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Hogwarts sempre ajudará aqueles que a ela recorrerem!
 
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 Residência Deargan - Londres, Inglaterra

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Os Deargan

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MensagemAssunto: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Qua Maio 11, 2011 7:06 pm




É uma casa simples, sem muita coisa especial por fora para não chamar a atenção dos trouxas. Mas por dentro, a casa cheira a magia. Objetos mágicos estão espalhados pela casa, misturados com objetos trouxas. Não há um quarto para cada filho, então, as divisões são as seguintes:

Roisin: primeiro quarto.
Flynn e Derry: Segundo quarto.
Alroy e Pyro: Terceiro quarto.
Porthos e Charles: Quarto no sótão.

No andar de baixo, há uma sala grande com cozinha americana, o balcão da mesma está sempre cheio de fotografias mágicas ou com alguma bandeja de doce que alguém esqueceu ali. A casa não é a mais arrumada, já que são seis homens contra apenas uma mulher. Mesmo que Roisin baixe a lei de vez em quando, é comum ver uma ou outra roupa jogada pela sala, ou uma vassoura esquecida no meio da cozinha.

Fáilte!
(Bem vindo!)



Última edição por Os Deargan em Qua Maio 11, 2011 11:08 pm, editado 1 vez(es)
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Os Deargan

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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Qua Maio 11, 2011 11:00 pm

MORADORES



ROISIN DEARGAN
❝ah! se o pai de vocês estivesse aqui...❞
irlandesa casada 40 anos bruxa
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Roisin é uma mulher meio temperamental. ama seus filhos com todas as forças e batalha para não faltar nada em casa. Sente muita falta do marido e perde o controle sobre os filhos às vezes. Era professora de História da Magia na Irlanda e cobra muito o estudo dos filhos mais novos.







FLYNN DEARGAN
❝okay! qual de vocês vai calar a boca primeiro?❞
irlandês noivo 23 anos bruxo
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Flynn é o filho mais velho e, por isso, quando o pai fugiu ele se tornou o homem da casa. Adora os irmãos, mas é um tanto rude com eles. Dos filhos, é o que mais sente saudades da Irlanda, talvez menos agora que arrumou uma noiva, uma bruxa inglesa chamada Jane Porter. Flynn trabalhava com os trouxas, mas recentemente arrumou emprego no Três Vassouras.







DERRY DEARGAN
❝não sei pra onde fui e nem que horas voltei,
mas estou aqui, não?❞

irlandês namorando 20 anos bruxo
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Um tanto imaturo para sua idade, Derry é um filho um tanto problemático. Tudo isso é rancor pelo pai não ter voltado para casa e nunca ter mandado notícias. Quando não está bancando o filho problema, Derry é divertido, um rapaz de espírito realmente jovem. Sua namorada, Samantha Harper, é sua grande companheira de boêmia, o que não agrada tanto assim sua mãe.







PORTHOS DEARGAN
❝é o seguinte: quando eu falo uma coisa,
nem sempre é pura ironia,
entende o que eu digo?❞

irlandês solteiro 18 anos bruxo
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Ironia é uma palavra que descreve bem o jovem Porthos. É um tanto mentiroso também, mas usa isso como forma de "defesa pessoal", como diz ele. Adora implicar com os irmãos mais novos, mas claro, é sempre brincadeira. Tudo para ele é brincadeira e talvez seja o filho que lida melhor com a ausência do pai. Na verdade, nunca saberemos, pois toda a pose de rapaz forte pode ser também apenas mais uma de suas mentiras.







ALROY DEARGAN
❝não fui eu, não vi quem fez e já tava assim quando cheguei!❞
irlandês solteiro 15 anos bruxo
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Hiperativo, provocador e irresponsável. Tudo bem, Alroy só tem 15 anos, mas sua mentalidade é a mesma que a de uma criança de 10. Seu passatempo preferido é pregar peças em Pyro e Charles, o que causa um grande caos dentro da casa, porque o garoto ainda não aprendeu a medir as conseqüências de seus atos ou até onde vão seus limites.







PYRO DEARGAN
❝seus burros! já disse que não é assim que se faz, suas amebas supercrescidas!❞
irlandês solteiro 13 anos bruxo
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Pyro é um minigênio. Realmente inteligente demais para sua idade, mas criança de menos para ela. O garotinho tem apenas 13 anos, mas não se comporta como tal. Exceto quando o assunto é atormentar um dos irmãos, pra isso, ele usa toda a sua genialidade e acredite quando eu digo que quando Pyro pega pra aprontar, ele faz isso com estilo.







CHARLES DEARGAN
❝eu sabia disso. é claro que eu sabia, imagine, só uma anta não saberia!❞
irlandês solteiro 11 anos bruxo Hogwarts (Sonserina)
wendy
+diário +coruja +ficha


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
O Deargan mais novo é um poço de egocentrismo. Talvez não tanto agora, mas dá para perceber que seu ego cresce conforme ele cresce. Raramente admite estar errado e mesmo quando está por baixo, faz parecer que está por cima. Ches, apesar de tudo isso, puxou o coração bom do pai, é generoso e sensível, mesmo que ele prefira não demonstrar isso. Posso dizer que um dos defeitos do rapaz é ser um tanto pavio curto, não é preciso muito para deixá-lo irritado. Não mesmo.


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Charles Deargan
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Seg Jun 20, 2011 11:42 pm

RP FECHADA
Oito de Julho de 1801
Segunda-feira, tarde, aproximadamente 16:20
Tempo quente, brisas úmidas, possível chuva.

PARTICIPANTES:
Alexandra Hanson
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Pyro Deargan
Porthos Deargan
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Charles Deargan
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Ter Jun 21, 2011 1:02 am



bad news #1

and more as I do my best not to believe, the whole thing more real it seems.




Eu estava andando de um lado para o outro na sala. Vez ou outra, eu desviava os olhos do chão para a janela, esperando que Ramona aparecesse lá no horizonte carregando montes de cartas. Mas, como sempre, ela ainda não havia voltado. Desviei os olhos da janela, com um suspiro pesaroso, e voltei a caminhar em círculos, murmurando pragas a todo momento.

- Siabhal go bhfuil aois! (*) - eu xinguei alto demais, então senti uma almofada ser lançada em minha direção. Porthos, aquele ser preguiçoso, me lançava um olhar de repreensão. - Que é agora, seu gordo inútil? - ele me indicou Alex, sentada no tapete perto de meu irmão Pyro, que antes encarava um livro, agora ambos me olhavam, Pyro com o mesmo tom de repreensão, Alex com cara de como se eu estivesse falando grego! O que não era, era irlandês. - Ah tá, desculpe, Alex. - a garota deu de ombros e voltou a conversar com o Pyro sobre o que quer que eles estivessem estudando.

Era legal ter a Alex ali em casa, ela era a prova viva de que Hogwarts realmente existia, de que Kathe realmente existia. Apesar da ausência de cartas da garota, eu sabia que havia algo errado com ela, Kathe não ficaria tanto tempo sem me responder, não ficaria. Não a minha Kathe, não é? Minha melhor amiga? Não, tenho certeza.

Eu bufei mais uma vez e caminhei para a janela, apoiei os cotovelos no beiral da mesma e fiquei encarando o céu, esperando que algum pontinho preto aparecesse.
Aquela dúvida de "O que está acontecendo com ela?" não saía da minha cabeça, o que me deixava incomodado demais. Eu odiava não saber das coisas, me sentia excluído, e mesmo que eu estivesse culpando a velhaca mal amada da avó da Kathe, não podia deixar de sentir aquela pontada de abandono.

Então minha atenção foi desviada para um pontinho preto que surgiu no horizonte. Conforme a coruja se aproximava, eu percebia que ela carregava alguma coisa. E conforme ela se aproximava, eu percebia que não era Ramone. Era só a coruja que vinha sempre entregar O Profeta Diário. Aquela baboseira não me interessava, então eu soltei o jornal da pata da coruja e a deixei voar de novo, atirando o jornal em Porthos.

- Posso ler, Porthos? Sempre achei engraçado o jeito que os jornais bruxos são. - ouvi Alex comentar com meu irmão, ele entregou o jornal para a garota e voltou a ler o livro com que se ocupava antes.

Eu respirei fundo de novo. Quanto tempo mais ficaria sem uma resposta? Definitivamente, minhas primeiras férias escolares estão sendo... Tediosas. Tá, tem a Alex por perto e tal, maneiro, uhuul. Ou não, já que ela está meio diferente, tem vezes em que ela fala como se fosse bruxa a vida inteira.
E falando em Alex, eu a observava correr os olhos pelo jornal, até que uma fina ruga surgiu na testa da menina e ela cutucou o Pyro.

- Houve um ataque aos trouxas. E não foi tão longe daqui. - Alex podia estar tentando esconder, mas ainda dava para sentir o medo e o receio na voz da menina - Ao menos, conseguiram uma foto do possível criminoso. - ela me passou o jornal e eu encarei a manchete. Cinco trouxas mortos aparentemente sem motivo. Um vizinho bruxo havia conseguido fotografar o assassino, e quando eu encarei a foto, senti meu estômago congelar e desaparecer, levando todos os meus órgãos de sentido junto com ele.


Não podia ser ele. Ele não faria tal coisa, eu o conhecia. E outra, se ele estava tão perto assim, por que não voltou pra casa? Não, eu devia estar me esquecendo de como ele era, esse homem só podia ser muito parecido com ele, era a única explicação. Ele nunca... ele já fez isso uma vez, mas agora era diferente... Não era? Não havia motivo para ele matar trouxas, ele não fazia isso.
Eu levantei meus olhos da foto, encarando meus irmãos, que tinham a mesma expressão de incredulidade no rosto e pareciam pensar a mesma coisa que eu: Aquele homem não podia ser Rowan Deargan.





tagged: Porthos Deargan; Pyro Deargan; Alexandra Hanson;
notes: pequeno, bobo e... não tão desnecessário eh/
(*) Maldita seja aquela velha!;
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Os Deargan

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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Sab Jun 25, 2011 4:19 am

PORTHOS DEARGAN


Alex era uma garota legal. Talvez porque na maioria das vezes ela não parecia uma garota exatamente. Sabem, não tinha essas frescurazinhas de menininhas do tipo "sujei meu vestido, quebrei uma unha, meu cabelo tá bagunçado". Ela era legal, apesar de nascida trouxa. Mas, isso não faz diferença, ela aprende rápido as coisas dos bruxos.

