mulher parecia ter entendido direito. Ela saiu e voltou com um pedaço de pergaminho. Mas ele não se lembrava direito como escrevia, não tinha nem força, nem jeito pra segurar uma pena. – O-O-O-Onde eu... Eu estou? – indagou, abrindo e fechando os olhos com um pouco mais de força, sentindo que o olho direito ainda lhe doía, mas o resto do corpo já estava melhor, sentia leve, sentia os braços fortes. Mas a mão não tinha jeito de apanhar a pena e escrever.

A mulher lhe contou tudo. - E o encontrei perto da Casa dos Gritos... E agora você está em Hogsmeade. – disse a mulher calmamente e retirando de seus dedos pena e pergaminho. Hogsmeade, é a maldita vila bruxa perto de Hogwarts... Gween deve estar bem e a salvo, preciso vê-la. E preciso de uma varinha. Pensou um pouco sobre o assunto. E então olhou para a mulher sentindo seu abdômen e costas doeram ao mesmo tempo quando tentou se levantar sem futuro. Deitou novamente. Sugou um pouco de saliva entalada na garganta e olhou novamente para a mulher. – Me encontre na Casa dos Gritos... – olhou para ela, ela desconfiava dele. – Edward Holland... – e a mulher se levantou da cadeira. Até parece bem surpresa, não sabia que era eu desde o começo... Sorriu e fez força para se levantar, e olhou para o pergaminho ao chão. – Pensei que seria bem vindo e sua casa... – murmurou tendo dificuldade em andar para perto dela. O pergaminho estava escrito e muito bem escrito por sinal. – Obrigado! – sorriu de canto e voou ao pescoço dela, num salto, num pulo. Não teve dificuldades em torcer o pescoço dela e a deixar ao chão. A apalpou, procurando encontrar o que mais desejava e encontrou. Uma varinha! E mesmo assim não se defendeu? Edward sabia que não poderia ficar muito tempo com aquela varinha, logo lhe rastreariam, pelo menos era isso que pensava que poderia acontecer. Ela deve ser fiel a mim, afinal matei sua dona.

Apanhou a varinha e enfiou em suas vestes, pegou o pergaminho e procurou por alguma ave que pudesse fazer o ultimo serviço. E encontrou a coruja da mulher. A retirou da gaiola e sorriu acariciando suas penas atrás do pescoço, amarrou o pergaminho e sua pata. – Gwenevire Holland, Hogwarts, Salão Principal, Mesa da Lufa-Lufa. – disse as palavras, como conjurasse um feitiço e a ave bateu asas e sobre voou a casa antes de sair por uma janela. Agora tinha que ir até a Casa dos Gritos novamente, pelo menos tinha a varinha em mãos para se defender e atacar quem o atrapalhasse. Antes de sair da casa observou um curioso jornal escolar, uma revista de fofocas, era a primeira edição. Levou junto consigo.
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Gwenevire Holland
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MensagemAssunto: Re: Ausências - 26.09.1805   Sab Ago 11, 2012 9:48 pm









Eu estava furiosa. Demasiado até. Eu queria encontrar o engraçadinho que tinha escrito aquelas mentiras sobre mim e Mile e torcer o pescoço dele! Nunca na minha vida pensei em usar os feitiços de tortura que meu pai e meu irmão me ensinaram. Até este momento. Então imaginem como eu estou!! Logo agora que estava finalmente tudo dando certo entre mim e Kennel! Estavamos namorando, ele tinha dado o passo durante as férias e estávamos felizes. E depois acontece isso! EU expliquei, é claro. É mentira. Eu nunca beijei Mile, ele é como um irmão para mim, oras!! Eu apenas o salvei de morrer afogado! Isso é tão difícil de entender?

E bem, Kennel acredita em mim. Ainda mais depois de toda a vergonha que Mile passou para desmentir tudo em cima da mesa da Hufflepuff. É aquela vergonha fez Kennel acreditar. - Eu juro que vou esfolar esse fofoqueiro! – reclamei ao lado de Kennel que estava sentado comigo na mesa dos amarelos. Eu tinha-o arrastado para lá, afinal, eu acho que mereço um namoro com direito a tudo! Cafés da manha juntinhos, apesar de já ser quase hora do almoço! – Não, não, eu não vou sujar minhas mãos lindas e macias, Kennel! Vou usar alguns feitiços, é claro! – claro que eu nunca sujaria as minhas mãos. Era demasiado fina para isso =x.

