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 RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha

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Anne L. Marillier
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MensagemAssunto: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Seg Ago 13, 2012 11:59 am

RP FECHADA
- Never stop running



Jace Wayland


Anne L. Marillier


Bastian Slater



15 de Setembro de 1805, 17h12


Última edição por Anne L. Marillier em Dom Set 02, 2012 11:24 am, editado 1 vez(es)
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Anne L. Marillier
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Seg Ago 13, 2012 11:45 pm


Estava no escritório duplo que dividia com meu companheiro de time, lendo alguns arquivos de missões que tinham sido bem sucedidas e os relatórios dos mesmos. Tentava ao máximo não pensar no que tinha acontecido à dias atrás, no meu reencontro com Chris e por ter ficado tão emotiva, Jace tinha me convencido a ficar no quartel enquanto ele saia para o campo. E ele estava em uma missão fazia cinco dias na Alemanha, em Essen, tentando descobrir o esconderijo onde os Death Knight costumavam fazer as reuniões secretas e até seria uma ‘residência’. E como eu não tinha ido, tentava lhe passar as movimentações à volta dele e sempre me comunicando de duas em duas horas. Estava com o ‘good feeling’ de que iriamos levar alguém para Azkaban ainda antes de o mês terminar.

Ouvi um barulho na porta e levantei o olhar, vendo um dos aurores mais velhos, Ethan de La Noue entrar. Fora meu mentor e do Jace nos primeiros anos, enquanto eu estava no treinamento de aurores, e por isso poderia dizer que ele era como um pai para mim. Ele era muito fechado, mas eu conseguira entrar na sua muralha e nos davamos bem. Só que no momento a sua expressão no rosto me assustava. – O que aconteceu? – me levantei imediatamente. Teria havido algum atentado dentro do Ministério? Ou o ministro estava em perigo…

Mas Ethan estendeu a mão para eu parar calada e apenas o olhei enquanto recebia a informação. Os death knight tinham descoberto Jace e estavam o caçando. E tinham colocado fogo em metade da floresta das redondezas. Bufei de leve. Eu não deveria ter deixado Jace ir sozinho. No que eu estava pensando? Não podia arriscar perder o homem – Peço autorização para ir ao local. – sim, teriamos que derrotar os monstros num ataque directo e depois ver se nenhum trouxa fora ferido. – Chamem os obliadores – retorqui, enquanto pegava na minha capa e via se a adaga estava presa na minha cintura. Sim, eu vivi entre trouxas desde pequena e sabia usar armas muito antes de varinhas. Só tinha pena de não ter meu arco e flecha comigo.

Após uma autorização internacional, fui capaz de aparatar em Essen. E confesso que me assustei com a primeira visão do local. Estava muito fumo e fogo por todo o lado e tive que levar uma manga ao nariz para filtrar o ar. E logo me pus em posição de ataque/defesa, correndo por entre os terrenos lavrados e prontos para semear. Podia ver alguns aboboras ao fundo e me lembrei que se trouxas nos vissem não iria ser bom. Já tinha visto muitas pessoas morrerem de fogueira e esse é o meu maior medo. Sim, eu tenho medo do fogo.

Corri e entrei na floresta, onde podia ver flashes de luz sendo lançados de um lado para o outro. Cinco contra um, nunca fora algo justo. Pulei sobre uma pedra, usando a mão como apoio e deslizei pela terra, lançando aguamentis para acalmar o fogo das árvores. Ouvi uma voz gritando meu nome e me dirigi a ela. – O que eu estou fazendo aqui? Salvando seu traseiro! – exclamei e me desviei de um feitiço, agachando-me e mirando um estupore em um dos inimigos. E por fim vi Jace, e me escondi numa árvore ao lado dele. – Eu não posso deixar meus afilhados sem pai! – desviei de outro feitiço, mas senti um corte no meu braço. Bufei e troquei um olhar com Jace. – O que correu mal, cabeção? Como eles descobriram? – não liguem aos apelidos carinhosos. Somos irmãos e nos tratamos bem. E eu estava ficando cansada de ficar ali escondida. Lancei um bombarda e ouvi algo explodindo. Espero ter acertado em alguém. Olhei para Jace e dei um sorriso sapeca. – Vamos fazê-los dançar? – sorri de canto sentindo a adrenalina percorrer o meu corpo. E logo depois estavamos lançando feitiços contra os death knight e tentando sair vivos dali. O pior é que não podiamos matar, mas isso não queria dizer que não poderiamos entregar sem alguns pedaços em Azkaban.
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Jace Wayland
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Sab Ago 18, 2012 6:06 pm

Nem bem a batalha no Ministério havia acabado, e Jace teve que se despedir de Megan e dos filhos novamente. E agora pra uma missão na Alemanha, onde alguns Death Knights faziam reuniões secretas. Sua colega de trabalho, Anne Marillier queria por que queria ir junto, porém o auror a convenceu a permanecer na Inglaterra.

O rapaz já estava fora há cinco dias, e a boa notícia é que conseguira encontrar o esconderijo dos criminosos. A má era que o local se encontrava próximo a um vilarejo trouxa. Não tinha sido uma tarefa fácil, mas com ajuda dos arquivos que lhe entregaram e a comunicação a cada 2 horas com Anne, se sentia satisfeito com o resultado.

Era fim de tarde, e o sol se punha no horizonte. Jace se locomovera até o local das reuniões dos Death, tomando o cuidado para não ser visto ou ouvido. Precisava detê-los antes de entrarem na casa. Suas chances de captura-los seriam maiores dessa forma.