E era por isso que ela estava ali. No momento, ela fazia uma "pequena pausa" da aula de ballet de minha mãe. Essas "pequenas pausas" duravam cerca de uma hora e meia, e algum de nós a deixávamos mais informada e vivenciada (?) sobre os bruxos. Naquele momento, era Pyro quem dava a aula para ela, enquanto eu só estava ali para o caso do pequeno gênio falar alguma besteira, ou porque, segundo a mamãe "Pyro parece gostar da Alex, fique de olho nele". É, é estranho Pyro gostar de alguém que não fosse de casa, se querem saber. Ou seja, tinha Tronquilho nessa árvore!
Bem, e Charles? Me irmãozinho caçula estava preocupado demais, esperando sua coruja voltar com alguma carta da paixonite aguda Hogwartina dele, a tal Katherine. Mas, aparentemente, a menina havia evaporado e nenhuma das cartas dele foi respondida. Até agora.

Meu irmão xingou alto, em irlandês. Mamãe havia nos proibido de duas coisas enquanto Alex estivesse em casa. A primeira era falar em nossa língua natal. Ela não queria que a menina se sentisse perdida ou por fora de alguma coisa em casa. A segunda era xingar, porque segundo minha mãe nós somos "cavalheiros e dizer tais coisas na frente de uma garotinha é um ato horrível de falta de educação.". Se ela soubesse o quanto a Alex é "garotinha" não teria colocado essa regra.

Bem, eu taquei uma almofada em Charles, que me xingou de novo. Eu indiquei a Alex com a cabeça e ele entendeu na hora, se desculpando com a menina. Ches imediatamente voltou a andar em círculos e eu fiquei fitando o menino.

- Se você abrir um buraco nesse chão, mamãe te dá de comida para o Trasgo mais próximo. - eu tentei alertá-lo, mas quem disse que o menino estava me ouvindo? Me dava até raiva quando ele fazia isso.

Aquilo estava um tédio, eu queria fazer alguma coisa, qualquer coisa, e ficar sem fazer nada estava me dando sono. Estava quase pegando no sono quando alguma coisa me acertou na cara. O Profeta Diário de hoje. Charles, seu pequeno monte de... Argth, okay. Alex me pediu para ler o jornal e eu o entreguei para a menina. Iria voltar a ler o livro que havia deixado de lado para dormir.

Então a garota comentou algo sobre um ataque a trouxas não muito longe. Eu rapidamente me sentei no sofá e li a manchete da notícia por cima do ombro dela. Foi quando vi a foto. E foi quando todo o mundo girou de uma forma estranha.

Pai? Não, é claro que não. Devia ser alguém muito parecido. Affe, a quem eu estava tentando enganar? Eu conhecia o rosto do meu pai, e por mais que o tempo tivesse passado, eu não o esqueceria. Mas, ele ter matado trouxas, sem motivos ainda por cima? Isso sim me fazia pensar que não era ele.

Ches nos encarou, o mesmo olhar de interrogação com a pergunta que nenhum de nós conseguíamos fazer em voz alta, enquanto Alex olhava para cada um de nós, sem entender nada.

- Heey, ainda estou aqui. Alguém pode me dizer o que está acontecendo? - a garota se levantou, colocando as mãos na cintura e encarnando nós três. - Vocês conhecem esse homem? -
- Ele... Era um... Conhecido da família. Um amigo de infância do nosso pai. - sorte que eu sei mentir, se bem que esta mentira não foi a minha melhor.
- Sério? Poxa, que coisa... Imagine quando seu pai ler o jornal, ele não vai gostar de saber. - Alex murchou os ombros.
- Ele não vai saber. - o tom seguro de Pyro encobriu minha mentira.
- Por que não?
- Porque papai está morto. - eu pude sentir o tom de raiva na voz de Charles. Aquela notícia havia mesmo acertado meu irmão. O que ele disse era mentira, ao menos, todos em casa acreditávamos que ele estava vivo e essa foto no jornal era prova disso. Mas eu pude perceber que Ches agora estava ressentido com papai. Muito mais do que ele já estivera.

Charles jogou o jornal em cima da mesa e saiu da sala, batendo a porta ao passar. Alex estava mais murcha ainda, e parecia haver um letreiro de "Estou com vergonha!" na testa dela.

- Desculpem eu... Não sabia. Não imaginava. - ela abaixou os olhos, cutucando o carpete da sala com a ponta da sapatilha.
- Ches nunca aceitou direito o que aconteceu. Você não tem culpa. - Pyro passou um braço pelos ombros da Alex e a abraçou. Acho que ele estava mentindo tão bem assim porque estava falando a verdade nas entrelinhas. Ches podia sempre fingir, mas nunca havia aceitado que nosso pai tivesse fugido.
- Venham vocês dois. Vamos comer alguma coisa antes da sua aula recomeçar, Alex. - a garota concordou com a cabeça, eu me levantei do sofá e segui os dois para a cozinha. Aquela sensação ruim de ver meu pai depois de cinco anos sem notícias ainda se remexendo em minha cabeça.



PYRO DEARGAN


- E então Alex, consegue me dizer qual é o modelo de vassoura mais rápida de hoje? - eu fitei a menina ao meu lado, que tinha uma fina ruga na testa enquanto pensava.
- É a Silvertrack II, que faz 27 quilômetros por hora. A antecessora dela, a Silvertrack fazia apenas 23 quilômetros por hora. - a garota falou tão rápido que eu quase não entendi.
- Wow! Isso mesmo, acertou na mosca, Alex. - a garota sorriu toda contente, e eu não contive um pequeno sorriso de canto.

É engraçado, mas Alex é a primeira garota com quem eu consigo conversar sem parecer um sabe-tudo-chato. Consigo ser legal com ela, o que é realmente estranho, afinal, não sou legal nem com o Charles!

E por falar nele, aquela ameba supercrescida estava toda nervosinha esperando sua coruja voltar, quando xingou alto e todos nós o repreendemos. Meu irmão pediu desculpa, e eu achei melhor voltar à aula da Alex.

- Certo, vamos ver agora. Consegue se lembrar do nome do Ministro da Magia? - Alex fez uma careta.
- Arght, essa é muito fácil. O tapado do Joseph Hovers. Nunca vou esquecer esse, por culpa dele, Hogwarts quase foi destruída! - eu soltei uma risada baixa.
- Você está exagerando. Sabe que foi apenas o Salão Principal. - ela me mostrou a língua.
- Isso porque o deteram. Caso contrário, ele teria destruído Hogwarts inteira sim! - eu achei melhor não contrariar a menina.

Foi quando Charles atirou um Profeta Diário, que não sei de onde saiu, em Porthos. Alex pediu o jornal emprestado para ler, e assim que ela começou a lê-lo, eu a acompanhei em silêncio.

Antes que ela manifestasse a notícia para os outros, eu já estava gelado. O homem na foto só podia ser uma pessoa, e era justamente quem eu não queria que fosse. Fazia cinco anos que eu não recebia notícias dele, e certamente, esta não era o tipo de notícia que eu queria receber. Ninguém quer saber que seu pai está se tornando um assassino de trouxas por diversão, quer?

Todos nós nos encarávamos frustados, menos Alex, que não entendia. Como poderia entender? Ela começou a chamar a nossa atenção, e Porthos soltou sua pior mentira. Mas claro, só para quem o conhecia, certamente, ele havia enganado Alex.

- Sério? Poxa, que coisa... Imagine quando seu pai ler o jornal, ele não vai gostar de saber. - claro, será ótimo quando ele perceber que nós, a família dele, estamos a par das coisas horríveis que ele andou fazendo.
- Ele não vai saber. - afinal, ele estaria ocupado matando trouxas, não é? Trouxas como a Alex. O que poderia me garantir que a próxima família não seria a dela, já que o ataque não foi muito longe?
- Por que não?
- Porque papai está morto.

Eu me surpreendi com o tom de Ches. Ele não era rancoroso, ao menos, não demonstrava ser. Se ele era, estava guardando isso para si por muito tempo, e muito bem guardado, pois nunca desconfiaríamos. Meu irmão saiu fulo da sala, fazendo uma cena. Ou não, afinal, eu entendia o lado dele, e Ches era novo demais para tentar manter a cabeça fria por alguns instantes.

- Desculpem eu... Não sabia. Não imaginava. - eu respirei fundo. Agora Alex estava se culpando pelo show do meu irmão.
- Ches nunca aceitou direito o que aconteceu. Você não tem culpa. - eu me aproximei da garota e a abracei. Eu estava certo, sabia que estava. Ches agora mostrava uma face que escondia há muito tempo, e não era muito agradável conhecê-la agora.

Porthos tentou quebrar o clima tenso, chamando-nos para comer alguma coisa. Seria uma boa ideia e eu ficaria agradecido em saber que meu estômago conseguiria digerir alguma coisa.





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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Ter Jun 28, 2011 1:14 am



small classes and constraints #1

I did not know, I swear I did not mean to hurt anyone. Congratulations, Alexandra!




- E então Alex, consegue me dizer qual é o modelo de vassoura mais rápida de hoje? - eu precisei pensar um pouco, estava com um pouco de dúvida ainda.
- É a Silvertrack II, que faz 27 quilômetros por hora. A antecessora dela, a Silvertrack fazia apenas 23 quilômetros por hora. - despejei tudo de uma vez, se eu estivesse errada, era melhor saber logo.
- Wow! Isso mesmo, acertou na mosca, Alex. - eu sorri, havia acertado afinal.

Eu precisava confessar uma coisa: passar as férias com as pessoas bruxas era tão mais divertido do que com as pessoas trouxas. Meus pais haviam aceitado a ideia das aulas na casa dos Deargan, e a senhora Roisin ainda estava trabalhando no processo de convencer minha mãe de que meu retorno para Hogwarts era seguro. A coisa parecia estar funcionando, já que na noite anterior minha mãe havia me perguntado se já havia chego alguma carta de Hogwarts com a nova lista de material, mas quando me mostrei contente demais em saber que ela parecia interessada, ela respondeu "Apenas para saber, Alexandra. Caso você volte, precisaremos da lista. Caso.". E estar ali com um amigo de escola só me deixava com mais vontade de voltar ao Castelo.

E dai Charles resmungou alguma coisa que eu não entendi, e pelo jeito que seus irmãos o olharam, não era uma coisa muito bonita de se dizer. Mas eu entendia o pobre menino, estava tão angustiada pela falta de notícias da Kathe quanto ele, tá, ele talvez mais, e Kathe iria gostar de saber disso quando voltássemos. Claro, eu iria bater muito nela primeiro e depois daria essa notícia. Bem, Porthos e Pyro repreenderam o Ches, que me pediu desculpas, mas eu apenas dei de ombros, como se disse-se "Relaxa ai, guri.".

- Certo, vamos ver agora. Consegue se lembrar do nome do Ministro da Magia? - ele tava brincando né? Só podia.
- Arght, essa é muito fácil. O tapado do Joseph Hovers. Nunca vou esquecer esse, por culpa dele, Hogwarts quase foi destruída! - ele riu e eu semicerrei os olhos.
- Você está exagerando. Sabe que foi apenas o Salão Principal. - eu mostrei a língua pra ele, claro, era fácil julgar assim, ele não tava lá e não tinha sido atingido por um feitiço maligno lançado pela lagartixa causadora do estrago.
- Isso porque o deteram. Caso contrário, ele teria destruído Hogwarts inteira sim! - eu dei de ombros.

