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 Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora

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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Sab Jan 22, 2011 10:14 pm

:: Quarto da Helga ::

Um quarto bonito e comum é aquele no qual a fundadora Helga habita. Naturalmente pouco tempo ela passa ali, já que as tarefas e obrigações do Castelo tomam quase todo seu tempo. A maior parte do tempo a fundadora pode ser encontrada no Escritório próximo a Sala Comunal da Lufa-lufa.

É um ambiente confortável, com móveis em madeira e uma decoração nada usual: Helga por ser uma bruxa conceituada e conhecedora do mundo, recebe presentes de muitos amigos ao redor do globo, o que explica os objetos das mais diversas origens que ela possui.

Sobre a escrivaninha ao lado da cama pode ser encontrado sempre um belo vaso com flores, amarelas e vistosas que acalentam os sonhos da fundadora. O tesouro da fundadora encontra-se guardado ao lado da Cama, sobre a escrivaninha: A Taça de Hufflepuff!

Se quiser encontrá-la, somente a noite!




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Última edição por Helga Hufflepuff em Seg Jan 23, 2012 3:51 pm, editado 2 vez(es)
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Katherine C. Leveau
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Sab Jan 22, 2011 10:22 pm





Chamar um fundador, isso! Eu preciso encontrar alguém e eu não sei onde estou... Merlin me ajude! – Hey, onde ficam os quartos dos fundadores? – Perguntei ansiosa pra um dos quadros que resmungava da luz.
- Por ali menina, na primeira porta tem uma fundadora! Agora apague essa luz. – Acenei com a cabeça e sai correndo desesperada ainda, já estava sentindo minhas pernas dormentes e um enjoo enorme, eu poderia vomitar a qualquer momento, e as lágrimas não estavam me ajudando a enxergar.
Primeira porta...Primeira porta e lá estava, bati na primeira porta que vi. Ninguém estava atendando e eu estava ficando mais nervosa ainda, chorava de soluçar feito uma maluca! – Se controle Kath, se controle. – Funguei e soquei a porta novamente, então um barulho na fechadura me fez dar um pulo para trás, meu coração quase parou por um segundo e eu fiquei zonza... “Não desmaie Kathe, não ainda!”. A figura que apareceu era alguém conhecido, senhorita Helga e diretora da Lufa-Lufa, ela tinha uma aparência bem bonita pra quem tinha acabado de acordar, seus olhos pousaram sobre mim e era essa a hora.

- Fundadora a senhorita Bridget pediu que eu viesse até um dos fundadores e entregasse isso! – Minha voz embargada ainda era audível, pelo menos ela pareceu entender o que eu dizia. – Senhorita, eu sou clarividente! Eu vi um ataque na casa dos Keppeler e eu avisei a professora Bridget e a Olivia e elas foram pra lá, Bridget pediu que a senhorita mandasse uma enfermeira até Hogsmead! Se o que eu vi já aconteceu a Eibhlín está muito ferida ou pior ela pode está morta. – Eu falei tudo sem respirar, eu cuspia as palavras e gesticulava de forma afobada em desespero, enjoo de novo, tonteira e as imagens daquela menina sendo morta novamente.

Eu já havia visto a morte dos meus pais, mas era uma lembrança muito longínqua e apagada ao contrario dessa, real, cruel e fria! Só de lembrar Eibhlín ensanguentada sendo atingida por um raio verde um frio subiu pela minha coluna e eu voltava a chorar, chorar desesperadamente. Agora eu me vi agarrada a cintura da fundadora. Não queria prende-la, mas eu não estava sentindo minhas pernas direito e além do conforto que seu abraço me dava eu sentia que me segurando a ela eu não me espatifaria no chão. – Você precisa ajudar. – Falei soltando ela e erguendo a minha cabeça pra olhar em seus olhos.
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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Dom Jan 23, 2011 1:02 am

- Ótimo... – murmurou para o espelho, depois de vestir o roupão e soltar os cabelos. – Vou pegar mais um cobertor! – lembrou-se mentalmente, indo em direção a cômoda e apanhando o item. – Que noite fria... – fechou a janela e foi em direção a cama.

Helga Hufflepuff fora se deitar exausta, suas costas estava matando-a lentamente. Com um pulsar latejante na região do dorso, coisa própria de quem passou o dia inteiro de pé andando para todos os lados do castelo resolvendo os problemas cotidianos... de quem estivera fora do castelo fazendo coisas que não deveriam saber em hipótese alguma!

Se deitou em sua cama esperando uma reconfortante noite de sono, cobriu-se e se aprumou nos confortáveis travesseiros. Começou a repassar o dia em pensamento... Espera que aqueles elementos com quem entrara em contato conseguissem fazer as tarefas que lhe pedira a altura... Um passo errado e talvez descobrissem tudo: e o que seria de Helga? Com certeza seria expulsa de Hogwarts! Ah... se soubessem! Nem a amiga Rowena entenderia...

Antes de começar a cochilar, olhou mais uma vez para sua Taça, brilhante e dourada sobre a escrivaninha ao lado da cama... ela estava diferente aquele dia: refletia a luz de uma maneira inusual, o luar prateado refletia feixes escarlates que ela jamais lembrava de ter visto, como se fosse sangue derramado...

Aquela taça tinha poderes que até mesmo Helga desconhecia! Mas estava com sono agora, amanhã poderia averiguar melhor, um bom livro de Advinhação ou de arte dos duendes pudesse ajudá-la a identificar o que significava as predições que seu tesouro tentava lhe passar. Virou-se na cama e foi embalada levemente pelo sono que lhe acariciava...

:: Horas depois::


Cablam!!! CABLAM!!!


Ela se revirou na cama, como se aquele barulho fosse resultante do seu sonho ainda. O cobertor enrolou-se nas suas pernas e o travesseiro foi parar no chão, a mulher jazia esparramada na cama.

Cablam!!! CABLAM!!!


Helga assustou-se e capotou para fora da cama, caindo diretamente no piso frio e duro do quarto, com um gemido baixinho. Não se machurara, mas estava irritada: não esperava acordar com o castelo sendo demolido e muito menos ser ela a primeira pedra a ir para o chão.

- MAS QUE DIABOS...!!!??? – comentou a fundadora sonolenta, se levantando. – Mas quem está esmurrando minha porta a essa hora!!!???

Nunca desperte uma texuga adormecida! Exceto em casos especiais... Helga levantou-se rapidamente, ao ouvir as batidas aflitas em sua porta. Fechou o robe e atou os cabelos rapidamente, afinal ninguém iria querer ver a coitada com os cabelos bagunçados logo de madrugada. Foi em direção a porta de carvalho quase com um instinto assassino.

- Ai... Espero que não seja o Godric! Eu já falei pra ele parar de me procurar de noite, não sou dessas qualquer e... – a mulher abriu a porta já pronta a dar uns bons gritos no colega fundador. – Querida! Acordada a essa hora...???

O que estava ali a surpreendeu totalmente, não era nenhum de seus alunos, mas sim uma das pupilas de Rowena a encarava: a Srta. Leveau, uma menininha alegre, bochechuda e fofinha. Geralmente sorridente, mas naquela hora estava aflita e sua expressão marcada parecia trazer más notícias.

- Fundadora a senhorita Bridget pediu que eu viesse até um dos fundadores e entregasse isso!

Ainda sem conseguir articular nenhuma idéia, Helga apanhou o papel que a professora de DCAT enviara, e leu com atenção mas ainda perdida com tudo. Se Bridget enviara uma garota no meio da madrugada com certeza não era algo superficial, a diretora desdobrou o papel e acompanhou a caligrafia da mestra. Terminou, mas imediatamente a garota já começou novamente um novo discurso. Onde ficava o botão de desligar?

– Senhorita, eu sou clarividente! Eu vi um ataque na casa dos Keppeler e eu avisei a professora Bridget e a Olivia e elas foram pra lá, Bridget pediu que a senhorita mandasse uma enfermeira até Hogsmead! Se o que eu vi já aconteceu a Eibhlín está muito ferida ou pior ela pode está morta. – a garota estava realmente aflita, ao que parecia era real: nenhuma criança ficaria em tal estado se não tivesse razões para tanto. A garota desabou. - Você precisa ajudar. – ela começou a chorar agarrada a cintura da fundadora.

