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 15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada

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Mile Davies
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MensagemAssunto: 15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada   Sab Set 01, 2012 11:58 am

Homework

Badgers rippers




Dia: 15 de Novembro de 1805
Hora: 17 horas da tarde
Clima: Tarde fria e com nuvens.

Participantes
Mile Davies
James Buckingham





- RP Fechada -

Toca Lufana 1º SubsoloHogwarts



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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: 15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada   Dom Set 02, 2012 12:01 pm

Badgers rippers

Necromantic Arts


Certo, alguém aí me diz qual foi a criatura maligna e sem amor no coração que decidiu me fazer morrer lentamente?! Cai na cama e fechei os olhos exausto. Eu estou chegando lentamente a conclusão de que sou um inocente texugo a caminho da morte. Meu pobre corpo lufano não merece tudo isso... Bem, antes que vocês digam que eu reclamo de barriga cheia (o que não é muito justo, já que tenho levado até a fama de anoréxico pelos corredores da vida...) deixa eu explicar.

Estou fazendo parte da equipe lufana no torneio de Hogwarts, e tá certo, terminamos a primeira tarefa no Lago primeiro que as outras equipes. Tivemos party hard na toca na noite da tarefa! Uhul! Gwen tomando todas com a Melanie acordando caída na poltrona, Liesel me carregando nas costas, Jacob e Chloe se engolindo na janela (para variar!), Dylan, Aurora e Lilith fugindo das cantadas do Lewis, April e Nereida combinando a melhor forma de comerciar corpos dentro da Toca... Texugos são fodas, beleza. Mas depois de encarar um lobisomem afogado da Austrália, uma tartaruga mutante ninja do Japão e uma megera zumbi do pântano, ter minhas calças arrancadas pela Anniken durante a coisa toda, a Alex agora dera pra dar uma de corvina pirada e viver socada na biblioteca me arrastando junto, tentando achar coisas úteis para usarmos na próxima tarefa, eu cheguei a conclusão: eu tinha sido jogado no meio dos Jogos Vorazes.

E Anniken enlouquecera totalmente também, após revelar seus desejos obsessivos de ver meu corpo texugo sem roupa, e agora precisava viver colada em mim sob o pretexto de descobrirmos a utilidade do elmo viking e decifrar o que aquela estatueta gárgula queria dizer. Não bastasse isso, eu definitivamente tinha escolhido uma carreira tensa e as matérias que eu estava estudando exigiam meu fígado na ponta da faca. “Caçador de tesouros é? Vai lá Indiana Jones! ¬¬” O professor Blake não aliviara nada nas aulas, em Feitiços eu estava a um dedinho de surtar e sair gritando, a professora Magnolia de Aritmancia queria ver meus miolos vazando pelos meus olhos pra fazer aquelas contas malucas, e definitivamente ser DISLÉXICO em MATEMÁTICA não ajuda muito, sabe? E ainda por cima tinha a professora Adelaide, que não ficava feliz se não prevíssemos uma morte lenta, dolorosa e sangrante a cada semana no nosso diário de sonhos. O que na minha situação, convenhamos, estava bem próximo a realidade. E agora tinha também o trabalho de Mancias Antigas...

E eu ainda estava treinando aniamgia nos intervalos livres, e recebera um berrador "Injustamente! u.u" na semana passada da tia Mila me xingando por não enviar os relatórios de treinamento animago; o que, segundo ela, podia resultar em um Mile-Arminho-Troca Peles nada nada seguro. Agora me digam: cês entendem porque meus nervos estão a um dedinho de explodir? É demais pedir uma noite para dormir? Me digam, é errado? EU SOU UM POBRE LUFANO! ='( Preciso dormir pra viver! Isso não é saudável! Fechei meus olhos e me espreguicei ao levantar da cama. O meu quarto continuava a mesma bagunça de sempre. James me mandara uma coruja no meio da aula de TCM de manhã, que me acordou as bicadas enquanto professor Drake tentava socar na nossa cabeça as utilidades de domar hipogrifos selvagens.

Me levantei, respirei fundo e olhei no relógio. Eram cinco horas da tarde. Eu não dormira nem 15 minutos e já tinha que me levantar. Era a hora que James marcara para me encontrar no Comunal. Ah, sim, deixem eu esclarecer: para dar conta das tarefas de casa e não pirar irreversilvemente eu estava fazendo algo bem... Digamos... Não totalmente ou eticamente correto. Tá bom! Tá bom! Confesso, eu estava pagando 4 galeões por semana pra o James fazer os meus deveres. Ok? Pronto, falei. u.ú Mas vejamos pelo lado positivo, eu estava dando um dinheiro útil e digno para ele, estava ajudando sua rehabilitação! São fins para o bem social, não? Assim ele não precisava mais se agenciar nos banheiros da masmorra por dois nuques para sonserinos e grifinórios duvidosos.

Antes de sair do quarto olhei bem para uma jaqueta do Ballycastle sobre o estrado da cama de James, e fiquei curioso. “Quando foi que eu paguei tão bem pra ele conseguir comprar isso?” Apanhei a jaqueta e a examinei com atenção. Não, com três galeões por semana ele não conseguiria comprar aquilo... Era original, e não um produto de roubo do mercado negro da Nereida ou da Ariel. Na verdade desde o ano passado eu já estava reparando que o manolo texugo estava andando com roupas melhores que as minhas, de marca e novas; ser guarda costas da antiga princesa fresca e xiliquenta não rendia tanto dinheiro assim. Eu não podia acreditar que ele tinha caído novamente naquela vida... O Fred estava bancando ele. “Meu Senhor Merlin, salve essa pobre alma lufana na vida perdida que vende o próprio corpo!”

Sai do dormitório e desci para o Comunal lufano. James já estava lá, arrumando a mochila na poltrona perto da lareira. Confesso que ainda é estranho olhar para ele e lembra do caso Maria. Para os esquecidos, no ano passado eu acidentalmente me transformei em menina por uma semana, virei a aluna gostosa de intercâmbio do México, e o James bem, ficou fissurado em mim... Foi depois da desilusão amorosa com Maria que ele tomou o caminho perdido na vida... Era culpa minha, eu me sentia responsável por isso.

