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 Residência dos Cooper - Toronto, Canadá

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Julliet Cooper
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MensagemAssunto: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Qui Fev 24, 2011 1:07 am






a família cooper,





Os Cooper moram em um pequeno vilarejo em Toronto, um dos únicos vilarejos inteiramente bruxos do país. A casa é grande e possui um largo jardim da qual Elizabeth se orgulha muito. Uma pequena família de esquilos vive no tronco de uma das árvores do jardim, e Julliet gosta de sempre levar nozes para eles. Apesar de ser uma casa bruxa, os Cooper se preocupam em manterem-se no sigilo, assim como seus vizinhos.




MORADORES




JOHN COOPER
❝lembre-se disso: a sabedoria é a única coisa que
jamais irá te abandonar.❞

canadense casado 42 anos bruxo
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
O homem da casa preza algo que ele acha extremamente essencial e importante: a sabedoria. Não apenas a sabedoria adquirida dentro dos livros, mas sim aquela que nasce com você, de definir o que é certo e errado. Oras, isso de definir o que é certo e errado pode ser algo um tanto hipócrita quando falamos de John, mas ele também sempre diz "Depende do angulo de que você está olhando.".







ELIZABETH COOPER
❝vocês dois, deviam colocar o pé um pouco mais no chão.
claro, não precisa ser agora.❞

canadense casada 40 anos bruxa
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Elizabeth admira muito a imaginação que os dois filhos tem e os incentiva a alimentá-la. Ela própria tem uma imaginação fértil, mas, por conta da idade, deixou de imaginar tanto. Atenciosa com a casa, preza muito a organização da mesma, é extremamente pacífica e cautelosa.







JULLIET COOPER
❝preciso me lembrar de contar isso ao nicholas!❞
canadense solteira 12 anos bruxa Hogwarts (Corvinal)
wendy
+diário +coruja +ficha


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Sonhadora, doce e... Como diriam muitas pessoas, louca. Claro que isso não é verdade, Jully apenas tem uma imaginação muito grande e sem limites, limites no sentido de "real" e "fantasia". Por isso, Jully tem um amigo imaginário, Nicholas, que ela acredita fielmente ser o "príncipe de Hogwarts". Este amigo imaginário é o melhor amigo da garota, depois do irmão caçula, o que a faz ser um tanto excluída entre as outras crianças.








JACKSON COOPER
❝achei uma pedra azul. jully, acha que ela pode ter vindo da
lua?❞

canadense solteiro 10 anos bruxo
NPC


×- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -×
Jackson praticamente idolatra a irmã mais velha. Certamente, é o melhor amigo da garota, pois não apenas não a julga, mas também entra em seu mundo com ela. Entende facilmente tudo o que Jully lhe diz, na linguagem dela, e se Jully disse, para ele, é lei! Mesmo que não tenha sido essa a intenção da menina.





Última edição por Julliet Cooper em Ter Jan 17, 2012 11:22 pm, editado 2 vez(es)
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Julliet Cooper
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Sab Jun 18, 2011 12:11 pm

RP FECHADA
Primeiro de Julho de 1801
Segunda-feira, tarde, aproximadamente 17:40
Tempo fresco, brisas leves.

PARTICIPANTES:
Julliet Cooper
Jackson Cooper
Nicholas
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Julliet Cooper
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Dom Jun 19, 2011 1:55 am



my holiday #1

get a friend back, now I feel at home. welcome, my best friend.




- ... e o Nicholas disse que aquelas frutinhas podem mudar o jeito que falamos. Tipo, ele disse que se comemos uma laranja, a gente faz barulho de leão, entende? Ele disse que comeu uma branca uma vez e ficou cacarejando.
- Poxa! Eu quero uma com voz de dragão!
- Quando ele me escrever, eu peço pra ele mandar algumas para nós.

Jackson me olhava empolgado. Eu já tinha falado tanto de Nicholas que era quase possível que meu irmão já se considerasse melhor amigo do garoto.
Estávamos sentados na sala brincando com a Mad, que se divertia no tapete felpudo da mamãe. A gatinha havia crescido um tantinho durante as férias, mas continuava muito pequena.
Nicholas ainda não havia respondido minha carta, e olha que eu mandei três cartas iguais, para o caso dele estar com outra forma, só depois percebi que era meio estúpido, afinal, ele continuava sendo um só.

E falando em cartas, eu já havia recebido algumas. Kathe e Fred haviam escrito para mim. Eu havia ficado preocupada com a Kathe, afinal, ela disse que tinha ficado doente, pobrezinha. Já com Fred, eu fiquei curiosa, o que a mãe do garoto estaria querendo dizer sobre o futuro de Fred estar naquele lugar? Curioso, muito curioso, afinal, qual pode ser o futuro de um garotinho normal de doze anos?
Mas eu guardei as duas cartas comigo, sempre. Agora mesmo, elas estavam em meu bolso, guardadas e perto de mim. Eu não tinha muitos amigos em Hogwarts, a maioria das pessoas não gostava de mim, então, eu valorizava aqueles que eu tinha.

