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 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian

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Selene Von Maydell
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MensagemAssunto: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Dom Set 16, 2012 11:20 am




 


Another day has gone


I'm still all alone





Informações:
 

Data: 26 de Outubro
Período: Noite
Participantes: Bastian e Selene




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Selene Von Maydell
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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Dom Set 16, 2012 11:21 am




 


Another day has gone


I'm still all alone





Post 01:
 

Eu era lobisomem à muito tempo, mais do que eu gostaria e durante anos, durante a maior parte desse tempo eu passava as noites de lua cheia sozinha, passei algumas noites de lua cheia em Hogwarts junto com um dos alunos e antes disso Drake, ao descobrir o que eu era ficara comigo, no ultimo ano também eu me transformei em grupo, junto com o bando de Bastian e foi o melhor ano para mim, porém, agora as coisas tinham voltado ao que era antes, cada um em seu canto e eu voltara a me transformar no porão da minha casa, bem trancada, mantendo todos seguros, mas logico que a minha besta não gostara nada disso e se machucara cada vez mais ao tentar escapar das grades, pelo visto ela tinha gostado de viver livre, bem, quem não gostava?

Não era a primeira noite de lua cheia daquele mês o que significava que meu corpo estava mais machucado do que eu gostaria, mesmo que lobisomens não fossem mais mal visto, eu não gostava de andar com minhas cicatrizes descobertas, então odiava me machucar, por isso comecei a pensar em uma solução alternativa para aquilo, foi quando eu me lembrei da floresta, da caverna, onde eu me transformava com o bando ano passado, quando os lobisomens eram caçados, a caverna era segura, eu sabia disso, talvez fosse essa a solução e de certa forma eu sentia saudades da época que eu não me sentia tão sozinha nessa fase da lua.

Peguei uma roupa extra e então aparatei proxima a caverna, andando até esta, tinha que ser rápida que logo iria escurecer a lua surgir, tinha ido tantas vezes para aquela caverna que eu rapidamente conseguia achar o caminho até ela e corri entrando nessa, faltava ainda um tempo para a lua surgir, mas seria bom já conferir sobre a segurança do lugar, ter certeza que eu não fugiria, coloquei minha roupa em um canto e fui verificar as passagens da caverna, ela continuava da mesma forma, toquei suas paredes, era como acreditar por um momento que em breve encontraria de volta alguns dos lobisomens que transformara comigo tantas vezes ali, era como acreditar que eu não estaria sozinha, não naquele momento pelo menos.





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Bastian Slater
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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Sab Set 29, 2012 11:30 am


:: Chasing the Sun ::

“Apenas uma vez...” – o pensamento era forte. – “O Ministério não vai sentir minha falta por uma noite.”

Apoiei a cabeça na porta e arfei, todos os últimos dias estavam sendo difíceis. Muito mais do que eu imaginava. Depois da traição que haviam armado para mim e para Jace e Anne, eu sabia que nada estava mais tão em paz como eu imaginara; Octa ainda não voltara. Minha aranha sempre retornava, por mais tempo que demorasse. Além do risco que eu corria, agora ainda tinha que me preocupar com Death Knights infiltrados como espiões no Ministério. E eles de alguma forma estavam ligados a Cathal... Mas eu ainda não conseguia entender qual seria aquele elo e a relação entre eles, não fazia sentido! Eles eram partidários da tal Lady Rosedeath que morrera, não dele.

E para piorar, chegara agora o período de lua cheia. Nos dois últimos dias eu conseguira me ocultar no sótão da Casa Cinzenta. Como se isso pudesse de alguma maneira tornar as coisas mais fáceis. Dispensara os criados e me entorpecera com todas as poções de sono e calmantes possíveis... Apenas os aurores que montavam guarda na casa ministerial sabiam. Mas não era assim tão simples. Nem sob efeito das poções eu conseguia retardar a transformação, porque a fera dentro de mim parecia cada vez mais forte e o simples efeito calmante mais parecia irritá-la cada vez mais.