- Antes que você fale... Eu já sei, não precisa pedir James. Vou te dar um aumento, seis galeões por semana, ok? – me joguei no sofá, e o lufano me olhou sem entender. – Sei lá, você está me ajudando, e não quero te ver com uma recaída aos velhos hábitos. – o cara me olhou sem entender ainda. – Ah, deixa pra lá! Então se não era sobre aumentos, o que você queria com a carta de manhã? Cara, o professor Drake quase me usou como isca para hipogrifo quando acordei...

Então James começou a repassar as tarefas que eu tinha para fazer (e que eu pagaria para ele fazer), tentei me concentrar no que ele dizia e repassando mentalmente todos os trabalhos que ele dizia para eu estudar. Tá bom, pode até parecer estranho, mas no fim das contas ele tava dando uma força mesmo. Sozinho eu nunca me lembraria de tanta coisa pra fazer.

- Certo... Agora calma aí, como assim você não vai fazer meu trabalho de Advinhação? – parei estático, e o encarei assustado quando ele disse. – Mas mano, eu tô sem tempo! Me diz então qual dessas coisas eu devo desistir pra fazer trabalhos: dormir, comer, assistir aula, ir ao banheiro ou respirar? – outro protesto do lufano. – Cara, eu não tenho culpa se sorteei a pesquisa de Necromancia Romana em Advinhação, e também não tenho culpa se a Orca da Torre quer um relatório prático! Claro que eu não gosto de abrir animaizinhos, mas você é guerreiro ué! Cadê sua guerreirice para dar uma espadada em uma galinha, num sapo ou num bode? – um espadachim que não gostava de ver sangue, cada uma. ¬¬ Embora abrir animais pra ver futuro nas vísceras também não fosse nenhum pouco a minha cara... – Tá certo, eu vou fazer esse trabalho então, mas você vai ter que me ajudar... Que parte você já fez?

O garoto puxou um pergaminho e me mostrou. Pelo menos a parte escrita James já tinha feito, apanhei o papel e comecei a ler. E meu estômago embrulhou ainda mais. “E cadê a sociedade protetora dos animais agora minha gente?” Vacas, elefantes, leões, bodes, ovelhas, ursos, tudo era apto a ser cortado para virar presságios do futuro para aqueles bruxos latinos loucos, desde que tivesse pelo, sangue e tripas. Magia empática, blá blá blá, o elo entre objeto e criatura, entre presente e futuro...

- Calma aí, tive uma ideia manolo! – meus olhos relampejaram e encarei James. – A gente não precisa necessariamente de animais então para prever o futuro. Olha aqui... “A predição necromântica depende do elo de empatia que o ser possui. Não é ser vivo que define a disposição das vísceras animais a advinhar o futuro, mas sim a afeição da criatura e a sua capacidade de transmitir sentimentos.” – de repente uma figura penugenta, fofinha e de olhos carinhosos surgiu na minha cabeça. – Onde mais podemos encontrar coisas felpudas, que transmitem carinho, não sangrem, berrem ou arranhem quando cortamos suas barrigas? – não, os sonserinos não são uma opção. Os olhos de James brilharam quando entendeu o que eu queria dizer. – O dormitório feminino!

E lá fomos nós, escalando a escada que se transformara em um escorregador. Era melhor aquilo do que um banho de sangue com fins acadêmicos! Texugos também são inteligentes, ok? Tomem essas penosos da torre!



... Continues!

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James G. Buckingham
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MensagemAssunto: Re: 15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada   Qui Set 20, 2012 5:13 am




the killer of teddy bears

Oh every time I close my eyes I see my name in shining lights. A different city every night oh I, I swear the world better prepare for when I'm a billionaire --- post 001
tagged: mile davies clothes: click here notes: EEEEEEEYMA, desculpe a demora milenar, ok? E eu sei que o post podia ter ficado melhor, desculpe por isso também. Qualquer coisa eu edito, guri *-*

Ninguém pode dizer que eu sou um amigo ruim. Porque, vamos combinar, onde mais o Mile poderia arrumar um camarada para fazer a lição para ele, já que o pobre texugo não estava tendo tempo nem para comer? Eu, como o leal e preocupado amigo que sou, me ofereci para fazer os deveres para ele, assim nosso texugo campeão poderia se concentrar melhor em coisas mais importantes, como vencer este torneio e levar a Lufa-Lufa à Taça das Casas. Não é culpa minha se ele implorou para me pagar, porque eu sou um amigo muito bom para ele e Mile achava que três galeões por semana era uma boa forma de agradecer pela minha ajuda. Então, não, eu não o chantageei para me pagar, de forma alguma.

Mas tudo bem, eu tava conseguindo levar numa boa. Agora que estava em Hogwarts, eu me sentia de férias. Acredite em mim, eu prefiro fazer todas aquelas matérias doidonas de magia do que fazer aquele maldito treinamento real que parece não acabar nunca. Sem contar, claro, o chinês doido das frutas. Tudo bem, confesso que a técnica era boa, mas eu me sentia tão cansado durante as férias que tava... Foda. Então, é, pegar o dever do Mile para fazer, e ainda por cima ganhar dinheiro com isso, estava sendo legal.

Estava. Até aquela mula pegar um dever ferrado de Adivinhação. Eu já tinha visto de tudo em Hogwarts, mas aquela professora havia pedido uma coisa realmente... Esquisita até para os padrões hogwartinos. Enviei uma coruja para o Mile na mesma hora, marcando um horário no comunal com ele, porque meu amigo agora é assim, só com hora marcada.