Afagou a cabeça da menina suavemente, mas precisavam entrar em ação logo. Nestas emergências quanto mais rápido agir, melhores são as chances de tudo dar certo...

- Acalme-se querida... Acabei de ler a carta, você disse que Bridget já foi para lá não é mesmo? Helga tentava botar a cabeça em ordem, que girava pelo sono, o súbito despertar e a avalanche com tantas informações. Os Keppeler eram a família da garota Eibhlín, que fora para casa para o enterro da avó. – Vamos comunicar aos outros fundadores, eles precisam saber disso imediatamente! – rapidamente apanhou a varinha dentro do quarto. - Expecto Patronum! – três texugos prateados se desprenderam da ponta de sua varinha e flutuavam a sua frente, liberando a aura azulada que geralmente costumavam. – Os Keppeler foram atacados, Eibhlín está... ferida, segundo a garota Leveau. Precisamos nos reunir rápido! – Os três texugos saíram flutuando rapidamente pelo corredor, entrando em cada quarto dos outros três fundadores, atravesando a porta.

Pronto, mensagens enviadas: agora devia esperar as notícias. E torcer pelo melhor...

- Katherine, venha comigo... você precisa me contar com detalhes o que viu. – disse a fundadora apoiando a mão sobre o ombro da garota, que ainda chorava aflita. – Precisa se acalmar! Vamos a cozinha, um pouco de leite com chocolate lhe fará bem... – e se afastou com a garota. Sua voz soou um pouco trêmula ao pensar na notícia se espalhando. – Querida, por favor, não comente com ninguém sobre isso! Para a segurança da Eibhlín, ela é uma garota forte... Ela vai ficar bem. – a cabeça de Helga estava a mil, precisa ocultar aquele caso: para segurança de Hogwarts e para a sanidade e integridade da própria fundadora...


:: Minutos depois::


Estavam na cozinha, Helga escutara com atenção o que Katherine contara. Aquela garota realmente via coisas, não havia outra explicação! A minúncia nos detalhes, a vivacidade que ela conseguia passar ao falar a cena e o ângulo de visão com que vira tudo se passar não davam outra alternativa: ela realmente era clarividente!

Não é a toa que Bridget e Olivia foram convencidas por ela imediatamente. A própria Helga ficou estupefata com a habilidade da menina, que poderia se mostrar um bom dom, ou também uma maldição... Uma faca de dois gumes. A única coisa que Helga receou naquele momento era que Katherine pudesse ver o seu segredo...

- Vamos querida! Sei que vocês talvez não fossem as melhores amigas, mas ela vai ficar bem! – consolou ainda nervosa com a notícia. – As vezes temos que aprender com os nossos erros para melhor entender o que acontece depois. Tenho certeza que Eibhlín vai lhe agradecer por nos avisar.

Afagou os cabelos da menina, enquanto ela tomava ainda o copo de leite com chocolate, os elfos já não estavam ali na cozinha. Estavam só as duas. Quando um felino prateado invadiu a cozinha, com a voz da professora de Feitiços.

- POR FAVOR PRECISO DE AJUDA! PRECISO DE UMA ENFERMEIRA O MAIS RAPIDO POSSIVEL, ESTOU COM UMA ALUNA FERIDA NA PRAÇA CENTRAL DE HOGSMEADE! VENHAM DEPRESSA!

Ótimo! Helga tentara consolar a garota Leveau, mas Olivia tinha que gritar "emergência!" para tudo melhorar. Katherine agora entrava em desespero e chorava. Helga ouviu a mensagem e rapidamente conjurou outro patrono, aquela noite realmente estava atribulada.

- Morgana, temos uma garota ferida em Hogsmeade. Encontre a professora Olivia na Praça Central. É necessário e urgente! – despachou o texugo brilhante para a enfermeira. Estava feito, voltou-se para a garota corvina. – Querida! Não se desespere! temos que torcer pelo melhor agora. Vai dar tudo certo... vai dar tudo certo... – murmurou, agarrada a garota, tentando controlar seu choro. Não poderia deixar Katherine sozinha, ela estava frágil e abalada, guardava uma notícia que ninguém deveria conhecer em Hogwarts. Mas Helga estava mais atribulada do que a garota, ao pensar na possível chance de Eibhlín ter sobrevivido.

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Katherine C. Leveau
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Seg Jan 24, 2011 1:22 am





Eu estava me sentindo melhor ao ver que a senhorita Helga havia comunicado os outros fundadores, através de um patrono, o que era de fato incrível. Qual seria o meu? Respirei fundo e olhei para ela tentando forçar um sorriso de agradecimento, mas acho que deve ter parecido mais uma careta, quem sabe? Ela pediu que eu a acompanhasse e eu afirmei com a cabeça, talvez eu contando tudo exatamente como vi poderia ajudar mais, não é? Então eu fiz como ela me pediu, tentei me acalmar e enxuguei o meu rosto.

Enchi o pulmão de ar e apenas respondi com a cabeça, não entendi por que não poderia falar nada, mas se era Helga quem estava me pedindo, significava que era mesmo o melhor a se fazer. Segui com a fundadora até a cozinha e lá me acomodei em um dos bancos, observando o trabalho dos pequenos elfos que rapidamente faziam algo para nos alimentar. Quanto ao meu sonho? Eu tentava lembrar de cada detalhe e colocar eles em palavras, a mulher se aproximando de Eibhlín, sua máscara sombria, seus olhos sem vida, seus movimentos certeiros, o desespero na voz de Maik! – Eu podia sentir até o cheiro, cheiro de sangue. – Completei fazendo um biquinho em seguida.
- Eu sinto tanto pelas nossas brigas, não intendo por que ela me odeia! Eu a amo e só por isso consegui ver o que ia acontecer com ela. – Ia? E se não tivesse dado tempo? Meu coração gelou e senti mais uma lágrima teimosa vir à tona, mas pelo menos meu choro era controlado. As palavras de Helga, era nela que eu deveria acreditar e pronto! Peguei a caneca com o chocolate quente e tomei mais um pouco da mesma, suspirei em seguida aliviada, tudo estará bem!

Notei uma luz brilhante invandir a cozinha e então uma voz conhecida e aflita gritou palavras que fizeram meu coração parar por um segundo, minhas pernas tremerem e a minha cabeça girau, senti como se o sangue tivesse parado de fluir pelas minhas veias. Ferida? Será que era grave? Ela está viva, graças a Merlin! E Maik? E os pais da Eibhlín? Céus será que foi tarde demais para eles? Lágrimas, soluços e desespero, tudo voltou de uma vez só.

- O que será que ela tem? E a família dela? Ó céus, se eu tivesse visto tudo antes! – Resmunguei , me sentia muito culpada. Se era pra ter esse dom por que ele não funcionava nas horas certas? Por que tinha que ser assim, tão incontrolável? Se eu ao menos pudesse desejar ou escolher...
- Eu quero ver ela, senhorita Helga! Por favor! – Chorava agarrada a mulher que agora tentava me acalmar, mas como eu poderia me acalmar? Será que Eibhlín estava correndo perigo? E minha madrinha? Ela parecia tão desesperada.

- Eu quero ajudar, eu tenho que fazer alguma coisa. – Falei em meio ao pranto, afrouxando o abraço de Helga e fitando ela. Como eu poderia dormir à noite sem sonhar com a queda de Eibhlín? Sem sonhar com o desespero de Maik? Sem sonhar com os três vultos que vi dentro da casa, sem sonhar com aquela mulher sinistra... Eu não dormiria por um mês, então imagina Eibhlín? Que injusto, por que alguém faria isso?
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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Seg Mar 21, 2011 6:57 pm

RP FECHADA
Seis de Outubro de 1800
Quinta-Feira, madrugada, aproximadamente 03:50
Tempo frio, ainda escuro.

