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 Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra

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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Qua Fev 23, 2011 12:25 am






A família Hanson é totalmente trouxa. O casal não pode ter filhos, pois Amelina é estéril. Contudo, como adoram crianças, eles adotaram quatro órfãos.
Edward, apesar de não ser o mais velho, foi o primeiro a ser adotado, com um ano. Um ano depois, o casal adotou Bruce, com seis anos de idade, e alguns meses depois, eles adotaram Alexandra, que tinha apenas dois anos. Há menos de dois anos, eles adotaram mais uma garota (talvez com a intenção de deixar Alex mais "feminina"), Sally, que na época, tinha apenas quatro anos.

A casa é grande o suficiente para acomodar a todos, e o casal Hanson é bem receptivo e gentil. Uma família animada e que agora precisam esconder o segredo de terem uma filha bruxa.
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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Sex Jun 03, 2011 6:39 pm

MORADORES



GEORGE HANSON
❝hey, isso é realmente maravilhoso. olhem, já viram isso?❞
inglês casado 39 anos trouxa
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×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
George é um homem com um grande espírito aventureiro. Não é realmente centrado no que faz, por vezes, começa a pensar sobre coisas que gostaria de fazer e, assim que ele tem a primeira oportunidade, faz. Não é realmente maduro para sua idade, mas talvez seja apenas seu espírito jovem. George trabalha em um escritório em Londres, o que não combina muito com sua personalidade, uma vez que o que ele realmente gostaria de ser é escritor. Contudo, vem de uma família muito rica para isso, e sabe que seu pai jamais aceitaria tal ideia.







AMELINA HANSON
❝EU NÃO ESTOU GRITANDO! VOCÊS VÃO FAZER ASSIM
PORQUE EU QUERO!❞

inglesa casada 37 anos trouxa
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Amelina é um doce de pessoa, quando não está estressada, caso contrário, ela grita até ficar rouca. Uma mulher um tanto controladora, se quer que seja de tal modo, ela fará ser. É uma boa mãe, dedicada e atenciosa, mas é uma chata quando perde as estribeiras. Muitas vezes, não deixa os filhos tomarem as próprias decisões, o que gera muitos conflitos dentro da casa. Amelina era professora em uma escola trouxa, mas abandonou o emprego recentemente para cuidar da casa.







BRUCE HANSON
❝aff alex! para de ser menininha!❞
inglês solteiro 16 anos trouxa
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Bruce é o filho mais velho, mesmo que tenha sido o segundo a ser adotado. Tem um espírito protetor e de liderança, mas não leva muito jeito com meninas. Não consegue entender todas as "frescuras" delas, e talvez seja por isso que ele pegue tanto no pé da irmã mais nova, Alex. Os dois vivem brigando, a maioria das vezes, é porque Alex fez algo que Bruce achou "feminino demais" e tira sarro dela por causa disso.







EDWARD HANSON
❝é alex! para de ser menininha!❞
inglês solteiro 12 anos trouxa
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Ed é a cópia de Bruce em termos de personalidade. Admira tanto o irmão mais velho que imita tudo o que o outro faz, desde as boas coisas até as más. Não que o menino seja cabeça fraca, ele apenas se espelha no irmão e raramente enxerga os defeitos do mesmo. Apesar de ser apenas quase um ano mais velho do que Alex, é muito mais imaturo do que a garota, o que, claro, ela usa isso a seu favor.








ALEXANDRA HANSON
❝bruce e edward, é melhor pararem de me chamar de
menininha ou eu vou bater em vocês até sangrarem!❞

inglesa solteira 11 anos trouxa Hogwarts (Lufa-Lufa)
wendy
+diário +coruja +ficha


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Alex não é exatamente o tipo de garota feminina, também, com os irmãos que tem, seria um tanto complicado. Muitas vezes, Alex se mostra mais forte ou durona do que realmente é, como se fosse apenas uma máscara, para esconder dos irmãos que realmente é uma garota sensível e delicada. Tá, não exatamente sensível e delicada, mas que é uma garota, e não um garoto, como eles a tratam.