E tudo bem que mandar coruja para Mile marcando de encontrar comigo era estranho, BEM estranho, ainda mais depois daquela revista... Suspeita. Depois que li a segunda edição, olha, eu tenho me esforçado mais do que nunca para fingir que a tal da Maria NUNCA existiu e que eu NUNCA tinha cantado ela. ELA, ENTENDERAM? EU NÃO CANTEI O MILE, PELO AMOR DE SANTO CRISTO! Juro que quando li aquilo, eu quis me atirar da torre da Corvinal e depois mastigar vidro e pregos só para me castigar. Ô vida de merda eu tinha. E, para tudo ficar ainda melhor, a anta do jornal ainda vem inventar essa de "Gangue do Unicórnio". OLHA O NOME MANO! UNICÓRNIO! Se fosse um bando de Julliet correndo por aí, era compreensível, mas enfim... Primeiro o mal entendido do ano passado com Fred, Anny, Cathe e eu no banheiro, agora deram pra inventar que estamos fazendo uma suruba masculina nos banheiros suspeitos desse castelo. Oh, Merlin, me queime, por favor, é melhor do que essa vida. Enfim, depois eu faço sobre essa confusão toda, foco nos trabalhos, foco!

Estava sentado no sofá com um monte de livros, pergaminhos e sapos de chocolate jogados sobre a mesinha, enquanto esperava o Mile chegar. Havia um sapo pela metade dentro da caixinha, porque depois de ler sobre o trabalho de Adivinhação, eu tenho tido dificuldade para comer sapos de chocolate novamente.

- Antes que você fale... Eu já sei, não precisa pedir James. Vou te dar um aumento, seis galeões por semana, ok? - e Mile chegou, já falando sobre coisas que eu não entendia. Não ia pedir aumento, mas já que ele quer... Viram como foi ele quem implorou para eu aceitar o pagamento?
- Aumento? Mas... Por que? - eu sei, devia ter ficado calado, hipogrifo dado não se olha o casco, mas sei lá né.
– Sei lá, você está me ajudando, e não quero te ver com uma recaída aos velhos hábitos. – ok companheiro, agora eu não entendi nada mesmo. Que velhos hábitos? – Ah, deixa pra lá! Então se não era sobre aumentos, o que você queria com a carta de manhã? Cara, o professor Drake quase me usou como isca para hipogrifo quando acordei... - eu sacudi a cabeça e dei de ombros. Nunca, mas NUNCA em sua vida tente entender a mente de Mile Davies, você pode enlouquecer com isso.
- E ele está certo, você tem um trabalho sobre adestramento de hipogrifos para essa sexta, mas eu já tenho metade dele feito. - eu indiquei o rolo de pergaminho mais próximo - E aqueles ali - apontei para dois livros abertos do outro lado da mesa - São para aquele trabalho doido de Runas Antigas. Cara, seu professor pegou muito pesado com seu texto. Eu o traduzi, mas acho melhor você dar uma olhada, porque não tenho certeza se os maias teriam deixado registrado "meu pônei é mais crocante". - Runas Antigas, nunca, NUNCA vou entender também - Certo, e seu trabalho de Feitiços foi fácil, são poucos os feitiços rastreadores que existem, então você vai conseguir decorá-los fácil para a prova da semana que vem. - eu apontei o outro pedaço de pergaminho perto dos livros e então respirei fundo - Posso terminar o do professor Drake, mas cara, seu trabalho de Adivinhação eu não faço. - eu dei de ombros e me encostei no sofá.

Ah, e é claro que Mile fez aquela cara de desespero dele. Poxa, pesquisar feitiços, decifrar runas e descrever como se adestra um hipogrifo eu faço, mas destrinchar animais? Sai dessa vida, Mile.

- Certo... Agora calma aí, como assim você não vai fazer meu trabalho de Advinhação? – Mile ficou me encarando e eu dei de ombros novamente.
- Não rola, mano. É esquisito demais, sinto muito, mas te vira, amigão. - eu dei um tapinha no ombro dele, e só depois me toquei de que era contato demais. Nada de contato físico, nem encosta, James!
– Mas mano, eu tô sem tempo! Me diz então qual dessas coisas eu devo desistir pra fazer trabalhos: dormir, comer, assistir aula, ir ao banheiro ou respirar? – é, a fofoqueira acertou no "Mile para Drama Queen".
- Já falam que você é anoréxico, comer não é mais preciso então. Banheiros... Esqueça essa coisa de banheiro, use fraldas. E eu ouvi falar de uma poção energética, posso te arrumar algumas, é só o que tenho ao meu dispor. - eu dei de ombros, mas pela cara do Mile, não adiantou nada - Cara, olha o seu trabalho! Destripar animais! Não tinha nada melhor não, hein? - como, por exemplo, prever o futuro nas curvas femininas...
– Cara, eu não tenho culpa se sorteei a pesquisa de Necromancia Romana em Advinhação, e também não tenho culpa se a Orca da Torre quer um relatório prático! Claro que eu não gosto de abrir animaizinhos, mas você é guerreiro ué! Cadê sua guerreirice para dar uma espadada em uma galinha, num sapo ou num bode? - eu dei um tapa na cabeça dele, abusado.
- Olha como fala. Minha guerreirice é para ser usada contra quem sabe se defender. Não vou dar espadada em galinhas indefesas e inocentes. - eu revirei os olhos e cruzei os braços. É hora agora, sair desbuchando galinhas!
– Tá certo, eu vou fazer esse trabalho então, mas você vai ter que me ajudar... Que parte você já fez? - eu puxei o pergaminho maior para o Mile e tentei não ler sobre aquilo de novo, porque já sentia meu estômago embrulhando.

Fala sério, existem milhares de maneiras de prever o futuro, e por mais bruxo e louco que seja essa coisa de magia... Eu duvidava muito que desse para prever o futuro olhando as tripas de animais. O máximo de futuro que poderíamos prever era a quantidade de merda que o animal ia fazer.
Mile correu os olhos pelo pergaminho, e eu podia jurar que estava vendo meu amigo ficar levemente verde.