Cada transformação era mais violenta. E minhas olheiras mostravam isso. Ergui a cabeça já com os pensamentos no lugar. Eu precisava deixar a coisa fluir... Virar lobisomem em um lugar em que ninguém estivesse próximo para que eu não oferecesse riscos... Um lugar solitário, em que o instinto licantropo pudesse falar mais alto. Sai pela porta da casa e apertei a capa contra mim. A imagem da caverna tomou lugar na minha mente e girei sobre os calcanhares.

(...)

Desparatei sobre o chão macio de folhas caída. Nada mudara. O mesmo odor fresco de pinheiros e bétulas, a brisa fria que cortava o bosque e o riacho ao norte. Quem visse aquele lugar e a maneira como estava, jamais imaginaria que ali no ano passado toda uma horda de lobisomens estivera acampada. E a formação rochosa aflorava a minha frente... Um verdadeiro formigueiro, uma caverna hedionda que parecia engolir cada gota da luminosidade ondulante do crepúsculo... Uma toca de lobos.

Apertei o passo e entrei na caverna, sabendo que em instantes a lua cheia cairia sobre a floresta. “E em cada canto da Grã-Bretanha, eu e tantos outros gritaremos de dor quando a lua subir no céu, a pele se rasgar, os músculos arderem, o sangue queimar e as presas tomarem lugar entre os dentes.”

Segui pela trilha principal da caverna. Ergui a varinha e a brandi em direção a entrada da caverna, uma pedra circular e pesada se ergueu, caiu com um barulho de trituração seco e fechou a gruta. Era a medida que tomávamos durante o acampamento. Cerrar a porta de pedra e trancar os lobos. Pelo menos disso eu me certificava. Éramos lobisomens, mas não por isso que atuaríamos como demônios que podíamos ser. Sob o meu controle ninguém amaldiçoaria nenhum outro inocente.

O fôlego repentino assustado ao fundo da caverna me espantou. Havia mais alguém por ali? Ainda oculto pela penumbra, me ocultei por trás de uma estalagmite e esperei para ver. Talvez fosse um trouxa, eu poderia apagar a memória dele e tirá-lo dali antes do anoitecer... Mas se fosse um DK, a coisa seria completamente diferente. A luz do pôr do sol ainda se inflitrava por algumas frestas na pedra. “Passos...” escutei, ficando mais silencioso. E a figura da mulher emergiu, banhada pela luz dourada do pôr do sol. “O que ela está fazendo aqui?” Me levantei ainda em silêncio enquanto Selene analisava a pedra.

- Pensei que lobos como nós fossem criaturas solitárias... – falei, um pouco mais seguro, saindo de trás da pedra. – Boa noite pra você também Selly... – ri da expressão dela. – Bem, depois daquela papelada toda no Ministério, decidi tirar uma folga e revisitar alguns lugares e esse foi o que primeiro veio a minha cabeça. – o tom de brincadeira e casualidade na minha voz eram sempre uma maneira de tentar tornar as coisas um pouco mais luminosas do que eram. – Ok, eu confesso. Também vim para cá me transformar. Eu não podia ficar trancado no sótão daquela casa gigantesca, o risco de escapar era muito grande. – concordei com ela. A visão dos móveis e madeira arranhada com o meu sangue ainda me assustavam. – Não sei, aqui é um lugar seguro, afastado. Posso me transformar sem oferecer perigo para ninguém. Você se importaria de dividir a caverna? – perguntei um pouco curioso. Afinal nem todos lobisomens gostam de dividir espaços. – Sim, fui eu quem tranquei. Me desculpe, se quiser sair... – fiz menção de levantar a varinha aguardando a resposta dela.

O perfume dela parecia cada vez mais forte. O sol se punha e eu sabia que não havia tempo mais para buscar outro lugar. A lua cheia reclamava a natureza da minha maldição aos poucos. A presença dela de alguma maneira conseguia me intimidar, mas de uma maneira positiva. No final éramos criaturas amaldiçoadas que perseguíamos o sol, com a certeza de nunca encontrá-lo.