SALLY HANSON
❝mamãe, ele fez de novo.❞
inglesa solteira 6 anos trouxa
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Sally pode ter apenas seis anos, mas não é nada boba. Dedo-duro como ela só, ela funciona como se fosse os "olhos dos pais" quando eles não estão em casa. Adora receber atenção e se sobressair mais que os irmãos mais velhos, um tanto metida para seu tamanho e idade, mas apesar de tudo isso, ela é apenas uma garotinha sorridente que brinca de bonecas.



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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Sex Jun 03, 2011 6:48 pm

RP FECHADA
Vinte de Junho de 1801
Quinta-feira, tarde, aproximadamente 14:00
Tempo fresco, esquentando.

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Roisin Deargan
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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Sex Jun 03, 2011 9:20 pm



dance class #1

ever said I hate to dance? then, my mother should know that.




Claro que minha mãe surtou quando eu contei como havia conseguido aquela cicatriz no ombro. Ela já havia deixado bem claro que iria analisar muito bem se eu voltaria ou não para Hogwarts. Mas eu sabia que, no fim das contas, ela não me deixaria retornar e convenceria meu pai do mesmo.

Após muita insistência minha, ela me deixou comprar uma coruja, afinal, Toad não poderia levar e trazer cartas para meus amigos. Mas eu só poderia soltar Zatara a noite, pois os vizinhos trouxas achariam bizarro uma coruja voando de dia, não?

Agora, difícil mesmo era esconder meu diabrete de meus pais. Bruce e Ed acharam a criatura engraçada e travessa, e Thunder era mesmo. Alimentá-lo era o que estava ficando complicado. O diabrete não estava acostumado com comida trouxa, mas comida de mal grado.

Eu estava sentada na sala de estar, esperando a nova professora de ballet chegar. Sim, eu, Alexandra Hanson, iria fazer aula de ballet. É claro que Bruce riu disso durante uma semana inteira, mas mamãe queria que com isso eu esquecesse o mundo bruxo. Como se fosse possível.
Eu balançava os pés no ar, pois eles não tocavam o chão. Essa coisa de ser baixinha era irritante às vezes. Então Bruce entrou acompanhando uma mulher alta e bonita de cabelos alaranjados. Algo nela me lembrava outra pessoa. Mamãe apareceu logo em seguida.

- Alex, esta é a senhora Roisin Deargan, sua nova professora. - a mulher sorriu gentilmente para mim e Bruce levou a mão à boca para conter uma risada. Eu acenei para a mulher. Deargan. Conhecia alguém com esse sobrenome.
- Boa tarde senhorita Hanson, tudo bem? - o tom educado da mulher fez com que eu fizesse uma pequena reverência. Algo nela me deixava bem, igual a como eu me sentia em Hogwarts.
- Estou ótima senhora Deargan. - eu sorri educadamente. Bruce me olhava confuso, como se eu fosse uma estranha - E a senhora? - a mulher me respondeu com um fino movimento de cabeça.
- Vamos deixá-las a sós, Bruce. Senhora Deargan, fique a vontade, por favor. Qualquer coisa... diferente que aconteça, por favor, me chame. - mamãe me lançou um olhar de aviso. Eu sabia que era perigoso usar magia na presença de uma trouxa que não fosse de casa, então fiz um sutil movimento de concordância para minha mãe.

Mamãe e Bruce deixaram a sala e eu fiquei sozinha com a senhora Deargan. Eu nunca soube o que fazer na presença de um adulto, então apenas sorri sem jeito.

- Muito bem senhorita Hanson. Hoje vamos começar apenas com os exercícios de aquecimento. Pode me acompanhar, por favor? - a mulher retirou a capa que usava, revelando um collant preto por baixo. Eu fiz o mesmo, imitando tudo o que ela fazia. Prendê-mos o cabelo em coque e nos sentamos sobre os joelhos em seguida.

A senhora Roisin tinha algo diferente. Aquela sensação de que eu a conhecia de algum lugar me incomodava. Na verdade, não era como se eu a conhecesse, era como se ela me lembrasse alguém que eu conhecia. Um menino.
A professora fez um movimento de esticar uma perna enquanto se equilibrava na outra. Parecia fácil de se fazer, mas quando eu fui copiá-la, perdi totalmente o equilíbrio e ela me segurou antes que eu caísse.