- Calma aí, tive uma ideia manolo! – o guri me encarou com aquela cara de quem havia feito a maior descoberta do mundo – A gente não precisa necessariamente de animais então para prever o futuro. Olha aqui... “A predição necromântica depende do elo de empatia que o ser possui. Não é ser vivo que define a disposição das vísceras animais a advinhar o futuro, mas sim a afeição da criatura e a sua capacidade de transmitir sentimentos.” - eu fiz uma careta. Tá, não captei a mensagem... – Onde mais podemos encontrar coisas felpudas, que transmitem carinho, não sangrem, berrem ou arranhem quando cortamos suas barrigas? – eu ainda não conseguia entender todo aquele entusiasmo do Mile, a única coisa felpuda que não se importava em ser toda rasgada que eu conhecia era... Aaaah, saqueeeei. Mile, menino gênio! – O dormitório feminino!

Eu quase saltei por cima do sofá quando ele disse aquilo. Haviam duas coisas positivas aqui. Primeiro: iriamos invadir o dormitório feminino, as chances de encontrarmos a April, ou a Gwen, ou a Anni, ou a Aurora ou a Melanie peladas eram grandes. April principalmente. Segundo: faríamos o trabalho sem fazer sujeira, mas isso não era importante.

O que era importante, no momento, era descobrirmos como faríamos para entrar no maldito dormitório! Porque já era a quarta vez que aquela droga de escada virava um escorregador e Mile e eu rolávamos de volta ao chão do comunal.

- Isso é injusto! - eu retruquei, enquanto empurrava a perna do Mile de cima de mim - Pra que tanta proteção? Não tem essa para o dormitório masculino. O que eles acham que somos? Garotos maníacos por sexo? - eu retruquei, e tentei fingir que não ouvi o Mile resmungar sobre aquele maldito dia - Mas dá pra esquecer isso? Por Merlin, nunca aconteceu, nunca aconteceu... - eu repetia mais para mim mesmo, o trauma ainda é grande, oh pai. Eu cocei a nuca, tentando pensar melhor numa forma de invadir aquele lugar. Porque agora era questão de honra! - Nunca vamos conseguir subindo essas escadas, a única forma de entrarmos é voando. - espera aí... GÊNIO! Rapidamente, puxei minha varinha do bolso da calça e a apontei para Mile - Levicorpus! - não foi exatamente o que eu esperava, já que a força do feitiço foi meio grande e Mile foi puxado para cima pelo calcanhar, e aposto que o baque que ouvi foi da cabeça dele no chão - Ouch, desculpe. - eu ignorei os resmungos dele e me concentrei melhor no feitiço, até que consegui deixar o texugo deitado no ar e guiá-lo até a maçaneta dos dormitórios.

Mile abriu a porta e eu o guiei para dentro e então tomei impulso, correndo escada acima, e é claro que ela virou rampa novamente, mas desta vez, Mile me segurou e me jogou para dentro do dormitório. Acabei rolando e batendo com a cabeça em uma penteadeira, e uma caixinha com um pó branco caiu em cima de mim, me fazendo espirrar instantaneamente. Mas, fora isso, estava tudo bem.

- Okay, barra limpa, nenhuma garota. - infelizmente, pensei. Eu me levantei, sacudindo a cabeça e batendo as roupas para me livrar do pó branco, só quando ouvi Mile me chamar é que me lembrei que ele ainda flutuava - Ops, desculpe. Liberacorpus. - e Mile despencou com tudo no chão, fazendo mais barulho. A julgar pela cara mortal que ele fez para mim, deve ter doído - Acho que preciso praticar mais esses... - eu abri um sorriso amarelo para ele e virei as costas antes que Mile voasse em meu pescoço - Certo, então, vamos caçar. - eu me dirigi para as camas, acho que as meninas guardam ursinhos de pelúcia lá, né?

Mas vamos deixar claro que "ursinho de pelúcia" é apenas um termo. Haviam quatro camas no dormitório, cada uma com um "ursinho" de pelúcia. Uma bola rosa com tentaculos (o que julguei ser uma imitação doida de um polvo), uma raposa sem boca, um coelho cinza com as orelhas maiores do que ele e um gato... Sorridente e listrado de roxo e rosa.

- Nunca, mas eu nunca vou conseguir entender esses brinquedos de menina. Um gato rosa que sorri? - eu cutuquei o gato, achava que bichos de pelúcia deviam ser bonitinhos, fofinhos e tal, mas aquele ali... - Você leva esse gato demoníaco, eu levo aqueles ali. - me prontifiquei a pegar o coelho e a raposa, já que eles pareciam menos anormais, vai que os bichinhos são mágicos e tem um sistema doido de anti-roubo? Eu não queria descobrir o que o Gato do Demo ou o Polvo Meigo seriam capazes de fazer.

Deslizamos pela rampa ao voltarmos para o comunal, colocamos os bichos sobre o sofá e então eu puxei minha espada. Não era uma cena muito inspiradora, um garoto apontando uma espada afiada para quatro bichinhos bizarros de pelúcia, mas quem liga?

- Certo, devo despedaçar qual primeiro para você prever o futuro? - eu juro que tentei não imaginar o quão ridículo seria se a tia Helga chegasse ali e encontrasse dois texugos machos brincando de espadas com bichos de pelúcia. Oh, Merlin, tem cada uma.

made by wendy
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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: 15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada   Sab Set 29, 2012 7:20 pm

Badgers rippers

Necromantic Arts


Você sabe que uma coisa não vai acabar bem quando ela não começa exatamente bem. Dito isto vamos aos fatos: ok, eu sei que o maldito jornal de fofocas voltara novamente a me difamar. E o pior acontecera. Eu e Angus havíamos estampado uma das páginas com o causo da poção do ano passado; María nunca existiu e agora eu sofreria bullying pelo resto da minha pobre vida lufana. E James agora sabia que tinha me assediado. Mas uma decisão eu tomara: fingir que a revista não existia, e ficar quieto. Não dar bola. Na última fofoca sobre eu ter agarrado a Gwen, eu tentara explicar as coisas, mas a situação só piorara e o povo comentara mais e a fofoca só se espalhara; a solução era fingir que não era comigo... Neste exato momento eu estava apoiado com os pés nos ombros do James, tentando alcançar o piso do dormitório das meninas, já que a escada não nos deixava passar.

