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 Queen Anne's Revenge - Oceano

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Ariel Teach de Castilla
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MensagemAssunto: Queen Anne's Revenge - Oceano   Qui Jun 23, 2011 8:08 pm





THE QUEEN

ANNE'S REVENGE

O Queen Anne's Revenge tem como capitão Santiago Pónce Teach de Castilla, herdeiro legítimo de Edward Teach, ou mais popularmente conhecido como Barba Negra.

A localização do navio é sempre incerta, mas ele costuma ancorar em Tortuga para abastecer e zarpar de lá novamente.
O navio é todo encantado, como se ele fosse ligado diretamente ao coração de seu Capitão. O que Castilla manda, ele faz. Suas velas são, naturalmente negras e velhas, uma pequena bandeira preta com uma com uma caveira branca indica que aquele não é um navio amigável, mas para que eles possam fugir com mais facilidade, o navio muda de forma e parece um simples navio qualquer. Não tão simples, é claro, mas ninguém jamais diria que ele é tripulado por piratas.



Queen Anne's Revenge sem "camuflagem"


Queen Anne's Revenge com "camuflagem"


Última edição por Ariel Teach de Castilla em Ter Out 18, 2011 1:18 am, editado 3 vez(es)
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Capitão Pónce

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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Ter Out 18, 2011 12:31 am



TRIPULAÇÃO





Santiago Pónce Teach de Castilla
Capitão 50 anos npc

Capitão Pónce é uma figura interessante. É um homem rígido, sarcástico, corajoso e ambicioso. Seu maior desejo é encontrar o tesouro de seu pai, o pirata Barba Negra, mas ele ainda não conseguiu decifrar o mapa marcado em Ariel. Acabou afeiçoando-se a garota, qualquer um que se atreva a dizer que ela não é filha dele terá a morte mais dolorosa que Pónce conseguir imaginar. Apesar de ser bruxo, só usa magia para comandar seu navio, para torturar e matar ele prefere outras maneiras.

eu sou um desonesto. e nos desonestos, pode-se sempre confiar na desonestidade. honestamente, são nos honestos que temos que ficar de olho... porque nunca se sabe quando vão fazer alguma coisa realmente estúpida!




Sora Teach de Castilla
Garoto das armas 18 anos npc

Capachinho da Ariel, ama o mar e a melhor coisa que já aconteceu na vida dele foi o pai ir procurá-lo. Antes do Capitão Pónce finalmente aparecer, Sora morava na rua e trabalhava para pescadores da cidade para não morrer de fome. Sua mãe morreu quando ele tinha sete anos, foi acolhido por um grupo de garotos de rua, onde aprendeu a roubar, mentir e trapacear. Há dois anos, teve uma desavença com o líder do grupo e foi expulso do meio deles. Nesta mesma época, o garoto começou a ter sonhos com um navio e um capitão que vinha buscá-lo, foi quando a clarividência começou a se manifestar no menino, que nunca conseguiu controlar sua magia direito.

Até uma boa decisão, se for tomada por motivos errados, pode ser uma má decisão.




Ariel Teach de Castilla
Primeira imediata 15 anos slytherin

Ariel cresceu no navio, conhece cada pedacinho de madeira ou corda dele, e daria sua própria vida para proteger o navio. É a guardiã da Sala do Tesouro, mesmo que ela não dê muita importância para isso (afinal, o real tesouro a ser protegido é ela). Excelente espadachim, adora mentir, roubar e jogar sujo. Tem um papagaio desde que tinha oito anos de idade, e que só reclama de tudo, mas Ariel não consegue viver sem ele. Adora o pai e sabe diferenciar quando deve tratá-lo como tal ou como seu Capitão, e ele é a única pessoa no mundo que a garota admira.

todo homem tem um preço que ele está disposto a aceitar. mesmo para o que ele espera nunca vender.


Última edição por Capitão Pónce em Qui Fev 09, 2012 8:46 pm, editado 2 vez(es)
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Capitão Pónce

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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Ter Out 18, 2011 12:41 am

13 DE MAIO DE 1802 - CARIBE


    Era um bom dia para navegar, ao menos em minha concepção. Ventos fortes, nuvens escuras, mar agitado, tudo indicava que uma forte tempestade se aproximava, o que era perfeito, seria um excelente álibi. Eu segurava o timão com firmeza para manter o curso, e eu podia ouvir alguns marujos reclamarem da vida no convés abaixo.

    - Calem a boca, seus vermes imundos! Voltem ao trabalho, cães! – eu cuspi no convés e três marujos se jogaram para poder limpar a sujeira – Pain! Posição! – um brutamontes careca, de olhos espremidos, mãos gigantescas, orelhas vermelhas e dentes pretos subiu ao deque do capitão, carregando um grande mapa sujo cheio de rabiscos. Ele abaixou o mapa e olhou para frente, espremendo ainda mais os olhos negros e pequenos, a cicatriz abaixo de seu olho direito ficou vermelha.
    - Continuamos seguindo para o Norte, Capitão, e estamos indo muito rápido. – eu assenti com a cabeça. Logo chegaríamos.

    A tempestade se aproximava, os ventos estavam ficando mais fortes, as velas estavam totalmente esticadas, quase não aguentavam mais os ventos. O Queen chacoalhava de forma ameaçadora, mas eu conseguia mantê-lo em seu rumo. Demorei anos para encontra-lo, não iria dar para trás agora.

    Enquanto seguíamos nosso curso, comecei a revisar meu plano. Eu não era muito de planejar, mas neste caso eu precisava ter uma carta na manga. A magia é algo muito imprevisível, então era bom que eu estivesse preparado.

    Forcei o navio a velejar mais rápido, e eu sentia que as velas poderia rasgar-se a qualquer momento, mas elas teria que aguentar. Eu não iria diminuir a velocidade agora que estava tão perto. E logo começaria a chover, eu não queria perder esta chance.

    - TEEEEEEERRA A VISTAAA! – ouvi Rato gritar do cesto do navio, o mesmo pendurou-se em uma corda e desceu por ela, balançando-se no ar até pousar ao meu lado – O quanto podemos saquear, señor? – Rato tinha aquele brilho sedento nos olhos, puxava sua espada esperançoso.
    - O quanto quiserem, depois que encontrarmos o garoto. – Rato começou a resmungar em um espanhol muito rápido, saltou por cima da murada do deque para o convés abaixo – Cães, lançar âncora. Preparar botes, vamos descer. – eu gritei para os marujos e só então larguei o timão.

    Desci para o convés principal e peguei um dos botes, Blackjack, meu falcão negro, pousou em meu ombro e deu um piado estridente que dizia claramente “Se apressem, vermes!”. Cocei a cabeça da ave e fitei o pedaço de terra que iríamos invadir. Eu não visitava aquele lugar há quase quinze anos, mas eu tinha certeza de que ele não havia mudado nada.

    Enquanto os cães remavam em direção às Bahamas, comecei a pensar no encontro que tive com uma clarividente alguns meses atrás. A velha cega disse que um destino escuro me aguardava, mas não foi isso que me surpreendeu. Um grande tesouro iria escapar pelos meus dedos e eu não poderia impedir isso, mas eu não deveria temer, porque meu sangue esperava por mim há quinze anos. E então ela pegou um pedaço de carvão e pergaminho e começou a rabiscar um desenho, e mesmo sendo cega, ela havia desenhado um rosto perfeito sobre o pergaminho, o rosto de um garoto que parecia vagamente comigo quando eu era mais jovem. Depois de semanas tentando entender a visão da velha, consegui chegar a uma conclusão: eu tinha mais um filho.

    A maior dificuldade foi tentar adivinhar onde estaria a criança. Não foi fácil me lembrar de todos os lugares por onde eu havia me... Aventurado há quinze anos atrás. Pesquisei nos diários de bordo e depois de noites descobri meu curso. Bahamas.

    Estávamos na praia já quando saltei para fora do bote, as ondas quebrando baixo em meus tornozelos. Puxei minha espada da cintura e meus marujos fizeram o mesmo.

    - Encontrem o garoto. O resto é de vocês. – os homens urraram e saíram disparando tiros e cortando tudo o que encontravam pela frente.

    Eu caminhei calmamente pela praia até entrar na cidade. Como eu disse, não estava nada diferente. As mesmas casas simples, as mesmas bancas de frutas, vasos e colares de penas. Uma cidade pequena demais e patética demais. Vi meus piratas derrubarem uma banca que vendia peixes, a população corria assustada, eles ateavam fogo aos lugares já saqueados, os bolsos estufados de moedas douradas, prateadas e de bronze. As pessoas corriam, mas havia alguém na praia que não estava correndo, pelo contrário, verificava uma armadilha para caranguejos.

    Era um garoto, ele não parecia ter mais do que dezesseis anos, tinha o cabelo preto, a pele parecia queimada de sol, e eu só consegui perceber que seus olhos eram meio fechados naturalmente porque não havia mais sol para irritá-los. O garoto aprecia não se importar com o caos que se espalhava pela cidade, estava preocupado demais em verificar os caranguejos.

    Eu empunhei melhor a espada e caminhei até o garoto. Não podia ser tão fácil assim, ele nem estava me notando, continuava a recolher a gaiola para caranguejos como se eu não existisse. Estreitei os olhos para o menino, estava há quase dois metros dele quando o garoto finalmente prestou atenção em mim.