- Você está bem? Não torceu o pé, não é? - eu neguei com a cabeça.
- Vou tentar de novo. - fiz a posição inicial e me concentrei.
- É assim que se fala, senhorita Hanson. Chleachtas a dhéanann máistreacht. (*) - eu franzi a testa, ela havia falado em outra língua, mas parecia nem ter percebido. Exceto quando viu minha cara de interrogação. - Me desculpe. às vezes é difícil não falar em irlandês.
- A senhora é irlandesa? - ela sorriu, concordando com a cabeça. Eu me foquei no sorriso da mulher e me lembrei de um menino. Charles. Era muito igual, qual era o sobrenome do Ches mesmo? - Me perdoe a indelicadeza, mas a senhora não teria um filho, mais ou menos da minha idade, chamado Charles? - a mulher arqueou uma sobrancelha.
- Sim, eu tenho. De onde o conhece? - eu sorri, muito contente mesmo Mas calma, poderia ser muita coincidência.
- Estudei com ele no ano passado. Em... Hogwarts. - eu hesitei, mas caso ela me disse-se que seu filho não estudava em Hogwarts, eu poderia dizer que era uma escola em outro país e que havia me enganado.
- Senhorita Hanson... - ela se aproximou mais de mim e abaixou o tom da voz - Está me dizendo que é... Diferente? - ela parecia tão insegura quanto eu, mas eu entendia o que ela estava insinuando, então concordei com a cabeça - Todos vocês?
- Não. Apenas eu. Meus irmãos e eu somos adotados. Teve uma época em que eu imaginei se minha família biológica não seria... Diferente. - a mulher sorriu de canto quando usei o "termo" dela - Mas meus pais acham isso maravilhoso, sabe, não temem a... a consequência da diferença. - eu me referia a magia e ao que ela poderia causar, a mulher pareceu entender - Mas talvez eu não volte para Hogwarts esse ano, sabe, por causa do acidente no final do ano. Mamãe teme minha segurança. - e daí eu tive um pequeno estalo - Senhora Deargan, a senhora conseguiria convencer minha mãe do contrário? Talvez se ela falar com algum adulto do outro mundo ela mude de ideia. - eu esperava que ela concordasse, ou então, adeus Hogwarts!





tagged: Roisin Deargan; Amelina Hanson; Bruce Hanson;
notes: primeiro post de ferias, emoção *-* -QQQ
(*) a prática traz a perfeição;





Última edição por Alexandra Hanson em Ter Ago 09, 2011 9:32 pm, editado 2 vez(es)
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Os Deargan

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MensagemAssunto: Re: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Qua Jun 08, 2011 2:53 pm

Roisin Deargan


Arrumar emprego era uma coisa complicada. Eu sou professora de História da Magia, mas não posso colocar isso nos jornais trouxas e esperar que me chamem para ensinar seus filhos. No jornal bruxo, não havia necessidade, haviam escolas para isso. A única maneira, era trabalhar como os trouxas, sem magia, e fingindo ser parte de um mundo que não era meu.
Não que eu realmente precisasse demais de um emprego, mas isso fazia com que eu me sentisse melhor, afinal, ficar dependendo de meu sogro não é algo que eu goste.

Por sorte, uma vizinha minha havia comentado que os Hanson procuravam uma professora de ballet para a filha deles. Ora, eles moravam a apenas uma rua de casa, eu poderia dar as aulas. Por sorte, eles aceitaram. E agora eu estava sendo conduzida até a sala de estar da casa pela senhora Hanson e seu filho.

Alexandra Hanson me pareceu uma garotinha simpática, mas estava claro que ela não estava tendo as aulas por escolha. Isso dificultaria um tanto as coisas.
Após as devidas apresentações, começamos a aula. Por vezes, eu achei que a criança me olhava de uma forma estranha, até curiosa, mas posso dizer que ela parecia sentir-se a vontade em minha presença.
Alexandra acabou perdendo o equilíbrio em um certo momento, e eu segurei a menina, antes que ela caísse. Eu pude perceber que, apesar de não aparentar querer as aulas, a garota se esforçava. Isso era bom, a determinação que ela tinha. Acabei por elogiá-la em irlandês, o que eu não notei, apenas percebi o fato quando a garotinha me olhou com cara de interrogação. Me desculpei e a garota pareceu surpresa por eu ser irlandesa, e depois me surpreendeu quando perguntou-me sobre o Ches. Eu estranhei, de onde ela o conhecia? Alexandra me explicou que havia estudado com ele no ano anterior. O que me confundiu, afinal, os Hanson não eram trouxas? Comecei a falar em enigmas com a garota, e ela me explicou que os filhos eram adotados e que apenas ela era bruxa. A teoria dela não era totalmente nula, havia chances.