- Ele não vai vir te visitar, Jully? - eu pisquei algumas vezes, voltando minha atenção para Jackson.
- Nicholas? Bem, não sei. Quando se despediu de mim, disse que me veria em breve, mas até agora... - eu dei de ombros e deitei no tapete, Mad, rapidamente, saltou para minha barriga e brincou com as pontinhas do meu cabelo.

E pra falar a verdade, era bem estranho o fato de Nicholas não ter dado nenhum sinal de vida. Tá, eu estive ocupada com meu irmão, dando toda a atenção possível para ele, se Nicholas estivesse aqui, eu teria conseguido dar a mesma atenção para os dois meninos? Bem, ao menos teria tentado, e teria meu melhor amigo comigo.
Jackson pegou sua bolinha amarela na mãos e começou a brincar de jogá-la para o alto e capturá-la. Eu sabia que ele fingia estar sendo um Apanhador e que aquela bolinha, que Mad não desviava os olhos, simbolizava um Pomo de Ouro para Jackson.
Estava tudo muito silencioso, mamãe e papai estavam no jardim, conversando sobre qualquer coisa, na verdade, acho que estavam planejando nossa viagem até Londres. De qualquer forma, só Jackson e eu estávamos dentro de casa, eu deitada no chão, apertando uma das patinhas de Mad, e Jackson sentado de perna de índio, brincando de ser Apanhador.

Quando o silêncio foi cortado por três batidinhas animadas na porta da sala.
Eu me levantei rapidamente, Mad saltou para baixo da mesinha de centro. Jackson me olhou, curioso e surpreso, como se ele mesmo não tivesse entendido o motivo de eu ter levantado tão depressa.

- Ouviu isso, Jack? - meu irmão negou com a cabeça, franzindo a testa, como se fizesse força para ouvir o que eu havia ouvido. - Bateram na porta, você não ouviu? - ele negou de novo, enquanto eu ouvia mais três batidinhas - Vamos Jackson, escute. Espere, feche os olhos, você vai ouvir, são três batidinhas, igual a como você faz quando quer entrar no meu quarto. Nicholas batia assim na porta do meu dormitório. - e dai eu arregalei os olhos. Não, não podia ser. Podia?

Eu me coloquei de pé em um salto, e mesmo estando longe da porta, alcancei a maçaneta com menos de três passos. Girei a maçaneta gelada, já sorrindo feito uma tonta, afinal, se fosse mesmo quem eu estava pensando que era, seria.... Seria...
E era.

Um garoto ruivo, com os cabelos cacheadinhos e os olhos tão claros que eu poderia pensar que eles eram apenas dois espelhos refletindo o céu que estava exatamente naquele mesmo tom de azul, me encarava, um sorriso tão grande quanto o meu, os braços abertos, prontos para me abraçar, e uma pequena mala de viagem aveludada de vermelho e dourado ao lado de seu pé.

- SURPRESAAAA! - ele cantarolou e eu soltei alguma anomatopéia de animação.
- NICHOLAAAS??!!?? - eu praticamente me lancei para os braços do menino, que começou a gargalhar como se estivesse sofrendo o pior ataque de cócegas do mundo. - Nicholas, Nicholas, Nicholas! Seu... Seu... NICHOLAS! Como você veio parar aqui? E essa mala? VOCÊ VAI FICAR AQUI? Por que não me escreveu? DEVIA TER AVISADO! Mentira, meus pais vão ADORAR saber que você está aqui e... JACKSON? JACKSON! OLHE, É O NICHOLAS! - eu finalmente larguei meu melhor amigo, que agora tinha o rosto em um tom quase roxo, acho que eu estava sufocando o menino. Arrastei o garoto para dentro da sala, enquanto Jackson se colocava de pé e me encarava com a cabeça meio inclinada para o lado. - Está vendo, Jackson? Ele veio! Nicholas veio! - acho que era impossível conter o quanto eu estava feliz, Jackson sorria, mas ainda nos encarava com a cabeça meio tombada de lado.
- Olá, Jackson. Como vai você? - Jackson não respondeu, parecia nem ter ouvido Nicholas.
- Jackson? Não seja mal educado, Nicholas te disse oi. - meu irmão piscou algumas vezes e estendeu a mão, Nicholas a apertou.
- Desculpe Nicholas. Mas, eu não consigo ouviu quando você fala. Só entendi depois que a Jully me contou. - meu irmão corou um pouco, eu estreitei os olhos sem entender.
- Mas você está vendo ele, né Jackson? Da minha altura, ruivo, olhos azuis, sardas. Está vendo, não? - meu irmão negou com a cabeça e eu senti meu estômago tombar.
- Ele não é ruivo, Jully. Ele tem o cabelo amarelo e os olhos são bem pretos. - eu suspirei de alivio.
- Isso é normal, Jack. Ele muda de forma, acho que você o vê de uma forma diferente de como eu o vejo. Agora, não entendo por que não consegue entender o que ele fala, mas tudo bem, eu posso "traduzir" pra você. - eu sorri e passei os braços pelos ombros do meus dois garotos preferidos. Bem, fora o Fred, é claro. - Isso é ótimo. meus dois meninos, aqui, jutos. Agora eu sei que minhas férias serão boas. - eu dei um beijo estalado na bochecha dos dois e sorri. Definitivamente, minhas férias tediosas haviam acabado.