Era verdade, aquele Rachranhoff quase havia destruído minha segunda casa. Até onde eu descobri depois, o professor de TCM havia morrido e o procurado era ele, mas vem cá, se o Aaron soltou a bicha louca dele, é porque tem coisa errada naquelas roupas cheias de dinheiro e fedendo a animais mortos dele! Se Merlin me amasse o suficiente (gostaram? Falar como bruxo é tão mais divertido) impediria que aquele matador de ursos polares voltasse para a escola, afinal, qual é, ele QUASE DESTRUIU O GRANDE SALÃO! TEM QUE SER PUNIDO!

E dai o Ches atirou um jornal no Porthos. O Profeta Diário, é tão engraçado ler as notícias dos bruxos, é mais legal do que ler o jornal trouxa, se querem saber.

- Posso ler, Porthos? Sempre achei engraçado o jeito que os jornais bruxos são. - o garoto concordou e me entregou o jornal. Logo nas primeiras páginas havia uma notícia nada divertida de se ler. Uma família de trouxas havia sido assassinada não muito longe de onde morávamos - Houve um ataque aos trouxas. E não foi tão longe daqui. - eram trouxas, como eu. E se eles decidissem avançar até aqui? Minha família poderia ser a próxima - Ao menos, conseguiram uma foto do possível criminoso. - eu entreguei o jornal para Ches analisá-lo, só então percebi que Porthos e Pyro estavam meio tensos, um encarando o outro como se estivessem se comunicando com olhares, até que Charles, após tirar os olhos assustados do jornal, juntou-se aos irmãos naquela conversa sem palavras.

- Heey, ainda estou aqui. Alguém pode me dizer o que está acontecendo? - eu me levantei para chamar a atenção dos três, havia alguma coisa errada ali - Vocês conhecem esse homem? - só podiam, ninguém reagiria assim, estavam em um estado de surpresa pior do que o meu, sendo que eles haviam atacado diretamente a minha raça.
- Ele... Era um... Conhecido da família. Um amigo de infância do nosso pai. - pai? Só ai eu percebi que nunca tinha visto o pai deles, acho que trabalhava até tarde, não?
- Sério? Poxa, que coisa... Imagine quando seu pai ler o jornal, ele não vai gostar de saber. - toda a minha pose de "Exijo explicações agora" se desmanchou, eu não iria gostar de ler no jornal que meu amigo era um assassino.
- Ele não vai saber. - encarei Pyro, uma sobrancelha arqueada.
- Por que não?
- Porque papai está morto. - eu engoli em seco enquanto me virava para encarar Charles. Ah, então era... Bem, eu não sabia, não é? Não foi intencional, eu só queria... Grande boca, Alex! Charles ficou realmente tocado com as minhas perguntas e deixou a sala completamente nervoso. Eu iria me desculpar com ele depois ou não iria me sentir bem.
- Desculpem eu... Não sabia. Não imaginava. - eu encarei o chão, cutucando-o com a ponta de minha sapatilha, quem sabe conseguiria cavar um buraco ali rapidamente e me esconder dentro dele.
- Ches nunca aceitou direito o que aconteceu. Você não tem culpa. - Eu senti Pyro passar um braço pelos meus ombros, tentando me animar desta forma
- Venham vocês dois. Vamos comer alguma coisa antes da sua aula recomeçar, Alex. - Eu concordei de forma desanimada. Coitado do Ches, sem notícias da Kathe e agora eu havia deixado o menino se remoendo com as lembranças do falecido pai.





tagged: Porthos Deargan; Pyro Deargan; Charles Deargan;
notes: finalizando UHUL *-* só falta dois *-* ;


Última edição por Alexandra Hanson em Ter Ago 09, 2011 9:33 pm, editado 1 vez(es)
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Charles Deargan
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Qui Jun 30, 2011 12:05 am



bad news #2

and more as I do my best not to believe, the whole thing more real it seems.




Choque. Era tudo o que eu podia dizer sobre mim. Choque. Aquela fotografia, o homem nela, a notícia e o fato de meus irmãos estarem pensando o mesmo que eu fazia com que todas as esperanças que eu tinha de ter meu bom, gentil e amoroso pai de volta se esvaíssem. Se ele estava matando trouxas a custo de nada, era porque não era mais o homem que eu conhecia, admirava e esperava ansiosamente voltar para casa.

E eu senti ódio. Ódio profundo. Eu acreditei nele, acreditei cegamente de que ele era bom, que só havia matado aqueles trouxas por causa de Scarlett. Eu o defendi tantas vezes quando Derry implicava e dizia que ele estava morto, que ele era um covarde e que ele não voltaria para casa. Mas agora, eu queria eu mesmo jogar todas essas verdades que Derry tentava me mostrar na cara de meu pai.

- Heey, ainda estou aqui. Alguém pode me dizer o que está acontecendo? - eu pisquei algumas vezes até voltar para a realidade, encarei Alex, a testa franzida de raiva - Vocês conhecem esse homem? - ah claro, ele só é o psicopata do nosso pai, nada de novo.
- Ele... Era um... Conhecido da família. Um amigo de infância do nosso pai. - naquele momento, eu juro que queria acreditar na mentira de Porthos, queria que ele tivesse parecido mais convincente, eu queria acreditar naquele mentira para poder voltar a admirar meu pai.
- Sério? Poxa, que coisa... Imagine quando seu pai ler o jornal, ele não vai gostar de saber. - HAHAHA' claro, ele deve estar sentado na casa dos trouxas que matou agora mesmo, lendo esse Profeta enquanto chuta os corpos da família para o lado. Tenho certeza de que ele nem se importa mais se nós sabemos ou não a verdade sobre ele.
- Ele não vai saber. - claro irmão, tão inteligente, mas tão ingênuo.
- Por que não?
- Porque papai está morto. - eu não consegui mais aguentar.

Era isso. ele estava morto. Para mim, ele estava morto. Se algum dia ele resolvesse se lembrar da família que tinha e voltar, eu iria embora de casa. Não suportaria ficar no mesmo lugar que um homem que mata trouxas, eu tinha amigos trouxas, gostava deles, dos trouxas como Alex ou como os nossos vizinhos, que não acreditavam em magia e por isso não a condenava para a fogueira.

Eu joguei o jornal na mesinha de centro e saí da sala, estava nervoso, eu queria ficar sozinho. Na realidade, eu queria uma carta de Kathe, isso iria fazer com que eu esquecesse meu pai por um momento e iria me acalmar. Mas Ramone ainda não voltava.
Com passos pesados, nervosos e duros, eu subi para meu quarto e tranquei a porta, não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém. Chutei o malão no chão e isso só fez com que eu sentisse uma dor aguda no dedão. Mas fez com que eu esquecesse meu pai. Ah, ótimo, agora eu vou ter tendências ao masoquismo? Você é excelente, Charles.

Eu me joguei em minha cama e fiquei encarando o teto. Passei um ano inteiro tentando descobrir por que haviam me mandado para a Sonserina, já que comparado com meus outros colegas de Casa, eu era tão diferente, tão... Bom.
É, eu me julgava bom, sempre me julguei um bom menino. Mas agora eu me perguntava se eu era tão bom assim. Se o Chapéu Seletor teria por acaso percebido isso em mim, algo que eu não percebi naquela época porque não sabia que o sangue de um assassino de trouxas inocentes corria em minhas veias. Afinal, como poderia saber? Rowan Deargan havia sumido no mundo, nunca havia dado notícias e, em minha cabeça, ele era uma espécie de herói. E agora? Agora ele era o vilão, e eu percebi que teria que lutar contra mim mesmo para não me tornar um também.





tagged: Porthos Deargan; Pyro Deargan; Alexandra Hanson;
notes: eu preciso me lembrar que meu personagem depressivo é o Hades! sim, achei o final muito emo, mas não consigo mudar, a reação dele se encaixa perfeitamente.
TODAS AS AÇÕES FINALIZADAS;
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Charles Deargan
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Dom Dez 25, 2011 10:25 pm

RP FECHADA
Vinte e três de Setembro de 1802
Quarta-feira, manhã, aproximadamente 08:40
Tempo ameno, céu aberto e brisas frescas.

PARTICIPANTES:
Alexandra Hanson
Charles Deargan


Última edição por Charles Deargan em Sex Jan 20, 2012 11:45 pm, editado 1 vez(es)
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Charles Deargan
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Dom Dez 25, 2011 11:45 pm

What day is it? And in what month?This clock never seemed so alive. I can't keep up and I can't back down, I've been losing so much time
little scare

post 001


Eibhlín mexia em meu cabelo. Estávamos sentados embaixo de uma árvore, em Hogwarts, de frente para o Lago Negro e com o sol se pondo, deixando o céu levemente cor de rosa. Gay, eu sei, mas a visão era bonita. A garota falava comigo, mas havia algo de errado com sua voz. Não era como eu me lembrava, parecia ser de outra pessoa. Eu abri meus olhos e me vi com a cabeça deitada no colo de Kathe, e ela sorria para mim, como se nunca tivéssemos brigado. O mais estranho, é que eu aceitei isso. Quem se importa com Eibhlín quando estou em um momento desses com a Kathe?

E dai um galho de árvore caiu em cima da minha cabeça e começou a gritar comigo. O galho era mais macio do que eu imaginava que poderia ser, e soltava penas, e tinha cabelos levemente alaranjados e uma voz um tanto mais grossa para uma garota. Alexandra Hanson me atacava com aquele travesseiro enorme do Porthos, que estava apenas rindo na porta.