- Eles fazem isso... Arf... Porque meninas são mais vulneráveis que nós. – James protestou. – Alguns garotos por aqui são realmente tarados maníacos, não é mesmo? – acrescentei nervoso, e eu falo isso com a experiência de ter sido uma líder de torcida mexicana caliente quase molestada. – Nunca aconteceu, certo... Agora pára de falar e me empurra logo! – mas não deu certo e desci a escada escorregando. – Não vai dar certo mesmo, acho que podíamos tentar pedir pra alguma menina... – tarde demais, o James puxou a varinha afobado, e antes que eu pudesse me defender, ele me enfeitiçou. – DROGA, JAMES! – praguejei enquanto uma força puxava meus calcanhares e eu flutuava para cima. – AUGHT! – não, isso não foi um grito de dor digno. – Doeu! – gemi em protesto, vendo três James de ponta cabeça.

Mas uma porta estava a minha frente, e apenas estendendo a mão, consegui abrir a porta do dormitório feminino. Ok, minha primeira impressão é de que meninas são mais organizadas e limpinhas do que nós meninos. Camas arrumadas, tudo perfumado, chão sem meias sujas, e por que o quarto delas é maior? OK PRODUÇÃO! PÓ’ PARÁ! Por que nós meninos fomos jogados num chiqueiro? Preconceito o nome disso ae hein... ò.Ó Escutei passos rápidos, e reparei que James tentava subir o escorregador num impulso. Antes que o menino escorregasse de volta, estendi a mão e o puxei para dentro do dormitório. “Hora da vingança! Muahahaha!” Usei um pouco mais de força e o arremessei contra um penteadeira.

- Dá pra parar de se maquiar e começarmos logo, Branca de Neve? - eu ri do menino com um pó branco na cara. - Nenhuma garota, agora temos que ir rápido. Certo, agora tu podia me desazarar né? Acho que consigo ajudar melhor se não estiver enfeitiçado. – e novamente colidi meu crânio contra o chão. – AUUUUUUU! – essa sim doeu, e se eu não sofri uma concussão cerebral agora, nunca mais sofro. Lancei um olhar fulminante para aquele projeto de lufano. – Eu acho que você precisa é tentar parar de me fazer sofrer um traumatismo craniano, seu louco!

Me levantei e comecei a olhar para a cama das meninas por ali. Seria errado eu apanhar uma roupas íntimas das lufanas...? FOCO MILE! FOCO! E antes que vocês pensem que eu sou um menino tarado, entendam que eram para fins comerciais. Eu não sou desse tipo de cara tarado... Ok, talvez de umas corvinas ou grifinórias pra divertir. E DA PRA PARAR DE PENSAR NISSO MILE???? Ok, eu tava sabendo que o Morgan tava louco por texugas, ele iria pagar bastante por um item daqueles. O mercado negro da Ariel não tinha daquilo... Eu acho.

Olhei de relance para cima das camas e reparei num amontoado de coisas coloridas, penugentas, sorridentes, com olhinhos pedindo carinho e um abraço, me encarando. Tinha uns mais peludos, outros menos felpudos e maiores. Mas todos eram animais. “Ursinhos” efetivamente encontrei apenas um com uma plaquinha com coração escrito Teddy, em cima de uma cama com uma mochila que parecia ser a da Melanie.

- Um belo conjunto de espécimes temos por aqui... – avaliei like a boss, tentando ver qual deles dariam bons presságios. – Você tá falando do gato, mas é porque não viu esse tigre sorridente do rabo espiralado. – falei, segurando meio sem jeito pela ponta do rabo e encarando uma criatura listrada em laranja e preto, com o nome criativo de “Tigrão”. – Hey! Por que eu tenho que levar o gato satânico do mal? Eu podia levar o panda simpático ou o lêmure de rabo anelado... – protestei. James agarrou uma raposa e um coelho de barriga rosa. Segurei o gato que ele me jogou, um polvo roxo e... – Você também vem, ô da trombinha, mal dia pra você... – e apanhei uma terceira pelúcia cinza, que talvez fosse um elefante, um hipopótamo ou um porco cheio de amor pra dar, do lado de uma onça parda muito suspeita, de cima da única cama em que não mexemos.

Desci as escadas escorregando e depositei os ursinhos no sofá em que James jogara os outro dois. Certo, tínhamos as amostras, agora precisávamos das vísceras deles pra ler o futuro. Apanhei o pergaminho e reli as instruções de como proceder. James sacou a espada e apontou para os bichos.

- Calma, você não deve despedaçar nenhum ainda, seu louco! Tem todo um procedimento metodológico, tá aqui, tu não leu? – mostrei o pergaminho pra ele. – “Romanos degolavam seus animais dentro de círculos necromânticos antes de eviscerá-los para garantir maior chance de sucesso na predição.” Seu carniceiro, dã! – dei um tapa na nuca do James e me aproximei. – Vamo fazer a coisa direito. Certo, acho que eu devo começar... O trabalho é meu. – primeiro risquei com um giz branco um círculo no chão "Macumbeiro é a vó! Ò.ó" e saquei uma faquinha de passar manteiga em pão de dentro do bolso, sob o olhar espantado do James. –Ué? Só você pode andar por aí portando armas brancas agora? – cada uma viu...! – Esfaqueamento no buxo é o que há, manolo! É só uma faca, mas acredite ela já me salvou de um gárgula manco, dois trolls da floresta, um vampiro transilvânico e uma gangue de sonserinos sangrentos... Sem perguntas! As histórias ficam pra outro dia... Agora vamos voltar ao trabalho.