tagged: Jackson Cooper; Nicholas;
notes: estava bom, viajei, ficou ruim, é. Bem, primeira parte das férias dela, finalizada de uma forma muito podre, pobre Jully DD: ;

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Frederico Johan Norways I
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Dom Nov 13, 2011 11:53 pm





COMEÇO DO POST:
QUATORZE DE AGOSTO DE 1802
ÀS 23 HORAS
CASA DOS AMIGOS DA RAINHA LUÍSA

FINAL DO POST:
DEZESSETE DE AGOSTO DE 1802
ÀS 18 HORAS
RESIDÊNCIA COOPER


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Frederico Johan Norways I
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Dom Nov 13, 2011 11:57 pm




THE PRINCE OF NORWAY
Frederico Wayland Ibsen Johan Narciso
Holstein Sonderburg Glücksburg Norway's I



##




Frio, eu estava com muito frio, mas não desistiria da minha ideia. Esperei que todos dormissem, me levantei e troquei de roupa. Já estava me sentindo melhor, me sentia um pouco febril, mas nada comparado à febre que eu tive mais cedo. A crise de tosse havia me abandonado e eu sentia que a hora era essa, afinal todo o meu esforço pra convencer a minha mãe a me trazer pro Canadá, tinha nome... E sobrenome. Peguei a carta que ela havia me respondido e amassei, enfiando no bolso... Já que ela não queria que eu escrevesse mais, eu iria dizer tudo o que tenho pra dizer, pessoalmente.
Assim que coloquei os pés pra fora, senti o vendo frio atingir o meu rosto, por mais que meu desejo fosse voltar correndo pra cama, eu não o faria. Que tipo de homem eu sou? Com certeza não um covarde. Arrumei o violão nas costas, afinal tudo dependia dele... Era a música, ela tinha que ouvi-la, caso contrário eu não conseguiria mais dormir, continuaria sem me alimentar direito e só ficaria mais doente. Eu iria lá, falar com ela tudo o que eu tinha dentro do peito, tudo o que eu planejei... Mesmo que não me saísse como eu queria, ela só precisava escutar.

Assim que me afastei o suficiente dos terrenos da casa, assoviei. Não demorou muito e o Hipogrifo apareceu, imponente e brincalhão, ele aterrissou e me aproximei, esfregando os dedos no bico dele.
- Eu preciso da sua ajuda, amigão. – Falei de um jeito cansado, nem o sono iria me vencer. Sou Frederico Wayland Ibsen Johan Narciso Holstein Sonderburg Glücksburg Norway's I, Príncipe da Noruega e não existe nada no mundo, que possa me impedir hoje.

Pensando assim, montei no grifo e me inclinei para o norte, eu tive que estudar bastante aquelas terras antes de fazer isso. Quanto mais alto ele ia, mais frio ficava, e aquela capa não estava me servindo mais de nada. Ainda bem que sou esperto e decorei bem o endereço, mas ainda estava muito longe do meu objetivo, só que já havia pensado em tudo, comigo também havia uma bolsa com água e algo pra comer, faria algumas paradas quando não fosse arriscado demais, tudo vai dar certo e eu vou poder ver novamente aqueles olhos, tenho certeza que não existe cura melhor pra mim, agora.

Dois dias e meio depois.

Depois de tirar um cochilo voltei a minha jornada, minha mãe já devia está louca atrás de mim, ainda bem que deixei uma carta, mas ainda sim ela tentaria me matar quando eu voltasse, pra isso usaria o vira-tempo, pra engana-la e faze-la acreditar que nunca saí daquela casa. Eu sentia que estava chegando mais perto de onde Julliet morava, chegaria ao entardecer e rezava pra que ela não tivesse viajado ou coisa do tipo.

O vendo batia ainda mais forte naquela região, e estava difícil de enxergar e respirar também, a tontura voltou, mas eu não ligava pra dor no corpo ou para o cansaço, eu só precisava esclarecer o mal entendido que havia tirado o meu sono, tudo por causa daquele maldito cabeça oca, afinal eu e Kathe chegamos a conclusão que Julls deve ter visto ou escutado sobre a confusão. Mas não importa agora, eu chegaria e contaria a Jully que estive pensando nela todo esse tempo, então eu finalmente conseguiria colocar os meus braços em torno dela e senti-la frágil em meus braços, eu a apertaria e diria que nada nem ninguém iria machuca-la enquanto eu viver, por que agora eu entendia tudo claramente. Eu sei que sou muito novo, que parecem coisas da minha cabeça, mas em uma conversa com meu pai eu perguntei como ele sabia que amava a minha mãe, e ele só me fez ter ainda mais certeza do que se passava em minha mente.