Citação :
Notes: Tô percebendo que é tudo uma questão de achar a música certa pra o post fluir... haha Desculpa a demora Mih! Qlqr coisa grita q eu edito. ;)

Música: Chasing the Sun - The Wanted
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Selene Von Maydell
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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Sab Set 29, 2012 11:34 pm




 


Another day has gone


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Post 02:
 

Eu tinha ido para a caverna na qual passara a maior parte do ano anterior, iria me transformar ali, pois eu tinha bastante espaço e era bem seguro, tinha me transformado diversas vezes antes com vários lobisomens e nunca fugimos dali, mas eu sabia que de certa forma não era apenas isso, eu sentia falta do ano passado, que mesmo que pessoas como eu estivessem sendo caçadas, eu me sentia parte de algo, parte de uma família, pessoas iguais a mim.

Foi então que eu escutei um barulho que eu reconhecia como sendo da pedra circular na entrada da caverna caindo no chão, era a única entrada da caverna e confesso que fiquei com receio do porque ela caiu, digamos que era uma pedra muito grande para cair do nada, então alguém tinha fechado a caverna, agora restava saber para que, no momento senti meu coração disparar e andei com cuidado na direção da entrada, para ver quem tinha fechado, ainda mais porque logo eu me transformaria, então se alguem tivesse entrada lá por qualquer que fosse o motivo, tinha que sair logo.

Foi então que uma voz me assustou, uma voz atrás de mim, uma voz que reconheci depois, era de Bastian Slater e me virei para ele vendo-o sair de trás de uma pedra, sentindo meu coração aos poucos voltar aos batimentos normal.

- Boa noite Sr. Ministro - Não que Bastian me fizesse trata-lo assim, mas de certa forma eu fazia para implicar. - Bem, e quer lugar mais solitário que uma caverna em uma floresta quase deserta? Eu vim para cá para me transformar... Acho que um pouco de melancolia pelo ano anterior...

Confessei escutando ele fazer uma brincadeira e depois dizendo que tinha ido para se transformar ali, falando sobre o perigo de escapar em casa, bem, esse não era o meu motivo.

- Eu tenho uma forma de me prender nessas noites, para não conseguir fugir, mas acho que a liberdade do ano passado de me transformar em um lugar como esse, fez mal para a minha loba e ela tem me castigado por ficar presa.

Disse cobrindo mais meus braços sem perceber, havia sido automatico dessa vez, não por vergonha, eu sabia que não tinha o porque ter vergonha das minhas marcas perto de Bastian.

- Não tem problema algum, a caverna é bem grande para nós dois e acho que seria bom ter uma companhia durante a noite. - Falei sentindo minhas bochechas ficarem quentes no momento. - Falando a verdade vai ser ótimo não me sentir sozinha essa noite. - Seria como antes, como no ano passado, eu não estaria sozinha naquele momento. - Eu já conferi o resto da caverna, não tem ninguém e está como antes... Segura... Então, acho que agora é só esperar não é mesmo?

Falei me sentando ali abraçada as pernas, agora era só esperar, por mais que essa fosse a pior parte, porque a transformação não era algo legal de se passar, mas não tinha nada que eu pudesse fazer para mudar isso.

- Se importa de ficarmos conversando? Assim esse tempo passa mais rápido e eu não fico pensando tanto no que vai acontecer daqui a pouco.

Ele não se importara e eu tentei puxar assuntos sobre o Ministério, sobre o trabalho, era uma tentativa de esquecer o que aconteceria daqui a pouco, mas por mais que eu quisesse esquecer, não era isso que aconteceria e logo a lua fez efeito sobre nós.

Eu me levantei me afastando um pouco de Bastian, mas não consegui me afastar muito da onde estava e comecei a sentir meus ossos se expandirem, minha pele rasgando, tentando não gritar de dor, mas o grito foi inevitável, pois, mesmo que eu já fosse lobisomem a muito tempo, a dor era sempre grande, meus dentes deram lugar para presas, pelos cresceram por todo o meu corpo, meus músculos aumentaram e em breve eu deixava de ser uma bruxa, para me tornar uma criatura assassina.



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Bastian Slater
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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Ter Out 09, 2012 11:24 pm


:: Chasing the Sun ::

- Também não me importo. Acho que nós lobisomens... – falar aquilo era tão estranho. – Não oferecemos riscos para nós mesmos. – Selene já investigara a caverna, e a conhecia tão bem quanto eu. Devíamos evitar que qualquer inocente estivesse próximo dali. – Ótimo, acho que os trouxas não vem mais, os feitiços que lançamos ainda mantém eles afastados.