PRINCIPAIS PARTICIPANTES:
Alexandra Hanson
Ashlee Brooklyn
Gwenevire Holland
Helga Hufflepuff

Dionísio de Mileto
Kayla Winchester

Katherine Leveau
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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Seg Mar 21, 2011 9:09 pm

{ seeing memories
post two


corredores
    Acomodar um monte de alunos embaixo de uma capa da invisibilidade não foi a tarefa mais fácil da minha vida, mas estávamos nos saindo muito bem. Não tínhamos muito tempo e acredito que não haveria ninguém passeando pelos corredores às quatro da manhã de uma Quinta-Feira! Por favor, né? Bem, de qualquer forma, não teríamos muito tempo, ainda tínhamos que tirar a Helga de seu quarto e mandá-la para o Salão Comunal e Ash ainda teria que vir para cá sem ser vista, o que seria um tanto mais complicado pois ela estaria sem a capa. Aliás, espero que ela tenha feito uma boa encenação no Salão Comunal, mas conhecendo a Ash como conheço, tenho certeza de que ela destruiu o lugar.

    - Ai! Dionísio, você está me empurrando! - eu dei uma cotovelada nele, tá, a capa era dele, mas isso não significava que ele poderia ficar empurrando todo mundo - Kathe, tem certeza de que o Mushu não veio, né? Vai que acontece outro acidente como na biblioteca. - eu dei de ombros, Mushu era uma graça de macaquinho, mas acredito que agora não seria uma boa hora para ele vir. - Você é a... Kayla, não é? Prima da Ash? Não decorei seu nome ainda. - que papo mais calmo para se ter em uma grande missão de... de... Ahm, enfim, uma grande missão. - Gween, quem chama a Helga? Tem que mentir bem... - ela me olhou com cara de "Você é a grande mentirosa!" - Ahm, tá, eu já entendi.

    Continuamos caminhando, eu sabia mais ou menos onde ficava o dormitório da tia Helga, acho que todos os lufanos sabiam. E os não-lufanos também. Acho que todo mundo sempre corria para a tia Helga quando tinham problemas. Esquisito. De qualquer forma, eu esperava que ela não estivesse dormindo tão profundamente, assim minha bronca seria menor.

    Chegamos em frente ao quarto de Helga e paramos. Eu sabia que deveria sair debaixo da capa e bater na porta, mas algo me impedia. Bem, o que quer que fosse que me impedia, foi quebrado porque algum ser me empurrou para fora da capa, como eles continuaram cobertos, não pude ver quem foi. Eu bufei e olhei feio para o lugar vazio, ou supostamente vazio. Eu me descabelei e dei uma bagunçada no meu roupão, acho que eu deveria ficar parecendo que tinha acabado de levantar e corrido muito, né? Bem, quando me senti pronta, comecei a bater desesperadamente na porta do quarto. Se ela estivesse dormindo, certamente iria acordar. Logo, fui surpreendida quando a porta foi aberta.

    - Alexandra? - eu fiz uma careta. Alex! Por favor, ALEX! - O que faz acordada a essa hora da noite, querida? Devia estar dormindo e...
    - Senhorita Helga, por favor, você tem que ir até o nosso Salão Comunal! Está acontecendo alguma coisa muito sinistra! Tem um aluno pendurado de cabeça para baixo e uma confusão tão grande está acontecendo, eu não sei nem explicar direito, mas a senhora tem que ver isso! - eu gesticulava para que ela saísse logo. Anda tia Helga, eu disse que está havendo uma destruição no Salão Comunal, será que rola me entender?
    - Como assim confusão? Que tipo de confusão? - ela não ouviu a parte do "Aluno pendurado de cabeça para baixo" e "eu não sei nem explicar direito"? Tá, por que diabos ela tá olhando para onde o pessoal deveria estar? - Alexandra, com certeza não é nada grave... Amanhã resolvemos isso! Volte pra o seu dormitório... Com licença... - ALEX! MEU NOME É ALEX! E ESPERA AI, NÃO VAI FECHAR A PORTA NA MINHA CARA NÃO!
    - NÃO! A Senhora PRECISA ver isso! A Senhora TEM que vir comigo! - eu agarrei o pulso da Helga e comecei a puxá-la. Tá, isso não estava nos planos, mas era preciso! Eu olhei na direção onde deveriam estar as pessoas e lancei um olhar do tipo "Vocês tem que serem rápidos!" e esperava que alguém visse e percebesse a mensagem.
    - EU ESPERO QUE SEJA ALGO REALMENTE GRAVE!

    Eu concordei com a cabeça e comecei a correr, ainda puxando a Helga comigo. Droga, isso não estava nos planos. Isso não estava nos planos mesmo! Agora teríamos que tomar duas vezes mais cuidado! E, espera, ah não, não me digam que quem vem lá é a... Ah não, NÃO! Ash!

    Helga parou a garota e Ash me olhou. Bem, acho que havia uma grande confusão mesmo, o que era bom. O ruim era: como iríamos despistar a Helga? Ash aumentou ainda mais a confusão para a Helga e ela saiu correndo, Ash e eu corriamos atrás dela, mas quando tia Helga dobrou o corredor de nosso Salão Comunal, eu agarrei a Ash pelo pulso e a puxei na outra direção.

    - Vamos agora, ou não teremos mais tempo! - eu disse, um tanto ofegante, e a garota concordou com a cabeça. Logo, começamos a correr novamente. Helga havia deixado a porta aberta? Ah, por favor, diz que sim!


dormitório
    E era impressão minha ou o dormitório estava mais longe agora? Acho que é impressão mesmo, talvez por que eu estava com pressa e cansada. Da próxima vez, vou usar vassoura para andar pelos corredores, é mais rápido, prático e confortável. Enfim, chegamos mais uma vez ao dormitório da Helga, Kathe estava espreitando pela porta, provavelmente ela havia ficado de vigia. Ela acenou para que nós entrássemos rapidamente, e logo em seguida, fechamos a porta.

    - Fôlego... Eu preciso de ar... Sem fôlego... - eu apoiei minhas mãos em meus joelhos e então lembrei que não tinha tempo para respirar. Tia Helga poderia voltar a qualquer momento.

    Eles haviam encontrado a Penseira, como eu não faço a mínima ideia, mas eles eram inteligentes, né? Ahm, o Dionísio era campeão de briga, isso devia valer também.
    Enfim, a tal Penseira era uma bacia de pedra, parecia ate simples, dessas coisas que qualquer um jogaria fora, sabe? E tinha uma coisa estranha dentro dela, eu não sabia definir direito o que.

    Todos nos aproximamos da bacia. Eu não sabia direito o que fazer, dá um desconto, eu sou uma trouxa! Até a alguns dias atrás, nem sabia dessas coisas de memórias e Penseiras, estou me acostumando e, tá, esqueçam meu chilique.

    - O que fazemos agora? - Gween explicou que deveríamos despejar a memória dentro da bacia. Kathe pegou nosso vidrinho e o estampou. Sorte que eu estava no lado contrário à ela da bacia, ou então, teria tacado o vidro com tampa e vidro e tudo dentro da bacia. A memória escorreu para dentro da Penseira, como se fosse líquida e gasosa ao mesmo tempo, isso faz sentido? Bem, estamos no mundo bruxo, chocolates podem pular e vassouras são sentimentais, nada faz sentido. Eu aproximei minha cabeça da bacia, alguma coisa estranha se formava naquela névoa...



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Dionísio de Mileto, Kayla Winchester & Katherine Leveau
obs • eu interagi com todo mundo? Me diz que sim, vai .-. bem, não ficou
tão bom quanto eu queria, mas foi semi-escrito dentro de uma sala de aula super barulhenta .a/
qualquer coisa gente, eu posso editar. Qualquer coisa MESMO! Na ordem, acho que seria ahm... Não
sei, quem quiser postar primeiro (:
E sim, eu mudei a formatação do post mais uma vez. acho que achei algo legal agora.






Última edição por Alexandra Hanson em Seg Abr 18, 2011 9:04 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Seg Mar 21, 2011 9:49 pm

O que fora derramado se espalhava lentamente, um pequeno redemoinho se formava, poderia parecer névoa, poderia parecer prateado. Mas na verdade uma imagem começava a se formar. E quando os jovens, nesta Penseira debruçarem poderiam ver, algo que as modificaria lentamente.

O Passado em uma memória poderia escrever o presente, mas poderia impedir um futuro sombrio e negro que estaria lentamente a vir no horizonte?