“Como eu sei que amo a sua mãe? Ora filho, essa é a coisa mais fácil do mundo. Eu não consigo imaginar nenhum momento da minha vida, sem ela do meu lado.”
Era isso, quando pensava em acampar quem eu queria que estivesse comigo? Julliet. Quando eu via algo bonito, com quem eu queria dividir? Julliet. Quando eu estou chateado o abraço de quem eu desejo? Julliet. Todos os meus sonhos e anseios, é sempre ela que está ao meu lado e se isso não for amor... Se ela não for à mulher destinada a ser minha pra sempre, eu não sei o que é.

Eu já devia está perto, segundo o endereço e as coordenadas que decorei, a casa dela devia ser por aqui, a minha sorte é que não havia muitas casas e que era um bairro bruxo, então eu poderia planar com Scott um pouco mais baixo. Meu coração começava a bater mais rápido e quando eu vi, aquela casa que eu decorei cada detalhe, eu senti que ele ia pular da minha boca.
- Ali Scott, é ali. – Inclinei o corpo e o animal desceu com uma habilidade imensa e pousou no quintal. O sol começava a se por e dali do quintal dela eu conseguia ver perfeitamente esse fenômeno, era lindo. Desci do hipogrifo e foi ai que senti uma tontura e o frio ainda estava lá, mas estufei o peito e mantive a minha pose.

Caminhei até a porta e bati na mesma, e se o pai dela abrisse a porta? E se não fosse essa a casa? Tinha que ser, eu me lembrava da árvore, dos detalhes da casa, tinha que ser, eu preciso vê-la, só isso que peço, só isso. A minha respiração foi ficando mais pesada, eu mordi o meu lábio inferior tamanho o meu nervosismo enquanto ouvia o som da porta se abrindo, e quando ela finalmente foi aberta, eu quase caí pra trás. Talvez todo o tempo que fiquei longe dela serviu pra que a garota ficasse ainda mais linda e por alguns segundos eu fiquei sem ar, logo em seguida sorri bobo, afinal eu tinha um gosto excelente, mas me foquei no que vim realmente fazer aqui.

- Julliet! Eu preciso falar com você, mas disse que eu não deveria escrever, então resolvi falar pessoalmente. – Despejei todas as palavras de uma vez, eu não daria oportunidade dela me rejeitar antes de escutar tudo o que eu tinha pra dizer.
- Você é extremamente importante pra mim, Julls. E eu gosto de você! Gosto de um jeito que me faz voar por dois dias no meu hipogrifo, só pra te ver de novo. Me diz, o que eu fiz de errado? Por que você pediu que eu não escrevesse mais? Eu não consigo mais dormir em paz desde que recebi aquela carta. – E se não fosse o que eu pensava? Eu precisava saber, precisava saber por que ela havia mudado comigo, se depois disso ela me expulsasse, tudo bem... Mas antes eu precisava saber.
- Eu fiz uma música pra você, era esse o meu presente. Me desculpe, me desculpe se eu fiz algo que te magoou. – Eu não conseguia parar de falar, mas finalmente parei e fiquei apenas a olhando, e tentando me acalmar, não iria estragar tudo.







##
Citação: Katherine
Interação: Jully
Extra: Eu tentei! D:



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Julliet Cooper
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Qua Nov 16, 2011 1:40 am


you here?
{
Well you can take me down, With just one single blow. But you don't know, what you don't know, Someday, I'll be living in a big 'o city, And all you're ever gonna be is mean. Someday, I'll be big enough so you can't hit me, And all you're ever gonna be is mean. Why you gotta be so mean? --- 001


Apesar de estar em casa, eu não me sentia como se estivesse em um lar. Saber que Hogwarts foi fechada abriu um grande buraco em mim - maior do que o que eu já tinha.
Ir embora sem me despedir de Fred talvez não tenha sido a coisa mais fácil que já fiz, mas sinto que foi a mais sensata. Ele estava com Kathe, e era melhor, tanto para mim quanto para ele, que eu me afastasse. Deixasse os dois sozinhos, não interferir. Foi doloroso, foi difícil, mas foi o melhor. Eu tinha Nicholas, ele fazia com que eu pensasse menos nesse assunto, mas sempre antes de dormir, eu sentia vontade de chorar. E quase sempre chorava.

Estar em casa não ajudava muito. Meus pais ficaram loucos com toda aquela história. Não sabiam que lado apoiar, eles nunca gostaram muito do Ministro, mas entravam em pânico só de pensarem no que podia ter acontecido comigo durante esses dois anos.
Jackson estava mais inquieto, ele não esconde o quanto está feliz por ter-me em casa, agora por um período maior. Eu leio minhas histórias para ele quase todo dias. Já li todas, é claro, mas ele escolheu suas preferidas.

