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 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta

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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta   Dom Set 16, 2012 11:03 pm

Just Dance

Horário: 00h 00min
Dia: 21 de Novembro de 1805.
Clima: Noite amena e sem nuvens

- RP Aberta -

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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: Re: 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta   Dom Set 16, 2012 11:47 pm

A roupa preta me caía bem, a tanga preta balançava, brincando com as outras peças, e eu me encarava de frente para o espelho. Era incrível como meu corpo mudara em menos de três meses. A barriga da gravidez dera adeus e Rowena se mordia de inveja, eu sabia disso. Mas ela nunca daria o braço a torcer, aquela gralha velha. Ela que ficasse com o leite de cabra e seu bando de cremes, eu tinha aderido a uma nova técnica pra manter o meu corpo de texuga em forma. Bem... Não era a mais convencional e eu confesso que sentia bastante vergonha. Mas estava dando resultados, isso bastava. Amarrei a sapatilha nos meus pés e sai para fora do meu quarto.

Estava de noite e ninguém me encontraria naquela situação. Todos tecnicamente deveriam estar dormindo. E caso os monitores me encontrassem... Bem, eu tinha maneiras de me esconder sem usar magia ou capas da invisibilidade. Eu sou um fundadora baby, conheço os segredos dessa escola! ;)

Me esgueirei para fora da Sala Comunal Lufana e subi em direção aos andares superiores. Na minha cabeça as imagens do fim de semana repassavam. Helen estava crescendo cada vez mais linda, e Bertly cuidava dela com tanto amor. Ele era um homem maravilhoso, pena que ninguém o entendesse ou visse a beleza interior dele... Eu não o amava, não podia mentir. Mas também não podia me enganar que ele fora a pessoa certa para ser o pai da minha filha. Os risos do bebê, o carinho que eu dedicara a ela... Os fins de semana com minha Helen eram os melhores. Ela estava protegida e segura. Sorri e continuei subindo as escadas.

Me deparei com um vulto passando ao fim do corredor, e me escondi detrás de uma tapeçaria. Era a monitora da minha casa, Alexandra. Sorri gentilmente ao vê-la se afastar. Eu tinha tanto orgulho daquela menina, ela me lembrava tanto eu própria quando era mais jovem. Uma pena o que tivesse acontecido com a família dela... Assim com o pobre garoto Davies, que embora fosse um desastre ambulante, era um garoto doce e sensível, no fundo eu gostava dele. Aliás, eles e a colega Anniken, minha pequena rebelde feminista, me orgulhavam a cada dia mais. Os primeiros no Torneio! Meus lufanos eram um orgulho, e provaram para toda escola que texugos podiam ser fortes, e a lealdade era a maior arma para isso. Voltei a me esgueirar para os andares superiores.

Mas aquele torneio ainda me incomodava. Uma loucura, confesso. E ainda era contra ele. Mas se havia algo a se dizer de bom é que aquilo estava pelo menos provando o quanto o novo Ministro tinha feito bem ao mundo bruxo e a Hogwarts. Podíamos trabalhar com o ministro Slater e ele fora humilde para nos pedir perdão. “Depois de tudo o que fizeram, era o certo...”. Mas eu jamais perdoaria Salazar e Godric, dois idiotas! Eu ainda não acreditava que eles haviam contratado Lancelot Brier, aquele projeto de nobreza decaída, para administrar nossa escola. “Contratado em um bar durante uma rodada de bebidas... Coisa de homens! HUNF!”.

Preciso confessar também que já repelira tal homem mais vezes do que alguém com cérebro conseguia entender. Aquele homem era insuportável, grudento, chato, insensível, imbecil. Não, eu não o suportava MESMO. Desde o banquete de abertura... Aquele tapa teve troco logo após o jantar. E o troco foi os meus cinco dedos estampados na cara do Brier.

Finalmente cheguei no corredor do 7º Andar. Olhei para ambos os lados do corredor, e ninguém apareceu. Andei na ponta das sapatilhas de um lado para o outro três vezes, com os olhos fechados imaginando o que eu queria. Ah sim, antes que esqueça, é claro que eu conhecia aquela sala. Nós fundadores não éramos cegos. Eram poucos os segredos de Hogwarts que não conhecíamos... E a Sala Precisa não era exceção.