- HEY, VOCÊ FICOU LOUCA? - eu rolei para fora da cama e cai de nariz no chão, Alex jogou-se na cama para tentar continuar a me bater.
- VOCÊ... VERME... ESTÚPIDO... GROSSO! - ela não falava frases inteiras, ou talvez as travesseiradas me deixassem meio surdo e eu não entendia nada.
- Mas o que, AI, ALEX! - eu puxei o travesseiro das mãos dela e o joguei longe - O que diabos é isso? - a garota estava totalmente vermelha e bufava de raiva.
- Você é um trasgo gordo e burro, Charles Deargan! - ela me acusou e eu ergui uma sobrancelha.
- Agora nos conte uma novidade, Alex. - Porthos ainda ria, e eu joguei meu travesseiro nele.
- Sabe de onde acabei de chegar? Da casa da Kathe. Você se lembra dela ainda? A garota super meiga e fofa que era sua melhor amiga e que quase virou sua namorada? Ou a Eibhjenta não deixa você nem pensar mais nela? Acho que é isso, já que aquela loira azeda consegue controlar sua mente melhor do que alguém faria com um feitiço. Quanto mais ela mentiu pra você, Charles? - não sei se era porque eu havia acabado de acordar ou se Alex estava mesmo despejando uma avalanche de palavras para cima de mim, e eu entendia pouco do que ela me falava.
- O que... Quem mentiu o que? - eu estava começando a ficar zonzo.
- Você parou de falar com a Kathe orque Eibhlín disse que ela estava namorando com o Fred, não foi? - eu gelei, nunca havia contado isso para a Alex, nem para ninguém - E você BEIJOU A KEPPELER NA FRENTE DA KATHE, NÃO FOI, SEU CRETINO? - Alex estava tão nervosa que eu vi o sorrisinho do Porthos sumir, ele dar as costas e sair de fininho. Maldito, nem pra me salvar aqui.
- Eu, bem, foi mais ou menos isso, só que... - Alex me acertou com outro travesseiro e eu tombei para trás.
- Ela não estava namorando com o Fred, seu lerdo! Eles nem nunca se beijaram! Você devia parar de acreditar na Eibhlín, você ao menos sabe que ela detesta a Kathe? - eu abri a boca para falar varias vezes, mas não consegui reproduzir som algum - Você é muito idiota, sabia disso? O pior de tudo é que eu sei que você não vai fazer nada agora, porque você é um estúpido e fraco. - ela me deu as costas, mas parou quando chegou à porta - Ah, e por falar em fraco, se você soubesse como Kathe está, e por sua culpa, iria correndo pedir perdão para ela. - eu me levantei, assustado.
- O que... O que aconteceu com ela? - tentei não demonstrar mais preocupação do que devia, mas falhei, e quer saber? Eu não me importei.
- Kathe está doente, mas você não se importa, não é? Não se importa se ela está mais magra do que um palito e vomitando. Não é importante, você tem a Eibhlín. Divirta-se com ela. - e dai ela foi embora, pisando duro.

Eu ainda não conseguia associar muitas coisas. As palavras não se encaixavam, coisas como "mentira", "Eibhlín", "Kathe" e "doente" eram as que mais me perturbavam. Minha cabeça latejava, não sei se era pelo excesso de informação repentina ou se era culpa das travesseiradas.
Eu voltei para a cama, mas não dormi. fiquei encarando o teto, e me dei conta de que era o segundo problema que eu tinha e era a segunda vez que eu fazia isso, encarar o teto. Mas desta vez, eu sabia o que fazer. Eu precisava ver Kathe.


porthos deargan, alexandra hanson ações finalizadas don't click!
thread by it's ping pong, Ananda @ terra de ninguém 2.0 <3
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Alexandra Hanson
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Seg Dez 26, 2011 2:08 am




I try to kill a friend
Come on and show out your teeth And what you've got underneath 'Cause everyone's got troubles That's the way the story goes You don't need to get in trouble baby To see whats underneath your nose Oh 'cause if your feeling happy That's the place to let it show So just remember to, smile, smile, smile --- post 001
Eu apareci rolando pela sala da casa dos Deargan, o certo seria eu ir direto para casa, mas eu precisava resolver uma coisa logo de uma vez. Acabei assustando Roisin, mas logo ela me levou para a cozinha e tentou fazer com que eu comesse biscoitos com leite.

- Roisin, eu preciso ir pra casa. Só parei por aqui porque preciso falar rapidinho com o Ches. - Roisin colocou a leiteira sobre a mesa e indicou o andar de cima com a cabeça.
- Ches ainda está dormindo, Alex. - eu sorri maldosamente.
- Melhor ainda. - eu coloquei minha mochila de roupas sobre a cadeira e subi correndo até o quarto do garoto. Acabei encontrando Porthos no caminho.
- Wow, Alex, você não estava viajando? - ele não me deixava continuar subir, acho que dava pra ver que eu estava com raiva.
- Voltei agora e tenho um recado para o Ches. - Porthos murmurou um "aaaah", como se entendesse que eu iria acertar um soco em seu irmão, e fez o que todo irmão mais velho faria: me deu passagem.

Por sorte, ninguém mais me deteu pelo caminho. Eu escancarei a porta do quarto do menino e agarrei um travesseiro enorme da cama ao lado. Sem medir forças, eu bati com aquele peso de travesseiro no Charles uma, duas, três vezes, até o garoto acordar de verdade e começar a tentar me deter. Nesse meio tempo, eu o xinguei de todos os nomes que consegui pensar.

- HEY, VOCÊ FICOU LOUCA? - Ches deslizou para fora da cama, eu me joguei sobre ela para poder alcançá-lo e acertá-lo mais vezes.
- VOCÊ... VERME... ESTÚPIDO... GROSSO! - eu nem conseguia formar uma frase inteira, e meus xingamentos estavam acabando, minha raiva não. Ches merecia MUITO MAIS do que simples travesseiradas, sorte dele que eu havia deixado a varinha na mochila.
- Mas o que, AI, ALEX! - ele conseguiu tirar o travesseiro de minhas mãos, talvez tenha sido pior, porque meus punhos deviam ser mais pesados do que um travesseiro fofo de penas - O que diabos é isso? - eu bufei, controlando a vontade de socar a cara dele.
- Você é um trasgo gordo e burro, Charles Deargan! - eu apontei o dedo no nariz do menino e continuei bufando de raiva.
- Agora nos conte uma novidade, Alex. - eu nem me lembrava que Porthos estava ali também até Charles lhe jogar um travesseiro.
- Sabe de onde acabei de chegar? Da casa da Kathe. Você se lembra dela ainda? A garota super meiga e fofa que era sua melhor amiga e que quase virou sua namorada? Ou a Eibhjenta não deixa você nem pensar mais nela? Acho que é isso, já que aquela loira azeda consegue controlar sua mente melhor do que alguém faria com um feitiço. Quanto mais ela mentiu pra você, Charles? - eu precisava falar tudo de uma vez, ou começaria a bater no menino de novo e não conseguiria mais juntar as palavras novamente.
- O que... Quem mentiu o que? - eu revirei os olhos.
- Você parou de falar com a Kathe porque Eibhlín disse que ela estava namorando com o Fred, não foi? - eu podia estar perguntando, mas sabia que era a verdade, e como Charles não me respondeu, fiquei com mais raiva ainda por ele ser tão estúpido - E você BEIJOU A KEPPELER NA FRENTE DA KATHE, NÃO FOI, SEU CRETINO? - eu mordi minha língua para parar de gritar. Não queria chamar a atenção de Roisin aqui para cima, mas acho meio difícil.
- Eu, bem, foi mais ou menos isso, só que... - eu catei o travesseiro em cima da cama dele e o acertei de novo tão forte que Charles até tombou.
- Ela não estava namorando com o Fred, seu lerdo! Eles nem nunca se beijaram! Você devia parar de acreditar na Eibhlín, você ao menos sabe que ela detesta a Kathe? - o garoto ficou sem fala, ótimo, então Ches era mais lerdo do que eu imaginava! - Você é muito idiota, sabia disso? O pior de tudo é que eu sei que você não vai fazer nada agora, porque você é um estúpido e fraco. - eu dei as costas, meu recado estava dado, e a surra também, mesmo que Charles merecesse mais. Só que quando cheguei à porta, lembrei de mais uma coisa - Ah, e por falar em fraco, se você soubesse como Kathe está, e por sua culpa, iria correndo pedir perdão para ela. - Ches pareceu finalmente ter alguma reação, então levantou-se e me encarou, e eu podia ver em seus olhos que ele estava preocupado, mas eu não acreditava nele.
- O que... O que aconteceu com ela? - eu revirei os olhos, não sabia se acreditava na preocupação de Charles ou não, mas eu conhecia Kathe, e sabia que se havia algo nesse mundo que pudesse fazer algum bem para ela agora, seria ver Charles. Quem sabe se eu contasse o que estava acontecendo alguma coisa iria ligar dentro do menino e ele iria parar de ser idiota? Não custa sonhar, não é?
- Kathe está doente, mas você não se importa, não é? Não se importa se ela está mais magra do que um palito e vomitando. Não é importante, você tem a Eibhlín. Divirta-se com ela. - eu precisava arrumar um jeito de feri-lo, e pensei que se eu tentasse fazer parecer que Kathe nunca foi importante pra ele, Charles perceberia que ainda gosta dela. Merlin me ajude que tenha funcionado.

Eu desci para a cozinha, e pela cara de Roisin e Porthos, a mãe de Charles sabia que eu havia espancado o filho dela. Eu sorri angelicalmente para a mulher e peguei um biscoito do prato que ela havia colocado para mim.

- Obrigada pelo biscoito, Roisin. - eu continuei sorrindo - Porthos, aula de Vôo mais tarde, não esquece. E tia Roisin, não esquece da aula de balé logo depois. - eu peguei minha mochila e me dirigi para a porta da cozinha - Tenham um bom dia. - e com um sorriso e uma sensação de mais leveza, eu segui para casa.



TAGGED: Roisin Deargan, Porthos Deargan, Charles Deargan NOTES: ações finalizadas WEARING: click here CREDITS: SHINJI @ OPS!



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Katherine C. Leveau
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Sex Set 07, 2012 5:04 am

Dia 13 de agosto de 1805
Segunda-Feira
Inicio do post, 12:30 PM.

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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Sex Set 07, 2012 5:17 am

When I Look At You...
I see forgiveness, I see the truth. You love me for who I am like the stars hold the moon right there where they belong and I know, I'm not alone. (...) You, appear, just like a dream to me just like kaleidoscope colors that. Cover me all I need, every breath, that I breathe. Don't you know? You're beautiful.----------------------------------


Post 001, Visto isto, falei com Alex, Roisin, Pyro, Porthos e Charles. Outros foram:Thomas, Eibhlín e Alroy.


Uaaaaaaaaaaaaaaaaaah, vemnimim CHES [6] q
enfim, ficou podrim... Qualquer coisa em grita e eu edito. u.u beijos q

Template by Nany *-*



- Será que eles vão gostar de mim? Eu... Eu estou tão nervosa. – Confessei baixo pra minha amiga, que continuava a tentar me animar. Mas só de pensar que a primeira namorada de Ches havia sido Eibhlín, eu me sentia mais estranha. E se todos gostassem dela? Claro que deveriam, ela é linda, alta, tem uma linhagem boa e sabe se portar bem na frente das pessoas, e eu? Sou só um bicho do mato, muito do desajeitado que corre o risco de destruir a casa e ainda deixar a má impressão implantada pro resto de nossas vidas. Não acredito que a família dele seja assim, que ligue pra essas coisas, mas morria de medo que eles percebessem que ele “caiu” de nível, afinal Eibhlín sempre se deu melhor em tudo.
- Como eu estou? Pareço doente? Oh céus... - O nervosismo era tanto que mal podia dormir, nunca iria confessar, mas também nada do que comi parou dentro do meu estômago. Okay, tenho me esforçado de forma desumana, mas toda vez que fico nervosa as coisas fogem do meu controle, mas desde que estou com Ches, foi o meu primeiro deslize.
- Me desculpe, eu vou tentar não ser pessimista. – A garota estava sempre ali, me dando apoio em tudo. Decidi não deixar que Alex visse a minha fraqueza e por isso respirei fundo e segurei o braço dela, sentindo a minha mão soar mais do que deveria.