Me sentei no chão de pedra, de frente para a mulher. Coloquei meus braços sobre os joelhos e guardei minha varinha sob uma pedra. Eu não podia correr o risco de quebrá-la enquanto me transformava. A luz do pôr do sol se infiltrava em lâminas e feixes por entre a pedra na entrada. Aquela caverna parecia muito mais bonita, embora sombria, aquela luz tremulante e incerta.

- Não me importo de conversar... – sorri de canto. – Pra ser sincero, também prefiro. Geralmente é sempre tudo tão solitário, a transformação, a noite de lua cheia, acordar machucado...

E a conversa fluiu naturalmente. Eu percebia que Selene tentava fugir do assunto da transformação, sempre comentando sobre as coisas do trabalho, eu não podia culpá-la. Aquilo me atormentava também, por mais que eu convivesse com a licantropia há tanto tempo, era difícil se habituar a dor. Era uma maldição que carregávamos.

E finalmente a hora chegou... A luz poente do Sol sumiu, e deu lugar a uma escuridão. Eu só sabia que não estava sozinho, porque conseguia escutar a respiração de Selene. Me levantei e me sentei do lado dela. Segurei a sua mão. Estava fria, assim como a minha. E quando finalmente a luz da lua chegou, invadindo as frestas das pedras e se infiltrando na caverna eu sabia que iria começar... Sempre fora assim e não ia deixar de ser. Selene se afastou de mim e a deixei ir.

Minha pele começou a queimar, meus olhos a arderem, a dor de um monstro se libertando dentro de mim e a minha consciência se esvaindo... Tudo o que restava era instinto. Um lobo, uma criatura silvestre. Um predador sem presa, amaldiçoado e cativo de uma caverna. “Preso.”, era a palavra que ecoava na mente. O uivo que saiu da minha garganta cortou a noite, contudo, não era solitário. Outro o acompanhou. Identifiquei o cheiro. Havia outro da minha espécie ali... Uma fêmea conhecida. Eu não estava sozinho dessa vez...

(...)

A dor ainda não me deixara de todo quando abri os olhos no outro dia. A transformação e a noite preso como lobisomem numa caverna não era menos doloroso do que em outro lugar qualquer. Mas fora pelo menos segura. Os arranhões na minha pele estavam vermelhos e ardendo.

- Ai... – rangi os dentes de dor quando olhei para o braço esfolado e arranhado, ainda deitado sob o chão.

Meus olhos ainda estavam desfocados, a luz da manhã irradiava-se e iluminava fracamente a caverna. Eu só me lembrava de estar conversando com Selene até certo momento da noite passada e então tudo deixara de fazer sentido. “Minhas costas...” Ela ardiam, tentei tateá-la e então encontrei outro corpo em contato com o meu.

Meus olhos se arregalaram. Eu não atacara ninguém que eu me lembrasse, não havia gosto de sangue em minha boca. Me virei lentamente e então me deparei com o outro corpo que estava deitado aconchegado contra o meu. Era Selene. Respirei aliviado, e ela então acordou.

- Você está bem? – perguntei a guisa do bom dia. Eu era capaz de ver as minhas próprias olheiras nos olhos dela. – Eu não me arranhei tanto quanto da última vez... Seu rosto. – ela estava com um arranhão sob a bochecha. – Desculpa se fui eu... Não lembro mesmo.

E só então a ficha caiu. Eu estava deitado perto dela, encostado em seu corpo. Aquecido no chão de pedra, assim como ela... E foi o grito de Selene que confirmou a minha impressão. Estávamos com as roupas rasgadas, e bem... Revelando muito mais coisa do que já mostráramos um para o outro. Me levantei rápido e apanhei as vestes rasgadas pelo chão, me cobrindo, um pouco envergonhado com a situação.