E então eu descobri o motivo da garotinha parecer tão triste. Ela havia se apaixonado por Hogwarts, assim como meu filho, e não voltar para lá poderia ser uma injustiça com ela, agora que Alexandra sabia que não pertencia totalmente ao mundo dos trouxas. Ela me pediu ajuda, mas, apesar de saber que a família dela não era contra magia, eu hesitei por um momento. Bem, não queria carregar parte da culpa caso a garota não voltasse ao castelo, mas não queria me arriscar. Coloquei uma mão sobre o ombro da garotinha, que me fitava com os grandes olhos claros quase chorosos.

Por um instante, ela me lembrou Scarlett. Os olhos de criança sonhadora e pidona. Eu mordi o lábio inferior e desviei meus olhos dos de Alexandra. Engoli em seco e só então olhei para a garota novamente.

- Certo, senhorita Hanson. Prometo que darei um jeito de convencer seus pais. Mas, por hora, não vamos tocar neste assunto. Se sua mãe está pensando em proibir sua volta por causa do ocorrido no banquete, é melhor esperar mais um tempo. É natural que ela queira protegê-la e, como trouxa, ela talvez não entenda que medidas de segurança mais rigorosas e fortes provavelmente serão tomadas para o próximo ano. - eu fiz uma pausa ao ver os olhos da garota brilharem um tanto, mas logo eles se apagaram. Arqueei uma sobrancelha - Há mais algum problema lhe perturbando?
- Sei que quero voltar, que quero aprender mais sobre a magia. Mas neste ano, eu me senti tão fora de sintonia com os outros alunos. Quero dizer, sei que não havia apenas eu de nascida trouxa lá, mas eu me sentia assim. - a menina abaixou a cabeça, encarando os próprios pés - E não é legal isso, ver todos conversando sobre coisas que eu não conheço, pessoas e lugares que nunca ouvi falar. - eu sorri de canto e apertei um tanto minha mão no ombro na garota.
- Ora, senhorita Hanson, isso é comum. A senhorita cresceu em um lar trouxa, não é obrigada a saber tudo do nosso mundo logo de primeira. - a menina me encarou de novo, ainda desanimada.
- Eu sei... Mas eu só queria entender um pouco mais. Hogwarts vai me ensinar apenas a controlar a magia, não vai me inserir totalmente no mundo dela. - ela cruzou as pernas como um índio e apoiou um cotovelo no joelho, repousando a cabeça naquela mão e fitando o nada com um tom de tédio.
- Talvez nisso eu possa ajudar. - Alexandra virou rapidamente a cabeça para mim, um fino sorriso de animação - Veja, você conhece o Ches, não? Se eu conversar com seus pais sobre a, ahm... Nossa condição, poderíamos dar um jeito de você ter as aulas de ballet em casa. Meus filhos podem lhe ajudar com o outro problema, e eu cumpro meu dever de professora. Que acha disso? - a garota sorriu excitada e, em um salto, me deu um abraço.
- Poxa, senhora Deargan! E-eu... Poxa! - ela se afastou do abraço e corou um tanto - Desculpe por isso... - eu ri baixo.
- Não se preocupe. Mas não se esqueça, é apenas uma possibilidade, ainda dependemos da aprovação de seus pais. Então, não se empolgue demais, senhoria Hanson.
- Alex. Por favor, não gosto de "senhorita Hanson". Só tenho doze anos, é estranho me chamarem assim. - eu concordei com a cabeça e me levantei, Alexandra fez o mesmo.
- Por ora, vamos continuar com a aula, sim? - Alexandra concordou com a cabeça, e voltou a tentar fazer a posição que havia errado, enquanto eu a observava.
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Sex Jun 10, 2011 3:45 pm



dance class #2

ever said I hate to dance? then, my mother should know that.