Wayland colocara uma série de feitiços de proteção em volta de si, e esperava alguém aparecer. Sentia que se daria bem esta noite! Ficou esperando cerca de meia hora atrás de algumas árvores na mata densa. Se não tivesse estudado tão bem o local antes de ir, com certeza estaria perdido. Finalmente, o rapaz ouviu passos. Ficou atento a eles. Vozes baixas aumentavam a cada segundo.

Duas pessoas vestidas de preto saíram do meio da floresta, no lado oposto ao que o auror estava. Caminhavam despreocupadas, falando alguma coisa sobre a próxima reunião. Só podiam ser eles. Jace esperou eles ficarem mais próximos para os pegarem de surpresa. Agora era a hora. Desfez os feitiços e deu um passo para frente:

- Onde você pensa que vai, aurorzinho de uma figa? – falou uma voz atrás do jovem, alto o bastante para os outros dois se sobressaltarem e puxarem as varinhas. Wayland se virou rapidamente para a pessoa e viu seu plano indo por água abaixo. O homem apontava a varinha para o peito do escocês, e não parecia muito contente.

- Eu esperava estuporar seus companheiros e leva-los direto para Azkaban... – disse Jace sorrindo de canto - Mas vejo que não será assim tão fácil, não é? Tudo bem por mim... ESTUPORE! – antes que o Death pudesse se mexer, o loiro fora mais rápido. Quando o oponente foi lançado longe, o auror virou à esquerda e correu.

Ouviu gritos e feixes de luz passando a seu lado. Wayland escorregou em uma pedra, e caiu, rolando pelo chão. Uma fumaça negra estava sobre sua cabeça, junto com um forte cheiro de queimado.

”Só me faltava essa! Agora eu estou sendo perseguido por Death Knights e ainda por cima eles colocaram fogo em tudo!” – pensou Jace irritado. O rapaz lançou um feitiço de proteção, percebendo que havia mais duas pessoas ali ”Mais dois!? Agora já estão pegando pesado!” - CONFRINGO! – uma explosão atingiu um dos Deaths em cheio, lançando-o para trás.

O auror agora lutava com os restantes. Haviam muitos! Não sabia se conseguiria dar conta de todos eles. Então um jato de água apareceu do nada atrás de Jace. Ele virou a cabeça e viu Anne a pouco mais de um metro de distância.

- Anne! ANNE!! O QUE É QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – gritou ele incrédulo, indo para trás de uma árvore - Você não precisava... – e depois da menção dos filhos dele, o jovem cedeu - Tudo bem, tudo bem... Obrigado por ter vindo! – Anne levou um corte no braço, por um dos feitiços lançados, e Wayland lançou um contra-ataque por trás da árvore, antes de encontrar o olhar da amiga. Ele suspirou e a respondeu – Eu fui um idiota! Foi isso que aconteceu. Desfiz um feitiço de proteção sem ter me certificado de que não havia ninguém por perto.

Anne lançou um Bombarda e Jace tampou os ouvidos devido ao barulho. Em seguida sorriu com a sugestão que a moça dera. Saíram de trás da árvore, e lançaram os mais diversos feitiços contra os Death Knights.

Logo estavam correndo a toda velocidade, tentando escapar da confusão em que Jace tinha se metido.


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Anne L. Marillier
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Dom Set 02, 2012 12:35 pm



O cheiro a queimado que andava pelo ar era horrível e fazia me arrepiar. O fumo estava quase impossibilitando a respiração. Eu não gosto de fogo, nunca gostei. E estar no meio dele, numa floresta a arder, me fazia lembrar do meu maior medo. Morrer queimada, algo que tão naturalmente acontecia na Europa, como tão simples era beber água. E os Aguamentis não estavam dando resultado. Mas eu não podia ficar presa nesse pensamento, não quando existiam death knight bem atrás de nós, tentando nos matar!

Certo, deixar o Jace vir sozinho nesta missão não foi a melhor ideia que eu tive este ano! De todo! E agora nos encontravamos nesta situação. Os Death Knight tinham descoberto a nossa posição e quem eram as vitimas agora? Nós! Quer dizer, primeiro era o Jace, mas eu apareci para dar uma mãozinha. Claro que eu não deixaria o meu melhor amigo sozinho numa situação dessas! Ainda mais, porque sou nova para cuidar de meus afilhados se algo acontecesse a ele! Não, temos que sair vivos daqui! – Não se preocupe, erros acontecem – retorqui quando Jace se amaldiçoou. – Vamos ter que sair daqui.

Então, em vez de ficarmos escondidos atrás das árvores até elas queimarem, como duas menininhas indefesas, saimos e começamos a atacar nossos inimigos. E não foi algo bonito. – Se sairmos inteiros, você me deve um mês de chocolate! – gritei para Jace enquanto desviava de alguns feitiços. OPPUGNO! – uma série de pássaros apareceram e começaram a bicar e arranhar dois dos death knight. E seus quem eram esses? Eram desconhecidos para mim, e olha que eu quase conheço o histórico de cada um! Parece que andaram angariando outros europeus para essa causa idiota!