- É... Eu não lembrei desse pequeno detalhe. – acordar nu ou com roupas rasgadas não é a primeira coisa que você repara quando é lobisomem a tanto tempo, acreditem, os detalhes perdem a importância. – Não, eu não estou constrangido. Só... Bem... Eu que me desculpo com você. – eu era um cavalheiro, não podia negar. Eu nunca tivera tanta intimidade com Selene quanto a isso. – É... Esse é o detalhe que sempre escapa. – acrescentei rindo, meio constrangido, para ela. – Mas essa transformação não foi tão ruim. Eu me machuquei menos... Podíamos fazer isso mais vezes.– tentei contornar a situação.

Era verdade, eu não me machucara tanto. Será que eu era um lobo menos agressivo perto de Selene? Eu nunca saberia dizer com certeza...

Citação :
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Selene Von Maydell
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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Sab Out 13, 2012 10:34 am




 


Another day has gone


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Post 03:
 

A ultima coisa que eu me lembro antes de me transformar foi em Bastian segurando minha mão quando a escuridão invadiu a caverna, a mão dele fria como a minha, mesmo depois de tudo que aconteceu, mesmo depois de tanto tempo, eu ainda tinha medo desse momento, o momento que minha consciência deixaria de existir e quando a luz da lua invadiu a caverna, eu me afastei de Bastian, mesmo ele também sendo lobisomem, eu não queria machuca-lo durante a transformação.

Era manhã já quando senti alguém me tocar, despertei aos poucos, de certa forma agradecida por despertar, sempre tive medo do que poderia fazer durante a noite e acabar não acordando, demorei um pouco para perceber que não estava sozinha, mas com a voz de Bastian logo em seguida, eu me aliviei, eu não poderia contaminar Bastian com a minha maldição, ele já era um contaminado.

- Bem... Para quem virou uma criatura bem maior do que eu realmente sou e voltou ao tamanho normal em uma noite... Acho que sim... - Eu disse ainda sem me mexer, estava com meu corpo totalmente dolorido, e em algumas partes ardiam, provavelmente eu havia me machucado de novo. - E você? - Perguntei realmente preocupada, eu não sabia como me comportava durante a transformação e mesmo que eu não pudesse passar a maldição para Bastian, eu ainda podia machuca-lo. - Está tudo bem, provavelmente fui eu e sei que você não pode se lembrar de nada o que acontece de noite.

Respondi passando a mão de leve no rosto onde estava ardendo, tentando perceber se era muito profundo o arranhão, eu sempre odiei machucar o rosto, minha sorte é que as pomadas que eu usava eram otimas em cicatrizar.

Mas não foi essa minha preocupação no momento, foi ao perceber o estado de minha roupa, rasgada, não que eu me importasse com ela, sempre usava vestes mais velhas nessa noite, mas foi o fato de que elas agora mostravam mais do que eu gostaria de que alguém visse de mim e Bastian estava ali e as dele também estavam rasgadas e estavamos perto demais, provavelmente meu grito alertou Bastian que se levantou rapidamente se cobrindo envergonhado e eu me encolhi, sentindo meu rosto todo arder e não era por machucados agora, tentei cobrir a maior parte do meu corpo aproveitando que minhas vestes estavam rasgadas.

- Eu geralmente penso nisso, eu tenho roupas mais largas que uso para me transformar, as vezes elas se rasgam, mas eu as uso porque fico com receio de alguem entrar na minha casa e eu estar nua e... Eu não sabia que teria alguém comigo hoje e achava dificil alguem simplesmente entrar aqui caso algo acontecesse comigo e por isso não as usei... Você não tem que pedir desculpas, eu devia prestar mais atenção nesses detalhes...

Eu falava rápido e sem graça, sem ao menos conseguir olhar para ele, eu percebia que ele estava constrangido também, céus eu só esperava que as roupas tivessem rasgado apenas devido a transformação, ok Selly, pare de pensar que poderia ser outra coisa, não foi ok? Se fosse você saberia... Como? Você apenas saberia.

Percebi que Bastian tentou desviar o foco da conversa e por mais que minha cabeça ainda ficara no assunto eu agradeci imensamente que ele fizera isso.

- Se machucou menos? Suas costas... Eu não sei se elas concordam... - Falei devido aos machucados que ele tinha nas costas que eu pude ver e percebi que provavelmente as costas dela teria sido algo que eu não veria normalmente, fiquei novamente sem graça. - Não que eu tenha ficado reparando, mas é que... Não precisamos falar disso não é? Fecha os olhos, eu trouxe roupas extras para mim... Eu vou me trocar...