Spoiler:
 

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Katherine C. Leveau
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Ter Abr 05, 2011 12:13 am




Finalmente havíamos encontrado uma maneira de pode ver a memória que recebemos da elfa Pimba, e agora estávamos todos apertados debaixo da capa da invisibilidade de Dionísio, não sei como poderia caber tanta gente ali e havia até uma garota que eu conhecia apenas de vista. – Não, Mushu ficou no dormitório, não queremos nenhum desastre né? – Falava baixo e andava com cautela, queria mesmo que não fossemos descobertos, minha avó ficaria louca se eu levasse alguma detenção. Se meu macaco estivesse ali, ia ter confusão na certa.

Caminhava em direção ao dormitório da senhorita Helga, há essa hora ela devia está no decimo sono, não queria nem imaginar sua expressão quando fosse acordada, conforme o combinado, que eu não sabia exatamente o que era. Eu conhecia bem aquele caminho, era o mesmo que havia feito na noite do incidente com Eibhlín e... Foco Katherine, nada de lembranças nesse momento. Fiquei quieta debaixo da capa, tinha até medo de respirar, talvez fosse o fato de que agora Alex estivesse falando com a fundadora. Helga, que havia ficado extremamente preocupada com o acontecimento, saiu correndo desesperada! Pobrezinha se visse sua cara de sono. Certamente ela devia ser bem ocupada, era o tipo que todos procuravam para resolver qualquer problema.

Senti todo o meu sangue descer até os meus pés e voltar de uma vez, quando Helga olhou na nossa direção, como se sentisse que estávamos ali. Prendi a minha respiração até ela sair do meu campo de visão, quando ofegante me livrei da capa assim como os outros. Segui na frente e abri a porta, enquanto Dionísio, Gween e a outra garota entraram no dormitório e começaram a vasculhara o quarto atrás da penseirra, eu fiquei pendurada na porta, por que ela não podia está simplesmente fácil?
- Assim que elas chegarem, a gente vê. – Comentei, fiquei de vigia ali até que Alex surgiu com as bochechas vermelhas, acompanhada de outra garota lufana. – Vamos, entrem logo! – Sussurrei e quando elas entraram fechei a porta atrás de mim, analisando o dormitório da fundadora, nunca havia entrado realmente nele.

Aproximei-me da penseira e observei a todos que estavam em volta, isso parecia mais uma reunião de uma seita ou sei lá o que. Suspirei e enquanto Gween explicava o que deveríamos fazer, peguei o vidrinho e destampei, derrubando na grande bacia. – São runas! – Falei emocionada, eu realmente já havia visto várias inscrições de runas, mas antes que todos começassem a reclamar eu fiz bico e comecei a falar – Certo, não temos muito tempo e como a memória foi dada a nós eu sugiro que olhemos primeiro. – Era o certo a fazer e todos concordaram, olhei para Alex. – Vamos colocar a cabeça ai dentro juntas, ok? No três. E vamos torcer pra que a memória seja pequena, caso contrário estaremos ferrados.– Completei um tanto insegura e fiquei encarando a lufana, um pouco temerosa e não era tempo para isso. Ouvi um “vai logo” de alguém e concordei com a cabeça, estava tão curiosa. – Um, dois e...Três. – Logo me abaixei e coloquei a cabeça dentro da grande bacia, fui envolvida por algumas imagens confusas e soltas, quando a memória acabou senti como se fosse empurrada para trás e tirei a cabeça, soltando um ofego alto. – É uma memóriapequena, de dois em dois, e todos podem ver. – Afirmei agitada, os vendo mergulhar, enquanto pensava no que havíamos visto. – É como se ela estivesse mesmo fragmentada, percebeu que não está continua? São varias memórias em uma só... Quantas ainda devem existir por ai? Foi só eu que achei isso muito macabro? O balanço... A caixa de música, melancólico demais. – Falava em meio a sussurros para os que já não estavam com a cabeça submersa, toda essa situação só serviu para me deixar ainda mais instigada e amedrontada, certamente sonharia com aquela melodia e com aquela lugar vazio.




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Elfo Caplin
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Ter Abr 12, 2011 12:10 am

Está ação NÃO corre no mesmo DIA da ação descrita ACIMA.

Dia: 25 de Dezembro
Horário: 6:30 da MANHÃ


Arrastar, arrastar era preciso arrastar!!!! Caplin estava cansado, cansado estava sim! Mas fundador da casa verde queria, que ele fizesse entregas, entregas complicadas. Muito complicadas. Ajeitou de um lado, ajeitou de outro lado. E finalmente aquela coisa estranh estava no lugar certo. Era grende demais, e ainda não entendia bem o porque daquilo. Mas se Fundadora Helga gostaria, seria dela não? Ajeitou o cartão com emblema das serpentes, o fundador Salazar iria gostar que Caplin fez tudo direito fez sim!!!!










Quando já estava sumindo, ouviu um grito agudo e desaparecera no ar, afinal Caplin não queria ser acusado de espiar fundadoras nuas....
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Helga Hufflepuff
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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Seg Jan 23, 2012 3:55 pm

Some memories...

Horário: 20h 00min
Dia: 22 de Outubro de 1804.
Clima: Noite fria e sem nuvens.

- RP Fechada -

Participante:

Helga Hufflepuff

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Seg Jan 23, 2012 4:28 pm

Entrei no meu quarto e a primeira coisa que fiz foi girar a chave na fechadura e fechar os olhos. Levei as mãos a minha têmpora e massageei suavemente. Graças a Deus aquele dia terminara! Pelo menos para mim, e eu torcia aos céus que nenhum filho de Merlin fosse me perturbar mais naquela noite. O que eu deveria fazer pra ter um momento de paz e descanso? Decididamente não tinha cútis ou cremes de pepino tibetano que agüentassem e dessem jeito naquele estresse todo! E se os alunos pensam que vão me deixar com pés de galinha como os de Rowena– que, Merlin a proteja, convenhamos mais pareciam garras de hipogrifo selvagem – os alunos estão muitíssimos enganados... So eu sei o quanto os pupilos de Rowena a deixaram em choque após o pancadão que aprontaram na torre Leste. E francamente hoje fora o ápice para mim! Só o Davies mesmo para me perder o corpo e se transformar numa menina! Céus, esses alunos tinham cada idéia... Pelo menos eu já mandara as corujas a família Davies e a situação estava sob controle.

Vesti minha camisola com calma e acendi as velas aromáticas dos meus candelabros. Sentei de frente para a o meu espelho e comecei a limpar minha pele com um pedaço de algodão imerso em solução de bubotúberas... Minha pele estava oleosa desde que eu descobri aquela notícia. Levei a mão a minha barriga, e mordi o lábio inferior. Só eu sabia o quanto estava sendo difícil levar tudo aquilo. Minha barriga já estava com um volume maior, e já não dava mais para esconder. Godric e Salazar eram tão insensíveis que nem notaram isso, mas minha amiga Rowena me fitara há uma semana, e pelo seu olhar de espanto percebi que ela estava notando o que se passava comigo. Mas essa maldita correria do dia a dia me impedia de falar a sós com ela... Um olhar cúmplice foi o suficiente para eu entender que ela estaria do meu lado.

Mas quem podia pensar que eu, logo eu, estaria passando por aquilo? As vezes era impossível acreditar até para mim mesmo. Grávida... Uma bruxa grávida e solteira! Isso não era bem visto nem no mundo bruxo, e quanto mais para mim, uma diretora de Hogwarts... Levei a mão aos olhos e senti as lágrimas molhando o meu rosto. Eu estava assustada com tudo aquilo; não iria agüentar que apontassem o dedo no meu rosto como se fosse acusada! Será que valeria a pena sumir por uns tempos e deixar meu filho com ele...? Haviam sido dois anos longos... dois anos em que eu estivera batalhando por uma luta diária e enfrentando dragões mais terríveis do que aqueles das lendas... Aquela era uma luta que eu não queria e não podia enfrentar sozinha.

Ergui a cabeça e terminei de limpar minha pele, meus olhos estavam vermelhos. A luz das velas dançavam e brilhavam refletidas e uma taça dourada, protegida por uma redoma, ao lado do meu espelho. A taça que meu pai me der... A honra e a tradição da família Hufflepuff. Eu não era merecedora dela... nunca havia sido. E agora principalmente, porque seria mãe solteira. O que pensariam de mim? Eu estava com a cabeça cheia... Precisava colocar os pensamentos em ordem, porque nem eu mesma afinal tinha certezas sobre o responsável pelo que acontecera comigo...