A porta de madeira escura se materializou a minha frente e entrei por ela. Estava escura. Saquei a minha varinha e murmurei o feitiço:

- Lumus! – o quarto resplandeceu, quando a luz do lugar se irradiou e brilhou pelos espelhos que cercavam a sala, o solo era de madeira polida, e presos as paredes haviam barras de ferro. Me encarei novamente. – Estou fabulosa. – sorri ao me encarar novamente no espelho. Os bonecos de pano jaziam atulhados ao canto da sala, brandi a varinha na direção deles. – Animus corpus! – os bonecos sem face se levantaram e se aproximaram na minha direção. – Já sabem o que fazer. Ensaiamos na sexta passada. Mesma série, mesmos passos. Não me deixem cair...

Apontei novamente a varinha para uma vitrola ao fundo da sala e a melodia começou a soar. Guardei minha varinha, contei até três e comecei a cantar...


Quando terminei, porém, o barulho de um boneco de pano caindo e da porta aberta me assustou. E parei assustada de chofre. Alguém havia me visto cantando. O.O

- Quem está aí? – falei apressada, apanhando a tanga preta e amarrando novamente a cintura. – Vamos, revele-se ou vou usar magia! – se fosse aquele demônio sexagenário do Brier, ah, eu não pensaria duas vezes em conjurar escorpiões contra ele...

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Damian Palacci
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MensagemAssunto: Re: 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta   Sex Set 21, 2012 12:18 am

Abri os olhos e me deparei com o teto escuro de meu quarto. Sentia meu corpo dolorido de rolar na cama para lá e para cá pelo que pareciam horas. Mesmo o cansaço me tomando por inteiro, não conseguia dormir. Na verdade, era raro uma noite em que eu definitivamente dormia. Nos últimos meses eu tinha sobrevivido por curtos cochilos de no máximo vinte minutos. Desde que Lisandro capturara Karina, eu me encontrava em estado de nervos, imaginando onde estava e o que meu irmão havia feito com ela.

Me levantei e iluminei o quarto. Olhando para o relógio na parede, descobri ser 11:50 da noite. Considerando que fui me deitar às nove e meia, é, eu estava com sérios problemas de insônia. Apanhei meu robe, e resolvi dar uma volta pelo castelo. Vai que um passeio me ajuda. Passei pelo espelho sem dar importância às olheiras escuras debaixo dos meus olhos, que me faziam parecer doente e mais pálido que o normal.

Caminhei sem rumo pelos corredores do castelo, e xinguei os quadros que insistiam em bater papo comigo ou reclamavam da luz da varinha na cara deles. Geralmente eu já não os suportava. Imagine sem dormir por meses. Seria mais ou menos como cutucar um dragão com vara curta. Não sairia coisa bonita disso.

Subi as escadas pensando em como tudo estava quieto e tranquilo. Poderia ser assim para sempre, não é? Sem a correria e gritaria dos pivetes por todos os lados. Já era bastante ruim quando eram pequenos. Agora que são aborrecentes adolescentes piorou! As meninas ficam dando gritinhos irritantes quando veem os meninos e eles só querem saber de farra e de “pegar garotas”... Era estressante!

Quando dei por mim, me vi no sétimo andar. Como tinha chegado ali, era um excelente pergunta. Não me lembro de ter subido tantos degraus... Foi então que ouvi uma música. Animada até. Mas quem estava cantando? Segui o som até um corredor que tinha uma estátua de trasgo com um tutu. Coisa mais estranha...

Olhei para os lados. A música continuava, mas não tinha ninguém ali. E o som vinha de dentro da parede! Tá, considerando que esse é um castelo mágico, e que todos aqui dentro participam do mundo bruxo, não é tão estranho assim. Andei de um lado para o outro tentando descobrir como que o som estava saindo dali, quando de repente uma porta se materializou bem na minha frente!

Não vou negar que não fiquei impressionado. Eu nem faia ideia de que tinha uma sala oculta por aqui, e olha que eu trabalho aqui há seis anos! Devo dar os parabéns aos fundadores por criarem algo tão mágico e interessante.

Entrei de fininho na sala e vi que se tratava de um salão de dança. Ok... retiro o que eu disse... Por que raios os fundadores resolveram criar uma sala de dança que aparece do nada? Tem um monte de bonecos dançando e pera ae... Quem está ali é a Helga? Nossa! Pra quem teve filho agora ela está muito bem, não é? Esse collant realça bem as curvas dela e... PARA COM ISSO DAMIAN!! Ela é a sua chefe! E você ainda está casado. Fica na sua aí!