A senhora Deargan era minha única esperança. Na verdade, eu poderia fazer greve de fome para voltar pra Hogwarts, mas só de pensar em ficar sem comer me dá fome. Então, eu só podia contar com a mãe de Charles, ela era adulta, experiente, sabia mais sobre o mundo bruxo do que eu, seria uma ótima pessoa para convencer minha mãe. A mulher me encarou por alguns segundos, e então, do nada, desviou o olhar e eu estranhei, ela pareceu meio perturbada, mas me olhou novamente.

- Certo, senhorita Hanson. Prometo que darei um jeito de convencer seus pais. Mas, por hora, não vamos tocar neste assunto. Se sua mãe está pensando em proibir sua volta por causa do ocorrido no banquete, é melhor esperar mais um tempo. É natural que ela queira protegê-la e, como trouxa, ela talvez não entenda que medidas de segurança mais rigorosas e fortes provavelmente serão tomadas para o próximo ano. - eu senti como se algo quente brotasse dentro de mim, realmente, havia chances. E dai eu me lembrei, estupidamente, de como havia sido o primeiro ano. Não que ele tenha sido ruim, de forma alguma, mas eu me sentia deslocada. Totalmente deslocada. Ninguém me tratou mal ou coisa parecida, mas era como se estivessem tentando me colocar forçadamente dentro de algo que eu não fazia parte. Não por completo. A senhora Deargan pareceu perceber que havia algo errado comigo - Há mais algum problema lhe perturbando? - eu engoli em seco, afinal, não era um problema dela, mas talvez ela pudesse entender melhor do que meus pais.
- Sei que quero voltar, que quero aprender mais sobre a magia. Mas neste ano, eu me senti tão fora de sintonia com os outros alunos. Quero dizer, sei que não havia apenas eu de nascida trouxa lá, mas eu me sentia assim. - e quase ninguém sabia disso, eu não saí espalhando justamente por ter medo de ser tratada diferente. Eu encarei meus pés, imaginando se seria mesmo melhor eu voltar para o castelo, se minha mãe estaria certa - E não é legal isso, ver todos conversando sobre coisas que eu não conheço, pessoas e lugares que nunca ouvi falar. - sinceramente, eu vou ter que agradecer muito ao Arth ainda, muitas das coisas que ele me explicou me ajudaram muito, mas não eram o suficiente, explicar e viver é totalmente diferente.
- Ora, senhorita Hanson, isso é comum. A senhorita cresceu em um lar trouxa, não é obrigada a saber tudo do nosso mundo logo de primeira. - eu encarei a mulher novamente, isso não me ajudava em nada. Era a desculpa que eu sempre usava, mas não fazia com que eu me sentisse melhor.
- Eu sei... Mas eu só queria entender um pouco mais. Hogwarts vai me ensinar apenas a controlar a magia, não vai me inserir totalmente no mundo dela. - e isso era verdade. Como eu disse, conhecer e viver são coisas diferentes. Eu posso saber o que é Quadribol, mas nunca será a mesma coisa se eu ver uma partida. Eu me sentei em perna de índio, apoiando minha cabeça na mão e fitando o chão de forma entediada. Eu queria, e muito, voltar para Hogwarts, mas...
- Talvez nisso eu possa ajudar. - eu fitei a mulher novamente, aquela mesma sensação calorosa acendeu-se em mim novamente. - Veja, você conhece o Ches, não? Se eu conversar com seus pais sobre a, ahm... Nossa condição, poderíamos dar um jeito de você ter as aulas de ballet em casa. Meus filhos podem lhe ajudar com o outro problema, e eu cumpro meu dever de professora. Que acha disso? - eu pisquei várias vezes. Passar as férias inteiras como uma bruxa? Em um ambiente realmente mágico? Tá, não seria o mesmo que Hogwarts, mas se a família da senhora Deargan era bruxa, sua casa devia ter alguns aspectos diferentes da minha, não? Eu fiquei tão animada que acabei me lançando em um abraço à mulher.
- Poxa, senhora Deargan! E-eu... Poxa! - só então me toquei que havia acabado de conhecer a mulher e que abraçá-la desta forma poderia ser uma falta de educação de minha parte. Eu me afastei, corada - Desculpe por isso...
- Não se preocupe. Mas não se esqueça, é apenas uma possibilidade, ainda dependemos da aprovação de seus pais. Então, não se empolgue demais, senhorita Hanson. - eu me segurei para não revirar os olhos.
- Alex. Por favor, não gosto de "senhorita Hanson". Só tenho doze anos, é estranho me chamarem assim. - já era uma luta ouvir os professores o tempo todo "senhorita Hanson, senhorita Hanson, senhorita Hanson". Nos levantamos, eu podia sentir uma pontinha de esperança ainda maior.
- Por ora, vamos continuar com a aula, sim? - eu concordei com a cabeça e me coloquei na posição que havia errado.