- Accio Penseira! – murmurei, erguendo minha varinha. Vi minha bacia de pedra sair de dentro do armário e pousar parada sobre a minha cama. Eu precisava rever algumas coisas, rever o que eu vivera nos últimos anos, rever alguns detalhes que deixei passar a dois meses atrás, rever o pai do filho que agora eu levava no meu ventre...

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Ter Jan 24, 2012 1:39 pm

Memories #1

(...)

Já estávamos terminando a conversa. Eu estava sentada na minha mesa, em minha casa. O homem a minha frente não parecia mais aquele mesmo jovem que eu contratara a dois anos atrás para o cargo de docente. Azkaban realmente podia causar mais estragos a uma pessoa do que eu podia sequer imaginar... Seus cabelos longos e sua barba por fazer ocultavam uma beleza selvagem, em contraste com a sua bela face, me faziam sentir um pouco de piedade mesclada a desejo...

Fora uma das tantas batalhas que eu tivera. E uma das quais valera a pena lutar. Independente do que ele tivesse passado ou feito, era um homem de bom coração e eu sabia disso. Mirei sua face após tanto conversar.

- ... Não precisa mais agradecer Darius. Eu fiz o que podia... – falei com a voz calma, encarando-o.

- Eu só... Não entendo o porquê. – o jovem homem parecia confuso, e eu mesma não tinha reação para aquilo, fizera o que julgara certo. – Você não precisava... Quer dizer, eu estava pagando pelo crime que tinha cometido.

Bom, aquilo pelo menos não seria eu a revelar. Mas pelo menos os aurores do Ministério, e em especial Jace e Bastian – duas das poucas pessoas dentro daquele lugar que valiam a pena – haviam descoberto o essencial para isentá-lo da culpa pela morte da ex-mulher, que, parece, não estava tão morta assim... Se eu ficara chocada quando soubera que ele tentara a assassinar? Claro! Quem não ficaria se soubesse que o empregado tentara matar alguém? Mas ele fizera isso por traição, e se eu não entendesse o que era cometer um erro quando perdia a cabeça, então talvez eu não tivesse aprendido tanto com os anos.

- Você foi preso enquanto você estava em Hogwarts. Eu não podia ficar de braços cruzados vendo um dos meus funcionários sendo arrastado para Azkaban por algo que não fizera. – cruzei os dedos e o sustentei o seu olhar. – Você já pagou pelo seu erro e felizmente o culpado pela loucura de Hovers em Hogwarts já foi descoberto... – falei soturna, a notícia tinha sido um choque tão grande para mim quanto para qualquer um, mas com esforço havíamos conseguido ocultar o que acontecera e quem fora Lady Rosedeath. – Mas não importa mais... Você estará com a gente novamente Darius? Pensamos em reabrir Hogwarts...

Perguntei insegura. Naturalmente entenderia se ele não quisesse retornar. Mas a expressão dele a minha frente me surpreendeu, e eu não pude deixar de sorrir. Era a coisa certa a fazer, estava dando uma segunda chance a um homem de confiança. Uma segunda chance para ele recomeçar sua vida era tudo o que muitas vezes faltava...

- Obrigado Helga. – fiquei constrangida quando notei que ele me chamara pelo primeiro nome. Nunca tivera tanta intimidade com os professores antes... – Não sei como agradecer por tudo. Eu sinceramente...

O homem se levantou da cadeira e se aproximou de mim, tirando o casaco. Tentei controlar o nervosismo que aos poucos precedia o que eu pensava que iria acontecer... O olhar dele me hipnotizava e era tão sedutor.

- Darius... Não precisa... – comecei a reagir, minha voz lenta e cada vez mais baixa, o ar começava a me faltar. - Eu não fiz nada que...

- Só dessa vez... – ele se aproximou tanto que não pude mais reagir.

Um tremor involuntário tomou conta da minha mão, a sensação de que pufosos estavam dando uma festa no meu estômago não parou. Ele se aproximou... Cada vez mais próximo... e os lábios dele eram tão macios. Fechei os olhos e me deixei me levar pelo toque de Mortymer.

(...)

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Qua Jan 25, 2012 4:03 pm

Memories #2


(...)

As ruas estavam vazias, absolutamente abandonadas. Um gato corria atrás de um camundongo que corria pela calçada sem pessoas e as nuvens negras dançavam para derrubar-se em chuva sobre a terra a qualquer momento. Era o começo da noite, e as malditas leis do Ministério haviam sido aprovadas. Toque de recolher para nascidos trouxas... Como se isso fosse resolver os problemas maiores da nossa sociedade, como a intolerância e a falta de respeito com o diferente, estavam sim matando lentamente a liberdade que fazia de nós ter orgulho de ser bruxo. Franzi a testa e me senti realmente sozinha naquele lugar...

Nunca antes tinha visto o Beco Diagonal tão vazio assim. Era aquilo que o nosso Ministério queria? Impor-se pelo terror? Decididamente eu não concordava com o Ministro Gael...Todas as lojas começavam a fechar. Eu precisava comprar aquele livro sobre precedentes criminais. Godric dependia daquilo para sair livre.

Cheguei a frente da Floreio e Borrões, mas fiquei desapontada. A loja já estava fechada... Eu tinha perdido a viagem. Passara o dia inteiro enfurnada no Ministério apelando e correndo atrás do que fosse necessário para libertar o fundador grifinório, mas nem isso dera resultados. Eu estava precisando daquele livro para conseguir um álibi decente para Godric, e o prazo para abrir o pedido encerrava amanhã de manhã... Começou a chover.

- Droga! Droga! DROGA! – resmunguei aflita e corri para baixo do toldo da Florean Fortescue. – Era tudo o que me faltava... Tomar chuva agora! – puxei minha varinha e comecei a secar minha roupa e meu cabelo. Foi então que ele chegou...

Era um homem jovem, não muito mais velho do que uns 25 anos. Bem aparentado, mas ainda assim, me inspirava um pouco de medo. Um homem que carregava aquela expressão sádica na face com certeza não seria a melhor companhia para um dia de chuva. Olhei de soslaio para ele, que se sacudia para se livrar da água, notei que me observava.

- O que foi? Nunca viu uma mulher se secando com uma varinha não? – acrescentei, me virando rápida e sustentando o olhar do homem.

- Não estou é acostumado a ver belas donzelas em um dia de chuva a essa hora andando por lugares perigosos. – o homem respondeu, arqueando uma sobrancelha. Eu notei o tom sacana de sua voz e aquilo decididamente não me agradava.

- Primeiramente, eu não sou uma “donzela”... – expliquei irônica, me virando lentamente para aquele trasgo com retardo mental. – E segundo: o dia em que o Beco Diagonal for considerado uma terra perigosa, recomendarei aos meus alunos que comprem seus materiais em outro lugar. Obrigada!

O homem a minha frente mordeu o lábio inferior, me senti sendo olhada de cima abaixo. E porque ele estava me dando aquele sorriso maníaco?

- Crianças não correm riscos, porém mulheres lindas, como você, correm... - se aproximou de mim e falou em meu ouvido. - A não ser que a senhorita tenha vindo a procura do risco.

Coloquei a mão no peito do homem e o empurrei.

- O único perigo que eu preciso aqui, está guardado em páginas de um livro, trancado dentro daquela livraria. – finalizei a conversa, me virando, pronta para ir até o Caldeirão Furado. – Maldição... Não vai dar tempo de abrir o álibi até amanhã... – murmurei nervosa para mim mesma, começando a me desesperar. Se não conseguisse aquele maldito livro de precedentes, não haveria como dar suporte para abrir o requerimento para libertação do Godric amanhã, estaria tudo perdido.

- Qual é o livro que você precisa? Sabe, eu posso conseguir para você... – aquele traste não tinha ido embora ainda? Oh céus!

- Como? - perguntei, me virando novamente para o jovem. - É um livro sobre precedentes criminais... Mas não importa... Você não pode fazer nada.– o que interessava aquele homem o que eu fora fazer ali? Decididamente as pessoas se ofereciam demais para coisas que não estava ao alcance delas.

- Eu sou um velho conhecido do dono, se me esperar aqui, posso pegá-lo para você. – se ofereceu o rapaz. E agora já não me restava dúvidas: eu estava falando com um criminoso.