Esperei que ele o fizesse e então peguei as roupas que eu tinha levado a mais e indo para uma parte onde ele não poderia me ver, eu as troquei, agora sem roupas rasgadas, pelo menos as minhas, junto com minhas roupas estavam minhas poções para a cicatrização, sabia que quando mais cedo passasse, menor era a chance de ficar marcada, voltei para perto da onde Bastian estava.

- Pronto, agora estou melhor apresentável... - Eu disse para que ele pudesse abrir os olhos e mostrei a poção para ele. - Essa é uma poção que diminui a dor dos nossos machucados e ajuda a cicatrizar... Você pode me ajudar passando ela aqui? - Eu apontei para onde doia em meu rosto o machucado. - E eu posso passar nas feridas em suas costas, que devem estar doendo muito... - Me ofereci para ajuda-lo, me sentando a sua frente para que ele passasse em meu machucado em meu rosto. - Seria legal podermos fazer isso mais vezes... Sabe, não passar essas noites sozinho... Foi mais fácil esperar a hora chegar com alguém que eu pudesse conversar por perto...


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OBSERVAÇÃO: NÃO SEI QUANTO A VOCÊS, MAS EU ACHEI O POST DA SELLY FOFO *_*

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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Qui Out 18, 2012 10:12 pm


:: Chasing the Sun ::

Fechei os olhos e me virei de costas enquanto Selene se arrumava. Na realidade? Pra mim não importava. Já estava tão habituado a acordar com as roupas rasgadas que nem me dava mais por incomodado ou envergonhado, exceto que dessa vez havia outra pessoa compartilhando o espaço comigo... Uma mulher. Caminhei até uma bolsa que trouxera e escondera sob a pedra, junto com minha varinha e me dediquei ao meu próprio asseio também. Movi a varinha e a pedra na entrada da caverna se deslocou para o lado, o sol invadiu o lugar e o cheiro de folhas de carvalho no solo da floresta invadiram minhas narinas.

- Como assim? Me disseram que pele de lobo estava em alta por aí... – respondi brincalhão quando ela permitiu que eu a olhasse novamente. – E o que é isto que você tem aí? Não pretende envenenar o Ministro da Magia não é?

Era uma poção para ferimentos e machucados, como Selene explicou. Arqueei a sobrancelha surpreso. Geralmente eu não passava nada nos meus arranhões, eles costumavam cicatrizar bem sozinhos. Antigamente eu costumava usar a desculpa de que eram acidentes de trabalho. Como eu próprio era um caçador de lobisomens, não era nada estranho aparecer na sessão dos aurores todo arrebentado, embora eu jurasse nunca ter sido mordido.

Não mentia, eu era machucado por um lobisomem toda Lua Cheia. Mas o que eu não contava era que o culpado era eu próprio.

- Sim, claro que ajudo. Sente-se na pedra. – apanhei o frasco de poção que Selene me estendera. Destampei e senti o cheiro ferroso e forte... – Ditamno. – sentenciei de imediato. Claro! Eu usara aquilo tantas vezes já que seria estupidez minha não reconhecer.

Observei a face de Selene e identifiquei os machucados. Segurei seu queixo entre os dedos enquanto ela se oferecia para passar a poção nas minhas costas depois. “Hun... As coisas começam assim e depois sou acusado de assédio sexual a funcionárias do Ministério.” Derramei um pouco da essência em um pedaço de pano limpo e afaguei sobre os arranhados no rosto de Selly.

- Doem, mas não é nada que eu já não esteja acostumado. – falei desatento. – Nas primeiras vezes que eu acordava, mal conseguia ficar de pé. Minhas costas sangravam por dias, até ficarem normais outra vez. Só que com o tempo... Acho que meu corpo começou a se acostumar. Não me incomoda mais tanto...

O líquido vazou pelos poros do pano e tocou minha mão, o líquido aquecia e fervia sobre a pele. Mas percebi que ao contato, a própria Selene parecia corar um pouco mais.