    - Achei que você não iria chegar nunca. – eu levantei a espada, apontando para ele. O garoto falava como se soubesse que eu viria, como se soubesse quem eu era e o que nós éramos – Mas tudo bem Capitão Pónce. Quando partimos? – eu arqueei uma sobrancelha e me aproximei mais do garoto, a espada ainda em punho.
    - Você fala como se me conhecesse, como se estivesse me esperando porque sabia que eu viria. Sabe meu nome, não teme minha espada e não se assustou com meus piratas saqueando a cidade. – “seu sangue o espera há quinze anos”, e agora eu que eu estava mais perto, podia ver rosto desenhado no pergaminho em meu bolso ao vivo e a cores bem a minha frente – Qual o seu nome, cão? – eu abaixei um pouco a espada, o garoto não parecia nada desconfortável com ela.
    - Meu nome é Sora. O sobrenome você escolhe. – o menino riu e me estendeu a mão. Eu guardei minha espada e apertei a mão dele, então eu senti a magia do navio confirmar. Era ele quem eu procurava.
    - Bem vindo ao Queen Anne’s Revenge, filho. – o garoto sorriu satisfeito consigo mesmo.

    Ali estava um herdeiro legítimo de Edward Teach. O garoto que poderia competir com Ariel o direito de ser Capitão de meu navio. Ariel tinha o desejo e o mar inteiro em seu coração, em suas veias, mas Sora tinha o sangue. Dali para frente, as coisas seriam interessantes.


finalizado
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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Sab Nov 05, 2011 3:29 am

RP FECHADA
Trinta de Junho de 1802
Terça-feira, noite, aproximadamente 22:35
Céu escuro, tempo quente, brisas salgadas.

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Capitão Pónce
Sora Teach
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Ariel Teach de Castilla
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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Sab Nov 05, 2011 5:01 am




strangers in the house

I wanna fly, I wanna drive, I wanna go I wanna be apart of something I don't know And if you try to hold me back I might explode Baby by now you should know I can't be tamed I can't be tamed I can't be blamed---post 01



Finalmente eu estava voltando para casa. Todo aquele inferno de passar um ano em terra firme trancada em um castelo havia acabado. E adivinhem só: um cara estranho invadiu o banquete (onde nenhum adulto apareceu, e de onde eu consegui tirar uma boa pilhagem) e disse que HOGWARTS ESTAVA FECHADA! Assim que nos mandaram embora, eu corri para juntar todas as minhas coisas e sumir daquele lugar, havia batido meu recorde, fiquei em uma escola em terra firme por um ano inteiro, já era o suficiente, ok? E quanto mais rápido eu pudesse ir embora, melhor.

Mal me despedi das pessoas, na real, me despedi mesmo só da Bella, sentiria falta daquela criatura pequena de chapéu, talvez eu arrumasse um meio de voltar para o Egito e visitá-la, renovar meu estoque de Bellariel, colocar o papo em dia, roubarmos alguma banca. É, eu tentaria manter contato, Caspian sofreria em minhas mãos agora.

Mas sabem de uma coisa que me deixou morrendo de raiva? Enquanto estávamos voltando naquela porcaria que sacode vulgo trem, vimos o senhor Godric aparecer, e ele parecia BEM nervoso. E VEJAM SÓ, QUANDO VAI ROLAR UM PUTA DE UM DUELO LEGAL, EU NÃO POSSO VER! Ah cão, sacanagem isso! Passei a viagem toda emburrada, imaginando quem morreu naquele duelo. Esperava que não fosse o Godric, eu pretendia casar com ele quando crescesse, o sequestraria para meu navio e então ele ia ver o que é ser feliz.

Enfim, o importante era que eu estava voltando para casa. Assim que chegamos a King's Cross eu identifiquei quem havia ido me buscar. Não era meu pai, mas ver qualquer ser da minha tripulação já fazia com que eu me sentisse em casa.
Pain havia ido me buscar. Estava encostado em uma das pilastras, com o sobretudo fechado até em cima - mesmo estando um calor enorme - e o chapéu quase lhe cobrindo os olhos. Era horripilante olhar para ele, mas aquilo me fez rir. Eu teria o abraçado, mas não fui afetada o suficiente para isso. Assim que ele me viu, Pain aproximou-se e pegou minhas bagagens (que meio que haviam duplicado de quantidade, eu até que tive uma boa pilhagem) e, com um aceno de varinha, fez com que elas e Caspian (que eu tive que colocar em uma gaiola) desaparecessem.

- Bem vinda de volta, senhorita Ariel. - cão, eu sentia falta até da voz rouca de Pain, eu realmente estava precisando voltar.
- Ainda não estou de volta, mas obrigada. Vamos, eu preciso do meu navio. - eu poderia jurar que vi Pain dar uma risada, mas talvez fosse uma alucinação.

O pirata caminhou comigo para fora da estação, como estava de noite, não precisamos nos distanciar demais para aparatarmos. Ele segurou em meu braço e em instantes eu comecei a girar, sentindo meus pés tocarem a areia fofa de uma praia.

Só o fato de eu ver o mar ali de pertinho já fazia com que eu me sentisse melhor. Havia um bote ali, e eu entendi que teria que usá-lo para chegar ao navio, já que não se pode aparatar dentro dele. Falando no navio, eu podia ver uma fraca silhueta dele lá longe, e isso foi o suficiente pra fazer meus olhos se encherem de lágrimas.

- Anda Pain, eu quero ir logo pra casa! - olhe só, já estou até readquirindo meu tom normal de voz, aquele que de uma verdadeira capitã.

Entramos no bote e Pain começou a remá-lo. Eu tamborilava os dedos em minha perna, não estava aguentando de tanta ansiedade. Meu lindo Queen, eu estava indo para casa, e não teria que voltar para Hogwarts no ano que vem.

- Cão, você não faz ideia do quanto Hogwarts é estranha. Claro que além de ser cercada de terra, tem coisas que a fazem mais estranha ainda. Tem passagens secretas, e uma sala com um barco! Comemorei meu aniversário lá. - eu ri ao me lembrar de como havia sido, o que me fez lembrar que Eros de Mileto ainda me devia um presente, por ter me enganado em meu aniversário. Inconscientemente, eu passei o polegar pelas minhas pulseiras, e franzi a testa ao notar algo de errado. Encarei o pulso e contei as pulseiras. Duas de conchas, uma de madeira, três de ouro e... Ah não, só podia ser brincadeira! - EU VOU MATAR AQUELE GREGO! - Pain arqueou uma sobrancelha, eu cruzei os braços emburrada.
- Grego? - eu bufei, não acredito que ele me roubou de novo!
- Um garoto da escola. É uma longa história, o fato é que ele roubou minha pulseira de caveira! - Pain revirou os olhos - Não faça isso, aquela pulseira era a da minha mãe, eu devia ficar quieta? - na realidade, devia, piratas não podem ter apego emocional. Não a coisas pequenas assim, mas fora eu, aquela pulseira era tudo o que eu tinha que provava que minha mãe havia existido um dia.
- Se a pulseira era de Marinne, então é melhor que você a tenha perdido. - eu franzi a testa e Pain calou-se, e por um breve momento, eu senti que ele estava me escondendo alguma coisa.

Achei melhor ficar calada, enquanto eu pensava numa forma bem dolorosa de conseguir minha pulseira de volta E matar aquele grego. Acho que não tínhamos visitado a Grécia ainda, poderia convencer meu pai a ir para lá. Eles saqueiam a cidade, eu pego minha pulseira de volta, todos ficam felizes, savvy?
Por fim, Pain parou de remar, e eu vi o Queen erguer-se bem a minha frente, majestoso como apenas ele era. Nos lançaram uma escada de corda, e Pain fez sinal para que eu subisse primeiro. Nem foi preciso dizer duas vezes, mesmo que ele não tivesse feito sinal algum, eu teria me lançado naquela escada primeiro.

Assim que pisei no convés todos os marujos correram para me receber. Eu me sentia como uma espécie de heroína, ok, não uma heroína, mas uma grande vilã que havia conseguido roubar a coroa da rainha da Inglaterra. É, talvez eu faça isso um dia.
E entre todos os marujos que me cumprimentavam, eu vi um rosto estranho. Um garoto pouca coisa mais velho do que eu, os cabelos pretos e um tanto parecido com meu pai. Eu estreitei os olhos quando ele veio me cumprimentar.

- Bem vinda de volta, senhorita Ariel. É um prazer finalmente conhecê-la. - eu continuei a estreitar meus olhos, papai muito raramente aceitava gente nova no Queen, e quando fazia isso, ele me avisava antes. Eu não fui avisada que tinha gente nova, então era normal eu estar desconfiada, não?
- Quem é você, cão? - eu empinei o nariz, o garoto era mais alto do que eu, mas isso não me importava. Ele abriu a boca para responder, mas foi interrompido.
- Ariel Teach de Castilla. - uma voz, que eu reconheceria em qualquer lugar, cortou o navio e todos se calaram. Parado, bem ao lado do timão, estava Capitão Pónce, meu pai.

Eu nem pensei duas vezes, subi correndo para o convés superior e meu pai estendeu os braços. Eu me atirei nele, dando o abraço mais forte que consegui. Por um momento, achei que ele fosse me repreender (não demonstrávamos esse tipo de afeição na frente da tripulação), mas acho que ele estava com tantas saudades quanto eu que não se importou.
Quando nos separamos, meu pai ajeitou meu chapéu em minha cabeça e me deu um sorriso, virando-se para a tripulação logo em seguida.