Apanhei a faca e peguei a raposinha laranja, de cauda fofinha e macia. Segurei ela de frente pra mim e coloquei a lâmina sobre a garganta do bicho de pelúcia. O focinho dela era meio rosa, e os olhos castanhos me encararam como se dissessem “Eu quero te amar! *---*”. Comecei a suar frio... Certo, tentei forçar a lâmina para degolar o bichinho de pelúcia. “Eu consigo... Eu consigo! Vamos Mile...”. E por que ele tinha que fazer aquela carinha de dó e carinho? Meu Deus, ele era um pobre bichinho inocente e carinhoso!!! x.x

- MERLIN! EU NÃO CONSIGO!!!! – joguei a raposa para James, e cai de joelhos com vergonha, o outro lufano estava as gargalhadas. – Tenta você, vai sabichão. Mas não olhe diretamente pra esse ser demoníaco, o bicho é fofinho e bonitinho demais! – e estavam descoberto o mecanismo de defesa daqueles seres.

James seguiu minhas dicas e não olhou diretamente para o bicho, desceu a espada sem pensar duas vezes. O barulho de pano e enchimento macio se rasgando encheu a sala. “HA! EU VI! O James deixou uma lágrima escorrer! =P” Me aproximei, olhando de cima, ainda meio receoso e desconfiado do bicho de pelúcia se levantar e sair me perseguindo tipo zumbi.

- Agora abrimos o cadáver. – me abaixei quando o bixo não se mexeu. “Oh really?”Com todo o cuidado... – enfiei a faquinha o buraco do pescoço e sai rasgando toda a barriguinha peludinha e apertável do bicho. – Não é que eu me importe de eviscerar eles James, só não gosto de matá-los. A mesma coisa na aula de poções, eu não me importo em tirar fígado de salamandra quando elas já estão mortas. – tudo bem que bichinhos de pelúcia não são tecnicamente vivos, mas enfim. – Agora me passa aí o livro de Advinhação... – apanhei o volume que o texugo me jogou. Apanhei um monte de enchimento de algodão na mão e tentei achar sentido naquilo. – Bom... Segundo o livro, isso tá parecendo uma nuvem... “Evite espaços aéreos”, escutou né? Sem quadribol pra mim nas próximas semanas... – apanhei outro amontoado de enchimento. – Um pêssego... Deixa eu ver... “Competições devem ser evitadas”, impossível! Daqui há alguns meses temos a próxima etapa do torneio... E isso parece um arbusto, ou outra nuvem, “Contato físico com o sexo oposto”, aí sim vi vantagem! HA! – e era aquilo que a raposa tinha a me informar. – Vou anotar esses presságios, tenta você agora James, até que é divertido. – apanhei o polvo roxo, o trouxe para dentro do círculo no chão, em que eu estava sentado de pernas cruzadas, não olhei e rapidamente o esfaqueei. – Tá vendo, eu aprendo rápido, esse é por minha conta... – e joguei o corpo do bicho pra James.

Estão vendo como é fácil, cambada? Nada mais lúdico e divertido para uma vida acadêmica saudável do que fazer corretamente seus deveres de casa como um bom texugo estripador de bichinhos de pelúcia! ;D



... Continues!

Toca Lufana 1º SubsoloHogwarts



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James G. Buckingham
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MensagemAssunto: Re: 15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada   Qua Nov 14, 2012 4:07 am




the killer of teddy bears

Oh every time I close my eyes I see my name in shining lights. A different city every night oh I, I swear the world better prepare for when I'm a billionaire --- post 002
tagged: mile davies clothes: click here notes: putaquepariu, 50 anos pra fazer e fica esse cocô. desculpa eym, de verdade .-.

Nunca imaginei que um dia precisaria roubar bichinhos de pelúcia para sobreviver. Ok, não era exatamente "sobreviver", mas era para fazer um trabalho... Que não era meu. Bom, eu era um bom amigo, então eu estava lá roubando bichos de pelúcia demoníacos de meninas (e eu AINDA não entendo como elas conseguem amar essas coisinhas assustadoras!) pra ajudar o Mile, então isso devia valer alguma coisa. E estava até pronto pra fazer o restante do trabalho sujo pra ele.

- Calma, você não deve despedaçar nenhum ainda, seu louco! Tem todo um procedimento metodológico, tá aqui, tu não leu? – ele me mostrou o pergaminho com as anotações “Romanos degolavam seus animais dentro de círculos necromânticos antes de eviscerá-los para garantir maior chance de sucesso na predição.” Seu carniceiro, dã! – levei um tapa na cabeça de graça. Tipo, qual a diferença? Íamos matar coisas não-vivas de qualquer forma, de que importa se seria cortando ao meio ou arrancando a cabeça fora primeiro? – Vamo fazer a coisa direito. Certo, acho que eu devo começar... O trabalho é meu.
- É, o trabal- - eu me calei assim que vi aquele doido desenhando um círculo com um giz no chão. A pior parte veio logo a seguir: Mile tirando uma faquinha de manteiga de dentro das vestes - Mas que por...
– Ué? Só você pode andar por aí portando armas brancas agora? – eu mantive minha cara de "dafuq?" pra ele, afinal, eu carregava uma ESPADA, algo muito mais nobre e digno do que uma... faquinha de pão – Esfaqueamento no buxo é o que há, manolo! É só uma faca, mas acredite ela já me salvou de um gárgula manco, dois trolls da floresta, um vampiro transilvânico e uma gangue de sonserinos sangrentos... Sem perguntas! As histórias ficam pra outro dia... Agora vamos voltar ao trabalho. - eu realmente achei melhor nem perguntar, nem hoje e nem outro dia.

Mile agarrou a raposa de pelúcia e apontou a faca pra ela. Por um instante, imaginei que meu macho amigo texugo iria fazer uma cara psicótica e descer a faca no pescoço do bicho...

Claro que eu estava errado.

- MERLIN! EU NÃO CONSIGO!!!! – Mile me atirou a raposa e eu a agarrei no ar, gargalhando até sentir minha barriga doer, enquanto Mile se encolhia no chão.
- Não acredito nisso. Mile, é um bicho de pelúcia! - eu voltei a rir, enquanto girava a pelúcia nas mãos.
– Tenta você, vai sabichão. Mas não olhe diretamente pra esse ser demoníaco, o bicho é fofinho e bonitinho demais! - eu revirei os olhos e encarei a raposa.