Enfim, voltando: Helga fez um movimento de...cobra? Não sei descrever isso, mas ela é boa, devo confessar (no bom sentido, pelas barbas de Merlin! ù.ú). E então acabou. Eu, que tinha ficado atrás de um boneco, sem querer esbarrei nele fazendo-o cair. Me movi rapidamente para trás de uma estátua, de modo que a fundadora não me visse. Mas era óbvio que ela me ouvira.

- Quem está aí? Vamos, revele-se ou vou usar magia!- ameaçou ela. Respirei fundo e saí de trás da estátua. A moça parecia surpresa ao me ver.

- Boa noite, Helga. Não precisa usar magia, fique calma, sou só eu... – falei com as mãos para cima, de modo a avisá-la de que era inofensivo - Não sabia que saía durante a noite pelo castelo para dançar...Mas não vou contar seu segredo, não se preocupe - sorri de canto e levantei uma sobrancelha sugestivamente. Ia ser divertido zombar um pouquinho dela, só para variar.

Spoiler:
 

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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: Re: 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta   Sab Set 29, 2012 1:06 pm

Por favor, não me entendam mal, mas eu queria matar Damian. Não que eu tenha algo contra professores patrulhando os corredores a noite, pelo contrário, até ajudam a manter a ordem das coisas. A questão era que aquele não era exatamente o melhor momento para que Damian decidisse fazer passeios noturnos pelo sétimo andar e me surpreendesse durante meus exercícios. “Ainda mais em tempos de jornais de fofocas...” Senti minha face enrubescer quando ele saiu detrás da estátua.

- É você, mais ainda assim continua sendo um homem Damian. – alertei, ainda com a varinha em riste. Não que ele me oferecesse riscos, na verdade, nenhum homem poderia me fazer ter medo. Se eu estava assim era porque estava nervosa. Ainda mais com aquele sorriso dúbio estampado na cara. O comentário a seguir sobre segredos me fez ficar ainda mais embaraçada. – Não é segredo pra ninguém que eu me exercito... – embora eu preferisse que aquele assunto não acabasse tão comentado por aí. – Ao contrário de Rowena, prefiro manter minha vaidade com exercícios e atividade física ao invés de máscaras faciais de pepino, leite de cabra e poções de beleza.

Finalmente abaixei a varinha quando vi que o homem não apresentava risco. Andei rápido em direção a tanga preta que eu deixara cair e a enrolei novamente em torno da minha cintura. O conjunto no todo poderia muito bem se passar por um vestido mais apertado. Me virei novamente para o homem. Pra ser sincera, não havia porque eu ter vergonha, eu era chefe dele. Se ele falasse qualquer coisa, ou saísse espalhando boatos eu o demitia e estava tudo resolvido! Brincadeira, não sou tão temperamental quanto Salazar e Godric.. ;P

- Você também deveria tentar dançar ou voltar a jogar quadribol professor, após uma certa idade, bruxos precisam de exercícios. Ou começam a ficar mais... – e apontei para o abdômem dele com um tom de riso. – Gordinhos...? – se ele pensava que era o único que podia ser irônico estava enganado. Eu também sabia me defender com palavras. – Receio lhe dizer que sedentarismo não lhe cai bem, Damian. – agitei a varinha novamente. – Finite! – e os bonecos caíram desanimados no chão de madeira.

Não que o professor Palacci fosse um bruxo acima do peso, mas por precaução, exercícios nunca eram demais. E com toda certeza o exigente docente de Transfiguração não continuaria sendo tão temido se virasse um simpático gordinho que transforma morcegos em candelabros.

- E o que você faz andando pelos corredores a essa hora? – me voltei novamente para ele, me sentando no chão, fazendo alguns alongamentos. – Pensei que vocês professores preferissem descansar no tempo livre... – mirei ele ainda de pé, me observando. – Ou participar de revoluções contra tiranos radicais. – sorri com o canto dos lábios. – Quem disse que nós professores não somos super heróis?

Eu sabia que ele, Darius e Bridget estiveram diretamente envolvidos na rebelião contra o ministério de Cathal, durante as férias de verão. Eu não pudera me envolver, assim como os outros fundadores, primeiro porque eu acabara de ter Helen, e segundo porque não podíamos correr o risco de arrastar o nome de Hogwarts novamente para outra confusão. Mas isso não queria dizer que eu não era a favor dos revolucionários.

O ato inclusive nos dera certezas de em quem deveríamos confiar. Aaron, por exemplo, era agora um duas caras confesso; mas um duas caras que não nos oferecia ameaça, um covarde sempre pendendo para o lado mais forte, era melhor vigiá-lo de perto do que tê-lo oferecendo risco a distância.