Virei o olhar contrariada. Não acreditava que tinha prolongado uma conversa com ele... Se bem que... Não! Seria arriscado demais. E além do mais o que ele iria fazer era ilegal. Mas Godric também fora mandado para a cadeia por algo, ao meu ver, totalmente ilegal. Não conseguiria suportar a idéia de que meu amigo ficaria preso por mais tempo... Aquela infelizmente era a única opção possível naquele momento, ou eu perderia todos os meses de esforço e trabalho.

- E quanto você cobraria? - perguntei assustada para o homem. Eu estava disposta a pagar o preço que ele desse.

Ele novamente me analisou como um pedaço de carne. Seu lábio se deformando em um sorriso nada inocente. Me senti um lixo, mas não tinha escolhas... Aquela era a única possibilidade de eu conseguir o livro para salvar meu amigo. Assenti em concordância, embora o asco que sentisse fosse muito maior. Murmurei os detalhes do livro, como encontrá-lo e esperei. O homem saiu de perto de mim...

Aguardei ansiosa. Agora sim tinha chegado no fundo do poço: me aliando a criminosos. Ele voltou com o livro e me entregou. Abracei o livro contra o peito com força, passaria a noite acordada e seria aquilo que me ajudaria a libertar Godric. Agora o preço... Fechei meus olhos e dei a mão para o bandido. Cobri a cabeça com a capa e deixei que me conduzisse até um dos quartos do Caldeirão Furado. A única coisa que sei dele era o seu nome, pronunciado entre gemidos... Jareth Spencer.

(...)

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Ter Jan 31, 2012 2:42 pm

Memories #3


(...)

Estávamos os dois em uma das grandes salas do castelo dos Rachmanioff. Particularmente eu adorava visitá-los, aquela casa senhorial e de aspecto tão luxuoso me fascinavam. E afinal, eu tentava manter ao menos uma relação cordial com todos, desde os trouxas mais cabeça-dura da Igreja até os mendigos da Travessa do Tranco; a elite bruxa não era exceção, e fora justamente por isso que eu fora procurar ele; pois quem seria melhor para me dar dicas de quais roupas usar em um jantar com os figurões do Ministério? Se o nosso sonho – meu e meus três amigos – podia voltar a ser realidade, porque não lutar por isso? Eu iria interceder com todas as minhas forças para que Hogwarts voltasse a funcionar.

Mas toda aquela ostentação da construção, embora bela a sua maneira, não conseguiam me prender ali; o ambiente era frio, vazio e padecia de alguma espécie de obscuridade que eu jamais conseguiria identificar. A gargalhada boêmia e exagerada do jovem homem a minha frente foram suficientes para me fazer rir também.

- ... E o que você imaginava Aaron? Que eu iria aparecer na frente deles com roupas de couro e chicotes? – acrescentei rindo do comentário dele.

- Confesso que seria um arraso. – a voz fria daquele homem carregava agora um leve tom de brincadeira. – Mas ainda acho que o de cetim pérola fica melhor na sua pele.

- Sério? – perguntei indecisa, me olhando de frente para um espelho. Prestando atenção no vestido de gala dourado, com um casaco de pele de marta. – Esse ficou até que bem bonito, eu achei...

O russo soltou um muxoxo de descrença, apertou a fita métrica em torno do pescoço e se enfiou novamente dentro do guarda roupa que mais parecia um labirinto. Desabotoei o vestido e o deixei cair aos meus pés. Apanhei o outro vermelho e coloquei contra o meu corpo, vendo o efeito no espelho de como ficaria...

As vezes eu me perguntava qual a razão de um homem solteiro ter um guarda roupa tão diversificado, e ainda mais: com peças de roupa femininas. Mas se ele gostava de moda quem era eu para julgar? E particularmente Aaron era a pessoa ideal para me recomendar roupas.

Eu estava apenas com as vestes mais íntimas de frente para o espelho. Havia tempos que eu não me olhava assim. Meu corpo havia mudado, mas ainda era belo. E eu conseguia notar isso. Rowena podia até ter uma silhueta mais esguia que lhe permitia usar qualquer tipo de roupa, mas decididamente eu tinha traços mais definidos como mulher. Meus quadris e meus bustos eram mais volumosos...

A posta bateu, e então me dei conta de que Aaron havia voltado.

- Esse Prada deve ficar melhor em você e causará mais impacto na... – me virei. Ele parou de chofre, notei que me olhava estranho. – Helga... quanta... feminilidade? – a sua voz estava pastosa, e isso me assustou.

Corei um pouco com o comentário. Quero dizer, eu não tinha vergonha de ficar só com as vestes de baixo na frente do Aaron, ainda mais porque ele era... bem... ele era! Não é? Oh não! Será que eu confundi tudo? Mas aquele olhar que ele lançou para mim com toda certeza foi muito mais estranho do que eu jamais percebera naquela cara pálida dele. Os rumores que rondavam entre os alunos... bem... eu nunca duvidei das fofocas do castelo... Será que eram mentira? Oh céus! Senti minha face enrubescer. Talvez ele não fosse e tivesse confundido as coisas.

- Perdão... – falei apressada, subindo o vestido novamente e me cobrindo. – Achei que você iria demorar... Estava provando novamente esse...

Mas ele bateu a porta do guarda-roupa com força. Olhei assustada para ele, se aproximou de mim, com uma caixa de maquiagens na mão. Ergueu a varinha e a brandiu – e não, ele não falou “Morre bisca!” e nem arrancou minha roupa com feitiços. Apenas fechou a porta do quarto. E em seguida o castelo frio ressoou com as nossas risadas abafadas...

(...)

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Sab Fev 11, 2012 5:08 pm

Memories #4


(...)

Eu não comia há dois dias. Tinha outras preocupações na cabeça. Mais urgentes e mais necessárias. Seria mais difícil do que eu imaginara. Mas eu não desistiria tão facilmente. Hogwarts iria reabrir, eu já conseguira convencer boa parte dos antigos professores a retornar, e agora tentava recrutar novamente os nossos funcionários. Mesmo com todos os problemas e a trágica morte de Helena e bem... um bom feitiço de memória... Salazar e Rowena aceitaram retomar tudo de onde havíamos parado. Godric me preocupava ainda, mas ele era um homem forte e eu confiava plenamente que ele iria se recuperar.

Era noite e eu estava voltando da casa de Bertoldo, andava pelas ruas confusa e um pouco deprimida para ser sincera. O nosso antigo guarda-caças dispensara o convite para retornar a escola; as palavras vazias e acusadoras dele me assustaram... Não entendia como alguém poderia ter ficado tão frio e distante em dois anos. Ele era especial para nós, fora o primeiro a levar nossos alunos para Hogwarts nas carruagens! Com toda certeza a escola perderia um pouco do brilho sem aquele senhor engraçado e de aspecto de pingüim andando pelos jardins. Não seria a mesma coisa... Mas encontraríamos outro guarda-caças, eu tinha fé nisto!

Bati a porta da outra casa a qual eu procurava. Aflita e um pouco trêmula; eu sempre sentia uma sensação estranha no meu ventre quando via ele e bem... o irmão dele também. Talvez fosse a grande semelhança dos gêmeos que sempre me espantava ou a beleza rústica deles... Eu não sabia explicar. Os trejeitos excêntricos não conciliavam bem com a imagem de enfermeiros que eu tinha. Mas em se tratando de cuidados médicos com os alunos, os irmãos McGregor eram as melhores opções que tínhamos. E eu os queria de volta.

Repeti a batida na porta. O barulho ecoou vazio e seco. A escuridão das ruas de Londres ainda me assombrava um pouco, e mesmo no mundo trouxa uma mulher andando sozinha pelas ruas de noite não era algo bem visto... Minha cabeça dava voltas.

- Droga, eu devia ter comido algo! – resmunguei sentindo a sensação da falta de alimentação dos últimos dias. A porta enfim se abriu e quem eu esperava estava ali, na minha frente. – Thomas! Há quanto tempo... – o cumprimentei sorrindo.

- Sra. Hufflepuff...? – o homem me estendeu um sorriso surpreso. – A que devo a honra da visita? – realmente ninguém esperaria que a ex-patroa batesse a sua porta numa noite de sexta-feira.