Seria forte,

Muito forte...

E...

- Não vou conseguir, diz que passei mal e que não pude vim. – Virei bruscamente já andando na direção da saída, quando senti o puxão da ruiva e fui sendo arrastada até a porta, sentindo meu coração pulsar descontroladamente. Alex tocou a campainha e um garoto alto, com uma cabeleira ruiva desengonçada abriu a porta, com um sorriso largo estampado no rosto. Seu sorriso até me fez sorrir também, acho que esse deve ser o Pyro. O garoto pegou na minha mão e ignorando Alex, saiu me arrastando pra dentro da casa enquanto gritava: “Ela chegou!”.

Logo depois entraram mais dois garotos na sala, um ruivo alto e com um olhar sacana, pelo que Alex me disse esse deveria ser Porthos, acompanhado por Alroy que logo pegou a minha mão, beijou e se apresentou. Em seguida ouvi Alex entrar reclamando algo sobre ser deixada de lado e ri baixo, ainda sem saber bem o que falar... Na verdade estava difícil responder todas as perguntas que eles faziam.

- E-u... Sim, sou da corvinal e sim, meu pai é o enfermeiro. Se eu sei cantar? Bem eu... Não muito. Oh eu adoro amoras e... – Já estava me perdendo nas perguntas, quando uma mulher realmente alta e de cabelos ruivos brilhantes entrou na sala, enxugando as mãos nos avental, mandando os meninos se afastarem.
- Já chega, não perturbem tanto a menina. Olá Kathe! Posso te chamar assim? – Demorei um pouco pra raciocinar, mas aquela mulher LINDA era a mãe de Ches e de todos seus irmãos. Não que uma mãe precisasse ser feia, mas ela era muito mais bonita do que esperei.
- Cla-claro. É um prazer conhece-la senhora. – Ela sorriu de forma maternal e segurou a minha mão, acho que foi quando ela percebeu o quanto eu suava e até tremia, mas pra minha felicidade ela não comentou.
- Me chame de Roisin, querida. Ches ainda está dormindo, por que não vai acorda-lo? – Senti as bochechas corarem e o coração bater ainda mais forte, sentia tanto a falta do meu menino e essa era uma proposta tão tentadora.
- Eu posso? Não sei se devo, não quero que ele fique de mau humor e não seria bom eu entrar no quarto dele, não é? – Mais uma vez ela sorriu de forma compreensiva e balançou a cabeça.
- Duvido que ele vá ficar de mau humor, agora vá. No fim do corredor, a porta da direita. – Ela me deu alguns empurrõezinhos e sem mais relutâncias, subi a escadas e segui pelo corredor, reparando os quadros de família bem colocados pelo mesmo. Era uma família realmente grande e invejável, queria poder ter tido tantos irmãos quanto Ches. Quem sabe papai ainda não me dê alguns? Não acho que demorará, considerando as vezes que o encontro aos amassos com a enfermeira.

Não foi difícil encontrar a porta, que estava encostada. Parei frente a ela, apenas depois de respirar bem fundo, que a empurrei bem devagar tentando não fazer muito barulho. Ainda da porta notei o garoto deitado, só sabia que era ele por causa do topete pra fora do cobertor. Soltei uma risada baixa e me aproximei da cama, ali de perto dava pra vê-lo melhor, deitado de bruços, com uma expressão realmente serena no rosto. Ainda pisando leve, dei a volta na cama e me abaixei à frente dele, que com certeza nem devia imaginar minha presença.

Sempre quis vê-lo dormindo e agora que tinha a oportunidade não conseguia parar de sorrir. Era muito mais bonito que um quadro, muito mais perfeito, sereno e apaixonante. Ouvir a sua respiração suave enquanto podia ver o seu peito subir e descer lentamente era um presente, esse é o presente da minha vida e não havia mais nada que eu pudesse querer, nada além de saber que ele está vivo, tranquilo, sereno.
Depois de sentar na cama, estendi a mão e toquei suavemente seu cabelo, descendo os dedos pela sua orelha e nuca. Ri baixo quando ele se mexeu um pouco e subi a mão, agora tocando seu rosto, acariciando bem a sua bochecha e fazendo um leve carinho sobre seus lábios.
- Acorda dorminhoco. – Sussurrei perto do ouvindo dele, que voltou a resmungar, me fazendo ri novamente.

- Você está parecendo um ursinho, hibernando até essa hora. – Usei o mesmo tom na voz, não queria interromper seu sono, mas era uma missão que me foi dada. Não obtive melhor resultado dessa vez, então teria que usar uma arma secreta! Me inclinei e dessa vez passei a distribuir beijos pelo seu rosto, bem calmos e demorados, enquanto que com a mão continuava a mexer no seu cabelo. Lentamente, fui descendo os beijos até chegar ao seu pescoço e ombro, que só agora reparei está descoberto.

- Vaai amor, acorda. – Pedi de forma manhosa, depois de subir distribuindo os beijos principalmente pela nuca do menino, e dessa vez o sussurro foi acompanhado de uma leve mordida na orelha.
Percebi os pelos do seus braços e nuca se arrepiarem e sorri, ao perceber que agora ele estava acordado, mas ainda relutava para abrir os olhos.
- Se eu acordar, você vai parar com as carícias?- Soltei uma risada baixa e sacudi a cabeça negativamente, pelo menos consegui acorda-lo.
- Claro que vou, não quero o senhor dormindo o dia todo. – Completei de forma brincalhona, depois de dar um leve puxão na orelha dele.
Ches agiu de forma repentina. O garoto se ergueu e colocou o braço em volta do meu corpo, me tombando na cama e ficando por cima de mim. Só quando minha cabeça tocou o travesseiro que consegui raciocinar de uma forma melhor e fiquei um tanto tímida.
- Cheees, não faz assim. – Não podia negar que eu queria está ali com ele, e quando empurrei minhas mãos contra o seu peito e percebi que ele estava sem camisa, senti meu coração parar e voltar, então tirei a mão dele e coloquei na minha saia, arrumando o vestido enquanto tentava levantar.

- Você ta... Ta sem camisa. – Jura Katherine, jura? Ele riu, provavelmente da expressão abobalhada que havia no meu rosto, segurou a minha cintura e me puxou pra baixo, me fazendo deitar novamente e me encarando... Me encarando daquela forma que me falta ar. O tempo voou enquanto eu viajava naquele olhar, e pra bem longe de mim foi a minha razão. Maior que a vontade que eu estava de saltar pra fora da cama, era a minha vontade de beija-lo de forma tão intensa como a que ele me beijava. E então desisti de lutar e apenas envolvi meu braço em torno do pescoço dele, enquanto a minha perna – não sei como – foi parar em torno da sua cintura. Queria apenas ficar ali, toca-lo, beija-lo, sentindo o seu cheiro e o calor que ele me provocava, e aquela sensação de que eu precisava de um pouco mais, mais e mais. Só que alguém veio pra me salvar dessa “coisa”, só não sabia se agradecia ou se chorava.
Depois de ouvir o pigarro de Pyro, eu finalmente consegui me soltar do garoto e saltar da cama, arrumando a saia do meu vestido e o meu cabelo, sentindo o meu rosto ficando rosa, vermelho, roxo, azul e etc...
- Be-em, e-eu já estava de saída. Te... Te espero lá embaixo. – Acenei rapidamente pra Ches e saí em passos rápidos do quarto, tentando ignorar os risinhos do meu cunhado.


**

- Agora é só mexer a calda! – Completei animada, soltando uma risada da expressão de alivio no rosto de Charles. O almoço havia sido delicioso, Roisin cozinhava muito bem e fiz questão em ajuda-la a guardar os pratos posteriormente. Depois que acabamos de comer, fomos pra sala. Cada um dos irmãos foi fazer uma coisa às ordens da minha sogra, que secretamente me puxou pra um tipo de escritório. Eu jurava que ela iria me dizer pra ficar longe do seu filho, mas ela me puxou pro seu lado e começou a mostrar as fotos da infância de Ches, enquanto contava as histórias sobre as coisas que ele aprontava e como deixava todo mundo maluco. Nossas gargalhadas chamaram a atenção e não demorou pra que todos se juntassem a nós, enquanto meu namorado ficava resmungando do outro lado da sala, irritado por que agora TODOS falavam das besteiras que ele fazia quando mais novo.

- Nisso eu tenho que concordar com o Pyro, o topete vem primeiro. – A expressão rabugenta que Ches fazia só me enchia de vontade de ir lá e apertar suas bochechas, morde-lo e beija-lo, mas além de ele estar do ouro lado da sala, todos estavam ali, olhando pra nós.
Depois começamos a arrumação pra festa e Roisin, pediu pra que eu e Charles fizéssemos o bolo. Convenci Ches a fazer tudo sem magia, mas agora me arrependia um pouco, já que eu e eles estávamos com mais trigo do que o bolo. Seria uma tarefa fácil, se ele não fosse tão bagunceiro, de qualquer forma... Agora só estava faltando à calda.


- Amooor, você está derrubando tudo. – Não sabia se ria ou se chorava.
- Sua mãe me confiou à cozinha dela, e olha que desastre. – Havia trigo pra tudo quanto é lado, chocolate, manteiga e Ches inventou de fazer malabarismo com ovos, haviam três deles no chão.
Tentava terminar a calda, quando Ches largou o pote com o resto da massa e me abraçou por trás, beijando a minha nuca. Para cozinhar, eu havia prendido o cabelo e por isso ele teve um acesso tão fácil a minha pele, então não havia como não sentir meus joelhos moles e meu corpo arrepiar, enquanto mordia meu lábio inferior.
- Nem vem, se não vou deixar a calda queimar... Foco senhor Deargan, foco. – Pedia foco a ele, mas era eu quem estava totalmente sem foco. Como não havia jeito, desliguei o fogo soltando a colher e me virando pra ele, talvez depois que o beijasse ele me deixaria terminar o bolo, mas quando ia beija-lo Portos entrou na cozinha e eu me afastei de Ches, sorrindo sem jeito.