- Cães! Minha filha está de volta. Hoje teremos festa! - ouvi muitos gritos de comemoração e chapéus foram atirados para cima.

Não demorou para que todo o convés estivesse uma bagunça. Música, piratas dançando e bebendo, outros duelando. Meu pai não os castigou por brigarem desta vez, porque eu estava precisando MUITO ver um bom duelo de espadas. Eu mesma duelei com alguns dos piratas, perdi e venci, mais venci do que perdi, mas isso é o comum. O que não era comum foi o fato de meu pai ter liberado o rum até para mim, o que eu não reclamei, é claro.

Eu estava dançando quando vi Caspian voar em minha direção e dançar comigo, daquela forma estranha que fazíamos. Estava me divertindo, e estranhamente, eu me lembrei do quanto havia me divertido em meu aniversário em Hogwarts.

Eu puxei minha espada e a apontei para o garoto novato, ele logo entendeu o recado e roubou a espada do pirata mais próximo. Começamos a duelar, o garoto tinha bons golpes, mas era lento. Lento demais, e rapidamente, sua espada já estava deslizando para o outro lado do convés. Apesar de ter sido derrotado vergonhosamente, o garoto sorriu.

- Parabéns, Ariel. Você é muito boa nisso. - eu ri alto e peguei outra garrafa de rum, de onde tomei um belo gole.
- Vai me contar quem é você agora? - eu levei a garra à boca novamente.
- Claro. Sou o seu irmão. - eu engasguei com a piada e acabei cuspindo todo o rum em minha boca longe. Apesar de eu desejar que fosse uma piada, o garoto era parecido demais com o meu pai.
- VOCÊ É O QUEEE? - meu grito foi tão alto que todo mundo olhou pra mim, a música parou, os duelos pararam, a dança também, e eu procurei os olhos de meu pai naquela multidão de piratas que me olhavam assustados, como se esperassem essa minha reação durante a noite inteira.


tagged: Caspian, Capitão Pónce, Sora Teach wearing: click here notes: e o caos começa MUAHAHA

by accio boy @ ops! i did it again!



Última edição por Ariel Teach de Castilla em Ter Dez 20, 2011 4:05 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Qui Nov 10, 2011 12:20 am

WE'RE ALL GONNA GET IN A FIGHT!


    Minha filha merecia uma festa de boas vindas, e foi o que ela teve. Não me importei em deixá-la beber a vontade desta vez, hoje ela poderia fazer o que quisesse, exceto, claro, usar o meu chapéu.

    Devo confessar que eu esperava certo estouro esta noite. Não havia contado ainda para Ariel sobre Sora, era o tipo de informação que, conhecendo Ariel como eu conheço, ela teria que receber pessoalmente, ou a garota poderia fazer o próprio papagaio engolir a carta. Mas eu sabia que seria questão de tempo para que o próprio Sora abrisse a boca e contasse a verdade para Ariel.

    - VOCÊ É O QUEEE? - ele foi mais rápido do que eu pensei.

    Meus passos fizeram eco pelo navio, agora silencioso, e a expressão de Ariel me fazia pensar que a qualquer momento ela jogaria o garoto ao mar. Me aproximei dos dois e coloquei a mão sobre o ombro de Sora, fitando Ariel, agora com meu ar de Capitão, pois havia mais coisa em jogo do que ela imaginava.

    - Ariel. Sora. Precisamos conversar. - eu indiquei minha cabine com a cabeça, Ariel bufou e cruzou os braços, mas seguiu com passos firmes para lá, sempre a frente de Sora, com aquele ar de comando que ela tem. Eu me virei para os marujos curiosos - A festa acabou, cães. Limpem o navio ou ninguém dormirá esta noite! - logo, todos começaram a se mover, recolhendo as garrafas vazias do chão e pegando os esfregões.

    Quando entrei em minha cabine, Ariel ainda estava emburrada, os braços cruzados, encostada em uma parede e fitando Sora mortalmente. Já o garoto, tinha uma expressão tão serena e divertida no rosto que quase me fez rir. Nem se conheciam e já se tratavam como irmãos, tsk.
    Mal fechei a porta e Ariel me olhou, e eu revirei os olhos ao imaginar que a garota começaria a despejar sua frustração.

    - Isso não teve graça nenhuma, pai! Um irmão, como posso ter um irmão? Nem parecidos somos! - ela empinou o nariz ao olhar para Sora, mas este não percebeu, pois estava ocupado demais ajeitando seu cinto - Agora que o show acabou, podemos empurrá-lo da prancha? É pra isso que ele está aqui, não é? Eu sou sua única filha, ele é só meu presente de boas vindas, meu saco de pancadas, não é? - ela parecia fazer força para acreditar nisso. Eu respirei de forma cansada e comecei a caminhar para minha mesa, enquanto Ariel grunhia de raiva - Certo, então é verdade? Achei que trabalhássemos juntos aqui, Capitão. - pude perceber a mudança em sua voz, ela não iria mais me tratar como pai, e sim como seu Capitão. E ela não iria mais falar como minha filha, e sim como minha co-Capitã.
    - E o que te faz pensar que não estamos, Ariel? - o rosto da garota estava completamente rubro, e só piorou diante de minha calmaria.
    - Bem, não é o que parece. Você traz um desconhecido para meu navio e - ela se calou assim que mudei de expressão.
    - O Queen Anne's Revenge ainda não é o seu navio, Ariel. Eu sou o Capitão, eu dou as minhas ordens e todos aqui devem obedecê-las. - fiz questão de deixar claro que, apesar de filha e co-Capitã, ela não era exceção alguma àquela regra - Sora é meu filho, goste você ou não. E, assim como você, ele tem direitos de sangue sobre o navio. Ele tem o sangue de pirata, pertence ao mar, e está aqui agora. Ele só irá embora se quiser ir, entendeu? - o queixo de Ariel caiu tanto que achei que ela teria que recolhê-lo do chão depois.
    - Certo, Capitão. - seu tom não me convenceu, nada na expressão dela me convencia de que tudo estava "certo". Eu conhecia Ariel, e sabia que ela faria de tudo para que a vida de Sora fosse um inferno.

    Ela me deu as costas e caminhou até Sora. Encarou o garoto por alguns instantes, depois empinou o nariz e saiu da cabine.
    Em momento algum, Sora abriu a boca, parecia muito mais entretido com seu cinto do que com nossa conversa. Gosto do garoto, ele sabe a hora certa de agir, diferente de Ariel.
    Sora desencostou-se da parede e deu de ombros enquanto se aproximava de minha mesa. Sentei-me em minha cadeira e descansei meus pés sobre a mesa, enquanto Sora sentava-se no canto dela.

    - Causei uma ótima primeira impressão para ela, não? - ele riu da própria piada, não parecia incomodado com o chilique de Ariel.
    - Ela só está preocupada em perder o posto de futura Capitã do navio. - eu sabia que seria sempre isso que a atormentaria. Ariel não ligava para o fato de eu ter tido um filho com outra pessoa que não fosse a mãe dela, ou que ele fosse mais velho, ou que pegasse sua cabine, desde que não pegasse seu posto de Capitã.
    - Eu sei. Sei de mais coisas também, coisas que não tenho certeza que deixariam Ariel feliz. - a expressão no rosto do menino mudou, e eu sabia que ele falava do futuro. No entanto, sabia que não era a hora de questioná-lo. Ouvimos outro grito de horror no convés de cima, e Sora deu uma risada.
    - Acho melhor você ir para a cabine, antes que Ariel ateie fogo em suas coisas. - o garoto levantou-se e concordou com a cabeça.
    - Boa noite, Capitão. - Sora fez um aceno com a cabeça e deixou a cabine.

    Ótima maneira de se começar uma família.


finalizado
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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Ter Nov 15, 2011 1:22 am




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I wanna fly, I wanna drive, I wanna go I wanna be apart of something I don't know And if you try to hold me back I might explode Baby by now you should know I can't be tamed I can't be tamed I can't be blamed---post 02



Juro que esperava alguém da tripulação se jogar no chão, começar a rir e dizer que era só uma brincadeira de boas vindas de volta. Aquele garoto NÃO ERA meu irmão. Eu NÃO PODIA ter um irmão! Isso ia contra todos os meus planos!

Meu pai se aproximou, com um ar calmo, o que não era muito bom. Ele colocou a mão no ombro do menino e me encarou com um ar diferente. Não era mais meu pai. Era o Capitão Pónce, e sua palavra, agora era lei.

- Ariel. Sora. Precisamos conversar. - eu pisquei algumas vezes, então a coisa era séria.

Em um acesso de raiva, me limitei a bufar e cruzar os braços. Passei pelo tal Sora e segui com passos irritados para a cabine de meu pai. Veja bem, de meu pai!

Aquele garoto me seguiu, o que foi bom, porque EU mando aqui, estou a mais tempo nesse navio, então, se ele for ficar, ele vai ter que ME seguir! Eu quem mando nessa porra toda!
Entramos na cabine do capitão, e eu fiz questão de ficar longe daquele estranho, emburrei a cara e cruzei os braços, já ele... Sora parecia calmo demais, distraído, nem parecia notar que eu estava ali, bufando de raiva e matando ele lentamente com meu olhar. Maldito! E então papai apareceu, e antes que alguém pudesse falar qualquer coisa, eu comecei a expressar minha própria opinião.