Mamãe e papai haviam saído, precisavam falar com a tia Bertha, ela era professora em uma escola de magia dos Estados Unidos. Eles não confiavam mais em escola alguma, então queriam que eu tivesse aulas em casa, mas não com um desconhecido, e tia Bertha foi a melhor opção. Cogitaram também a vovó Matilde, mas ela está viajando e não quiseram interrompê-la.

Jackson já estava dormindo. Havia se cansado demais, de toda a brincadeira de hoje. Tudo bem que, quando estava mais frio, ele sentia sono mais cedo. Dingle, nossa Elfa-Ama estava preparando uma sopa de batatas para mim, e eu estava sentada de frente para a lareira da sala, escrevendo em meu diário.

Foi quando ouvi baterem na porta.

Dingle veio correndo para atender, mas eu já havia me levantado e segurei a elfa pelo pulso fininho.

- Dingle, deixa que eu atendo. Acho que papai e mamãe esqueceram as chaves. Pode terminar a sopa em paz, Dings. - eu sorri para a elfa e ela concordou com a cabeça de forma animada.

Dingle voltou correndo para a cozinha e eu caminhei para a porta, e tive uma grande surpresa quando a abri.

Frederico Wayland Ibsen Johan Narciso Holstein Sonderburg Glücksburg Norway's I estava ali, parado, bem na frente da minha porta. Eu não o via fazia bastante tempo, ele havia crescido um tanto, mas fora isso, eu me surpreendi com o fato de que eu me lembrava de cada pedacinho dele, cada detalhe. E o sorriso que ele tinha no rosto me deixou sem chão por um tempo, eu não consegui falar, mal conseguia pensar, mas me lembro de ter piscado várias vezes para ter certeza de que ele estava mesmo ali.

- Julliet! Eu preciso falar com você, mas disse que eu não deveria escrever, então resolvi falar pessoalmente. - ouvir a voz dele fez com que eu tivesse certeza de que ele estava mesmo ali. Só então comecei a sorrir - Você é extremamente importante pra mim, Julls. E eu gosto de você! Gosto de um jeito que me faz voar por dois dias no meu hipogrifo, só pra te ver de novo. Me diz, o que eu fiz de errado? Por que você pediu que eu não escrevesse mais? Eu não consigo mais dormir em paz desde que recebi aquela carta. - eu engoli em seco, e acho que comecei a tremer. Oh céus, o que eu havia feito?
- Eu, eu não, eu - eu era uma idiota, isso sim! Não sei se ele me ouviu, eu mal conseguia falar, sentia que minha garganta estava completamente seca.
- Eu fiz uma música pra você, era esse o meu presente. Me desculpe, me desculpe se eu fiz algo que te magoou. - eu senti meus olhos arderem, e em um impulso, eu só consegui abraçá-lo.

Só então eu aceitei o fato de que Fred estava mesmo ali. E eu o abracei tão forte que achei que poderia partir o garoto ao meio. O cheiro dele era exatamente como eu me lembrava, talvez até melhor agora, por vir dele, e não de uma lembrança. E eu ainda sorria feito tonta, mesmo que meu rosto estivesse escondido no ombro dele. Eu desfiz o abraço, ainda sorridente, coloquei minhas mãos no rosto do garoto e encarei seus olhos.

- Fred, você não fez nada, nada de errado, ok? Eu qu - eu parei de falar quando notei que havia algo errado.

O rosto de Fred estava quente demais, e só então eu realmente prestei atenção nele. O garoto tinha olheiras pesadas, como se não dormisse direito. Notei também que ele parecia mais magro do que eu me lembrava, e algo em seus olhos me preocupava. Eles costumavam brilhar mais, bem mais, agora eles estavam opacos de uma forma doentia. Eu arregalei os olhos.

- Fred? Você está bem? - foi uma pergunta meio retórica, porque dava para notar que ele não estava. Coloquei a mão em sua testa, só para ter certeza - Oh Merlin, por que você está tão quente? Anda, vamos sair desse frio. - eu comecei a puxar o garoto para dentro da casa, mas ele negava com a cabeça.
- Estou bem Jully, de verdade. - eu neguei com a cabeça, era claro que ele não estava bem.
- Não, você não está. Você precisa se esquentar, e eu preciso fazer alguma coisa pra abaixar essa febre. - porque só podia ser febre, eu tinha certeza disso. Dingle podia me ajudar com isso, tenho certeza de que ela iria gostar.
- Não. Julls, eu estou bem. Eu só quero saber, por que você sumiu? Por que não quis mais falar comigo? - me machucava aquilo, ver que ele estava tão mais preocupado comigo do que com sua saúde. No fundo, eu ficava contente, porque significava que eu era importante pra ele, mesmo que ele tenha me dito isso.
- Vamos entrar, e dai eu prometo conversarmos, tudo bem? - eu encarei os olhos dele, quase que suplicando. Não conseguiria arrastar o Fred sozinha para dentro, e também não queria forçá-lo, mas eu precisava cuidar dele, porque se foi a longa viagem que o deixou mal deste jeito, então eu me sentia responsável por isso.