Mas não havia mais nada que pudessemos fazer, a não ser correr. Bem rápido. Acho que pela primeira vez agradeci todas aquelas horas de corrida que Jace me obrigava a fazer com ele. Mas correr com fogo em volta, não era agradável. INCARCEROUS – lançei, olhando para trás e atingindo um dos encapuçados que nos seguiam. Ele ficou com as pernas presas e caiu no chão. Ponto para nós. E continuamos assim, desviando de feitiços, e lançando eles. Isso não quer dizer que não tenhamos sido atingidos, já que a nossa mira era tão boa quanto a dos death knight. Então, eu já tinha sido mandada ao chão algumas vezes e meu corpo estava cheio de machucados, tanto dos feitiços, como dos ramos de árvores que nos atingiam.

- PULLUS! – um deles se transformou em galinha mas continuou correndo. Foi algo estranho. E eu não gosto nem um pouco disto. Não fui feita para correr e fugir, em vez de lutar. Mas vamos ser realistas, eles são mais que nós. E então finalmente saimos daquela odiosa floresta, para surgir um outro problema grave. Aldeões, com forquilhas, machados e até algumas espadas vindo na nossa direcção. Afinal, eles sempre descobriram que havia bruxos pela redondeza. Azar o nosso.

- Oh não - parei bruscamente, e estava sendo dificil respirar com a corrida e meu coração parecia que ia sair pela boca. E agora meu cerebro tentava trabalhar com o pouco sangue, em buscar de uma solução. – O que fazemos agora? – tinhamos que proteger os trouxas, mas ao mesmo tempo, nos protegermos deles. Que irónico! Jace me mandou correr. – Em que direcção?! – reclamei e então vi os aldeões vindo a trás de nós também. Na verdade, estavamos encurralados. Não podiamos ir para a floresta, e nem entrar no vilarejo. Eu já estava vendo minha vida passar pela frente dos meus olhos. Tinhamos que derrotar os death knight e modificar as memórias dos trouxas. É, ainda bem que eu trouxe a minha adaga… uma adaga e uma espada. Será que chegaria? E os reforços e obliviadores que nunca mais chegavam?
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Bastian Slater
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Sab Set 15, 2012 3:08 pm


:: Treason ::

Certo, agora eu tenho algo a dizer sobre promoções no trabalho: nem sempre elas compensam! Quer dizer, ser nomeado Ministro da Magia nunca fora o meu maior sonho, e de longe era o que eu almejava. Eu era apenas Bastian Slater, o cara australiano! Tinha sido feito para combater bruxos das trevas, e além do mais eu era um lobisomem. O que com certeza não estava ajudando muito... O Profeta Diário não se cansava de me lembrar esse detalhe em cada novo errinho do Ministério nas últimas semanas.

Bufei de impaciência e me levantei da cadeira. Uma montanha de relatórios, papéis e memorandos caíram pelo chão. Aquele gabinete me cansava. Decididamente eu não me acostumaria nunca com aquilo... Era tudo arrumadinho demais para mim. Certo demais. Parado demais! Eu estava dentro daquele escritório há quase dois meses e não me acostumara com toda aquela rotinha maldita. Se eu pudesse pelo menos voltar no tempo, continuar na floresta com os lobisomens perseguidos, como no ano passado, ou até mesmo nas missões com os aurores antes de tudo, era tudo muito mais agitado, mais difícil é claro, mas com certeza menos tedioso do que isso.

Se havia algo de bom que eu podia esperar pelo menos, era que comigo no poder, não estávamos mais perseguindo bruxos nascidos trouxas, impondo toque de recolher a mestiços, lobisomens e criaturas mágicas. A única pessoa que o ministério procurava sob minha ordem era Cathal, para responder a perseguição que impusera no ano passado. O desgraçado sumira sem deixar paradeiro. E pelo menos com essa medida, a opinião pública estava de acordo comigo... As teias trançadas na parede do meu escritório contrastavam com o asseio e a sobriedade do ambiente. Me aproximei e estendi a mão para a aranha que a elaborara.

- Estamos de volta, Octa. – acariciei a aranha, minha única companheira dos últimos anos. – Quem diria que veríamos o Ministério assim de novo? E agora somos mais do que imaginávamos ser... – a tarântula crescera e agora era uma linda aracnídea de 20 centímetros. – Seth está conosco, temos uma casa e está tudo certo novamente. Nossa luta não foi em vão... – minhas palavras podiam parecer estranhas, mas eu tinha certeza que a minha mascote me entendia. – Eu também não gosto de ficar parado, mas se é para manter as coisas no lugar, não temos escolha...

Voltei para a cadeira e depositei a aranha na escrivaninha. Me sentei e tentei novamente me concentrar nos relatórios do departamento dos aurores. Dos Death Knight que estavam no Ministério durante a rebelião, alguns haviam fugido; os carrascos de Cathal, como o ex-vice ministro Dorian Galle e a secretária Spencer Colbain haviam sumido do mapa. Os aurores os caçavam tentando localizar Cathal, e era nisso que eu pensava quando uma coruja chegou a nossa janela batendo.

- Outra carta de Selene... – murmurei, com o coração batendo um pouco mais descompassado, ao tentar reconhecer a ave do departamento de Criaturas Mágicas. Selene agora era a Chefe do Departamento de Controle e Relações com Criaturas Mágicas. Eu não confiaria aquele cargo a mais ninguém. – Se for outro problema com criaturas aquáticas do Torneio de Hogwarts, por favor! Esse novo diretor vai fazer a gente surtar... – praguejei enquanto abria a janela.