- Isso não teve graça nenhuma, pai! Um irmão, como posso ter um irmão? Nem parecidos somos! - eu olhei para o garoto, empinando o nariz, mas aquele cão dos invernos estava distraído com seu cinto - Agora que o show acabou, podemos empurrá-lo da prancha? É pra isso que ele está aqui, não é? Eu sou sua única filha, ele é só meu presente de boas vindas, meu saco de pancadas, não é? - era a única explicação que eu aceitaria. Aquele tapado NÃO ERA o MEU irmão! Não tinha como ser, ele era só alguém que iríamos jogar da prancha no momento certo para a MINHA diversão. Meu pai pareceu cansado, começou a caminhar para sua mesa, e eu percebi que nada era brincadeira, o que me fez grunhir de raiva - Certo, então é verdade? Achei que trabalhássemos juntos aqui, Capitão. - se falar como filha não adiantava mais, eu iria apelar. Ele podia não querer me dar explicações como pai, mas teria que me colocar a par das coisas como co-capitão!
- E o que te faz pensar que não estamos, Ariel? - ele estava calmo demais, ao que parecia, só eu estava alterada naquele navio. Se eu pudesse ver meu rosto agora, tenho certeza de que estaria mais vermelho do que o cinto do Sora.
- Bem, não é o que parece. Você traz um desconhecido para meu navio e - me calei bem a tempo de ver a expressão de meu pai endurecer. Passar um ano em Hogwarts falando "meu navio" me fez esquecer que não podia falar esse tipo de coisa no meu navio, pois ele ainda não era meu, e meu pai faria questão de deixar isso claro. Talvez eu tivesse estragado metade das coisas agora. Capitão Pónce me fitou com aqueles olhos extremamente autoritários, e eu senti meus ombros murcharem um tanto.
- O Queen Anne's Revenge ainda não é o seu navio, Ariel. Eu sou o Capitão, eu dou as minhas ordens e todos aqui devem obedecê-las. - percebi a ênfase no "todos", ele estava me incluindo ali, mesmo eu sendo co-capitã e filha dele, eu teria que aceitar o que ele impusesse - Sora é meu filho, goste você ou não. E, assim como você, ele tem direitos de sangue sobre o navio. Ele tem o sangue de pirata, pertence ao mar, e está aqui agora. Ele só irá embora se quiser ir, entendeu? - senti meu queixo cair. Então, a guerra estava perdida. Ele iria ficar, porque Sora não parecia nem um pouco afim de ir embora. Eu fechei a boca, e franzi meus lábios de nervoso.
- Certo, Capitão. - ele saberia que eu não deixaria aquilo morrer ali. Sora iria penar muito em minhas mãos.

Dei as costas ao meu pai e caminhei até o garoto. Fitei os olhos azuis dele, calmos como o mar num dia bom, mas eu sabia que os meus estavam totalmente o oposto, agitados e nervosos como o mar em tempestade. Por fim, empinei meu nariz novamente e marchei para fora da cabine, batendo a porta quando passei por ela.

Me dirigi para minha própria cabine, no convés, os marujos trabalhavam limpando tudo. É, a festa havia acabado, e eu nem havia ficado bêbada. Meu pai me dá a chance de beber, e eu não bebo o suficiente. Ótimo. Talvez tivesse sido mais fácil de aguentar todas essas informações bêbada, devia ter bebido mais.
Chutei a porta da minha cabine e ela abriu-se, e assim que vi minha cabine, meu queixo caiu novamente.

- MAS QUE PORRA É ESSA? - sim, eu gritei de forma estridente, o que não era comum.

Deixe-me descrever como era minha cabine antes de eu ir para Hogwarts.
Havia uma grande cama de casal bem no centro dela, com almofadas, travesseiros e um colchão branco muito fofos. Cobertores de algodão e pele de animal. Um guarda roupas de madeira escura ao canto, uma escrivaninha com mapas, uma bússola e tinteiro mais para o lado, uma espécie de cesto onde eu guardava as espadas em uso, já que as outras ficavam penduradas como decoração - e armas escondidas - junto com os crânios envernizados e minha coleção de conchas em cima da lareira.

A cabine agora estava completamente diferente.
Minha cama de casal havia sumido, e duas camas de solteiro estavam colocadas uma em cada canto da cabine, e toda a minha decoração havia sido organizada podremente e espremidamente de um dos lados da cabine. A MINHA CABINE HAVIA SIDO DIVIDIDA!

Eu estava em choque, tão em choque que demorei para perceber que Sora estava parado bem ao meu lado. Quando me toquei disso, dei um soco no peito daquele estúpido.

- Isso é brincadeira! Posso engolir que você é meu irmão, MAS NÃO VAI FICAR EM MINHA CABINE! EU CHEGUEI PRIMEIRO! - ele ainda estava calmo demais para quem estava tomando xingo e quem havia levado um soco. O garoto deu de ombros e entrou na cabine, sentado-se na cama do outro lado.
- Papai não - ele se calou quando lancei um olhar terrível para ele - O Capitão não quis me deixar dormir com os outros marujos. E também não quis fazer outra cabine no navio, ele não quer mexer na estrutura original do Queen. Disse para ele te deixar com a maior parte da cabine, mas ele não me ouviu. - eu bufei de raiva.
- Não tente fazer de conta que você é o bonzinho da história. Se você vai ser mesmo um pirata, pode esquecer essa ideia de bom samaritano. - um pirata que pensa nos outros, que otário - E eu não vou dividir a cabine com você. Nem que eu fique com ela inteira e você só amarre uma rede no canto. É a MINHA cabine! Você é o novato, não confio em você ainda. E, pode não parecer, eu sou uma GAROTA! Não vou dividir uma cabine com um garoto que eu não conheço! - na verdade, isso não me incomodava em nada, mas eu usaria todos os argumentos, plausíveis ou não, para fazer aquele estúpido ir embora da minha cabine!
- Oh, é verdade. Não havíamos pensado nisso. O Capitão talvez tenha achado que você não veria problema em dividir a cabine com o irmão, Ariel. - ele ainda tentava me acalmar. O problema é que estava funcionando, e eu não estava gostando disso - Tenho uma solução. Pode se afastar um pouco, por favor? - o tom educado daquele crustáceo me irritava. Acho que eu nunca havia dito "por favor" para alguém, talvez apenas para meu pai.

Eu me afastei e cruzei os braços. Sora tirou a varinha do bolso e caminhou de um lado para o outro do quarto, pelo meio, gesticulando com a varinha, e enquanto ele fazia isso, uma fina parede de madeira clara aparecia. Por fim, uma porta apareceu, e ele passou por ela, sorridente com o próprio trabalho.

- Melhor assim? Os dois tem privacidade desta forma. - eu encarei o garoto de forma curiosa - Se quiser, posso deixar mais espaço para você, Capitã. - eu pisquei algumas vezes até me tocar de que ele havia mesmo me chamado de Capitã.
- Por hora, está bom assim. Saia da minha cabine. - o garoto deu uma risada estranha e passou pela porta novamente, eu ouvi um suave click e percebi que ele havia trancado a porta.

Caspian entrou voando pela porta ainda aberta da cabine. Ele pousou em meu ombro e olhou a nova parede.

- Crá, não ficou tão ruim, Ariel. Tem que reconhecer que o garoto ao menos se esforça. - ele piscou para mim e eu revirei os olhos.
- Bah, se tem uma coisa que aprendi, Caspian, é a nunca confiar em piratas. Especialmente piratas bruxos. - eu caminhei até meu guarda roupas e Caspian voou para seu poleiro.

Vesti meu pijama e me joguei em minha cama. Não era nem de longe extremamente confortável como minha antiga cama, ou como a de Hogwarts, mas eu reclamaria disso com meu pai amanhã. Se teria que perder metade de meu quarto, queria meu conforto de antes, pelo menos.

E se Sora iria ficar, bem, ao menos ele estava mostrando-se um cara de fácil convivência. Mas, por quanto tempo ele seria assim? Eu cresci cercada de homens mentirosos, manipuladores, egoístas e que sabiam jogar com lábia. Sora podia ser mais um cara assim, podia estar tentando ser legal comigo, mostrar-se um bom garoto e de confiança, e me apunhalaria pelas costas no momento em que fosse conveniente a ele. Se Sora tinha mesmo sangue pirata, eu não duvidaria disso.

Passei o polegar pelo meu braço esquerdo, procurando a pulseira da minha mãe. Foi quando me lembrei de que ela não estava comigo. Eu já sabia o que faria pela manhã. Teria que tornar a vida de dois garotos um inferno. O primeiro dormia na "cabine" ao lado. O segundo estava em algum lugar da Grécia.




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Última edição por Ariel Teach de Castilla em Ter Dez 20, 2011 4:05 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Seg Dez 05, 2011 12:15 am

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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Seg Dez 05, 2011 2:04 am




treasure hunt

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Jamais eu iria engolir essa história de ter um irmão. Desde aquele dia, nunca mais chamei meu pai de pai, apenas de Capitão. Eu esperava que assim ele desistisse dessa ideia de que eu tenho um irmão e largasse aquele pedaço de gente em uma ilha qualquer, mas ele parecia tão firme quanto eu.

Sora, por outro lado, continuava mantendo a pose de desinteressado. Era legal com todos, trabalhador e, de certa forma, era útil. Ele sabia roubar bem, e era bom com espadas também, mas ainda tinha muito o que aprender. E me servia de capacho, o que salvava sua pele.