- Passou algum furacão por aqui? – É verdade, havia me esquecido de arrumar a cozinha.
- Ó... Eu já vou dar um jeito nisso. – Sorri sem jeito e comecei a arrumar tudo, com magia era tão fácil.
Depois que Porthos saiu, finalmente conseguimos terminar o bolo.
- Tcharaaam! Espero que tenha ficado gostoso. – Dei de ombros, tinha sido feito com amor... O que vale é a intenção.
- Eu acho que sim, agora teremos um tempo pra descansar. – Respondi a pergunta dele com um sorriso largo no rosto, tudo o que eu queria agora era passar um tempo SÓ com ele, fazendo nada, só curtindo a sua presença. Ches se aproximou e eu coloquei meus braços em volta do seu pescoço.
- Que tal, você me apresentar a sua vizinhança? – Perguntei aproximando meu rosto do dele, era uma boa desculpa pra nós sairmos um pouco, ele pareceu gostar da ideia. Eu ia encostar os meus lábios no dele, quando Alex apareceu na porta.
- Kathe hora de ir, nos arrumar pra festa. – É, acho que o “nosso momento” talvez chegue mais tarde, tudo o que pude fazer foi me despedir, por enquanto.

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Charles Deargan
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Ter Set 25, 2012 5:16 am

the best present is you
I never thought that you Would be the one to hold my heart But you came around And you knocked me off the ground from the start You put your arms around me And I believe that it's easier for you to let me go You put your arms around me and I'm home How many times will let you me Change my mind and turn around? I can't decide if I'll let you save my life Or if I'll drown ---- post 001
Eu não sonhava com nada específico. Eram várias imagens esquisitas, tinha a Alex correndo atrás de mim com uma frigideira, tinha a Kathe fazendo passos de ballet, minha mãe vestida de cigana e meu pai era um jogador de quadribol. E meus irmãos estavam em Hogwarts, pichando as paredes com frases do tipo "Charles ama Katherine" e eu não me importava, mas quando eles começaram a pichar "Charles adora rosa" ou então "Ursinho da mamãe forever" eu fiquei realmente irritado e comecei a chutar eles para fora do castelo. E então senti um carinho gostoso no rosto, suave. Eu me mexi na cama, talvez fosse só impressão, mas o carinho continuou.

- Acorda dorminhoco. – eu ouvi o sussurro e então confirmei que não era minha mãe. Agora que não levantava mesmo.
- Vambdeitacomido. - eu convidei, mas com a cara no travesseiro, duvido que ela tenha entendido.

E eu estava tão ferrado no meu sono que se eu tinha acordado antes, acabei voltando a dormir. Mesmo tendo a leve, levíssima consciência de que a minha namorada estava em meu quarto, acabei voltando a dormir. E acho que talvez eu tenha feito bem, já que comecei a sentir um milhão de beijos serem distribuídos e o carinho em meu cabelo aumentar. Epa, ela começou a beijar meu pescoço... Acordei, aaacordei. Kathe desceu os beijos para meus ombros, e Merlin, eu queria acordar todo dia assim, não com Porthos jogando a meia fedorenta dele na minha cara. Se bem que, o carinho estava tão gostoso que eu não queria levantar, mas não queria mesmo.

- Vaai amor, acorda. – a voz manhosa dela quase me fez abrir os olhos, mas eu não iria acordar. Okay, mais beijos... PAUSA! Mordida na orelha é apelação, Katherine! Senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem, Merlin, por que eu não sou acordado assim todos os dias?
- Se eu acordar, você vai parar com as carícias? - eu murmurei, ainda de olhos fechados, enquanto implorava mentalmente para que ela respondesse que não. Não queria acordar e perder aqueles carinhos todos, de jeito algum. Ouvi Kathe dar uma risada e isso me fez abrir um leve sorriso que eu contive ao máximo, já que queria continuar fingindo que dormia.
- Claro que vou, não quero o senhor dormindo o dia todo. - eu fiz um biquinho. Bem, ela iria parar com as carícias, eu não respondi nada.

Rapidamente, eu me levantei e a puxei para minha cama, enquanto rolava para ficar por cima dela. Eu sustentei meu peso sobre meus braços para não machucá-la e vi minha garota corar. Céus, como ela conseguia ser tão linda? E pensar que eu estava ali com a cara toda amassada de sono.

- Cheees, não faz assim. - eu abir um sorriso de canto, tentando fazer uma cara de inocente, que não deve ter ficado muito boa se levar em consideração minha cara inchada.
- Assim o que? Não estou fazendo nada. - eu pisquei um olho e então senti ela colocar as mãos em meu peito para me afastar. Por algum motivo, ela rapidamente as retirou e as levou até a saia, enquanto tentava se livrar de mim.
- Você ta... Ta sem camisa. - eu dei uma risada, então era isso? Eu agarrei a cintura dela e então a puxei para baixo, forçando-a a ficar deitada novamente. Por um tempo, eu só conseguia encará-la e sorrir, mexendo levemente no cabelo dela, e enquanto eu começava a me perder nos olhos de Kathe, senti a garota abraçar meu pescoço e envolver minha cintura com a perna. Lentamente, eu aproximei meu rosto do dela.
- Eu posso ficar sem outras roupas também, se quiser. - eu cochichei, piscando um olho em seguida. Mas antes que eu conseguisse tocar os lábios dela ou fazer qualquer outra coisa, eu ouvi um pigarro.

E nunca, mas NUNCA em toda minha vida odiei tanto Pyro quanto naquele momento. Kathe conseguiu se livrar de mim mais rápido do que quando eu a prendi, e eu via seu rosto mudando de cor loucamente de vermelho para roxo, rosa, azul, lilás, laranja e mais cores que eu não conseguia identificar.

- Be-em, e-eu já estava de saída. Te... Te espero lá embaixo. - ela acenou para mim e então eu diria que aparatou do meu quarto. Pyro, é claro, apenas ria. Eu joguei meu travesseiro nele, praguejando.
- Inútil, o que você quer, afinal? - eu me sentei na cama e recebi o travesseiro de volta na cabeça, o ruivo idiota ainda dava risadas.
- Porthos só queria garantir que não ia encontrar "vestígios" seus pelo quarto todo, se é que me entende. - ele deu outra risada, eu esfreguei os olhos, ignorando ele, e só então eu entendi o que o safado quis dizer.

Eu me levantei para bater nele, mas Pyro sumiu pela porta também. Eu praguejei de novo e me espreguicei e só então me lembrei que dia era. Meu aniversário. Eu me lembrava que Kathe viria para cá, e estava tão empolgado com isso que nem me importei com o motivo exato, meu aniversário não era mais importante do que estar com minha namorada. Peguei uma muda de roupa e corri para o banheiro, tomando o banho mais rápido que conseguisse, porque não queria ficar um só minuto a mais longe da Kathe.


O resto do dia foi exatamente como eu imaginei que seria. Se eu não queria ficar um só minuto longe da Kathe, foi exatamente o que eu não tive. Quando não eram meus irmãos a tirando de mim, era minha mãe. O único momento em que fiquei mais tempo perto dela foi durante o almoço, já que sentei ao seu lado. Depois disso, foi bem difícil, porque todos começamos a trabalhar com as coisas da festa e então mamãe sumiu com Kathe. A encontramos dentro do escritório, mostrando as minhas piores fotos de criança e contando as histórias mais embaraçosas também. E é claro que meus irmãos adoraram a ideia e começaram a contar as piores das histórias embaraçosas. Eu só encostei na parede e cruzei os braços, eram seis pessoas contra apenas eu, o que mais eu poderia fazer?

- Você tinha que ver, Kathe, Ches tropeçou nos próprios pés, caiu, mas o topete continuava lá, inteiro e seco HAHAHAHA - eu revirei os olhos, enquanto Pyro contava a história de quando mamãe nos levou pela primeira vez à praia.
- Não foi exatamente assim, você sabe... - eu resmunguei, mas ninguém deu atenção, já que todos estavam rindo.
- Nisso eu tenho que concordar com o Pyro, o topete vem primeiro. - eu mostrei a língua à Kathe antes de fechar mais ainda a cara, mas, no fundo, eu estava feliz, porque minha família estava aceitando Kathe completamente bem, e eu agradecia a Merlin por ser ela a quem minha mãe e irmãos contavam minhas histórias cabulosas.

E então fomos começar/terminar as coisas da festa. Seria uma coisa para a família e amigos próximos e a Alex -q mesmo, então não tinha muito o que fazer. Mamãe distribuiu as tarefas, e para a glória de Merlin, ela havia deixado Kathe e eu sozinhos para fazer o bolo.

- Agora é só mexer a calda! - eu suspirei aliviado, não via a hora de acabar logo com o bolo para me livrar de minha tarefa e poder ficar com a Kathe.

Cozinhar não era muito minha praia. Cozinhar sem magia era realmente um caos para mim. Bem, pelo menos, eu havia feito a coisa toda ser divertida, porque, vamos combinar, o que pode ser mais divertido do que guerra de farinha, duelo de colheres de pau e malabarismo com ovos? Assim, não que minha mãe vá aprovar o omelete de três ovos que eu fiz no chão dela.

Minha tarefa, no momento, era despejar a massa do bolo dentro da forma. Era fácil, se a massa não fosse tão mole e insistisse em escorrer para todos os lados, menos o da forma.

- Amooor, você está derrubando tudo. – eu parei de virar a massa dentro da forma e fiz cara de cão sem dono para ela.
- Eu não, a massa quem não quer entrar na forma, amor. - eu tentei me defender, mas poxa, a massa quem não me obedecia mesmo!
- Sua mãe me confiou à cozinha dela, e olha que desastre. - eu dei de ombros e soltei uma risada. A última vez que a cozinha esteve tão bagunçada foi quando Pyro e Alroy prepararam uma pegadinha para Derry.
- Okay baby, okay. Vou fazer a massa me obedecer. - eu fiz uma careta malvada para a travessa com a massa do bolo e então voltei a tentar fazer aquela coisa direito.

Depois de muitos cálculos, medições, estratégias de combate, eu consegui colocar toda a massa direitinho dentro da forma. Claro que havia mais massa em cima da mesa do que dentro da forma, mas quem se importa? Eu lambi a massa que havia ficado em meus dedos e então olhei para o fogão, onde Kathe tentava terminar a calda. Eu sorri maroto e, sorrateiramente, me aproximei dela, a abraçando pela cintura e depositando um beijo na nuca dela, e claro que aproveitei para sentir o cheiro dela, que mesmo que estivesse misturado com manteiga, farinha e chocolate, ainda era o melhor que eu já havia sentido.

- Nem vem, se não vou deixar a calda queimar... Foco senhor Deargan, foco. - eu dei uma risada baixa e apertei levemente a cintura dela, enquanto depositava um beijo no ombro dela.

Kathe apagou o fogo, soltou a colher e virou-se para mim. Aqueles olhos, o jeito que ela sorria... Acho que eu nunca conseguiria não ficar encantado com ela. Eu apenas continuei segurando-a pela cintura, e sabia que agora nós poderíamos nos beijar tranquilamente, até que Kathe pareceu assustada e afastou-se de mim. Quando olhei para a porta, vi o motivo. Família grande é um GRANDE problema nessas horas. E eu teria que matar Porthos por motivos especiais, como aqueles olhares maliciosos que ele me dava.