Talvez as aulas de ballet não fossem tão ruins quanto eu imaginava. Ao menos, não sob as circunstâncias que estávamos combinando. Magia. Aaah, magia.






tagged: Roisin Deargan;
notes: Ações da Alex finalizadas;
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Seg Ago 27, 2012 2:45 am

RP FECHADA

Vinte e seis de Agosto de 1805
Quinta-feira, noite, aproximadamente 03:20
Lua Cheia, ventos fortes, ameaçando chover.

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MensagemAssunto: Re: Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra   Qui Ago 30, 2012 2:24 am




my new nightmare
Come on and show out your teeth And what you've got underneath 'Cause everyone's got troubles That's the way the story goes You don't need to get in trouble baby To see whats underneath your nose Oh 'cause if your feeling happy That's the place to let it show So just remember to, smile, smile, smile --- post 001
Eu sabia que já era de madrugada, porém, eu não conseguia dormir. Parecia que haviam dado uma carga de energia extra à minha mente, pois ela não parava um só minuto. Também não seguia uma linha de pensamento, eu comecei pensando nas piadas sem graça de Bruce durante o jantar, passei pelas lembranças da festa de aniversário (e de namoro secreta) de Charles e Kathe e quando vi, estava pensando nele. Não sei dizer exatamente o que pensava, mas aposto que era ele quem não me deixava dormir. Era só eu fechar os olhos que eu me lembrava com perfeição dos olhos dele, do sorriso malandro, da voz rouca com o maldito sotaque. Eu odiava perceber que gostava quando ele dizia "chica", era bem estranho, porque, afinal, eu devia detestar tudo relacionado ao Pablo.

Só que eu não conseguia.

Eu me virei para o lado e abri a gavetinha do criado-mudo. Tateei um pouco no escuro até encontrar um objeto meio cilíndrico, pequeno. Mesmo no escuro, eu conseguia ver que ele lembrava um isqueiro. Deslizei o botão para baixo e uma bolinha branca de luz voou para minha lamparina, a mesma que eu havia "guardado" algumas horas atrás. Fiquei encarando o isqueiro verde, enquanto me lembrava da última vez que havia falado, ou melhor, brigado com Pablo. E eu ainda não conseguia entender como aquele garoto podia ser o mesmo que havia ficado comigo no baile.

Fiquei brincando com o isqueiro por um tempo, até que ouvi barulhos no andar de baixo. Guardei toda a luz e me ajeitei na cama, provavelmente era o vovô pegando algum lanche da madrugada, como sempre. Eu ouvi outro barulho, parecia algo chocando-se contra o armário da cozinha, a julgar pelo som de pratos quebrando.
Aposto que vovô não faria tanta bagunça para comer.

Peguei minha varinha embaixo do travesseiro e rolei para fora da cama, ainda segurando o isqueiro na outra mão. Encostei meu ouvido na porta e aguardei, não demorou muito e ouvi o som de algo explodindo, desta vez no andar de cima. Apertei a varinha em minha mão e girei a maçaneta, foi quando ouvi o grito de Sally.

- Merlin! - arreganhei a porta e quando vi o corredor, quase gritei.

O corredor estava destruído. A porta do quarto de meus pais havia sido explodida, o papel de parede estava fumegando, assim como o carpete, a porta de Sally estava metade explodida, provavelmente havia sido atingida quando explodiram a de meus pais, e havia uma poça de sangue no chão.