- Mas e aí, aceita o convite para dançar ou vai ficar aí estancado como a estátua do trasgo no corredor? – ri da expressão dele. – Você escolhe a música dessa vez. – estendi a mão em direção a ele rindo.

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Damian Palacci
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MensagemAssunto: Re: 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta   Qua Out 31, 2012 10:04 pm


A cena estava hilária! Helga tentando me explicar que se exercitava por lazer. Ok, nada contra, mas eu a encontrei numa sala que ninguém conhece, dançando e cantando como se não houvesse amanhã, e ainda por cima usando um único collant! Entende a minha situação?

- Nem vem, Helga! Não estou gordo nada! Ainda tenho um corpo de causar inveja a muitos! – Sim, eu sou vaidoso e extremamente egocêntrico humilde. Abri um sorriso vendo a fundadora lançando um feitiço nos bonecos, fazendo-os cair sem vida no chão.

- Não consegui dormir...meus pensamentos estavam a mil por hora... resolvi dar uma volta para me acalmar... – cruzei os braços à frente do corpo e soltei uma risada sem humor sobre o comentário dela a respeito do acontecido no Ministério alguns meses atrás. Uma data que fora importante para o mundo bruxo e desastrosa para mim. Foi confirmado de uma vez por todas que Aaron era um farsante! Não creio como os fundadores conseguiram contratá-lo sem verificar o passado de seus funcionários... Tudo bem que eu não sou o melhor exemplo de pessoa, mas não sigo o lado das Trevas... E por falar nisso... meu reencontro com Nina fora o auge da noite. Descobrir que depois de todos esses anos ela continuava viva era demais para mim...- Pois é... mas nós só seguimos nossos instintos naquela noite. E as indignações sobre o governo de Cathal foram o principal motivo.

Helga continuava fazendo alongamentos enquanto eu falava, e sinceramente me surpreendeu quando me convidou para dançar. Fiquei parado olhando para ela, analisando se o pedido fora real. A loira estendeu a mão para mim e sorriu. É... era real.

- Eu escolho? Então ok... – peguei sua mão e a levantei puxando levemente - Acho que ambos estamos mal vestidos para a próxima dança... Se me permite... – sorri de canto e apontei a varinha para as roupas dela, transformando o collant e a saia em um vestido leve, azul. Tinha um corte atrás, deixando suas costas à mostra. Ri da expressão da moça ao ver o que eu fiz, enquanto apontava a varinha para mim mesmo, transformando minhas roupas em um conjunto de calças pretas, uma camisa branca e um colete preto. - Preparada? Agora você vai girar!

Apontei a varinha para a vitrola presente no fundo da sala e uma música suave começou a tocar...



Quando terminamos, sorri para Helga triunfante. Levantei as sobrancelhas e perguntei:

- Então? O que achou da minha performance?

Spoiler:
 

spoiler 2:
 

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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: Re: 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta   Sex Nov 02, 2012 5:27 pm

Mal vestida para dançar? Eu contive um risinho que veio aos meus lábios com o que Damian disse. Pelo visto ele não conhecia nada de dança. Embora... Reveladora demais e um pouco vergonhosa para uma fundadora de Hogwarts, todas as bailarinas costumavam se vestir assim para ensaiar.

- O que você pretende fazer, professor? – perguntei um pouco curiosa, vendo-o puxar a varinha e apontar para mim. – Se você pensar em tirar minha roupa eu vou te estap... – minhas palavras pararam a meio caminho...

E o tecido preto se transformou, deixou de ser apertado, se alongou e ficou mais confortável, mais solto e mais leve. Olhei para baixo e notei que usava agora um vestido de um azul turquesa brilhante, aberto as minhas costas e que parecia refletir a luz da lua da madrugada que se filtrava pela janela.

- É... lindo. – confessei sorrindo. Aquele vestido me lembrava uma época da minha vida em que sonhos eram mais reais... Mesmo nas dificuldades... – Não é a toa que te contratamos para a cadeira de Transfiguração. – disse rindo e estendendo a mão para Damian, que também transformara a própria roupa.

Quando a música começou a tocar, notei que já a conhecia. Mas para aquela música, eu deveria apenas ser conduzida. E me deixei levar... Damian conduzia fantasticamente bem. O jogo de braços e passos sincronizados me espantava. “Nem eu me recordava que dançava tão bem essa música...” Pensei contente, estendendo minha perna ao máximo que minha flexibilidade permitia.