- Se me permite Thomas, preferiria não falar com você na rua... – fiz um sinal com a cabeça, obviamente que eu não iria mencionar empregos em escolas de bruxaria em plena rua trouxa. – Hogwarts... – murmurei baixinha para que só ele ouvisse. – Posso entrar?

O homem me deu passagem e entrei na casa dele. Era uma casa simples, sem grandes ornamentações detalhadas ou ostentações opulentas. Sóbria, bonita e arrumada. Como qualquer mulher espera encontrar a casa de um homem. Caminhei em direção a uma sala que o enfermeiro me guiou. As paredes estavam atulhadas de livros dos mais diversos assuntos ligados a Saúde Humana, fosse trouxa ou fosse bruxa.

- Confesso que já esperava receber uma visita de vocês... – falou o homem se virando para um armário-adega.

- Com licença... – pedi ao me sentar em um sofá de frente para Thomas. – Imaginei que já soubesse mesmo. Na verdade estamos tentando entrar em contato com todos novamente há quase um mês...

- Aceita um whisky? – o jovem homem me ofereceu um copo, mas neguei com a mão. – Os rumores que correm por aí são verdadeiros então, Helga?

- Depende dos rumores que você têm escutado Thomas. – me dirigi a ele pelo seu primeiro nome; geralmente em público ele sempre me tratava por Sra. Hufflepuff, mas eu particularmente não tinha problemas de tratamento com meus funcionários. Os tratava pelo primeiro nome, como um sinal de respeito e igualdade. – Se chegou aos seus ouvidos que capturaram o responsável por aquelas mortes e atentados aos alunos... bem... – pausei e ponderei o que iria dizer; afinal aquele assunto ainda me incomodava. – A tal Lady Rosedeath não nos oferece mais risco. Mas não é sobre isso que queria lhe falar hoje... – senti novamente minha visão escurecer. Decididamente precisava comer algo. – Pretendemos reabrir Hogwarts... Exatamente como era. Retomar tudo desde o ponto em que fomos interrompidos, sabe? Bem... Você e seu irmão tem algum novo emprego?

Eu não seria indelicada de oferecer já o antigo posto deles sem saber se já não tinham outras ocupações. O tempo passou e eles poderiam ter seguido com suas vidas; queríamos eles de volta, mas não interromperíamos nada se eles estivessem bem e estáveis. Eu estava sondando o terreno para saber se precisaríamos oferecer aumentos para convencê-los a retornar. Mas o homem negou.

- Nada seguro... Temos feito uns trabalhos quando aparecem... – Thomas balançou a cabeça e novamente levou o copo de whisky aos lábios.

- Bem... – minha vista escurecia novamente a cada palavra. Eu devia ter aceitado o whisky, nem que fosse para disfarçar. – Nós gostaríamos de tê-los conosco novamente... – minha visão ficou turva e minha voz mais insegura. – Caso queiram retornar, ficaríamos muito felizes em poder contar com vocês nesse recomeço... Você aceitaria? – não cheguei a escutar a resposta dele. “Bem que Rowena disse que eu precisava me alimentar...” Minha visão escureceu e, num lapso, a minha pressão caiu de vez e perdi os sentidos.

(...)

Abri o olhos. Meu corpo estava leve. Será que eu tinha morrido? Não me lembrava de mais nada...

Eu estava deitada em uma cama que não conhecia. Em um quarto que não era o meu. Minhas roupas estavam penduradas em um cabide atrás da porta. Havia um pano molhado sobre a minha testa, uma bandeja com pães e uma bacia de água na cabeceira ao lado. Minha cabeça doía e minha boca estava seca. Mas o que realmente me espantou foi o fato de que eu não estava sozinha: um corpo quente estava colado ao meu... E por mais escuro que estivesse no quarto, consegui enxergar pela luz da lua que se filtrava pela janela. Havia um homem só com as roupas de baixo dormindo encostado em meu braço.

Levei a mão a boca e abafei um grito. Thomas estava deitado ao meu lado.

(...)

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Sab Fev 11, 2012 5:12 pm

:: Ações Finalizadas ::

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Dom Dez 23, 2012 10:26 am

Broken

Horário: 06h 30min
Dia: 05 de Janeiro de 1806.
Clima: Amanhecer frio, com neve

- Ação da Trama -

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Dom Dez 23, 2012 10:40 am

Estiquei as minhas pernas e me espreguicei, ainda deitada sobre a cama. O lençol que cobria minhas pernas era leve ao toque, mas macio e quente o suficiente para aguentar o inverno de janeiro. Abri lentamente os olhos e sorri ao observar uma coruja castanha empoleirada do lado de fora da varanda do meu quarto, onde minha cabra de estimação, Arabella, encarava a ave curiosa. Fora um sono tão calmo e tranquilo! Minha cútis com toda certeza estava restaurada.

Estiquei os braços e finalmente me sentei na cama. Mais um dia de trabalho, mais um dia de luta para tolerar aquele maldito do Brier. Hoje pelo menos eu tinha apenas que revisar os planos pedagógicos e programáticos das matérias do 4º ano. Logo eu não precisaria ficar trancada na sala da diretoria, podia muito bem levar as coisas para o meu escritório perto do Salão Comunal da minha casa sem ter que aguentar as indiretas e cantadas baratas daquele crápula.

- Mas o que é isso? – arqueei a sobrancelha ao notar um embrulho nos pés da minha cama. – Um jornal? Mas eu dei baixa na minha assinatura do Profeta Diário... – curiosa, apanhei a edição.

Meus olhos imediatamente batera no título: Diário de Hogwarts. Era aquele maldito jornalizinho de fofocas e intrigas que não sabíamos quem era o autor. Eu fora radicalmente contra, até tentara descobrir o autor, mas nem isso fora possível. Mas não foi o jornal em si que chamou minha atenção, mas a foto embaixo, de Rowena e Salazar se beijando.

- Ah! Agora eles foram longe demais! – abri o jornal com raiva. Eu ficara já em choque com as outras edições, com notícias e fofocas difamando uma série de alunos, porque para mim aquilo era bullying, agora outra edição envolvendo fofocas sobre nós fundadores? Aquilo era uma questão altamente grave.

Mas se meu choque inicial fora ver a foto de ambos juntos estampada, o susto maior veio a seguir: a revelação de que Rowena tinha uma filha. Não que aquilo fosse fora do comum ou que eu desconhecesse. Era madrinha da garota. Mas ninguém deveria saber de Helena! Principalmente depois do que ocorreu.

- Meu santo Merlin...! – levei a mão a boca, ficando mais assustada a cada linha do que lia. Ali estava enumerado tudo. Desde o envolvimento de Helena com o Barão Connor, o roubo da diadema, a morte de ambos, e então vi o meu nome... – Como...? Como descobriram? – meu lábio tremia.

A questão não era o acontecido em si. Porque eu acompanhara o olho do furacão de perto, e ter alterado a memória de Salazar e Rowena foi a única solução que eu e Godric encontráramos para evitar que eles fizessem alguma besteira em meio a dor. Mas tudo estava ali, estampado naquele maldito jornal! Rowena e Salazar não se lembravam de nada, mas ao lerem aquilo se dariam conta do que havia acontecido e... Estaria tudo perdido. Minhas feições se contraíram de medo e senti um aperto no meu peito. Não, não podia ser! Havíamos reaberto Hogwarts, nós quatro. Com esforço, com luta, superando todas as dificuldades, não para acontecer aquilo. Saltei da cama o mais rápido que pude.

Aquela altura Rowena e Salazar já deviam ter lido aquilo ou estariam acordando como eu? E sabe-se lá como reagiriam. Todos sabiam agora, e seria inevitável esconder para protegê-los. Eu e Godric precisávamos agir rápido, explicar a situação, acalmá-los e contê-los. O pior podia acontecer. Estalei os dedos e chamei um do elfos domésticos.

- Sim, minha senhora? Caplin está aqui para servi-la.

- Caplin, por favor, reúna os outros fundadores agora no Escritório dos Fundadores! É URGENTE! – falei enquanto me colocava a capa do robe sobre minhas costas. – O que está esperando?

- Eh que... Não vai ser possível minha senhora. – olhei de esguelha para ele. O elfo olhava para o chão e girava o calcanhar.

- Como não vai ser possível? - minha respiração oscilou e prendi o fôlego.