- D-Deus. - eu murmurei, enquanto erguia a varinha e seguia pelo corredor.

Estava passando pelo quarto de Bruce e Edward, quando ambos me puxaram para dentro. E, Deus, eu nunca vi meus irmãos chorando daquele jeito.

- Céus, o que... - e então a porta do quarto explodiu, eu me agarrei em Bruce enquanto entrava em choque ao ver um vulto encapuzado.
- Boa noite, crianças. Sua irmãzinha veio se juntar a vocês. - ele jogou algo no chão, que rolou em nossa direção. Achei que fosse uma bola, mas dei um grito ao perceber que era a cabeça de Sally, decapitada.
- Seu monstro! O que você quer? - o bruxo moveu a varinha e cordas se prenderam no pescoço de Edward, erguendo-o no ar, sufocando-o. Edward se debatia, as cordas apertavam tanto seu pescoço que chegava a cortar, o sangue escorria pelo seu corpo.
- Pare, pare! - gritei, enquanto tentava soltar meu irmão - Pare, por favor, pare! - o homem deu uma risada, Bruce partiu para cima dele, mas o homem lhe acertou um soco no estômago. Eu apontei a varinha para o homem - Immobilus! - lancei o feitiço, mas o bruxo o repeliu e eu fui atirada para trás.

Ao meu lado, o corpo de Edward caiu, imóvel como um boneco de pano, sangue escorria de seu pescoço. Eu dei um grito e me encolhi, me agarrando a Bruce, escondendo meu rosto nele.

- O q-que você quer? Nos deixe em paz, p-por favor! - ouvi Bruce suplicar com a voz embargada, o som dos passos lentos do mascarado ecoavam pelo quarto.
- Eu quero quitar uma dívida da garota. Devia saber que não faz bem ficar em débito com gente poderosa, Alexandra. - o homem deu outra risada e ergueu a varinha.

Porém, ele não atacou. Seu corpo foi diminuindo, tomando uma forma cilíndrica, até tornar-se uma cobra. Ela ergueu-se e deu o bote, Bruce me empurrou para o lado, a cobra enrolou-se nele, fincando as presas em seu pescoço. Bruce engoliu o grito e me lançou um olhar claro. "Salve-se". Seus olhos se fecharam, e eu me senti mais perdida do que nunca.

Eu corri, mas a cobra enrolou-se em meus pés e me derrubou. Eu tentei me soltar, gritando, a cobra sibilava ameaçadoramente, enquanto enrolava-se em minhas pernas com mais força. Eu tentei mirar nela, foi quando senti meu tornozelo esquerdo quebrar. Eu dei um grito e apontei a varinha para a cobra.

- Estupefaça! - senti o aperto em minhas pernas diminuir, coloquei o isqueiro dentro de meu sutiã e me concentrei até diminuir de tamanho e criar quatro patas.

Era mais fácil e rápido correr como um esquilo, mesmo com uma pata quebrada. Enquanto atravessava a casa, tentei ignorar as visões horríveis que tinha das paredes marcadas de sangue, de membros espalhados e dos corpos de meus pais e avô estraçalhados na sala. Eu queria desistir, me entregar, mas o olhar de Bruce ainda estava fixo em minha mente, e agora aprecia que todos os meus familiares me olhavam da mesma forma, gritando "Salve-se!".

Assim que atingi o jardim, voltei à forma humana. O isqueiro aprecia mais quente dentro de minhas roupas, eu o peguei e acendi, uma luz diferente saiu de dentro dele, azul e mais quente, ela parecia tão viva, tão amigável naquele momento. Eu tentei tocá-la, mas antes que o fizesse, vi o homem encapuzado atravessar a porta, disparando feitiços. A bolinha chocou-se contra meu peito e me fez sentir algo diferente, e no mesmo instante que ela me tocou, eu aparatei.

Enquanto eu sentia meus pés saírem do chão só se passava um lugar pela minha cabeça. México.




TAGGED: Bruce Hanson, Edward Hanson, Narciso Colbachin NOTES: no caderno tava melhor, é. ações finalizadas aqui WEARING: click here CREDITS: SHINJI @ OPS!



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Residência dos Hanson - Londres, Inglaterra
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