- Sempre é mais fácil quando a gente tem com quem dividir a dor. – falei, concentrado em aplicar corretamente a poção. – E ainda mais sem ficar preocupado em contaminar a pessoa. – sorri de canto para ela.

A pele dela era clara sob a luz do amanhecer, me aproximei mais para visualizar o arranhão que tratava, o rosto dela estava mais próximo do meu. E a respiração dela oscilava de uma maneira diferente. Eu não precisava de instinto licantrópico nenhum para perceber. Porque o meu próprio fôlego parecia se comportar fora do meu controle.

- Quando aconteceu? – perguntei de súbito, tentando parecer mais contido. – Você sabe... A mordida.

Aquela costumava ser uma pergunta constrangedora para lobisomens. Mas como eu já conhecia Selly há algum tempo, e havíamos compartilhado tantas coisas juntos, desde um acampamento rebelde a uma revolução e rebelião no Ministério da Magia, sentia-me mais próximo dela. E acho que ela também de mim... Ela contava enquanto eu continuava passando a poção na face dela.

- Terminei. – conclui e me afastei da face dela, assim que ela terminou de contar. – Imagino como deve ter sido difícil, para mim foi quase a mesma coisa. – tirei a minha camiseta rasgada e fiquei com o tórax nu. E virei de costas para ela, sentado sob uma pedra e passei a poção. – Eu tinha 18 anos. Morava em Sidney com meus pais... – as lembranças vinham, junto com a sensação de calor as costas pela poção. – Foi numa noite que sai para encontrar uma garota que eu paquerava na época. Ela era trouxa... – pode parecer estranho, mas nem todo bruxo vive no seu mundinho trancado. – Nunca haviam ocorrido registros de ataques de lobisomens na Austrália... Até aquele dia. Era noite de lua cheia, eu sai de casa e estava caminhando por uma floresta, para cortar caminho. – parece história de contos de fada até... As mãos de Selene tocavam minhas costas leves e suaves. Porém aquecidas... – Eu vi o vulto e a sombra. O rosnado detrás das árvores. Mas não consegui fugir a tempo. Estava sem a minha varinha. – abaixei a cabeça, quando as cenas voltaram a minha cabeça. – Fui encontrado no outro dia, quase morto. Só por milagre eu sobrevivi. Nunca descobri quem foi o lobisomem que me mordeu... Mas toda lua cheia a maldição voltava. Para proteger meus pais, eu vim para a Inglaterra. Começar de novo. – e o resto da história todo mundo já sabe.

Selene havia terminado e se sentara novamente a minha frente. Meu coração ainda palpitava um pouco mais forte. Ela ainda respirava descompassada. E eu sabia que não era nenhum problema para me preocupar, porque eu também continha a regularidade da respiração com esforço.

- Obrigado. – agradeci as palavras de gentileza dela. – Nunca te agradeci como devia por ter ficado do meu lado sempre e por ter ficado comigo no St. Mungus. Acho que a gente meio que se descuida tanto com a gente... – toquei a face dela onde os arranhões haviam magicamente se fechado. – Porque tentamos proteger mais as outras pessoas do que nós mesmos. – a face dela estava novamente próxima, e dessa vez não havia porque parar. Os olhos castanhos dela estavam de frente para os meus... – Talvez maldições nem sempre tenham que ser tão ruins... – os lábios dela encostaram nos meus e tudo pareceu perder o sentido.

Um último lobo uivou na floresta sob a alvorada.

Citação :
Música: Chasing the Sun - The Wanted Vamo acabar no suspense! haha Ações do Bastian Finalizadas
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Selene Von Maydell
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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   Dom Out 28, 2012 12:47 am




 


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I'm still all alone





Post 04:
 

Bastian aceitou me ajudar a passar a pomada no meu rosto, nas feridas que eu provavelmente tinha feito em mim durante a noite, eu não era a pessoa mais vaidosa do mundo, mas não precisava de marcas em locais que eu pudesse ver todos os dias para me lembrar do que eu era na verdade, mas ao fazer o pedido, não me lembrara que a aproximação do Bastian me fazia ficar envergonhada, o toque de suas mãos em meu rosto então, o fazia pegar fogo e não era apenas a poção que estava fazendo o meu rosto esquentar, esperava não estar tão vermelha como eu sentia que estava.