É, olhos sem vida realmente fofos. Droga.

Eu sacudi levemente minha cabeça e desviei os olhos daquela expressão totalmente apertável da raposa do demônio. Puxei minha espada e sem pensar duas vezes, arranquei fora a cabeça do bicho. Ao ver o monte de enchimento se espalhando, eu larguei o que restava da cabeça da raposa no chão, ela rolou um pouco, e ainda sorria. O que era três vezes mais assustador: uma cabeça de raposa degolada sorrindo docemente. Cruzes.

- Agora abrimos o cadáver. – eu pisquei algumas vezes e desviei os olhos da cabeça da raposa, observando o Mile se aproximar com cuidado do restante do bicho – Com todo o cuidado... – e então ele enfiou a faca no bucho do animal.
- Hey, pra estripar o bicho você não tem dó, né? - eu retruquei, afinal, ele tinha feito o maior drama pra arrancar a cabeça da raposa, mas não havia cerimônia alguma pra tirar as tripas dela. Digo, tripas não, enchimento. Ah, vocês entenderam.
– Não é que eu me importe de eviscerar eles James, só não gosto de matá-los. A mesma coisa na aula de poções, eu não me importo em tirar fígado de salamandra quando elas já estão mortas. – mas a raposa não estava... Okay, eu não vou comentar sobre isso, vou apenas revirar meus olhos – Agora me passa aí o livro de Adivinhação... – eu taquei o livro com toda a força que pude no Mile, vai que consigo acertar aquele cabeçudo e ele volta a funcionar.

Infelizmente, não era meu dia de sorte.
Mile começou a folhear o livro e a mexer no enchimento da pelúcia. Pegou um amontoado dele na mão e ficou analisando, comparando com desenhos do livro.

– Bom... Segundo o livro, isso tá parecendo uma nuvem... “Evite espaços aéreos”, escutou né? Sem quadribol pra mim nas próximas semanas... – mas... Tudo pra mim parecia nuvem! – Um pêssego... Deixa eu ver... “Competições devem ser evitadas”, impossível! Daqui há alguns meses temos a próxima etapa do torneio... E isso parece um arbusto, ou outra nuvem, “Contato físico com o sexo oposto”, aí sim vi vantagem! HA! – pêssego? Arbusto? Comassim? Pra mim ainda era um monte de nuvens! – Vou anotar esses presságios, tenta você agora James, até que é divertido. – Mile arrastou o polvo para dentro do círculo de macumba e estrinchou o pobre infeliz, eu fiz uma careta – Tá vendo, eu aprendo rápido, esse é por minha conta...
- Pobre polvo, nem teve chances de se defender. - eu brinquei, enquanto me sentava no chão e pegava os restos mortais do pobre bichinho.

Puxei o livro do colo do Mile e joguei todo o enchimento do polvo a minha frente. Okay. Nuvem. Nuvem. Outra nuvem. Nuvem. Nuvem. Mais uma nuvem. Nuvem. Nuvem. Isso é uma... Nuvem...

- SÓ TEM NUVEM NESSA PORRA! - eu xinguei, batendo minha mão contra o amontoado de enchimento, fazendo-o se espalhar melhor pelo chão - Não me peça calma, você quer que eu veja meu futuro em um monte de... - me calei assim que vi um desenho esquisito - Espera, olha. Isso é uma... Batata? - grande diferença entre batatas e nuvens de algodão, James. Parabéns - Acho que é sim, espera. - eu folheei o livro até que encontrei uma descrição - "Batatas podem significar um fardo pesado", claro, muito sentido, um saco de batatas não é nada leve. - eu retruquei e voltei a olhar os desenhos de algodão no chão - Isso parece uma torre, segundo o livro significa... Mudanças drásticas nos meus planos. - eu cocei minha nuca, desconfortável - Como se eu tivesse algum plano, puff. - dei mais uma olhada no algodão e quase praguejei quando vi ali uma coroa. Sem falar nada para Mile, eu procurei no livro o que poderia ser, e como eu temia, significava liderança. Engoli em seco várias vezes - Ahm? Nada, achei que tinha visto mais alguma coisa. Mas aposto que não tem como uma cereja se encaixar nisso, se bem que "Dinheiro chegando" seria um presságio que eu gostaria de ter, haha. - eu tentei mentir, enquanto fechava o livro e o passava de volta para Mile. Puxei o coelho pela orelhona e o ergui no ar - Quer tentar ver mais alguma coisa? Aposto que essa barriga inchada do coelho esconde muitas coisas sobre seu futuro. - disse naquela voz de clima de terror, o que acabou me fazendo rir depois.

E eu só esperava que essa coisa toda de prever o futuro em enchimento de bicho de pelúcia não funcionasse, caso contrário... FUUUUUUU JAMES!

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Mile Davies
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MensagemAssunto: Re: 15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada   Sex Nov 16, 2012 1:16 am

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Comecei a rabiscar o pergaminho com os presságios da raposa feliz que eu eviscerara. Apoiei o queixo na mão e olhei perdido pra o canto da Toca, pensando na melhor palavra pra descrever. “Risco de acidentes aéreos” era abrangente demais, a Orca da Torre ficaria mais contente com “Trágico capotamento em voo e braço quebrado durante o treinamento de Quadribol”. Sim, era muito melhor! Olhei de relance para James, que analisava o recheio do polvo degolado.

- Você definitivamente não tem a mínima capacidade de abstração mano. – arqueei a sobrancelha quando o lufano começou a dar um chilique por só ver nuvens. – Fica calmo! Se você só vê nuvens, eu posso escrever que vai cair um meteoro no castelo, daí teremos um acidente aéreo em massa aqui em Hogwarts e... – o menino tinha parado para ver uma forma. – O que ‘cê tá vendo? – fucei curioso, espiando por cima do ombro dele. – Ou pode ser um inhame, uma beterraba, uma mandioca... Qualquer tubérculo se encaixa nessa forma aí. – James continuou achando que era uma batata.