Ah sim! Antes que eu esqueça, eu não estava sendo arrogante como os meus antecessores e tentara estabelecer a paz com Hogwarts. Assim que assumira, enviei uma carta aos fundadores com um pedido formal de desculpas por todas as idiotices que Cathal e Hovers cometeram nos últimos anos, me dispus a ajudar a escola como pudesse... Prova disso era a organização do Torneio da qual estávamos ajudando.

- Ei, você não é do Departamento de Criaturas Mágicas... – olhei espantado para a coruja cinzenta das torres que voou apressada por sobre a minha cabeça e deixou cair uma carta. Apanhei-a rapidamente.

Quando abri o pergaminho, meus olhos se arregalaram. Eu sabia que depois da revolução, alguns Death Knights haviam fugido para fora do país. Em Essen, havíamos localizado um grupo de DK’s que pareciam ativos demais, tínhamos notícias de que o Ministério da Magia Alemão havia caído. Ministro alemão assassinado, tudo desmontado. Por isso desconfiei que Cathal poderia estar com eles. Tudo o que menos precisávamos era de uma guerra contra um ministério de outro país sob a posse daquele crápula. A sessão dos aurores, agora sob comando de Anne Marilier e Jace Wayland, havia recebido a missão de tentar desmontar tal grupo e prender os bruxos das trevas em questão.

A carta me dizia que a coisa não estava indo tão bem. Perseguição, floresta incendiada e trouxas prontos para fazer bruxos sambarem na fogueira... Fechei os olhos e respirei fundo. Não podíamos perdê-los. Eram alguns do poucos homens em que eu confiava ali dentro. Apanhei o sobretudo no cabide e andei em direção a porta. Octa saltou sobre o meu ombro.

- Temos trabalho a fazer querida. – afaguei a aranha e sai pela porta.

(...)

Aparatamos e chegamos ao local marcado. Um campo de centeio e sorgo que se estendia ao norte para um bosque e a leste para uma vila trouxa. Haviam vinte e cinco bruxos comigo. De imediato observei ao redor e tomei nota da situação.

- VOCÊS! Storm, leve seus homens em direção a casa abandonada! Capturem os DK’s! – gritei para o primeiro grupo, de aurores que me acompanhava. – E vocês, Gallagher, para a vila. Tentem conter os trouxas e apaguem as memórias. – a fumaça negra subia da floresta. Meus olhos ardiam, mas consegui divisar a equipe de obliviadores se dissipando nas direções que eu mandara. – Austeen, Percival, Clarence. Comigo!

Octa apertava suas oito patas sobre o meu ombro, tenso. Eu não podia acreditar que Anne e Jace haviam deixado a missão chegar naquela situação. Não que eles fossem levar os Death Knights na paz, como bons cordeirinhos. Mas queimar um bosque e açular trouxas? Eu não podia acreditar...

- Vamos procurá-los. – andei apressado a frente do terceiro grupo. Localizar Jace e Anne era o objetivo. – Eles estavam próximos ao rio, segundo o último relatório. – comentei aos outros três aurores que me seguiam. – Não vai ser tarde demais, porque se os DK’s não os matarem, eu juro que mordo os dois na lua cheia. – não era comum que Ministros da Magia se envolvessem em missões de aurores. Mas também não era comum que ministros tivessem chefiado revoluções antes, então eu podia continuar quebrando paradigmas.

Entramos na floresta e seguimos pela parte do bosque que ainda não estava pegando fogo. O calor vindo dos focos de incêndio ainda abafavam o lugar. Seguimos o curso do riacho sinuoso em silêncio, a fim de localizar os dois aurores sumidos. Chegamos a um espaço sem árvores. Estava tudo silencioso demais...

- Cuidado... – tentei falar, sem pronunciar som. Ergui minha mão quando escutei um grasnar de corvo... E no instante seguinte, luzes verdes voavam em todas as direções. – É UMA EMBOSCADA! – gritei com raiva, sacando a varinha rapidamente e vendo vultos em mantos negros surgirem ao redor da clareira. Me defendi de três feitiços, mas notei que Percival fora atingido por um feitiço e jazia imóvel no solo da floresta. Clarence estava sem sentidos, empalada em uma árvore com um buraco sangrento ao lado da cabeça. Apenas Austeen ainda combatia ao meu lado. – Traidores! – rangi os dentes quando identifiquei um dos rostos conhecidos entre os capuzes negros. Gallagher, o chefe dos obliviadores. Era por isso que a missão de Anne e Jace falhara... Havia um infiltrado no Ministério. Meus olhos arderam de raiva quando Austeen caiu morto ao meu lado. – Dampnas ignis! – eu já usara aquele feitiço antes, mas apenas em situações de raiva. Quando eu tinha força para controlar fogo maldito. Traição era o suficiente para me deixar enraivecido.

Lobos de fogo irromperam da ponta da minha varinha e saltaram contra os Death Knight e o traidor. Eles não conseguiram fugir, quando os demônios de fogo os consumiram. Meus dentes pareciam ganhar volume na minha arcada dentária, pulsando. Não era lua cheia, mas meu instinto licantropo respondia as minhas emoções. Eu ainda não recuperara a minha força totalmente, após dois meses a luta no ministério ainda deixara consequências. E logo senti meu corpo fraquejar.

- Finite! – bradei, finalizando o feitiço de fogo antes que perdesse o controle. E cai no chão arquejando, do lado dos corpos queimados. Octa fugiu do meu ombro. E desmaiei.

(...)