Com alguns acenos de varinha, Kathe arrumou toda a cozinha e então me senti o maior inútil do mundo, porque nem com feitiços eu conseguiria deixar a cozinha impecável de novo, não com ela estando daquele jeito. Colocamos o bolo para assar e ficamos apenas conversando, brincando, até que ele ficou pronto e então fomos decorá-lo. E é claro que eu tive que pintar o nariz de Kathe com a cobertura do bolo, ou meu nome não seria Charles.

- Tcharaaam! Espero que tenha ficado gostoso. - Kathe deu de ombros e eu dei risada, me encostando no balcão da cozinha enquanto admirava nossa pequena obra de arte. Bom, pelo menos, bonito ele estava, mesmo que houvesse um pequeno buraquinho no glacê na lateral dele, que não sei quem fui que meti o dedo ali.
- Aposto que ficou ótimo, teve até malabarismo para ele ser feito. - eu dei outra risada e passei levemente a mão pelo meu cabelo, para deixá-lo mais em pé - Espero que todo o trabalho para a festa tenha acabado. - eu resmunguei, era meu aniversário e tudo o que eu queria era descansar com a minha namorada.
- Eu acho que sim, agora teremos um tempo pra descansar. - ela sorria, e eu senti meus olhos brilharem com isso. Eu me aproximei dela e Kathe passou os braços pelo meu pescoço, eu abracei a cintura dela, a encarando com um sorriso - Que tal, você me apresentar a sua vizinhança? - eu arqueei uma sobrancelha para ela, sorrindo, claro que aprovando a ideia.
- O que você quiser. - eu murmurei, enquanto aproximávamos nossos lábios, eu podia sentir a respiração dela se misturando com a minha e então, finalmente, eu conseguiria ganhar meu beijo de aniversário!
- Kathe hora de ir, nos arrumar pra festa. - ... sonhe, Deargan. Eu revirei os olhos e adicionei Alex em minha lista de vítimas, então segurei as mãos de Kathe e as beijei.
- Até mais tarde. - eu murmurei, antes de dar um beijo no rosto dela e deixá-la ir.

---

A casa havia ficado mesmo arrumada. Moro aqui há mais de dez anos e não me lembrava de ter visto minha casa tão arrumada. Sem sapatos espalhados, sapos de chocolate jogados, meias no sofá, toalhas sobre as cadeiras, livros, caldeirões e vassouras empilhados num canto ou manchas de poções no tapete. Mamãe devia estar se sentindo realmente orgulhosa, mas eu duvidava que a casa continuaria assim até o dia seguinte.

Eu me olhei no espelho do quarto, dando uma última arrumada no cabelo. Abotoei os quatro últimos botões da jaqueta e então sorri. Finalmente, já era noite, e com todos estando entretidos na festa, eu tinha certeza que poderia ter meu momento com Kathe, afinal, a festa podia ser para meu aniversário, mas não iríamos comemorar apenas isso, como era claro na faixa que Alex pregou tão... "bem", na parede. "Parabéns pelos 3 meses", e dali alguns dias também seria aniversário de Kathe, ou seja, haviam muitos motivos para a festa, eu não podia ser todo o foco só porque era o aniversariante do dia.

Eu peguei a caixinha com o presente da Kathe e a coloquei no bolso da jaqueta. Passei a mão no cabelo de novo e então deixei meu quarto, antes que Porthos aparecesse por lá pela quinta vez. Desci correndo as escadas, passei voando pela sala (e percebi que meus irmãos estavam discutindo sobre qual música tocar de novo) e então saí de casa, seguindo caminho para a casa da Alex.

A ruiva não morava longe da minha casa, já era no próximo quarteirão. Eu tinha as mãos dentro dos bolsos e assoviava enquanto andava, porque não poderia estar mais feliz. A noite estava bonita, agradável, e seria meu primeiro aniversário que eu teria Kathe por perto. O primeiro de muitos, como eu esperava. Então, era impossível eu não caminhar sorrindo.

Assim que cheguei à casa da Alex, dei três batidinhas na porta e esperei, ansioso. Não demorou muito e apareceu uma Alex toda arrumada... E com uma toalha na cabeça.

- Mas o que você... Por que tão cedo, criatura? - ela reclamou, me dando passagem para entrar na sala.
- Eu vim no horário certo, você quem é uma atrasada. - eu dei de ombros e ela revirou os olhos.
- Okay, vou mandar Kathe descer. - e então a ruiva sumiu escada a cima.

Não demorou muito e Kathe desceu, e Merlin, eu não sei como consegui sorrir mais.

Kathe não poderia estar mais linda, e mesmo assim, eu sempre me surpreendia. Eu sorria abertamente para ela, enquanto minha menina se aproximava. Eu a segurei pela mão e me preparei para beijá-la, mas antes que conseguisse, Edward entrou eufórico na sala, gritando "parabéns pra você", pulando e batendo palmas, jogando confete pra todo lado. Logo em seguida, Bruce também apareceu, puxando o Edward pelo colarinho para fora da sala, dando uns cascudos nele.

- E eu que achava que apenas minha família era doida. - eu comentei rindo, enquanto sacudi a cabeça para me livrar dos confetes - A propósito, você está linda. - eu abri outro sorriso e dei um selinho nela, porque eu pressentia que se tentasse beijá-la de verdade, mais alguém iria interromper - Vamos? - eu comecei a puxá-la pela mão, e então Kathe pegou o violão sobre o sofá, eu fiz uma cara de curiosidade, mas ela apenas piscou e disse que era parte da surpresa.

E se eu soubesse como seria a festa, teria levado Kathe para bem longe da minha casa.

Simplesmente digo que eu não fui o centro das atenções. Mas Kathe foi. Minha família estava tão encantada com ela que eu não consegui ficar com a minha garota, mas tentei fingir que não me importava e desfrutei da festa. Não havia muita gente, apenas meus familiares, Kathe, Alex e os irmãos dela. Até tio Aramis apareceu desta vez, e fazia muito tempo que eu não o via. E ele, claro, também adorou Kathe, mas poxa, quem não a adoraria?

A festa foi animada, num resumo geral. Meus irmãos, principalmente Porthos e Alroy, fizeram todas as palhaçadas possíveis, enquanto Pyro ficava bancando o chato e conversando sobre livros que nunca ouvi falar com Kathe e mostrando a coleção de livros do Lorelei Mustache, O Barbudo, e pelo que entendia, Kathe conhecia os livros. Os irmãos de Alex faziam a limpa na mesa de salgados e Alex havia tirado a noite para zoar com a minha cara de todas as formas possíveis. Mas, é claro, o ponto alto da festa foi Kathe tocando para nós uma música bem animada. Todos dançamos, e tentamos cantar junto com ela. Foi incrível, é claro, e eu adorava ver Kathe sorrindo daquela forma, realizada, os olhos brilhando. Porthos e Edward começaram a fazer novas brincadeiras, haviam decidido embebedar o Derry sem a minha mãe perceber, Flynn, como o bom irmão mais velho e compreensível que é, começou a chamar a atenção para outras coisas, como o jantar que logo seria servido, ou para um jogo de snap rápido, e então eu percebi que ele estava me dando uma deixa para aquilo que eu queria a noite toda: ficar com Kathe.

- Vem comigo. - eu cochichei para ela, enquanto a tomava pela mão e a puxava sorrateiramente para a cozinha.

Saímos pelos fundos de casa, Kathe ainda levando seu violão. Eu entrelacei meu braço ao dela e a guiei pelo jardim, até passarmos pelo portãozinho da minha casa e sairmos na rua.

- Tem um lugar que preciso que você conheça. - eu disse quando ela me questionou, eu pisquei um olho para ela e continuei a guiando pela rua.

Não demorou nada e chegamos a um parquinho, uma praça, não sei dizer. Mas passei boa parte da minha infância estourando meu joelho naquele lugar. Os brinquedos de madeira estavam velhos, uma das gangorras estava quebrada e o gira-gira não existia mais, mas ainda assim, era um dos meus lugares preferidos.

- Lembra que Alroy contou sobre quando torci o pé? Foi bem aqui. - eu comentei, rindo, enquanto indicava um lugar no monte de areia onde havia tomado o maior capote de minha vida anos atrás - E aqui, eu gostava de fazer estradas de terra para brincar com meus carrinhos. Dizia que as pedras maiores eram dragões interrompendo o caminho. - eu dei outra risada enquanto chutava um montinho de terra, enfiei a outra mão dentro do bolso e olhei em volta, abrindo outro sorriso - E eu adorava isso aqui. - eu a levei até um balanço velho, uma das duas únicas coisas que parecia segura ali. Eu tomei o violão de suas mãos e o encostei na árvore ao lado, fiz a garota sentar-se no balanço e então comecei a empurrá-la - Costumava fingir que estava numa vassoura. - eu disse, enquanto ajudava a menina a balançar-se, não muito alto por causa do vestido dela, mas ainda assim, numa altura divertida.

Continuei balançando Kathe por mais um tempo, e então decidi mostrá-la o melhor daquele parque antes que meu tempo acabasse. Na árvore onde eu havia encostado seu violão, haviam algumas madeiras pregadas, formando um projeto esquisito de escada. Eu comecei a subir por ali, e então ajudei minha menina a fazer o mesmo. Na copa da árvore, havia um projeto bem falho de "casa na árvore", afinal, havia apenas o piso de madeira nos galhos.

- Meus irmãos e eu fizemos isso aqui em um verão, era nossa base de vigia do bairro. - eu dei risada ao me lembrar daquele verão, passei um braço pelos ombros de Kathe e olhei para o céu estrelado, sorrindo - E então eu passei a sempre vir para cá quando queria me sentir melhor. Acho que a vista me inspirava. - eu dei de ombros e desviei meus olhos para o rosto de Kathe.

E encontrei seus olhos. Aqueles olhos perfeitos, cheios de vida, de felicidade. Eu não conseguia acreditar que tinha tanta sorte assim, de ter alguém como Kathe ao meu lado. Eu toquei o rosto dela, fazendo um carinho com meu polegar pela sua bochecha, enquanto ainda a encarava, sorrindo sem parar, e como sempre acontecia, meus lábios foram atraídos até os dela. Eu segurei melhor seu rosto em minhas mãos enquanto aprofundava o beijo, envolvi a cintura dela com meu braço e colei o corpo dela ao meu, pressionando meus dedos contra a cintura da garota. Eu mordisquei o lábio dela antes de romper o beijo, apenas para abraçá-la mais forte e distribuir milhares de beijos rápidos pelo rosto, ombro e pescoço dela. O último foi na testa dela, o mais demorada e enquanto eu a abraçava mais forte. Afastei meus lábios da pele de Kathe e continuei a abraçando, enquanto mexia com as pontinhas de seu cabelo.