Estava comendo minha torrada com queijo derretido quando uma coruja para na minha frente e eu olho um pouco curiosa. Eu só costumava receber corujas de casa e isso de quinze em quinze dias. E não era dia de receber notícias de lá. Arqueei a sobrancelha e desprendi suavemente o papel da carta da coruja. Não tinha envelope nem nada. Apenas uma folha de papel. Olhei a letra desconhecida e li a simples frase, mas foi o nome que me fez ofegar. ‘Me encontre na Casa dos Gritos. Edward Holland’ - Eddie! Mas… - se eu estava espantada? Muito. Surpresa? Demais. Assustada? Completamente aterrorizada. Ninguém sabia do meu irmão desde Junho e havia rumores que ele estava morto em algum canto. Meu pai tinha desistido de procurar e confesso que foi a única altura em que vi alguma emoção vinda dele.

Eu mesma estava preocupada. Sentira falta de Edward durante as férias, apesar de tudo. Ele era meu irmão e gostava dele há minha maneira. Afinal, eram meu tutor, tinha sido com a ajuda dele que eu tinha entrado em Hogwarts e me ajudava e até defendia um pouco de meu pai. Ele é mau, eu sei. Mas comigo, ele só quer que eu dê o meu melhor e seja boa em tudo. Tudo bem, que os métodos nem sempre são os melhores e acabo machucada quando duelamos muitos. Mas prefiro mil vezes Eddie do que meu pai.

– Meu irmão… - ofeguei para Kennel, e deixei ele ler o recado. Ele sabia o quanto minha família era complicada, importante e quantos inimigos tinhamos. E então ele disse em voz alta o que eu estava pensando. Seria uma armadilha? Não sei, mas eu teria que arriscar. – Eu vou… não, eu não posso deixar de ir! Pode ser verdade! E se não voltar até ao jantar, vá avisar Sir Slytherin. – ele é meu padrinho e saberia como resolver coisas darks. Kennel queria ir comigo, claro. Mas não poderia. Se algo desse errado, eu deveria estar sozinha. E foi bem difícil convencer o garoto. Até que eu tive a ideia de pedir o espelho de Apolo emprestado para dar ao Kennel. Apolo detestou a ideia, mas eu disse que precisava de fazer um experimento. Nem desconfiou. Então eu teria o espelho e qualquer coisa falaria com Kennel. Pronto.

Demorei bastante ainda para sair e era quase hora do almoço. Eu nunca fora à Casa dos Gritos, e confesso que não sentia muita vontade de ir. Devia ser sujo e cheio de insectos nojentos. Okay, não era hora de pensar nisso. Puxei meu capuz, tapando meus cabelos e parte do meu rosto, enquanto caminhava pelas ruas de Hogsmeade. A minha varinha estava presa na minha mão e eu apertava-a vezes sem conta, tentando achar coragem. E bem, eu a tinha dentro de mim. Afinal sou uma Holland e já passei por coisas mais dificieis. Só queria achar meu irmão.

Passei a cerca daquela casa sombria e inclinada e torci um pouco o nariz. Precisava de uma limpeza urgente! Resmunguei comigo mesma e dei passinhos em direção a porta, a empurrando com a mão coberta pela manga. Entrei e tossi com tanto pó que havia no ar. Estava buscando ar para soltar um grito, chamando por meu irmão, quando um pouco de juízo passou por mim. Era melhor verificar se não era uma armadinha primeiro. Pé ante pé, caminhei por aqueles corredores tortos, não encontrando nada, e então subi as escadas ruidosas. – Que droga – soltei um dos poucos palavrões que eu dizia. Era uma menina de alta sociedade e fora ensinada a não dizer palavras feias, é claro.

Abri a porta de um quarto e olhei para a cama desarrumada e vi algumas coisas espalhadas pelo chão. A casa estava vazia, já tinha revistado tudo. Entrei e tirei meu capuz e desapertei os botões, tirando o manto e deixando-o sobre a cama. Eu não entendia. Devia estar alguém ali, certo? Onde estava Eddie? E então eu ouvi barulho atrás de mim e tentei me virar no mesmo instante. Mas alguém me segurou e eu gritei, em esperança que o espelho ligado transmitisse esse grito. E uma mão quente tapou a minha boca no mesmo instante.

Me movi tentando me soltar e só me acalmei quando reconheci a voz rouca no meu ouvido. – Eddie! – exclamei quando consegui, porque a mão foi solta e me voltei vendo meu irmão. Ou o que tinha sobrado dele. Seu olho estava vermelho e meio fechado e tinha cicatrizes em volta dele. Gemi de horror e acho que meu olhar demonstrava isso. – Meu Merlin… Eddie! – abraçei-o com força e ouvi-o gemer de dor. Me afastei rapidamente. – Me desculpe! O que aconteceu? – se eu estava preocupada antes? Isso não era nada ao que eu estava sentindo agora, ao ver meu irmão todo desfigurado.



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