Acordei preso. Atado a cordas, com a cabeça latejando. E havia dois outros corpos ao meu lado. Também amarrados sobre um monte de... Madeira? E aquela não era a vila trouxa? E porque tinha tanta gente em volta de nós? Aquele tridente na mão da mulher não parecia nada legal...

- Marillier, Wayland! Enfim achei vocês, seus dois idiotas! – minha cabeça ainda latejava, mas consegui identificar os dois prisioneiros ao meu lado. – Queimar? Que fogueira? Do que vocês estão falando? – e só então consegui realmente identificar o que estava acontecendo e me recordar da traição na floresta. – O que eu vim fazer? Eu vim salvar a pele de vocês, droga! – e agora estávamos todos ferrados. – Ei tio, saí daí de perto! Nada de tochas perto de mim! Bruxo, como assim? – comecei a suar frio. - Não, vocês estão enganados, é tudo um mal entendido! Pode tostar os dois aí, mas eu não tenho nada a ver! Cala a boca Wayland, não piore as coisas... - minha varinha ainda estava no bolso, mas eu estava com as mãos atadas.

Beleza, chamem outra equipe de aurores, porque eu acho que vamos virar churrasco. Oo"

Citação :
Notes: Desculpe a demora do século Rety e Sandy. Tentei fazer algo mais legal e dar continuidade na ação... Qlqr coisa me gritem! o/
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Jace Wayland
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Dom Set 23, 2012 1:57 am

Luzes, feitiços, explosões. Era tudo isso que Jace via no meio daquele caos. Estava parado atrás de uma árvore tentando se proteger do ataque de Death Knights junto a Anne que aparecera ali para ajuda-lo. O cheiro de queimado fazia o rapaz tossir, e seus olhos lacrimejarem.

- Tudo bem Anne, mas vamos pensar em nos salvar, ok? – disse ele olhando para a colega por trás do ombro e lançando um feitiço logo e seguida. Ouviu um bater de asas seguido de gritos, e ao se virar se deparou com os bandidos sendo atacados por um bando de pássaros. Deu um pequeno sorriso e segurou a mão de Anne puxando-a para longe dali. Precisavam correr.

- PROTEGO HORRIBILIS! – gritou Wayland levantando o braço acima da cabeça para se proteger da explosão que sucedeu. Pulou por cima de um tronco e escorregou na terra, espalhando-a por todos os lados.

Ao olhar para a esquerda, viu um dos DKs se aproximando com a varinha em riste. Um segundo depois um jato de luz vermelha veio em sua direção. Jace não teve tempo para pensar. Se jogou para o lado, sentindo o feitiço passando por cima de seu corpo.

- CONFRINGO! – berrou o auror, caindo de lado no chão, batendo as costelas com força. Porém, sua defesa dera certo: o feitiço acertou o DK em cheio no peito, lançando-o para trás. O escocês deu um sorriso e se levantou com dificuldade. Foi então que percebeu: eles estavam em grande minoria. Havia muitos DKs e Jace e Anne não dariam conta de todos. O desespero tomou conta do auror. Pensou em Megan e nos filhos. Pensou em Alec. Não, ele não desistiria de lutar. Mas precisava sair dali. Se queria se salvar teria que sair da floresta.

Olhou para trás se certificando de que Anne estava ali. Seguiram correndo pela mata densa, e finalmente saíram de lá. Para entrar em outra enrascada: um grupo de trouxas vinha em nossa direção, armados com espadas, forquilhas e todo o tipo de coisas para ameaçar um bruxo.

- Vamos ter que correr... AGORA! – Jace pegou a amiga pelo braço e se virou para a direita, correndo de tudo e de todos. Mas infelizmente seus esforços foram em vão. Mais a frente, outro grupo de aldeões se aproximava. Com tochas e espadas. Estavam todos furiosos, Wayland via isso. E não havia mais para onde fugir.

Sentiu mãos o apanharem pelos braços, e o levantarem do chão. Jace tentou se soltar, mas não conseguiu. Olhou para o lado procurando por Anne, e a viu esperneando, lutando contra aqueles que a seguravam. Foram levados para o centro do vilarejo, sendo amarrados em uma fogueira. Como iriam escapar dali?

- Não! Gente, vocês estão enganados! Por que estão fazendo isso conosco? Hey, olha aonde você coloca essa mão, mulher! – disse o rapaz desesperado.

Um momento depois, outra pessoa foi trazida. Wayland não o reconheceu de primeira , mas desejou internamente que fosse um dos DK’s. Só quando os aldeões trouxeram a pessoa mais para perto foi que Jace se assustou. Trocou um olhar significativo com Anne. Quem estava ali ao lado deles era o novo Ministro da Magia, Bastian Slater. E o pior: estava desacordado.

Não demorou muito tempo, e o ex-auror acordou do desmaio. Jace suspirou aliviado ao saber que o colega estava bem...pelo menos por enquanto.

- Bom dia, Flor do Dia. Bom saber que está bem... Esses caras aí estão planejando nos queimar vivos. Que acha? – o auror entrava em desespero a cada segundo. Anne perguntou por que Slater estava ali, e Jace ficou surpreso em saber que ele queria salvá-los.

- Não, vocês estão enganados, é tudo um mal entendido! Pode tostar os dois aí, mas eu não tenho nada a ver! – disse Bastian para os aldeões mais próximos.

- Nossa, muito obrigado! - o escocês bateu com força no ombro do Ministro.