O som era suave e romântico, embora tivesse um ritmo cadenciado e forte. As luzes da sala pareciam mudar levemente, com o brilho de estrelas no céu. Os bonecos com quem eu dançara antes, mesmo desacordados pareciam assistir a dança com um sorriso bobo na face desanimada. Os passos eram ritmados com um leve toque de paso-doble, Damian me suspendeu, me girou, me lançou ao chão, me jogou na parede e eu pedi pra ser chamada de lagartixa mas ao fim da música eu mudara minha opinião. O vento que os passos propiciavam, tocavam minha face e faziam o vestido rodar. Ele sabia dançar.

- Eu me pergunto como nossas professoras ainda não o convidaram para dançar. – acrescentei ao fim da música. Mas notei uma expressão ainda indecifrável na cara do homem. Puxei minha própria varinha e apontei para o vestido, transformando-o nas roupas que usava antes. – Todo sonho tem um fim... – dei de ombros e me sentei sobre um colchonete ao canto da sala.

Inclinei a cabeça para o lado para alongar o pescoço... Eram poucas as vezes que eu via aquele homem sorrir, mas ele no momento parecia um pouco mais leve, com uma expressão mais suave e não tão irônica. Embora o seu sorriso ainda guardasse um peso e uma certa tristeza. Ele podia até parecer frio às vezes, mas não agia sem justificativas e eu sabia que ele era uma pessoa boa.

- Eu soube o que aconteceu no Ministério... Quanto a sua mulher. – o olhar dele pareceu me atravessar. – Lamento.

Gente sumida que aparecia... Até Darius passara por essa de mulher morre/volta viva. A coisa estava tão na moda e eu estava tão habituada a isso, talvez o compreendesse. O professor me lançou um olhar descrente. “Como eu era capaz de entender?” repeti a pergunta dele mentalmente. As palavras saíram dos meus lábios naturalmente.

- Meu pai. – comecei, ainda sem me dar conta. - Ele era um homem excelente, carinhoso comigo e com a minha mãe. Me lembro de como ele me trazia flores quando eu era pequena... – parei o alongamento e o encarei . – Eu era a pequena Puff pra ele. Mas... Papai tinha problemas com bebidas. Às vezes sumia por semanas, ou até meses, não sabíamos se estava vivo ou morto. E quando voltava, com aquele cheiro forte de whisky, sujo e nervoso... Parecia outra pessoa. Um monstro. Mamãe não teve coragem de se separar dele, e quando ele levantava a mão para ela e para mim, não conseguíamos pará-lo. – as bofetadas e a dor ainda estavam estampadas em mim; mas eu já não tinha lágrimas a derramar por ele. – Até que um dia ele se foi, saiu pela porta de novo... Mas não retornou. Um dia eles deixam de aparecer, sempre deixam. Acabou com todo dinheiro da nossa família, só consegui salvar a taça da família da minha mãe. – me inclinei para o lado, tentando tocar o pé com a ponta da mão. – Mas não deixei que a raiva e a dor me moldassem, acreditava em outras coisas, em ser forte, constante nos meus sentimentos e ações. Ser coerente. Ser diferente dele. – alonguei os braços. – Foi depois de tudo isso que comecei a dançar. A leveza e a suavidade me faziam esquecer esse mundo e me faziam me sentir especial... Mamãe me apoiou nisso. Me deu um vestido azul como esse que você transformou... Quase fui bailarina, sabia? – acrescentei com um sorriso, embora meus olhos estivessem levemente vermelhos com a lembrança. Esse era o sonho que eu me recordara ao usar aquele vestido azul...

Damian estava calado. Eu nunca falara sobre aquilo com ninguém. Era uma parte do meu passado que eu deixara para trás e evitava reviver. Mas que me marcara de uma maneira que definira quem eu era. Se eu pudesse evitar, é claro que não teria vivido aquilo. Mas fazia parte de quem eu era e eu não podia negar.

- Karina, não é? – a expressão de preocupação no rosto do professor não me passara despercebida. A garota morara no castelo com ele no ano passado e durante este, eu ainda não a vira desde que as aulas começaram. Não sabia o que acontecera, o professor não contara e nem eu perguntara. Não tinha tanta intimidade com ele para perguntar coisas de sua vida particular. Mas como mãe eu sabia o que era se preocupar com uma filha que estava longe. E no caso dele, eu podia me colocar no seu lugar. Confuso, perdido, com medo... – Ela deve estar bem. Crianças vivem em um mundo de fantasias e de inocência, menos cruel do que o nosso. – assim como a minha Helen, tão pequena e inocente... Me levantei e andei em direção a porta da Sala Precisa. – Se precisar de nossa ajuda Damian, sabe que pode contar conosco. – passei por ele e afaguei seu ombro. – Obrigada pela dança. Boa noite. – sai e deixei o professor perdido em seus pensamentos. Meu exercício noturno tinha acabado.