- Eu ainda me sinto assim em alguns dias, logo depois o ataque ao ministério, na primeira transformação de volta à minha casa, não sei porque ela se machucou tanto naquela noite, mas senti como se muitos dos meus ossos tivessem se quebrado, eu não consegui levantar aquela manhã... Mas quem sabe, seja isso mesmo que você falou e eu venha me acostumar? Não sei...

Falei tentando me distrair para não me focar tanto com a nossa proximidade, porque a minha respiração em parte já estava ofegante e não era devido a transformação, nosso rosto estava perto demais e graças à Merlim, a tensão foi quebrada com a pergunta dele, que normalmente deixaria lobisomens tensos, mas depois do que passamos no ano anterior, não precisavamos ter ESSE tipo de pudor.

- Eu estudava animais selvagens e criaturas mágicas em seu habitat natural, seus vícios noturnos, sempre me preocupava com as luas cheias, mas uma vez, eu estava tão empolgada por ter achado uma criatura, que não notei que era a primeira noite de lua cheia, estava escondida, mas ele me achou e me mordeu... Eu consegui mata-lo, mas era tarde demais...

Finalizei, a minha historia não era grande e nem foi nobre, simplesmente aconteceu, uma distração e eu me tornei amaldiçoada a minha vida inteira.

Ele terminara de passar a poção, e tirou a camisa para eu passar a pomada nas costas dele, naquele momento meu rosto ficou extremamente vermelha e eu tratei de abaixar a cabeça, indo para trás dele de modo que ele não pudesse ver meu rosto vermelho. Comecei a passar a pomada em suas costas enquanto ele me contava o que acontecera com ele, passava a mão lentamente com medo de machuca-lo mais.

- Deve ter sido difícil deixar a família, deixar tudo... Para mim, foi mais fácil, eu não tinha raízes aqui. Sinto muito que isso tenha lhe acontecido.

Completei terminando de passar a pomada e indo para a frente dele me sentando, desviando o olhar de seu tronco nu para não me entregar mais do que estava me entregando naquela noite, já que minha respiração ficava descompassada em boa parte do tempo.

Bastian então começou a me agradecer por ter ficado sempre ao lado dele, inclusive no hospital, eu balancei a cabeça como se dissesse que ele não tinha que agradecer, era o mínimo que eu podia fazer por alguém, mas eu não consegui pensar no que dizer quando senti ele tocar meu rosto e dessa vez não era para passar a pomada, o rosto dele se aproximou cada vez mais do meu, estavamos a centimetros de distancia e eu não conseguia mais prestar atenção ao que ele falava, apenas senti os labios dele tocarem o meu e era como se uma descarga de energia passasse no meu corpo, uma energia boa, que fez meu coração acelerar e minha respiração descompassar mais.

No momento, eu não pensara em nada, nem mesmo sentia nada acontecer ao meu redor, só me importava aquela energia que me fazia querer ficar mais e mais perto dele.

Mas então nossos lábios se afastaram e quando eu percebi o que eu tinha feito, meu rosto tomou uma tonalidade muito vermelha, eu tinha acabado de beijar Bastian, meu líder, meu chefe, o Ministro da Magia... Eu não sabia o que falar, não sabia o que fazer, meu rosto pegava fogo naquele momento.

- Eu... Compromisso... Er...

Eu apontei para a saída e levantei caminhando na direção da mesma, eu não sabia o que fazer, sei que tinha agido como uma mulher imatura naquele momento, mas eu simplesmente não sabia como agir depois de ter beijado-o, ele iria me achar atirada? Alguém me dê um obliviate... Levei a mão aos meus lábios me lembrando o que senti no beijo e sorri sem perceber. Sem obliviate... Era algo que eu não iria querer que fosse apagado da minha mente.



INFORMAÇÕES SOBRE O POST
FALOU COM: BASTIAN
CITOU: BASTIAN
OBSERVAÇÃO: AÇÕES FINALIZADAS *_*

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MensagemAssunto: Re: 26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian   

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26 de Outubro - Noite - RP fechada - Selly e Bastian
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