Fred concordou, eu fiz com que ele se apoiasse em mim e então o guiei para dentro da casa. Coloquei o garoto sentado no sofá, perto da lareira, me sentei ao lado dele e o encarei novamente, preocupada. Passei a mão pelos cabelos do garoto, ajeitando-os, e pude sentir que ele estava realmente quente.

- Como se sente, Fred? - eu olhei em direção a cozinha, Dingle não estava lá. O fogão estava apagado, deduzi que ela devia ter subido para checar meu irmão.
- Estou bem Ju... - foi quando ele começou a tossir. Eu revirei os olhos e me levantei.
- Vou parar de perguntar se você está bem. Deite-se, por favor. - ele hesitou, então tive que fazê-lo deitar-se no sofá. Peguei uma manta que ficava na poltrona em frente e cobri o garoto, me ajoelhando ao lado dele logo em seguida - Está com fome? Dingle fez uma sopa de batatas, acho que te faria bem. Vou pedir para ela algum remédio também, e você vai ficar bom. - eu dei um beijo na testa do menino e ajeitei o cobertor sobre ele. Eu poderia subir e ir chamar a Dingle, mas não queria deixar Fred sozinho, tinha medo de que ele piorasse.


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tags: Frederico Norways I clothes: you here? notes: meh, não ficou bem como eu queria, qualquer coisa, eu edito (: this template was made by petit désir! at oops!.




Última edição por Julliet Cooper em Qui Dez 08, 2011 9:31 pm, editado 1 vez(es)
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Frederico Johan Norways I
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Qua Nov 30, 2011 11:57 pm




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##





Eu nunca me senti tão forte, a vontade de ver Jully me deu uma força que eu desconhecia, força essa que nem mesmo a minha mãe me fez ficar em casa, nem mesmo a febre ou a crise de tosse, então eu não me arrependia... Nem por um segundo. Em um ato repentino Jully me abraçou. A principio fiquei meio sem saber o que fazer, mas quando me dei conta que estava perdendo a chance de abraçá-la por causa da minha idiotice, retribui o abraço.
Seu cheiro era ainda melhor do que eu me lembrava, e ela estava ali nos meus braços de novo, bem e saudável, não havia palavras que pudessem descrever o meu alivio, e também o alivio dela não ter me rejeitado e mandado embora. Por isso eu respirei mais aliviado, não queria solta-la, mas o abraço foi desfeito.

Encarei a menina e sorri, sentindo as suas mãos contra as minhas bochechas e aquela sensação de moleza me tomou novamente, mas não seria agora que eu iria parecer um fraco, nem pensar. Jully comentou que eu não havia feito nada errado, mas sabia que não estava sendo totalmente sincera... Eu a conheço sei que não seria algo típico dela.
Foi então que ela percebeu que não estava bem, por que essa maldita febre tinha que voltar agora? A garota tentou me puxar pra dentro, mas me mantive firme, balançando a cabeça negativamente. Por que ela tinha que ser tão teimosa? Depois de tudo o que eu fiz ela só conseguia pensar na minha febre? Ó azar, por que não me deixa m paz?
Ainda firme na minha posição, insisti pra que ela falasse.

- Não. Julls, eu estou bem. Eu só quero saber, por que você sumiu? Por que não quis mais falar comigo? – Se ela soubesse como dormi mal desde que li aquela carta, acho que já estaria despejando tudo, ou não, talvez ela nem fosse se importar... O que? Como posso pensar nisso? Jully realmente não é do tipo que não se importa e esse era um dos principais motivos que me levaram até ali, por que não parecia ela naquela carta.
Dei-me por vencido – apenas por que estava muito frio, e por que aqueles olhos são muito apelativos – e entrei. Assim que a porta foi fechada eu pude sentir a diferença de temperatura e agradeci mentalmente por aquele calor. Apoiado em Jully caminhei até um sofá bem perto da lareira, como aquilo era bom... Respirei fundo, e quando ela perguntou mais uma vez tentei manter a minha pose.

- Estou bem Ju...- Comecei a tossir, e a tossir muito mesmo, como na manhã anterior. Sinceramente era melhor eu começar a ficar calado, pra não piorar a situação, por isso depois que a tosse me abandonou, nem tentei terminar a frase.
Ela pediu que eu me deitasse, mas eu não me sentia confortável de chegar à casa dos outros e sair deitando assim, mas mais uma vez agindo como minha mãe, a garota me fez deitar. Eu fiquei deitado por alguns momentos e a parte boa disso foi o beijo que recebi na testa, que fez eu nem me importar em ficar deitado. Reparei momentaneamente no cômodo, em comparação aos lugares que eu costumava viver, era bem pequena, mas era mais aconchegante, com certeza.
- Uma sopa não seria nada mal. – Dei de ombros, seria bom ficar aquecido por dentro também. Ela parecia não querer me deixar ali sozinho, então revirei os olhos.
- Eu vou sobreviver, com você dois minutos longe de mim. Já suportei os bastante. – Soltei uma risada baixa e ela pareceu convencida.