Eu estava tomando banho, como não cabe uma tina dentro dos banheiros de navios, ela estava no meio da minha cabine, e eu estava la, calma e relaxante, tomando um bom banho para me esquecer de todo esse stress, quando alguém bateu na porta.

- Ariel! Você já está aí a horas. - eu revirei os olhos e me afundei mais na banheira - Vamos, Ariel, eu quero entrar em minha cabine.
- Vá limpar o convés, cão. Estou tomando banho. - eu submergi na banheira.

Bem, Sora havia dividido minha IMENSA cabine em duas, já que meu pai não queria fazer outra cabine para ele e nem mandá-lo para dormir com os outros marujos. O grande problema era que para entrar na cabine dele, ele tinha que passar pela minha, e eu não estava com a menor vontade de terminar meu banho agora.

Até que ouvi o som da minha porta explodindo.
Emergi assustada e vi aquele cão imundo desgraçado invadindo MINHA cabine!

- COMO VOCÊ OUSA?! - ele deu de ombros e encostou-se na parede - Agora que você destruiu minha porta, já pode ir para a sua cabine, antes que eu te afogue, savvy? - Sora começou a rir, ainda parado onde estava.
- Eu quero a banheira pra tomar banho, então, se apresse. - eu peguei o sabonete e joguei na cabeça dele. Grunhindo de raiva, eu agarrei a toalha e me levantei da banheira, me enrolando nela.
- Se não fosse pelo pa-Capitão, eu já teria te amarrado na âncora e mandado descê-la, sabe disso, não é? - Sora concordou com a cabeça, com pouco caso. Atrevido!

Comecei a andar pela cabine, enquanto juntava as roupas que iria usar em cima da cama, foi quando senti que Sora estava me olhando. Eu fiz uma careta e me virei para ele enquanto me aproximava de meu cesto de espadas.

- Já terminei o banho, cão. Já pode pegar a banheira e ir embora. - tentei deixar claro, mas ele balançou a cabeça.
- Ariel, as suas costas... - eu suavizei minha expressão. Achava que Sora já sabia sobre o feitiço de Barba Negra, não entendi porque ele parecia, de certa forma, surpreso com o mapa em minhas costas. Mas quando abri a boca para falar, Sora continuou - Espere, não se mova! - eu estreitei os olhos para ele.

Sora caminhou até mim, mas ele não me olhava, exatamente. Olhava para algo atrás de mim. Eu me virei para ver o que era, mas ele me repreendeu. Achei estranho, porque tudo o que tinha atrás de mim era um espelho.

Por um instante, achei que Sora ia me abraçar, tanto que tratei de segurar o punho de uma das espadas do cesto, para o caso dele tentar. Mas então, Sora abaixou um pouco a toalha de minhas costas.

- O que diabos você pensa que está fazendo, verme? - eu puxei a espada de dentro do cesto e bati com o punho dela no queixo do garoto, Sora, atordoado com o golpe, deu alguns passos para trás e caiu sentado, massageando o maximar. Apontei a ponta da espada para o pescoço dele.
- Ariel, pare com isso. - eu não abaixei a espada - Não seja estúpida, você ainda não entendeu? - eu arqueei uma sobrancelha para ele, desafiadora - O mapa em suas costas. Ele está ao contrário.
- O que? Como assim? - eu abaixei um pouco a espada e encarei o espelho, vendo bem parcialmente, o reflexo de minhas costas. Pude ler o final de uma frase, perfeitamente, como se ela estivesse escrita em um livro, mas parecia ser outra língua.

Puxei Sora pela camisa para colocá-lo em pé. Peguei minhas calças e Sora entendeu que devia ficar de costas para mim. Vesti as calças e me desenrolei da toalha, fiquei segurando-a apenas para esconder a frente de meu corpo. Coloquei o cabelo de lado e me aproximei do espelho novamente, ficando de costas para ele. Sora aproximou-se novamente, focando o reflexo no espelho.

- E então? O que está escrito? - ele franziu um tanto a testa.
- Está em latim. - eu franzi a testa também. Barba Negra desgraçado! - Por que Barba Negra teria feito seu mapa em latim? - eu ri de deboche.
- Bem, piratas não facilitam as coisas, não é? Pelo visto, ele queria que só quem fosse capacitado de verdade encontrasse seu tesouro. - eu murchei os ombros, ninguém a bordo sabia latim - Levaremos meses para conseguir encontrar alguém que saiba latim. - Sora riu animadamente.
- Não acho. Eu sei latim. - olhei incrédula para ele, só podia ser brincadeira.
- Bom, então traduza logo, cão. - Sora concordou com a cabeça, ainda rindo, e voltou a ler o reflexo.
- Em seis passos os fiéis encontrarão o tesouro que lhes pertence. O sangue manchado desvendará os segredos para aqueles que não podem ver. Ora, toda busca tem um início, e o navio sagrado partirá de onde o raio brilha mais entre os doze tronos. - Sora estreitou os olhos novamente, parecendo confuso - Os piratas gostam mesmo de dificultar as coisas. - eu nem prestei atenção, estava pensando sobre o que ele havia lido ainda.
- Não foi tão difícil. "Os seis passos", logo, temos que passar por seis lugares até encontrar o tesouro. O "navio sagrado" só pode ser o Queen, nenhum outro navio era mais sagrado do que este para barba Negra. - o garoto concordou com a cabeça.
- Mas e o sangue manchado? E o que ele quis dizer com essa história de raio e doze tronos? - eu dei de ombros.
- Não sei, talvez pap - eu me calei, pois foi como se uma luz gigantesca tivesse clareado totalmente as coisas para mim. Onde o raio brilha mais, doze tronos. Era óbvio, ao menos agora - Acho que sei por onde devemos começar.



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Última edição por Ariel Teach de Castilla em Qui Fev 09, 2012 5:57 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Qui Fev 09, 2012 5:55 pm

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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Qui Fev 09, 2012 7:44 pm




damn pain!

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Meu corpo inteiro estava doendo. Minha cabeça parecia que ia explodir, e eu gemia de dor enquanto me revirava em minha cama. Era o segundo dia dessa dor tremenda, eu nunca havia sentido tanta dor em minha vida, e o menor som de passos soava em meus ouvidos como a explosão de um vulcão. Sora havia me dado uma bolsa de água quente, e eu a pressionava tanto sobre minha barriga que sentia que logo iria absorvê-la. E a maldita dor dos infernos não passava, pelo contrário, só piorava.

Eu sentia que iria dormir de novo, quando ouvi barulhos do lado de fora da cabine. Barulhos tão altos, pareciam marteladas, ou que alguém estava tocando um tambor, cheguei até a cogitar a ideia de que haviam trazido um elefante para dentro do navio, e minha cabeça explodiu em dor. Ótimo, mais uma droga em mim doendo mais do que deveria. E o barulho não parava, ficava mais alto, e eu pude perceber o som de risadas juntos com palmas. Só podia ser brincadeira, minhas ordens haviam sido claras até demais.

Eu rolei para fora da cama, o que me fez cair de cara no chão. Eu me arrastei até a porta e a usei como apoio para me levantar, o barulho era ainda mais alto ali. Escancarei a porta e, meio cambaleando e curvada por causa da dor, eu deixei a cabine, sem nem ao menos me calçar, e me deparei com todos os piratas no convés, fazendo roda, e no meio haviam dois piratas duelando. Aparentemente, era uma briga.

- SEUS MALDITOS! O QUE PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? - eu gritei, enquanto descia as escadas, ainda curvada de dor e tendo que me apoiar - ACHEI QUE HAVIA DITO QUE NÃO QUERIA OUVIR O SOM DE UMA SÓ AGULHA CAINDO NO CHÃO! E VOCÊS FAZEM UMA FESTA? - os piratas haviam parado, mas os dois espertinhos me ignoravam e continuaram o duelo. Eu fiquei vermelha de raiva, e puxei a espada da cintura do primeiro pirata. Atirei a bolsa de água quente na cara do primeiro pirata, que deu dois passos para o lado, atordoado. Brandi minha espada na direção do outro e a lâmina lhe fez um profundo corte do lado direito do peito. Ele caiu de joelhos, e eu lhe feri novamente, cortando-lhe parte da orelha fora. O primeiro pirata virou-se para mim. Eu investi com a espada e lhe cortei perto do pescoço, o sangue logo jorrou e ele desabou ao lado do seu oponente, pressionando o peito enquanto apontava com o outro dedo para mim. Com outro movimento da espada, lhe cortei fora o dedo, e o homem gritou de dor. Atirei a espada no chão, na frente deles, e me virei para os outros - O próximo cão sarnento que pensar em fazer algum tipo de barulho, vai receber algo muito pior. - eu lancei meu pior olhar mortal para todos eles, e eu vi Sora sair do meio da multidão.
- Venha irmã, vamos voltar para a cabine. - ele se aproximou e eu lhe enfiei um soco no peito.
- Não me chame de irmã! Não preciso de sua ajuda! - mesmo comigo estapeando, chutando e socando cada pedaço dele, Sora me pegou no colo e me levou para a cabine.