- Cala a boca Wayland, não piore as coisas... – respondeu o outro. Como assim? Só porque era Ministro agora ia salvar só a própria pele? Jace ficou irritado com Bastian. Olhou para Anne em busca de ajuda, mas ela somente retribuiu o olhar.

- Tira esse negócio de perto de mim! Nós não somos bruxos! Pelo amor de M...Deus, minha gente! Vocês não sabem o que estão fazendo! – disse ele para os trouxas ali à sua frente. Se virou para Anne e Slater e perguntou baixinho: - e então, têm alguma ideia de como saímos daqui?


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Anne L. Marillier
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Dom Nov 18, 2012 10:54 am



Se eu pensava que a situação não podia piorar, eu realmente estava muito enganada. Porque sim, deve existir uma lei universal que quando algo corre mal, vai sempre aparecer uma situação muito pior para complementar. Em uma frase: Nós estamos totalmente ferrados. Para além de termos fugido de forma tão indefesa dos Death Knight, algo que eu sinto muita vergonha de admitir, agora seriamos queimados pelos trouxas. Sim, porque eu não consigo ver uma outra saída para esta história. E parece que o meu pior pesadelo se vai concretizar. E eu estou morrendo de medo.

Então vamos ver a situação. Eu encontrava-me presa num poste com madeira a minha volta e pronta para queimar. Trouxas estavam nos encarando como se adorassem um bom espectáculo que nós seriamos dentro de alguns minutos. E bem, eu não quero morrer dessa forma, então… Vamos ver as opções e pensar num plano mirabolante para escapar desta situação. E o pior é que não apenas eu e Jace que estamos aqui. Se já não fosse difícil o bastante Bastian tinha aparecido! Ele era ministro agora, não podia participar nestas missões suicidas!

Minha cabeça estava explodindo de dor, mas eu tenta olhar para todos os detalhes, à procura de algo que nos fosse útil. Porque convenhamos, se não escapamos dentro de alguns minutos, não havia escapatória e por Merlin, isso não podia acontecer. Eu tenho medo de fogo. Não, vocês não entendem o estado de pavor que eu estou no momento. Me remexi nas cordas deslocando as minhas mãos presas para uma posição mais confortável e virei o rosto para Bastian. – O que você está fazendo aqui?! – perguntei um pouco histéria. Sim, porque eu sei que nós somos um trio, muito amigos, muito chegados, mas ele é a cabeça do grupo! – Sério? Como você foi capturado? Você deveria estar tentando nos salvar em vez de estar nos oferecendo apoio, indo connosco para a morte! – certo, eu estava em pânico, ainda mais ao ver aquelas tochas tão perto de nós!

– Eu tenho cara de bruxa? – usei um pouco da minha metamorfogia para ter o ar mais inocente possível. - Eu apenas sei atirar flecha! Isto é um mal entendido! Eu sou inocente aqui! – certo, eu ainda tenho uma adaga presa na minha cintura. Que sorte eles não terem tirado minha capa. – Certo, tentem distrai-los o máximo que conseguem – sussurrei para os dois. Não tinha ninguém atrás de mim, o que era perfeito. Porque sim, isso seria nojento de se ver. Fechei os olhos, fingindo que estava rezando e me concentrei.

Nunca tinha tentado fazer uma coisa dessas. Eu tenho o poder de transformar o meu corpo no que eu quiser, e espero que isso me ajude a sair desta situação. Senti meu braço ficar mais longo, minha mão mais longa e grande, muito diferente da minha mão delicada. Ela cresceu significativamente e agarrei na minha capa, e com os dedos fui puxando-a para cima, até agarrar no bordo. – Pare de se mexer Jace – gemi baixinho sentindo o corpo dele desequilibrar o meu. Com uma mão fiquei segurando a capa e a outra se moveu para a minha cintura até sentir o frio da adaga. Me movi no poste e com cuidado para não a deixar cair, consegui a tirar do cinto. – Vocês estão fazendo um óptimo trabalho, rapazes. – certo, eles estavam mais enfurecendo os trouxas, mas ainda não havia fogo em nós. Bastian se lembrou de pedir um padre para nos confessar e eles estavam discutindo se deviam ou não fazê-lo.

Fiz os meus braços e mãos voltarem ao normal e comecei com a segunda parte do trabalho. Cortar a corda que prendia meus braços no poste. E confesso que essa parte estava sendo muito mais difícil. Gemi de dor ao sentir minha pele sendo cortada. – Pare de olhar para trás, Jace! Quer que eles desconfiem? – reclamei vendo o olhar dele nas nossas costas. Meus punhos estavam sangrando dos cortes, quando por fim consegui cortar a corta. Sorri de canto para os dois e meu sorriso aumentou quando ouvi uma simples frase. Storm e os seus homens estavam no meio dos trouxas. Perfeito. – Só ter cuidado de eles não jogarem a tocha enquanto estamos aqui em cima! – sussurrei e olhei em volta tentando ver onde eles estavam e ao mesmo tempo houve uma explosão e todos os trouxas se viraram. De repente o céu ficou vermelho e laranja devido aos fogos de artificio e eu rapidamente sai do post e me movi para as cordas de Jace que estava mais perto e começando a corta-las. Nós iriamos sair dali.


off. Me perdoem a demora :s
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Qui Nov 22, 2012 2:41 pm


:: Treason ::

Quando me falaram no St. Mungus que eu seria o novo ministro da magia, imaginei a princípio que minha vida seria ficar sentado na frente de uma escrivaninha lendo relatórios, assinado documentos e legislações intermináveis e tediosas. Daí acontece um causo desses e eu decido voltar a ação. E pra que? Pra acabar a minha vida como churrasco numa fogueira trouxa! O Profeta Diário iria adorar publicar uma primeira página com a notícia histórica de “Ministro Lobisomem Incompetente tostado durante missão”.