Assim que se afastou, joguei o cobertor de lado e me estiquei para pegar o violão que a loira havia arrancado de mim, tirei ele da capa improvisada e coloquei no colo arrumando-o e dedilhando para verificar se estava em ordem, tudo o que eu não precisava era de um violão desafinado. Quando a garota voltou com a sopa, que cheirava muito bem, já me olhou feio e eu retribuir o olhar.
- Já que você não quer falar, eu vou te mostrar o que fiz pra você... E nem “mas” e nem meio “mas”, senta e me escuta. Que depois eu prometo me curar. – Dei de ombros e ignorei a tentativa dela de me questionar, começando a tocar a música que originalmente foi feita pra ela, não me importava tanto se ela fosse gostar ou não, pra mim o mais importante era que ela escutasse, eu estou preparado pra qual seja a reação.

- And when you smile, the whole world stops and stares for a while cause girl you're amazing… Just the way you are…[/i]- As ultimas notas saíram e só então eu abri os meus olhos, eu menti quando disse que não me importaria com a reação dela. Depois que comecei a tocar tornou-se difícil olhar pra ela e me concentrar no que estava fazendo, a doença estava mesmo me deixando lerdo. Encarei a garota a minha frente, suspirei e fiquei esperando suas palavras.





##

Interação: Jully
Extra: Demorei tanto pra sair isso, sorry ): Qualquer coisa eu mudo. ♥
Música:
 



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Julliet Cooper
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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Qua Dez 14, 2011 1:46 am


you here?
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Acho que nem em meu melhor sonho isso teria acontecido. Quero dizer, Nicholas sempre aparece de surpresa, mas ele nunca conseguirá causar o efeito que Fred causou em mim.

E por alguns segundos tudo estava perfeito, tirando o fato que eu me sentia uma idiota por ter ignorado Fred por tanto tempo, eu deveria ter sido mais sábia e ter conversado com ele sobre o assunto, porque ao que tudo parecia, eu havia cometido um grande e terrível engano.

Então Fred começou a tossir, e só ai eu percebi que ele não parecia nada bem. Esqueci completamente que eu estava "brava" com Fred, porque agora nada mais tinha importância, exceto que Fred ficasse quente e que a tosse parasse. Talvez eu tenha parecido minha mãe um pouco, forçando o garoto a deitar-se e cobrir-se, e talvez mais ainda ficando perto dele o tempo todo. Ofereci uma sopa, porque Dingle sempre dizia que sopas esquentavam mais rápido do que caldeirão de estanho.

- Uma sopa não seria nada mal. - eu dei um sorriso de satisfação, ao menos não teria que obrigá-lo a comer nada.
- Certo, já vou pedir para Dingle trazer um prato para você. - eu arrumei outra vez o cabelo dele, mas não fiz nenhum outro movimento. Não queria sair de perto dele, e se ele começasse a tossir novamente? E se ele fosse embora? Quero dizer, ele não iria embora, iria? Ele revirou os olhos.
- Eu vou sobreviver, com você dois minutos longe de mim. Já suportei os bastante. - eu corei um tanto, porque não quis imaginar no quanto ele devia me odiar por ter agido feito uma tonta por meses. Eu dei um sorriso sem graça e o encarei de novo.
- Tudo bem. Mas não se mova, ok? - eu ainda hesitei um tanto antes de me levantar e seguir para a cozinha.

Eu fiz tudo quase correndo, só não corri realmente porque fiquei com medo de acabar estragando alguma coisa. Peguei um prato fundo e enchi com a sopa, quase que peguei um prato para mim também, porque ela estava com um cheiro tão bom e parecia tão gostosa.

Quando voltei para a sala, Fred estava sentado e segurando seu violão. Eu não acreditava que ele estava se esforçando tanto, quando deveria ficar deitado se aquecendo. Eu olhei bem feio para ele, mas Fred me olhou assim também. Acho que não sei ser ameaçadora.

- Fred, você não dev - mas eu entendi que ele não me deixaria falar.
- Já que você não quer falar, eu vou te mostrar o que fiz pra você... E nem “mas” e nem meio “mas”, senta e me escuta. Que depois eu prometo me curar. - eu abri a boca várias vezes, mas não soube o que dizer. Estava mais do que claro que ele não ia desistir de tocar, e pode parecer egoísmo, mas eu queria ouvi-lo, mesmo estando preocupada com ele.

Eu coloquei o prato de sopa sobre a mesinha da sala e me sentei ali mesmo, ficando de frente para o garoto. Ele devia, pelo menos, jogar o cobertor nas costas para ficar mais quentinho enquanto tocava.