Por algum motivo muito bizarro, quando ele me pegou no colo eu me encolhi mais e comecei a chorar. Entendam, eu NUNCA chorava! E quando digo nunca, é porque a primeira vez que chorei foi para roubar o Cabeça de Javali e fingir ser uma pobre menina inocente. Sora me colocou deitada em minha cama e conjurou uma nova bolsa de água quente, muito maior que a outra, e colocou sobre minha barriga. Não era minha barriga que doía exatamente, era um pouco mais para baixo, e Sora parecia saber disso. Havia uma grande xícara de chá sobre meu criado mudo (que não estava ali quando saí) e ele me ofereceu a mesma. Eu fiz cara feia para ele, ao menos, a melhor que consegui.

- Beba Ariel, vai fazer sua cólica melhorar. - eu neguei com a cabeça, segurando um longo gemido de dor.
- N-não preciso da sua ajuda. - eu pressionei melhor a bolsa d'água na barriga, então o nome dessa maldição era "cólica"? O engraçado é que isso só foi acontecer quando acordei com a cama toda manchada de sangue e, bem, eu não estava cortada, se é que me entendem.

Sora revirou os olhos e colocou a mão sobre minha testa. Senti vontade de empurrá-la, mas depois de todo o esforço que havia feito lá embaixo, não tinha muita força para isso. O garoto conjurou uma bacia com água e um pano, umedeceu o mesmo na bacia e o colocou sobre minha testa. A sensação gelada fez minha dor de cabeça diminuir um tanto, e eu me sentia menos quente depois dele repetir o processo mais umas quatro vezes. Eu pigarreei, sem jeito, e então tirei meus olhos do teto e encarei o garoto.

- Eu estou doente? - odiava ter que perguntar alguma coisa para Sora, isso o fazia parecer mais inteligente do que eu. O garoto deu um sorriso de canto (e eu começava a achar que ele estava sempre sorrindo de canto) e negou com a cabeça.
- Não Ariel, você só está... Amadurecendo. - eu franzi a testa e gemi de dor de novo, o garoto virou a bolsa d'água sobre minha barriga - Eu quis dizer que seu corpo está amadurecendo. É uma coisa normal, essa cólica e o seu sangramento. - eu o encarei confusa. Como ele sabia? Eu havia trocado a cama e escondido tudo, nem meu pai estava sabendo disso - Não controlo as visões que tenho, Ariel. Desculpe, devia ter te avisado. - ele pareceu sentir-se culpado, e eu não entendi o motivo - Mas sabe, isso vai acontecer todo mês agora. Talvez demore para ficar algo mais, uhm, "organizado", mas vai acontecer sempre. Sugiro que fique longe dos caras durante esse período, ou você pode engravidar. - eu arqueei uma sobrancelha para ele. Espera, como assim? Como se eu já tivesse transado com alguém. O que foi? Tenho coisas mais importantes para me centrar agora, como o tesouro de Barba Negra.
- Você era algum tipo de médico, Sora? - o garoto deu um riso baixo, e umedeceu novamente o pano de minha testa.
- Não Ariel. Mas eu fiquei muito tempo sozinho, então tinha tempo de sobra para ler qualquer coisa. - o garoto levantou-se e apontou a caneca de chá - Beba. Garanto que vai ajudar. - ele enfiou as mãos nos bolsos das calças e seguiu para a sua cabine.

Assim que ouvi a porta fechar-se, eu me sentei com cuidado. Talvez Sora não fosse tão mal como eu imaginava. Ele era diferente, bem diferente do que eu estava acostumada com relação à outros piratas, e se ele havia lido tanto, certamente seria mais inteligente do que a maioria ali. Menos eu, é claro. Eu olhei a xícara de chá, depois me certifiquei de que Sora estava mesmo em sua cabine. Então peguei a mesma e tomei um grande gole. A bebida quente desceu me esquentando inteira, tinha um gosto adocicado, e eu podia sentir um gostinho de rum ali. Sora havia descoberto sobre o Bellariel? Pensar nisso, me fez sentir falta de algo. Bem, Hatter era uma garota legal, provavelmente a única coisa de legal em Hogwarts, e talvez eu sentisse falta dela. Mas agora, eu tinha que me concentrar no tesouro de Barba Negra, era essencial isso. Quando eu o encontrasse, então talvez pudesse ir atrás de Hatter e recompensá-la por ter sido uma boa... Primeira Imediata.

E Sora estava certo, como sempre. O chá havia aliviado a, como ele chamou? Cólica. E então eu pude dormir mais calmamente.



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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Sab Dez 15, 2012 11:18 pm

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Vinte e seis de Agosto de 1805
Sexta-feira, anoitecendo, aproximadamente 19:20
Tempo quente, mar calmo, céu claro.

PARTICIPANTES:
Ariel Teach de Castilla
Sora Teach de Castilla


Última edição por Ariel Teach de Castilla em Dom Dez 16, 2012 12:48 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Dom Dez 16, 2012 12:43 am




the shot

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Essas férias estavam me saindo pior do que a encomenda. Primeiro eu quase me caso com um nativo canibal maluco; depois fico de castigo, proibida de colocar qualquer coisa com álcool na boca; depois vamos para a Grécia e não encontramos nenhuma pista plausível, tudo o que encontro é Eros (o que não foi de todo ruim); eu continuo de castigo porque meu "irmão" não tem a capacidade mental grande o suficiente para enrolar o papai (aliás, só eu me fodi nessa merda, Sora é um maldito sortudo!); e para tudo ficar mais inspirador ainda, não tínhamos um rumo. A única parte boa é que meu pai não parecia tão interessado em minha volta à Hogwarts, o que não reclamo, já que agora é indiferente para mim. De qualquer forma, não era bom navegar sem rumo, mas eu sabia que acabaríamos voltando para Tortuga e seríamos chamados de fracassados. E então mataríamos os infelizes que se atrevessem a dizer isso. É, talvez Tortuga não seja tão ruim assim então, preciso de um pouco de ação.

Já estava quase anoitecendo quando Rato desceu por uma corda da gávea gritando que havia um navio real por perto. A tripulação enlouqueceu, há meses que não atacávamos um navio em alto mar, e não havia sensação melhor do que a de saquear um navio real, era muito inspirador ver aquele bando de engomadinhas de perucas se escondendo, e sempre havia muito o que saquear.

- Preparar canhões, assumam seus postos, seus vermes carniceiros! - papai gritou do convés superior, manejado o timão para virar o navio.

Sora correu para o convés inferior buscar as armas, eu deslizei pelo corre-mão da escada do convés, pronta para achar um lugar onde eu teria uma perfeita visão do navio inimigo, um acesso à ele rápido e lugares de escape, foi quando trombei com o capitão.

- O que pensa que está fazendo, Ariel? - papai usava seu tom de voz seco e autoritário, o de capitão que aterrorizava.
- Me preparando para o saque, Capitão. - e então ele riu, e aquele som estrondoso e frio chamou a atenção dos marujos por perto.
- Foi uma excelente piada, cão - COMO ASSIM "CÃO"?!!? -, agora, volte para a Sala do Tesouro. - e antes que eu pudesse retrucar e pedir pelos meus direitos de pirata, o Capitão me jogou em seu ombro e me levou para o quarto secreto.

Claro que eu tentei escapar. Chutei, soquei, estapeei e mordi enquanto praguejava em todas as línguas que conhecia, mas Pónce manteve-se inalterável, decidido em me trancar novamente. Quando fui devolvida ao chão, já estávamos dentro da Sala do Tesouro, eu tentei correr, mas o Capitão me atirou para trás com um feitiço e me deu as costas.

- Não! - gritei, enquanto me levantava para correr, mas acabei me chocando com a porta trancada - Me tire daqui! Eu sou sua filha, a Primeira Imediata, eu MEREÇO saquear! - eu socava a porta de madeira, mas não havia resposta, eu estava sozinha - Me solte, me solte agora! - nenhuma resposta ainda, apenas risos - Anita nunca me trancaria no navio dela! Diabos, para o inferno es...
- O que disse sobre Anita? - ouvi a voz do meu pai do outro lado da porta, desconfiado. Eu sorri maldosa.
- Disse que ela é uma capitã melhor, sabe meu valor, o quanto sou útil. Ela nunca me deixaria trancada durante um saque, Anita saberia como me usar. - eu despejei, e então ouvi um murro muito forte contra a porta.
- Com certeza ela sabe. - houve outro murro na porta e então ouvi seus passos arrastando-o nervoso para longe.

E, mais uma vez, eu estava trancada com o tesouro, enquanto toda a tripulação se preparava para um saque tão bem vindo. Desta vez, eu não tinha nem Caspian comigo, pelo menos eu poderia atirar algumas taças de ouro na cabeça dele, só para descontar meu ódio.

Não demorou muito para que eu ouvisse o som de nossos canhões e os gritos de empolgação dos marujos. Eu peguei um punhado de moedas e as atirei contra a porta, só para me sentir melhor. Claro que não adiantou nada. Eu corri para a porta e comecei a chutá-la, o que foi totalmente inútil.

- Maldito seja! Que os vermes o comam, crustáceo velho, filho de - foi quando vi minha varinha perto da porta, provavelmente ela havia caído enquanto Pónce me carregava. Sem pensar duas vezes, agarrei a varinha e a apontei para a porta - BOMBARDA!

A porta explodiu, atirando pedaços de madeira nos piratas mais próximos. Antes que qualquer um deles entendesse o que estava acontecendo, eu comecei a correr, com a espada em punhos. Alguns cãos me viram e tentaram me segurar, mas eu os derrubava e continuava fugindo. Vi Sora empurrar alguém de peruca branca para fora do navio, quase senti orgulho dele. O garoto me viu, e fez uma cara de espanto quando agarrei a ponta de uma corda.