- Ações da Helga Finalizadas -

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Damian Palacci
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MensagemAssunto: Re: 21.11.1805 - Just Dance - RP Aberta   Seg Dez 17, 2012 4:06 am

Confesso que não dançava daquele jeito há séculos! Mas até que havia me saído maravilhosamente bem. Helga não queria admitir, mas garanto que ela estava impressionada com esse meu lado. Fazer o quê? Tem poucas coisas que eu não sou bom...

”HÁ! Não falei?” – pensei quando ela comentou das outras professoras, mas não comentei nada. Continuei olhando meio convencido, meio admirado para a mulher. Me sentia um pouco melhor agora, mais disposto, não sei. Sorri de leve para Helga, tentando mostrar um pouco do meu estado de espírito.

- Eu soube o que aconteceu no Ministério... – falou ela me olhando com preocupação. Instantaneamente senti meu corpo ficando rígido. - Lamento. – levantei a sobrancelha para a moça, descrente. Como ela poderia lamentar por algo que não entendia? Passei anos tentando descobrir sobre a morte de Nina, e de repente ela me aparece viva, como se nada tivesse acontecido! Como Helga era capaz de entender isso, se nem eu entendia?

Então Helga começou a falar sobre seu pai. O que havia acontecido com ela na infância. Nós nunca conversamos daquela maneira. Tudo bem que eu não estava muito falante hoje, mas enfim... Ela nunca havia se aberto comigo... e posso apostar todos os meus galeões de que ela nunca havia contado sobre esse assunto com ninguém. Me senti lisonjeado. Quando ela contou que o pai batia nela e na mãe, tive que fazer um esforço muito grande para não me abaixar e abraça-la. Não sei o que ela pensaria se eu fizesse isso. A história toda me comoveu como nunca. Talvez porque eu estivesse passando por toda essa tormenta de emoções, num período tão curto de tempo. Primeiro Nina, depois Karina... e eu não sabia mais o que fazer em relação às duas.

- Sim... era... é o nome dela – respondi, me odiando por pensar que minha filha poderia estar morta. Era difícil, mas não era uma alternativa que poderia ser deixada de lado. Quem sabe o que Lisandro fez com minha menina?

Tentei dar um sorriso para Helga, porém senti meus olhos queimando, e sabia que não demoraria muito, minhas forças se esgotariam.

- Obrigado, Helga. Imagine, obrigado você por não se incomodar comigo. E desculpe qualquer coisa... – dei um sorrisinho - Boa noite.

A fundadora passou por mim, e eu a segui com o olhar. Quando me certifiquei de que ela estava longe, senti algo quente escorrendo por minha face. Meu corpo tremia violentamente e só então percebi que cerrava os punhos com força. Abri as mãos, sentindo dor nas palmas. Ao olhar para elas, vi que sangravam, tão fundo havia fincado as unhas nelas.

Pensei no que Helga me dissera, sobre não deixar que a raiva e a dor moldassem quem ela era. Mas a questão era que eu não era tão forte assim. Não mais. Tudo o que eu quis, tudo o que eu amei foi tirado de mim a força. Sempre que eu conquistava algo, isso era tirado de mim sem nem me dar chance de lutar. Eu sabia que precisava fazer alguma coisa, mas não sabia o que. Estava tão perdido que minha mente não conseguia pensar direito. Estava esgotado. Não aguentava mais ficar assim. Passei as mãos pelos cabelos e apanhei a varinha. Arrumei os bonecos com um floreio, todos amontoados por cima uns dos outros. No segundo seguinte apontei a varinha para eles e gritei:

- CONFRINGO! – uma explosão tomou conta de metade do recinto. Braços, cabeças, troncos e pernas dos bonecos voaram por todos os lados. Isso me acalmou por hora. Helga que me perdoe, mas eu precisei explodir alguma coisa. Se precisar eu arranjo mais alguns para ela. Mas agora eu preciso sair daqui. Já descarreguei minhas energias. Me recompus e saí da Sala, andando às pressas pelos corredores. Era melhor eu voltar a meus aposentos do que ficar ali e destruir mais alguma coisa.

Ações Finalizadas

Spoiler:
 

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