Wayland e Marillier discutiam, e eu tentava por todas as forças do mundo, pensar em uma maneira de escapar, enquanto os trouxas gritavam ao nosso redor para acenderem a fogueira. A varinha estava no meu bolso, se eu conseguisse ao menos alcançá-la... Mas minhas mãos estavam atadas. A auror ao meu lado murmurou para distrair os trouxas. Se ela tinha uma ideia, era a única, porque eu não conseguira pensar em nada.

- Hou, isso não vale! – Jace gritava que tinha filhos. – E eu adotei uma criança pobre, frágil, doente, abandonada e sem família! – se é pra fazer drama mexicano, vamos lá. Seth era só metade daquilo, mas o que importava? – Me soltem! Eu também sou um pai de família! – e então olhei para a igreja ao fundo da vila. – Eu sou cristão! Por favor! Deixem eu comungar uma última vez! – e alguma pessoa sem o Senhor no coração jogou uma garrafa de vinho na minha cara. – Um copo também seria bem vindo!

Olhei pelo canto do olho. As mãos e os braços de Anne estavam estranhamente deformados. E tateavam as suas costas. Arregalei os olhos com a cena. Aquilo era bizarro! Eu não sabia que ela era a mulher elástica... “Mas ela é metamorfomaga!” disse uma vozinha na minha cabeça.

- SOCORRO! NOS SOLTEM! SOMOS INOCENTES! – comecei a gritar com mais força. Tempo, precisávamos de mais tempo. E novamente me veio outra ideia. – CONFISSÃO! O nosso direito de confissão! Chamem um padre, eu quero me confessar! Como vocês nos prendem e nos acusam de bruxaria sem nos confessarmos nossa culpa? Exijo um padre! – o carrasco mais próximo afastou a tocha e me olhou torto. – Eu só quero expiar os meus pecados para o Senhor! – resmunguei com uma falsa voz chorosa. - Eu beijei a mulher do meu amigo, cobicei a minha funcionária, chutei o gato do vizinho quando era pequeno, faço terrores na meia noite... Por favor!

Os carrascos começaram a discutir, Anne terminou de se soltar e voltou a adaga para cortar as amarras das nossas mãos sem que percebessem. Jace novamente dava na cara, olhando toda hora para que a auror não rasgasse seus pulsos.

- Mas o que...? – não terminei a frase. Alguém pronunciou uma formula cabalística no meio da multidão e um jorro de centelhas irrompeu no céu. Assustando e fazendo com que os trouxas se espalhassem e dispersassem. – Storm. – meus lábios se moveram.

Finalmente Anne me soltou, estávamos os três livres. Agora era só uma questão de fugir. Olhei ao redor, mas ainda haviam trouxas demais por ali para que simplesmente escapássemos usando magia. Ainda devíamos prezar pelo sigilo em Magia e ninguém podia acabar ferido.

- Aparatamos fora da vila, ok? – sugeri baixinho para os dois. Fiz menção com a cabeça apontando para um a brecha entre a multidão. – Corremos no três. Um... Dois...

O três não veio porque um trouxa gritou. Haviam descoberto que estávamos livres, o carrasco foi mais rápido e arremessou a tocha na madeira banhada em óleo. O fogo crepitou e as primeiras chamas lamberam as barras das minhas vestes.

- Ótimo! Lá se vai o conjunto de vestes novas que eu comprei! – praguejei baixinho. Aquela roupa custara meu fígado. Me afastei contra o tronco de novo. Jace pensou rápido e usou um feitiço para congelar as chamas. – Útil, Wayland. Bom trabalho! – mas o plano ainda era fugir. – Fugir ainda... Onde estávamos? Ah, sim... TRÊS!

E pulamos os três da fogueira. Eu, primeiro que os outros dois naturalmente. Saquei a minha varinha (para o caso de outro DK infiltrado) e corri pela multidão apressado, seguido pelos outros dois aurores. Um grupo de pessoas que usava capuzes nos seguiam na correria, derrubando bancas, pessoas e o que alcançassem para distrair a multidão de nós. “Os homens de Storm!” Pensei rápido. Um velho tentou me espetar com um ancinho. Me esquivei a tempo, e quase outro trouxa me eviscerou com um golpe de foice na barriga. O homem caiu estatelado no chão e sem sentidos, e por trás dele vi um homem de capuz, cabelos grisalhos, um sorriso enviesado e uma varinha no bolso “Storm!”.

- Pra fora da vila! RÁPIDO! – gritei novamente. E todos voltaram a correr. O home grisalho me acompanhou. – Prendeu os DK’s, Storm?

- Matamos alguns, senhor. A maioria fugiu. – o homem falou enquanto corria ao meu lado. Jace murmurou alguma coisa, e Anne concordou. – Era um dos braços de Cathal. Gallagher era o traidor.

- Eu devia saber. Foi ele quem nos botou nessa. – o nome do bruxo traidor ainda me irritava só pela menção. – Depois pegamos os DK’s livres. – continuei correndo.