- HEY! ARIEL! NÃO! - eu ignorei e tomei impulso, usando a corda para atravessar para o outro navio.

Assim que meus pés tocaram o convés desconhecido, eu puxei minha espada e atingi o primeiro que encontrei, empurrando o corpo ensanguentado dele contra o grupo de vermes mais próximo. Eu ainda ouvia os gritos de Sora atrás de mim, tentando me alcançar, mas eu avançava cada vez mais, enfiando minha espada em todos que cruzavam meu caminho e empurrando-os para o lado, como bonecos velhos. Houve outro tiro de canhão ensurdecedor, a bala atingiu bem no meio da embarcação, madeira, corda, objetos pessoais e água voou para todos os lados, atordoando os marujos por leve segundos.

Não foi difícil achar o que eu queria. Aquele Rei imbecil estava correndo feito barata tonta pelo navio, se escondendo atrás de seus guardas e fingindo empunhar uma espada. A visão me dava pena, mas o que eu queria estava bem ali: a coroa.

Agarrei a ponta de uma corda e tomei outro impulso, ouvi Sora gritar meu nome mais uma vez, o que provavelmente faria meu pai saber que eu estava ali, mais cedo ou mais tarde. Eu soltei a corda, me jogando contra uma fileira de guardas perdidos, derrubando todos eles. Tentei me recuperar do impacto o mais rápido possível e corri para o Rei amedrontado. Abati dois de seus guardas e escorreguei por entre as pernas de outro, e foi fácil, fácil demais arrancar a coroa de cima da cabeça do velhote, ele levantou a espada e eu ri, foi o duelo mais rápido que já tive.

E, no entanto, eu não fui a vencedora.

Ouvi dois disparos de revolver, e senti duas balas atingirem bem perto de minhas costelas. Eu tombei pra frente com a dor, largando a espada para tentar estancar o ferimento com as mãos. Eu não conseguia me mover, não conseguia fazer nada, e então eu soube que iria morrer ali.

Foi quando ouvi Sora gritar meu nome novamente, desta vez muito mais perto, e então ele apareceu, ferindo os guardas que se aproximavam de mim. Ele lançou um feitiço que lançou o Rei para trás, aproximou-se de mim e me ajudou a ficar de pé.

- Ariel, sua cabeçuda! Eu gritei para você parar, por que você nunca me ouve? - ele começou a reclamar, enquanto me arrastava pelo navio, desviando dos combates e afastando os inimigos com feitiços.
- Ao invés... ARGHT, ao invés... De, awun... Ao invés de... - eu não conseguia falar tamanha a dor, e minha tentativa para estancar o sangue era falha, muito falha.
- Acho melhor você calar a boca e continuar tentando se manter inteira. - ele retrucou de novo, e eu teria respondido, mas estava começando a sentir minhas pernas ficarem moles.

Sora atravessou a prancha de madeira que ligava os dois navios comigo usando-o como apoio, mesmo que eu não quisesse. Assim que entramos em nosso navio, eu tentei continuar andando sozinha, mas cambaleei e ele me segurou novamente, revirando os olhos. E então, para tudo ficar melhor, um papagaio desesperado brotou do chão e começou a gritar comigo.

- CRÁÁÁ. CAPITÃO, CRÁÁÁ. DOIDO. CRUUUUUUÁ, COM VOCÊ, CRAAAÁÁ, ONDE INFERNOS CURRUPÁÁ VOCÊ ESTAVA, CRAAAAW?!?! - eu tentei acertar um soco naquele bico, mas passei longe, reeeealmente longe - CRAAAW, o que ela tem?
- Caspian, agora não. - Sora respondeu, tentando afastar a atenção do papagaio de mim, provavelmente ele sabia que aquela matraca iria chamar a atenção do papai e então tudo estaria fodi...
- ARIEL! - ...do. Não tivemos tempo de alcançar nossa cabine, porque eu vi um Capitão furioso usando uma corda para alcançar o convés de nosso navio - ARIEL, O QUE VOC...

Mas eu não ouvi o que ele disse, porque antes mesmo que Capitão Pónce nos alcançasse, minhas pernas amoleceram por completamente, minha audição sumiu e minha visão enegreceu-se, e eu não sentia mais nada, absolutamente nada.





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MensagemAssunto: Re: Queen Anne's Revenge - Oceano   Sex Jan 11, 2013 2:09 am




the shot

I wanna fly, I wanna drive, I wanna go I wanna be apart of something I don't know And if you try to hold me back I might explode Baby by now you should know I can't be tamed I can't be tamed I can't be blamed---post 002



Estava deitada em algo macio e quente. Sentia todo o meu corpo doer, mas um ponto nele ardia em especial, e parecia que alguém estava mexendo exatamente naquele local. Abri meus olhos lentamente e me vi em minha cabine, ou a metade que pertencia à mim. Já era noite, a julgar pela quantidade de velas no local e a escuridão lá fora, mas eu não sabia dizer que horas. Vi sora sentado em uma cadeira bem ao lado de minha cama, as roupas sujas de sangue.

E então senti outra pontada de dor.

- Não se mova. - ele me disse, quando eu me contorci pelo reflexo da dor - A bala está quase saindo.

Eu pisquei algumas vezes, e então notei que usava apenas as calças e o sutiã. Quis xingar Sora por ter me despido, mas a dor era mais forte. Demorei mais um tanto para perceber que ele estava bancando o médico novamente e retirando as balas de meus ferimentos. Uma delas já havia sido retirada e repousava dentro de um prato de metal, ensanguentada, junto com um conjunto de pinças e facas de manteiga que pareciam afiadas demais. Ele cutucou o ferimento mais profundamente, e eu urrei de dor mais uma vez. Sora revirou os olhos.

- Tenho uma poção anestésica aqui, se quiser, senhorita. - ele debochou e eu cerrei os olhos para ele, rangindo os dentes pela dor.
- Cale a boca e continue. - retruquei mal humorada e Sora segurou uma risada. Agora que eu estava acordada, podia sentir todo o procedimento com mais atenção. E dor. Caralho, como doía. Não sei que merda aquele cão fez, mas eu senti uma dor muito mais forte, fazendo meus olhos marejarem - CACETE! Me dá a droga da poção! - ele riu e me passou um vidrinho com um líquido azulado - Eu não precisaria... Tomar nada se você... Arght, tivesse cuidado... Savvy? - e então virei a poção na boca, uma sensação gelada me desceu pela garganta.
- Se você me ouvisse e fizesse o que o papai manda, não teria levado dois tiros. Savvy? - ele deu de ombros e colocou um pano molhado em minha testa, lavou as mãos em uma bacia d'água e voltou a mexer na ferida - Aliás, ele não está contente com você.
- Eu nem teria percebido. - bufei e fechei os olhos, enquanto sentia a poção fazer efeito e eu perder a sensibilidade de meu corpo.

Sora trocou de pinça e voltou a me cutucar, pelo menos, desta vez eu não sentia mais nada. Estava envergonhada por ter levado dois tiros em um saque e ter sido, uhm, salva pelo garoto, o pior pirata que já vi. E eu não queria nem pensar no discurso que ouviria do Capitão quando ele tivesse a oportunidade. Muito menos queria imaginar qual seria o castigo desta vez, já que não havia mais nada a me ser tirado.

- Prontinho. - Sora anunciou, me mostrando a pequena bala redonda na pinça. Ele a colocou junto com a outra e então pegou uma agulha e linha, jogou algum líquido de uma garrafa no ferimento e começou a dar um ponto. O problema é que eu reconheci o cheiro da bebida.
- Por que está desperdiçando rum?! - esbravejei sem acreditar, Sora apenas revirou os olhos.
- É o mais próximo de álcool que encontrei no navio, não vai desinfectar totalmente, mas vai servir. - ele deu de ombros e continuou a dar pontos.
- Mas... Cão, é rum!
- E ele não serve apenas para embriagar, Ariel. - aquele tom de voz distante de Sora me irritava, como se ele fosse um grande pensador ou filósofo. Na verdade, era um tom de conselho, e eu detestava, de-tes-ta-va quando Sora me dava conselhos. Especialmente porque, na maioria das vezes, ele estava certo.

Depois de me dar os pontos, Sora jogou rum nos ferimentos novamente e começou a me enfaixar, enquanto assobiava uma canção que eu não conhecia.

Foi quando escancaram a porta da cabine.

Poucas vezes eu senti medo. Aquele momento foi um deles. Pónce me olhava com tanta fúria que eu queria apenas me esconder, e eu sabia que ele estava se controlando, porque uma grossa veia saltava em seu pescoço. Seus punhos encontravam-se fechados, um deles segurando o punho da espada. Seus lábios estavam tão fechados que formavam uma linha fina de desgosto em seu rosto.

- Então você acordou. - ele começou, o tom de voz baixa e controlada me fez arrepiar, havia tanto desprezo, tanto ódio ali, que eu só conseguia me encolher. Com um simples olhar, ele fez Sora deixar a cabine, em seguida, fechou a porta com o pé, sem tirar os olhos de mim. O Capitão caminhou até minha cama, a respiração pesada denunciava que ele não estava com paciência - Fique de pé.
- Mas, pai eu...
- Fique. De pé. - sabia que de nada adiantaria discutir, e fazendo um esforço sobrenatural, eu me levantei. Sentia minha visão enegrecer-se e voltar ao normal várias vezes, minhas pernas moles e a dor voltou pelo movimento forçado, mas eu me contive para não demonstrar.