- O Senhor Salazar saiu do castelo esta madrugada, logo depois de discutir com o Senhor Godric. – ai meus céus! O pior já tinha acontecido... Eles já haviam lido. – Eles brigaram feio, minha senhora, foi sim. Eu escutei lá das cozinhas. O Senhor Salazar ameaçou e falou que não dividiria mais espaço com os protetores dos nascidos trouxas, amigos falsos e nem com a traidora.

- E Godric e Rowena, onde eles estão agora? – eu estava aflita. – FALA LOGO CAPLIN!

- O Senhor Godric foi atrás do Senhor Salazar. Ainda não voltou. – o elfo pigarreou e engoliu em seco. Suas orelhas de abano, que mais lembravam asas de morcego se dobraram. – A Senhora Rowena ainda está no quarto dela, está sim. E não quis nossa ajuda, ela esta... Fazendo as malas, minha senhora.

Não havia tempo. Eu precisava evitar o pior. Rowena ainda estava ao meu alcance. Eu tinha que detê-la, lhe contar a verdade, explicar a razão do que fizéramos. Por mais que fosse imperdoável, ela tinha que entender. Amarrei o robe em torno da minha cintura e sai do meu quarto em direção ao dela.

Alguém descobrira um segredo que não devia ter sido revelado.


- Ação da Trama Central -

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MensagemAssunto: Re: Aposentos de Helga Hufflepuff - Fundadora   Dom Dez 23, 2012 11:51 am

Ela já lera o jornal.

Quando a tempestade cai tudo o que menos se espera é estar debaixo dela. Mas eu não conseguira escapar dessa, fora arrastada como um inseto puxado pelo vento. Tempestades quando vem também não medem a intensidade, levam consigo o que está pela frente, sem piedade, e o que fica destruído para trás raramente será como antes.

Eu entrara no quarto de Rowena apenas para presenciar essa tempestade. A mulher me encarou, mas não falou nada, saiu em direção ao Átrio, caminhando decidida pelas escadarias e apenas quando eu me coloquei na sua frente, é que ela decidiu falar. As malas caíram pelo chão do Átrio da escola, as roupas dela estavam jogadas pelo chão. Ela que fora uma das mulheres mais fortes que conheci estava ali, me encarando com ódio, desabando. E o maldito jornal na mão dela. Seus olhos estavam vermelhos, ela parecia completamente fora de si, mas dessa vez eu não podia interferir. Se eu achara errado antes mexer com as memórias dela, era mais errado ainda tentar consertar a realidade baseada em um erro anterior.

- Foi pra isso que você veio? Para ver como eu cai? – a voz de Rowena era ferina, cada palavra parecia uma facada que eu tomava no peito. – Pra ver o fracasso da sua obra?

- Row, me escute... – as palavras ficaram presas na minha garganta. – As coisas não aconteceram como está aí, foi diferente, houveram razões... Você não entende!

- Não entendo o que? Que você tirou tudo de mim? Até a memória de que tive uma filha? – as lágrimas da outra fundadora pareciam brilhar contra a luz do amanhecer. Os alunos começavam a chegar por todos os lados. Eles não deviam ver aquilo.

- Não foi por mal, foi para o seu... – bem? Como eu podia considerar que minha ação fora para o bem, quando eu tirara dela a recordação da maior riqueza que uma mulher podia ter? Cada palavra que eu dizia parecia me cortar por dentro. – Escute Rowena, eu não podia deixar você se machucar. Foi pela sua própria segurança.

- Minha segurança? MINHA SEGURANÇA?! – a fundadora riu friamente. E aquilo doeu em mim. Os alunos observavam silenciosos. Ela parecia estar enlouquecendo. – Eu guardei o seu segredo Helga. Sempre te ofereci a minha amizade. Ninguém sabe da existência de Helen ou do seu envolvimento com Bertoldo. Eu te ajudei quando você mais precisava. Estendi a mão quando todos se negaram. – foi a minha vez de segurar as lágrimas. Porque eu sabia que tudo o que ela dizia era verdade. – E foi assim que você me retribuiu? Tirando de mim a verdade? – as palavras doeram mais do que um tapa.

- Vocês não entendem! Salazar estava fora de si! Ele iria te matar quando soube de Helena! Só Godric soube como segurá-lo com os pés no chão. Eu nunca contei que Helena era dele! Você estava enlouquecendo, eu não podia deixar que a morte de Helena também te destruísse. Eu também guardei o seu segredo! – a voz saia embargada pelas lágrimas.

- Guardou com uma mão enquanto lhe convinha e com a outra me manipulou como uma marionete! – a mulher apanhou um vaso e jogou contra a parede do Átrio. Seus gritos já deviam ter acordado quase todo o castelo. Em seguida apontou para os cacos de vidro no chão. – ISSO FOI O QUE VOCÊ FEZ COMIGO!

- Não acredite nesse maldito jornal Rowena! Ele está mentindo. As coisas não aconteceram dessa forma. Eu e Godric não fizemos por mal! Queríamos proteger vocês! ME ESCUTA!

- Você e o seu maldito dilema de fazer o correto e o bem para defender os outros. Me diga Helga, quando foi que você decidiu que era a salvadora do mundo? Me diz quando foi que você se tornou tão hipócrita a ponto de pregar a lealdade e a verdade, mas agir completamente no sentido contrário? – a mulher me encarou, seus olhos em fúria. – Eu tive uma filha! E até isso você tirou de mim! Até a memória de como minha filha morreu esfaqueada por um assassino... Contratado por mim. Por minha culpa! MINHA CULPA! – as lágrimas a seguir vieram como uma represa que estourara de rompante. O feitiço de memória devia ter se rompido. Rowena agora sabia.

- Row, pelo amor dos céus! O Jornal está mentindo! Helena não morreu por sua culpa! Connor não a matou! Ela foi apanhada por trouxas na Albânia! Ela não conseguiu se defender, estava fraca... – como eu podia falar aquilo sem parecer fria? – Ela foi queimada gritando pelo perdão da mãe. – as cinzas que grudaram em seu vestido. A Dama Cinzenta da fogueira... – Connor não conseguiu salvá-la! Ele a amava tanto que não suportou e se matou com a própria espada. – o nobre barão de Willoughby banhado em seu próprio sangue. O Barão Sangrento... – Você não vê? Este maldito jornal esta inventando!!!

- ELE PODE ESTAR INVENTANDO O QUE QUISER, MAS A VERDADE CONTINUA AÍ! QUE VOCÊ ME TRAIU COMO UMA VÍBORA! – a palavra foi mais forte do que um soco. – QUE EU TIVE UMA FILHA QUE DESTRUIU A MINHA ALMA! QUE ROUBOU A PRÓPRIA MÃE! O que eu sou agora? Perdi a diadema da minha família. Sou a mãe de uma ladra... E todos sabiam! Menos eu! – ela bateu a mão no jornal e brandiu a varinha.

A dor de Rowena era evidente. Tudo viera como uma avalanche que a sufocava. Suas malas voavam ao redor dela, com as roupas entrando de qualquer maneira. O Átrio da escola parecia um pandemônio, porque eu sabia, era o que ela estava vivendo naquele momento em sua mente. Um inferno do qual não seria capaz de sair tão facilmente.

- Rowena, fique! Salazar foi embora, você também não pode...

- Eu não posso continuar aqui! – suas malas caíram com estrépito no chão, todas prontas. – Não posso mais viver essa mentira. – a mulher saiu andando imponente, com lágrimas nos olhos, em direção a porta de carvalho, com todas as malas a seguindo como uma matilha de cães.

- Rowena! – segurei seu braço com uma mão. – Me escuta, você precisa acreditar...

- ME SOLTA HELGA! – ela puxou seu braço com força, se desprendendo de mim. Seu rosto estava lívido, mas eu sabia que não era a raiva a principal razão que a atormentava. Era a realidade que lhe fora tomada, e agora estampada na sua cara com toda força: a filha que perdera, a circunstâncias que ocorrera, a ira de Salazar contra ela, a desilusão e a dor da perda que voltavam agora com mais intensidade. – Tudo acabou. Só você que ainda não viu. – e se foi.

Fiquei parada no chão. Os alunos me observando. Mas as lágrimas vinham agora sem controle. O sonho estava se despedaçando.


- Ação da Trama Central -

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