- Eu tenho um presente para você. - murmurei, enquanto me afastava lentamente dela. Ainda sorrindo, retirei do bolso uma pequena caixinha de presente e a entreguei para Kathe - Pelos nossos três meses. - pisquei um olho e esperei que ela abrisse a caixa.

Estava tão ansioso que quase que eu mesmo fiz aquilo. Mas quando ela finalmente abriu a caixinha, eu senti meu coração parar quando vi os olhos dela brilharem. Com cuidado, eu retirei o anel da caixinha e peguei a mão esquerda da Kathe.

- Eu sei que não ficou muito bonito, não tenho muita prática com essas coisas mais artesanais. E fiquei com medo de usar magia e terminar de estregar tudo. - eu comentava, enquanto colocava o anel no dedo dela - Mas quero que se importe mais com o significado. É o simbolo do infinito, que é como eu vejo nós dois. Juntos, infinitamente, nos amando. - eu beijei a mão dela e a olhei nos olhos, fazendo outro carinho no rosto da garota - Eu te amo demais, Katherine. E feliz aniversário e feliz aniversário de três meses. - eu dei uma risada baixa, antes de inclinar minha cabeça para ela mais uma vez e beijá-la. E eu poderia ficar a noite toda ali, pra sempre, infinitamente, e eu não me importaria, de forma alguma.






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Tags: Katherine Leveau, Alexandra Hanson, Bruce Hanson, Edward Hanson, família Deargan Clothes click here. Notes: ficou longo çabagaça O.O e esquisita, é claro. qualquer coisa eu edito amorinda *-*
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Katherine C. Leveau
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MensagemAssunto: Re: Residência Deargan - Londres, Inglaterra   Sex Nov 30, 2012 7:56 pm

When I Look At You...
I see forgiveness, I see the truth. You love me for who I am like the stars hold the moon right there where they belong and I know, I'm not alone. (...) You, appear, just like a dream to me just like kaleidoscope colors that. Cover me all I need, every breath, that I breathe. Don't you know? You're beautiful.----------------------------------


Post 002, Visto isto, falei com Charles.
Demorei tanto e ficou essa podridão! Não lembro se já usei, mas essa foi a única música que chegou perto do que eu queria!
Música

Se quiser, pode só me falar a reação dele e eu edito o post finalizando. Qualquer coisa me grita :*

Template by Nany *-*



Estava distraída me olhando no espelho, quando Alex apareceu me avisando que Ches me esperava lá embaixo.
- Até mais tarde. – Acenei pra Alex e ela acenou de volta, tirando a toalha da cabeça e indo terminar de se arrumar. Desci as escadas de forma distraída, minha cabeça ainda estava na família de Ches e na tarde que passamos juntos, foi tudo tão incrível que eu mal podia acreditar.

Quando cheguei ao fim da escada, lá estava ele tão lindo como sempre, da escada podia sentir o seu cheiro, não havia como eu sorrir menos. Quando me aproximei pra receber o beijo do meu namorado, o irmão de Alex invadiu a sala me assustando e jogando confete pra tudo quanto é lado. Soltei uma risada alta e bati no braço do garoto.

- Não fale assim do Edward, ele é um doce. – Charles me encarou de forma engraçada, fazendo seu famoso bico. É incrível como a cada expressão que ele faz, eu o amo um pouco mais. Toquei seu rosto e sorri, alegre por ter alcançando meu objetivo: Ter ficado bonita pra ele.
- Você também está lindo. – Retribui o selinho e acenei positivamente com a cabeça. Antes que fossemos fui até o sofá e peguei o violão que estava dentro da capa negra, joguei a alça contra as costas e voltei até onde ele estava. Mostrei a língua quando Ches me encarou daquele jeito curioso.
- É parte da surpresa... – Ele não insistiu e juntos formos de volta até a sua casa.

Foi incrível! Muito mais incrível que pensei que poderia. Todos foram gentis comigo e mesmo que não pude passar muito tempo com Ches eu adorei cada segundo. A mãe dele é um amor, seu sorriso doce, sua voz macia sempre chamava a minha atenção quando soava. Os irmãos dele fazendo palhaçadas quase me fizeram morrer de tanto ri e acho que ao perceber isso eles tentaram diminuir as brincadeiras, ou eu cairia sem ar. Um tempo depois Pyro e eu embarcamos em um assunto particularmente interessante sobre livros e quem me conhece sabe que basta essa palavrinha: “livro” pra prender totalmente a minha atenção. Havia mais algumas pessoas, como os irmãos de Alex e até mesmo um tio de Ches de quem ele falou poucas vezes, mas ainda me lembrava.
Quando viram o violão não pude escapar e toquei algumas canções, eu provavelmente ficaria com vergonha se fosse outra ocasião, mas ali junto deles sentia como se estivesse com a minha família e foi fácil cantar e tocar. Foi muito fácil ser feliz e sorrir ao lado deles, sentia meu coração leve... Sentia-me preenchida.

Estava distraída observando Derry, quando notei Ches se aproximar. Ele pediu que o acompanhasse e senti que era essa a melhor oportunidade pra dar o meu presente e por isso quando ele me guiou, levei junto o violão dentro da capa.
- Onde estamos indo? – Não pensei que fossemos sair de perto da casa, mas Ches continuou andando e afirmou que queria me mostrar um lugar, não me importei, assim teríamos mais paz.

Quando paramos ele começou a explicar o que o lugar representava e não conseguia tirar meus olhos dele, desviava o olhar rapidamente pra ver o local que ele indicava, mas voltava a vislumbrar a perfeição que era quando se lembrava de um fato da sua vida. O brilho nos seus olhos quando falava dos detalhes e aquele sorriso bobo sem jeito, a forma como ele chutava as pedrinhas e um pouco da areia, a forma como coçava a sua nuca... Como eu agradeço aos céus por poder ter essa visão, por poder está ali com ele.

- Fico imaginando como você deveria ser atentado quando mais novo. – Ri baixo e o acompanhei, dando a ele o violão e me sentando no balanço. Fechei os olhos por alguns segundos, depois que ele começou a me balançar. É uma sensação quase tão boa quanto voar, o vento no rosto e os pés fora do chão. Depois de um tempo sendo balançada, Ches parou e me guiou até a árvore onde ele havia encostado meu violão. Quando ele começou a subir, coloquei o violão nas costas e tirei os saltos, os deixando lá embaixo. Peguei a mão de Ches quando estava quase chegando e ele me ajudou a subir no suporte de madeira, na copa da árvore.

Senti os braços do garoto em torno do meu ombro e olhei pra frente, reparando a vista a que ele se referia.
- É muito inspiradora, é tão lindo aqui. – Eu também tinha meus refúgios quando mais nova e sei como um lugar assim pode conter boas memórias. Voltei a olhar o garoto ao meu lado ainda perdido nas suas lembranças, gostava de ficar apreciando-o quando pensava, quando estava distante, ou quando estava perto... Apenas gostava de ficar o observando, por que era tão difícil de acreditar que ele estava ali.

Quando Ches me olhou eu sorri, na verdade meu sorriso só se alargou, já que não consegui parar de sorrir um segundo sequer. Sua mão não estava quente, mas o seu toque na minha bochecha a deixou quente. Fechei os olhos pra melhor sentir o carinho e inclinei um pouco o rosto, apreciando. Não demorou e a respiração de Ches se misturou com a minha e seus lábios frios encontraram os meus. Desde que cheguei ali não teve um momento que pude sentir seus lábios por tempo suficiente e por isso aproveitaria agora. Eu o correspondia tão intensamente quanto ele me beijava. Estendi a mão e coloquei os dedos sobre a sua nuca a acariciando suavemente enquanto nossos lábios trabalhavam juntos, gosto tanto da forma como ele me segura que posso esquecer-me de qualquer problema quando estou em seus braços.

Fiz um pequeno bico quando ele afastou nossos lábios, não queria que ele fizesse. Suspirei e apertei mais a sua cintura, o mantendo perto.
- Mas amor, hoje é o seu aniversário... Eu que dou presentes. – Fingi uma expressão emburrada, mas aquele sorriso me ganhou e eu sorri de volta, encarando a caixinha que ele tirou do bolso. Peguei a caixinha e a abri com cuidado, pra não fazer a burrada de derrubar o que tinha dentro, como se podia esperar de mim. Vi o anel e arregalei os olhos, era tão lindo que fiquei sem saber o que dizer.

- Eu... É perfeito. – Acho que estava na minha cara o quão boba fiquei, ele estava sempre fazendo isso comigo, quebrando a garota séria que eu tentava ser e aflorando sentimentos que eu pensei que não poderia ter, que não seria digna. E aqui estava eu, com o garoto mais perfeito do mundo e nada, absolutamente nada que eu fizesse por ele pagaria de volta tudo o que ele fazia por mim. Não sabia se ria ou se chorava, mas quando ele se aproximou decidi que eu apenas o beijaria. E fiz assim...

Coloquei os braços em torno do pescoço de Charles e pressionei o quanto pude do meu corpo no dele, deslizei meus lábios pelos seus suavemente antes de permitir o beijo e quando a minha língua foi de encontro à dele, mantive um ritmo suave do beijo, até finalmente beija-lo com intensidade. Quando o ar começou a me faltar, depositei diversos selinhos sobre seus lábios, roçando meu nariz no dele e o encarando.

- Minha vez... – Abri um sorriso sapeca e caminhei até o violão, abri o bolsinho da frente e tirei de lá o primeiro presente estendendo pra ele.
- Ficou bobo, mas espero que você goste... Eu queria te dar algo que eu mesma fiz, e enfim... – Soltei uma risada baixa quando o vi abrir o embrulho e encontrar a touca preta, eu aprendi a tricotar só pra fazer aquilo pra ele, algo que ele usasse e se lembrasse de mim, mas depois de ganhar um anel como aquele, me senti até um pouco envergonhada com o presente.

- Maaaaaaas, o que mais queria te mostrar é isso. – Falei antes que ele respondesse e peguei o violão e me agachei, sentando um pouco sem jeito sobre aquele suporte de madeira, colocando meus pés pra fora. Fiquei esperando ele sentar e aspirei bem o ar, acho que era a primeira vez que estava tocando uma composição minha pra alguém. O agravante: Era uma música para o meu namorado e estava cantando pra ele! Não posso fazer feio. Comecei a dedilhar o violão, seria muito melhor no piano, mas ele não era tão portátil.

- [...] When I look at you, I see forgiveness I see the truth
You love me for who I am like the stars hold the moon. Right there where they belong and I know I'm not alone...
- Tenho o costume de cantar de olhos fechados ou olhando para as notas que fazia, mas hoje, especialmente nesse momento eu cantava olhando diretamente para os olhos de Charles, pra que ele entendesse que casa palavra era a mais sincera e que era assim como ele fazia com que eu me sentisse. Terminei as ultimas notas e sorri, deixando o violão de lado.
- E então? – Perguntei um tanto insegura.

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