Pónce continuou a caminhar, desta vez me circulando, me medindo da cabeça as pés e bufando de ódio. Ele parou de frente para mim, e eu não vi resquício algum de meu pai nele. Era apenas Capitão Pónce, o homem mais cruel que eu já havia conhecido.

- Você desobedeceu minhas ordens, Castilla. Não faz ideia do que colocou em risco! - ele cerrou os olhos para mim, eu apenas tentei respirar fundo.
- Mas eu estou viva. - argumentei, mas pelo olhar do meu pai, para ele isso não fazia diferença.
- Graças ao Sora. Se o garoto não estivesse lá, você teria morrido nas mãos da guarda real, e eu teria perdido meu mapa! - eu franzia testa para ele, engolindo em seco minha incredulidade.
- Então é isso? Eu sou apenas o seu maldito mapa? Então me mate, arranque meu couro e fique com a droga do mapa, vai dar menos trabalho do que me manter viva. - sabia que estava correndo risco ao respondê-lo daquela forma, mas eu não conseguia ficar quieta, havia herdado isso dele, ele quem arcasse com as consequências agora.
- Certamente que vai. Porém, não tenho certeza se o mapa continuaria a existir. Barba Negra era inteligente e perverso, talvez eu te mate e o mapa suma junto com a sua vida, talvez não, como posso saber? - o olhar cruel dele deixava claro que ele não estava brincando. O pior de tudo era saber que ele se importava mais com o mapa do que com a filha dele viva ou não.
- Anita nun - o tapa que me acertou foi tão forte que senti o gosto de ferrugem encher minha boca rapidamente. Os olhos de Pónce agora estavam transbordando ódio, e ele estava tão perigosamente perto de mim que eu estremeci.
- Acha que só porque encontrou a vadia da sua mãe você a conhece? Acha que só porque conversou com ela algumas vezes sabe como ela é? Acha que ela é melhor do que eu? - ele deu uma risada sarcástica, rouca, e eu senti meus olhos se encherem d'água, mas me contive. Não choraria na frente dele, não importa o que ele fizesse - Aquela mulher é tão perversa quanto eu, Ariel. É engano seu pensar que ela "só quer o seu bem". Anita só têm um objetivo na vida: acabar comigo. Quem ou o que ela vai usar para isso, não a interessa, contanto que ela consiga o que quer. - ele deu um passo para trás, descansando a mão sobre sua espada.
- Então vocês realmente não são muito diferentes. - eu cuspi as palavras e Pónce riu em desdém.
- Você está começando a entender as coisas. - ele me deu as costas e abriu a porta, pronto para ir embora - Desta vez, eu vou deixar passar. Você já foi baleada e foi salva por alguém que detesta, é castigo o suficiente. Da próxima vez que passar por cima de alguma ordem minha, Ariel, vou testar a teoria de tirar o seu couro, mas garantirei que você fique viva. Somos bruxos, posso fazer isso. - ele me deu uma piscada de olho sarcástica e então saiu, fechando as portas de forma barulhenta.

Minhas pernas me desabaram sobre a cama, eu me deitei e comecei a chorar do jeito mais vergonhoso possível. Chorei de mágoa, dor, raiva, e acima de tudo, desapontamento. Eu me senti sozinha e iludida, e pela primeira vez em minha vida, amaldiçoei a vida que levava.

---

Acordei horas depois com batidas em minha porta. Sora esticou a cabeça para dentro da cabine e deu um sorriso quando me viu acordando.

- Você parece melhor, não está mais pálida. - ele anunciou, aquele tom de voz alegre me deixou irritada, porque até chegava a parecer que ele se importava. Carregava uma bandeja com uma jarra de suco de maçã, pelo cheiro.
- O que você quer? - resmunguei, girando meus olhos para encarar o teto.
- Trocar seus curativos. Eu ia vir mais cedo, mas vi que você ainda estava dormindo e não quis te acordar. - ele colocou a bandeja sobre minha mesa e tirou um monte de gases, faixas e esparadrapos dos bolsos.

Eu não me manifestei, apenas deixei que ele fizesse o que queria. Estava desanimada pela discussão com meu pai, porque ele havia me dito coisas que nunca imaginei que diria. Achava que ele se importava comigo, que eu era importante para ele. Entretanto, não era quem eu era que importava para ele, e sim o que eu era. Eu queria muito que Bella estivesse ali, eu queria conversar sobre isso com alguém, havia sido algo que aprendi em Hogwarts, que, algumas vezes, conversar sobre o que se sentia com alguém em quem você confiasse te ajudava. Fazia com que você se sentisse mais aliviado.
Porém, Bella não estava ali, apenas... Sora. E aquele garoto desajeitado e sorridente era a única coisa que eu tinha mais próxima de um confidente naquele lugar.

- Ele não se importa comigo. - murmurei. Sora parou de me enfaixar e me olhou nos olhos, aqueles olhos azuis como o mar, porém, infinitamente mais calmos e calorosos, aconchegantes. Nunca havia reparado em como Sora tinha essa aura, esse poder de fazer com que eu me sentisse acolhida.
- Não é isso, ele não quis dizer exatamente o que te disse, Ariel. - Sora parecia meio desconfortável com a situação, e eu sabia que ele estava apenas tentando fazer com que eu me sentisse melhor, porque o que eu havia dito era verdade.
- Não foi o que pareceu. - amaldiçoei as lágrimas que voltaram e então o garoto me abraçou.

E, por algum motivo, eu não o afastei. Era a primeira vez que Sora me abraçava, e eu o abraçava de volta, escondendo o rosto no ombro dele. O calor do corpo do menino me deixava mais calma, e, como eu disse, me dava a sensação de conforto, porque Sora me acolhia, cuidava de mim, mesmo que eu não fizesse nada para receber isso. Ele não era o melhor pirata, mas era a melhor pessoa para confortar, acolher e cuidar de alguém.
Continuamos abraços, e ele voltou a assobiar aquela música animada. Com o tempo, nos afastamos, ele me abriu um sorriso e colocou uma mecha de meu cabelo para trás da orelha.

- Escute, o Capitão apenas está bravo, e você sabe que quando ele está assim, diz coisas que não são verdade. Dê a ele alguns dias e essa fúria vai passar. Vá para Hogwarts ver sua amiga, enquanto eu amanso a fera, e você volta no Natal. Desta vez, eu garanto que você volta e tenha uma ótima festa de aniversário. - Sora me piscou um olho e eu respirei fundo, tentando me colocar de volta em meu estado normal - Eu... Não posso evitar, Ariel, mas eu sei o que você pensa. Algumas vezes. É como minhas visões, eu não controlo direito, e me sinto culpado quanto as tenho. Sei que agora você pensa que está sozinha, e que ninguém se importa com você. Mas não é assim. - eu franzi a testa para ele, sabia que Sora era clarividente, mas legilimente? Talvez fosse como ele havia dito, era uma habilidade que ele não conhecia direito e não conseguia controlar - Eu me importo com você, El. - fiz uma careta. Que diabos ele havia dito?
- El? Cão, você bebeu? - ele deu uma risada, eu me negava a crer que ele havia mesmo tentado me dar um apelido ridículo como aquele "El".
- Certo, Capitã. - ele disse ironicamente e eu ri, o que não foi muito bom, porque doeu - De qualquer forma, você não está sozinha. Eu estou com você, eu te amo, e, um dia, mais alguém vai sentir o mesmo, só que não como um irmão. - ele piscou um olho para mim de um jeito muito sugestivo, eu franzi a testa e demorei para captar a mensagem.
- Você andou vendo meu futuro?! Como assim? Quem vai ser o cão? - Sora riu e terminou o curativo sem me responder. Pegou a bandeja e colocou sobre meu colo, só então vi que havia alguns pedaços de pão e peixe para comer também.
- Às vezes, é melhor deixar o futuro para o futuro, El. Só sugiro que perca essa mania de "cão", ele não gosta nada disso. - o garoto deu de ombros e serviu um copo de suco para mim, eu dei de ombros também, não conseguiria fazer Sora falar jamais.
- Como quiser, "SoSo". - Sora fez uma careta de reprovação e eu ri, e o ferimento doeu novamente, mas não me importei.
- Credo, você é pior do que eu para apelidos. - eu continuei a rir enquanto me servia do lanche. Sora ficou apenas me observando.

Enquanto eu comia, ele ficou em silêncio, assobiando a canção alegre. Havia algo preso em minha garganta, e não era pão ou peixe.

- Sora? - eu o chamei e ele desviou os olhos da janela para mim, sorrindo - Obrigada por cuidar de mim assim. - eu disse, e ele apenas me piscou um olho, mas ainda havia algo preso. Eu respirei fundo, porque sabia o que era, mas não sabia como dizer - E... Eu também... Te amo.

Até o garoto foi pego de surpresa. Sora abriu um sorriso carinhoso e me abraçou de novo, me fazendo um cafuné.

E ele passou o restante do dia comigo, cuidando de meus ferimentos e conversando, me contando suas histórias de antes de embarcar em nosso navio. E eu sabia que o pior pirata que eu já conheci, era o melhor irmão que eu poderia ter.




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