E finalmente chegamos a uma plantação, fora das casas que cercavam a vila. Me separei dos outros bruxos que corriam para o bosque, escorreguei para trás de um carvalho de tronco robusto. Pensei rápido no meu escritório em Londres e aparatei. Por todos os lados, os bruxos aparatavam da vila. E toda uma vila de trouxas ficava frustrada por não queimar ninguém para animar a vida. Cai no chão de pedra do Ministério arfando. Olhei para o lado e vi os outros aurores surgindo. Fora por pouco... Cathal, os DK’s, espiões infiltrados no Ministério. Eu ainda não era capaz de enxergar a relação... Mas logo conseguiria.

Citação :
Notes:Hey meninas! Juro que nem tava lembrando dessa RP, não fosse a Sandy ter postado. haha
Ações finalizadas para o Bastian.
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MensagemAssunto: Re: RP FECHADA - 15 de Setembro, Alemanha   Sab Dez 22, 2012 3:48 am

Jace ainda não conseguia se perdoar pelo que fizera. Foi uma total idiotice desfazer um feitiço de proteção sem ao menos se certificar de que ficaria bem. Mas isso nem de perto era o pior. Como se não bastasse, tivera que fugir com Anne dos Death Knights que os perseguiam, e agora se encontrava amarrado à um poste de madeira ao lado da auror e do Ministro, Bastian Slater, estando a minutos de serem queimados vivos pelos trouxas que os encontraram saindo da floresta.

O rapaz tentava pensar em algo para saírem dali sãos e salvos, porém nada lhe ocorria. Começou a se remexer e olhava para os dois a seu lado, buscando soluções. O que seria de Megan, Adam e Bela se algo ocorresse com Wayland hoje? Balançou a cabeça afastando o pensamento ao mesmo tempo em que Anne pediu para que ele e Bastian distraíssem os trouxas. Jace olhou para o Ministro e logo em seguida se virou para as pessoas à sua frente:

- Não façam isso!! Hey, eu estou falando sério, seu velhote! Eu tenho filhos! Não façam isso! O que vai ser deles sem o pai? – perguntou o auror com uma expressão desolada - Bate essa, Slater! – murmurou para o Ministro.

Ele se desequilibrou por um instante ao bater no braço do outro, ao passo que Anne implorou para que não se mexesse. Jace se desculpou e viu de relance o que a jovem estava fazendo: sua mão se alongara e agora tentava pegar alguma coisa no meio das vestes. O rapaz desviou o olhar, e auxiliou Bastian em seu apelo cristão.

- SIM! DEVEMOS NOS CONFESSAR! Chamem um padre, pelo amor de Deus! – Quando os homens se viraram para discutir o que fazer com eles, Wayland sentiu a amiga se movimentar e começou a cortar as cordas de seus pulsos. Ouviu um leve gemido, e se virou para ela - Você está bem? – a moça ralhou com ele, e logo Anne estava atrás de Jace, soltando-o.

De repente luzes iluminaram o céu e os trouxas correram em disparada, fugindo de algo. Quando Jace olhou ao redor, percebeu que Storm os tinha distraído. Agora precisavam fugir, porém era necessário ter cautela. Não podiam arriscar serem vistos pelos trouxas que ainda estavam por perto.

Mas como sempre há a ironia do Destino, um dos homens percebeu que os prisioneiros se encontravam livres, dando um grito para seus companheiros, e arremessou a tocha que segurava na fogueira, logo abaixo dos bruxos. O fogo subiu rapidamente, lambendo as vestes de Bastian. Anne deu um grito, e se segurou em Jace. Ele não pensou duas vezes: sacou a varinha e gritou:

- GLACIUS! - a labareda congelou na mesma hora e, após o comando de Slater, os três fugiram no meio da multidão. Jace segurava Anne a seu lado, certificando que ficaria bem. Uma mulher avançou para o auror, se jogando em cima dele. Jace caiu sob o peso da mulher e bateu a lateral do corpo com força contra o chão. Tentou se desvencilhar da mulher, mas ela não parava quieta, tentando arranhá-lo, e sufoca-lo com as próprias mãos. O escocês a empurrou para o lado, de modo a ganhar tempo e espaço para girar o corpo para o outro lado, apontando a varinha para ela - Petrificus Totalus! – ela ficou com o corpo todo duro, com uma expressão de terror no rosto. Jace se levantou e correu na direção em que vira Anne fugir.

Encontraram com Storm no caminho, e Bastian os orientou para fora da vila trouxa, enquanto pedia informações ao homem. Quando Storm disse que a maioria dos DK’s havia fugido, Jace xingou baixinho. Não acreditava que tinha sido tão burro ao ponto de não conseguir deter os Death. Afinal a missão era sua, e ninguém mais precisaria estar ali se não fosse por causa dele. Seria punido por esse erro, e enfrentaria as consequências, porém precisava fugir.

Enfim chegaram a uma plantação mais afastada da vila. Jace segurou Anne pelo braço e a guiou para dentro do bosque. Precisavam sair dali. Após algum tempo excepcionalmente longo de corrida, Marillier fez menção de parar, estando totalmente esgotada. Wayland se aproximou dela rapidamente e segurou sua mão. No segundo seguinte não estavam mais entre as plantas. Chegaram ao Ministério, sujos, cansados e frustrados pela missão mal sucedida. Só depois que soltou a mão da amiga, Jace se deu conta que estavam todos ali, salvos. Agora era esperar por seu castigo por não cumprir a missão que lhe fora incumbida.


Spoiler:
 
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