Voltei a escrever, enquanto ele falava aleatoriamente sobre “Mudanças de planos”, que no meu trabalho se converteu em “Viagem não planejada para o triângulo das Bermudas.”. Daí o menino ficou quieto e continuou analisando o estofo do polvo. Cocei a cabeça encarando as três pelúcias sorridentes, coloridas e abraçáveis na minha frente, qual deles seria o próximo...?

- E aí, o que mais temos? – perguntei depois de um longo tempo de silêncio do menino. James começou a rir nervoso e falou em dinheiro chegando. – Isso significa... – comecei a reescrever no pergaminho. – Que vou “descobrir... alguma... arca do tesouro... pirata... escondida”. – coloquei um ponto final. – Vamos ao próximo? – foi James quem escolheu a próxima vítima.

Um coelho de barriga rosa. Segurei ele pelas orelhas e o puxei para o meu colo, eu estava sentado de pernas cruzadas no chão, e dessa vez não olhei diretamente pra o bichinho e enfiei a faquinha no pescoço da pelúcia, talvez tenha sido a força ou a maneira como apliquei o golpe, mas o bicho deu um gemido baixinho...

- SANTO MERLIN! Esse tava vivo! – joguei a criatura pra James. – Você não ouviu? – eu encarava o bichinho de pelúcia de olhos arregalados e apontava pra ele tremendo. – Essa criatura é das trevas! Não encosto mais nele!

Não, eu não estava ouvindo coisas. O texugo rolava no chão com o bichinho degolado as gargalhadas, enquanto eu tremia contra o sofá do comunal. James se dedicou a estudar o coelho rosa, enquanto eu esfolava o elefante/ser-não-identificável-cinza-e-com-nariz-longo. Que, após degolado, mostrou muitas formas diferentes (ou tão diferentes quanto a minha fértil imaginação permitia) de vísceras de algodão.

- Você tá falando isso, mas é porque não tá vendo esse caldeirão. – e apontei pra o monte de estofo eviscerado, que podia também ser outra nuvem ou até outra batata. – Que segundo o livro é... “Evitar ingerir coisas sem procedência.” – ok, eu não li isso. – Certo, acho que esse ursinho devia ter me dito isso no ano passado. – abstrai, abstrai! Você não quer relembrar o causo fatídico. x.x – Mas esse chumaço aqui pode bem ser uma árvore... E isso significa... Hun... “Aventuras inesperadas na floresta”. Uau! Finalmente algo coerente por aqui... – James estava rindo com alguma coisa que tirara da barriga do coelho rosa. – Que foi? – certo, o manolo tá cheirado e eu estava pensando seriamente em interná-lo numa rehabilitação. Daí ele me mostrou o que tinha feito o barulho quando esfaqueei: uma bombinha interna pra fazer barulho quando o bicho era apertado. “Não deixa de ser obra do Tinhoso. u.u” Dei um muxoxo e revirei os olhos. – E essa última forma é uma ampulheta. – James virou a cabeça tipo a menina do exorcista. – “Evite mexer no tempo”. Tá vendo? Os mistérios do futuro dizem que eu continuarei sem dormir e você tem que continuar fazendo os meus deveres.

James estava terminando o trabalho com o coelho rosa, e finalmente apanhei o último ursinho que havíamos sequestrado. O gato do sorriso demoníaco que James não conseguia olhar. Dessa vez inovei, e depois de degolá-lo, rasguei ele pelas costas. Tudo bem que se fosse um gato de verdade, eu jamais faria aquilo, mas era mais rápido e estávamos terminando.

- Bom, já que você perguntou, aqui temos uma vela. – bom, era o estofo cilíndrico do rabo do gato, fazer o que? – “Você causará incêndios acidentalmente” Oh really? Conte-me mais, Sr. Óbvio! – joguei o estofo de lado e analisei outra massa, James deu uma sugestão. – Uma estrela? Cara, e eu achei que o da imaginação fértil aqui era eu. Tava vendo um biscoito natalino aí... Bom, isso significa ou “Encontrar muitos presentes embaixo da minha guirlanda de pinhões” ou “Provações e desafios no seu futuro emprego”. Tá certo, parei, quero mais brincar disso não! – me afastei rapidinho, com os olhos arregalados. – Tipo, como esse gato sabia que eu quero ser caçador de tesouros? – apontei pra cabeça do gato sorridente com o dedo tremendo e a voz três décimos mais aguda. – Bom, ainda bem que terminamos, acho que isso deve dar pra o trabalho. A Adelaide não vai ligar se eu errar um pouquinho, ela vive falando que a gente ainda não vê com a clareza do terceiro olho, que cá entre nós, tenho esperança de nunca ver.

Me levantei e apontei a varinha pra os bichinhos rasgados, enquanto James limpava o círculo desenhado no chão.

- Reparo! – os pedaços das pelúcias rasgadas se recomporam... Não exatamente na ordem desejada, mas... – Tá bom assim, ninguém vai perceber. – um olho faltando, um tentáculo na cabeça da raposa de pelúcia, tromba saindo no rabo do gato e estofo vazando pelo focinho do coelho. – Detalhes... Mano, tô quebrado. O que será que fizeram pra o jantar? – olhei pra o relógio de pulso, já era hora de comer. – Espero que tenha espaguete hoje. Vamos?

E saímos para a refeição da noite, que por alguma incrível incoerência do destino, tinha que ser justamente picadinho de miúdos de enguia e fígado de alguma criatura desconhecida. Meu estômago embrulhou e notei que James, assim como eu, deu preferência para uma saudável e nutritiva salada de rúcula, alface, tomate e cenoura. Quando deitei a cabeça no colchão, finalmente, após voltar para a Toca, escutei um grito vindo do quarto das meninas, mas estava tão cansado que nem o pesadelo com ursinhos Frankestein e pelúcias zumbis me incomodaram... Até que eu acordei.



... Finish (?)

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15.11.1805 - Badgers Rippers - RP Fechada
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