Fred começou a dedilhar alguns acordes, e eu acabei reconhecendo-os, eram os mesmo da música que ele havia tocado para Kathe. Me lembrar daquilo fez com que eu me sentisse estranha, algo mexeu-se de forma irritada dentro de meu estômago e eu acabei abaixando a cabeça, porque não conseguia encarar o garoto.

E então ele começou a cantar, e foi como se uma corrente elétrica tivesse me acertado em cheio, porque cada parte de meu corpo arrepiou-se. Quando ele chegou no refrão, eu finalmente consegui olhá-lo, e nunca terei como descrever como Fred estava lindo tocando. Nunca terei como descrever como Fred é lindo fazendo qualquer coisa, mas isso é meramente detalhe.
Comecei a prestar atenção de verdade na musica, e conforme eu ia compreendendo-a, eu senti meus olhos ficarem olhados, algo tão forte tomou conta de mim que eu não consegui me segurar, a música era tão linda, e Fred a cantava de uma forma tão verdadeira que foi impossível não me sentir tocada. Quando percebi, eu estava chorando, e sorrindo ao mesmo tempo, porque eu sentia que jamais conseguiria ficar brava de verdade com Fred, porque ele era especial, ele era incrível e somente ele seria capaz de viajar doente em cima de um hipogrifo e insistir tanto para que eu ouvisse sua música.

- And when you smile, the whole world stops and stares for a while cause girl you're amazing… Just the way you are… - ele abriu os olhos e eu me perdi no mar azul deles quando Fred me olhou. Eu queria ter falado alguma coisa, feito alguma coisa, mas especialmente, queria ter parado de chorar. Eu tentei enxugar algumas lágrimas, e mesmo que eu estivesse sorrindo, mesmo que eu não estivesse triste (muito pelo contrário), elas teimavam em rolar incansavelmente.
- Fred, isso... Fred, eu... - minha voz estava tão fraca e tão falhada que eu achei melhor me calar, jamais conseguiria falar estando daquele jeito, querendo rir e chorar ao mesmo tempo.

Fred descansou o violão no sofá e veio sentar-se ao meu lado, eu não conseguia mais tirar meus olhos dele, mas também não conseguia parar as benditas lágrimas. Eu devia estar parecendo muito, mas muito boba por chorar desse jeito, ainda mais por estar chorando E sorrindo ao mesmo tempo, estranho, não?
Fred passou a mão pelo meu ombro, me puxando para mais perto dele, e eu senti meu estômago gelar novamente quando ele me tocou. Agora eu não conseguia falar nada porque estava perdida nos olhos do garoto, que mesmo demonstrando cansaço, me olhavam de um jeito diferente, me prendiam ali. Fred enxugou minhas lágrimas, e eu fiz força para parar de chorar, porque não era preciso.

- Você entende agora? Entende que é a única pra mim? - eu não consegui falar nada, só concordar freneticamente com a cabeça, eu me sentia tão culpada, tão tola por ter tirado conclusões precipitadas, tão envergonhada por tê-lo ignorado, mas acima de tudo isso, eu me sentia bem, porque eu era especial para Fred, eu era única para ele, e nada no mundo poderia me causar uma sensação melhor do que esta.

Acho que eu estava tão estática que nem consegui me mover direito, então Fred me abraçou, e ao fazer isso, eu comecei a chorar de novo. Não entendo por que chorava tanto, mas uma coisa eu sabia: não queria que aquele abraço terminasse jamais.
Fred acariciava meus cabelos e me abraçava forte, eu não precisava de nada além daquilo, e aos poucos eu fui conseguindo prender o choro sem motivo.

Quando finalmente havia parado de chorar, eu desfiz um pouco o abraço, segurei nas mãos dele e olhei nos olhos de Fred novamente. Eu tive que sorrir quando o olhei, dei uma bagunçada no cabelo dele enquanto ria levemente e então suspirei.

- Você pode me desculpar? Por ter sido tão tonta? Eu não devia ter me afastado de você. Nunca. - eu me inclinei para perto de Fred e quando eu me toquei do que estava fazendo, já havia dado um rápido selinho no garoto. Acho que nunca fiquei vermelha tão rápido, eu desviei os olhos para o prato de sopa e o peguei em minhas mãos - D-desculpe, Fred. E obrigada pela música, ela ficou linda, linda demais. - eu passei o prato de sopa para as mãos dele e ajeitei uma mecha de cabelo atrás de minha orelha, encarando ele timidamente e eu juro que tentei voltar para minha cor normal - Você prometeu se curar, lembra? Coma um pouco agora, por favor. - eu peguei o cobertor e joguei sobre as costas de Fred, acho que agora eu queria fazer qualquer coisa, menos ficar parada me sentindo envergonhada perto dele.


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tags: Frederico Norways I clothes: you here? notes: milanosdepois eu posto x.x o final ficou corrido e tenso, eu sei, mas tentei colocar a vergonha dela e como ela tentou fazer tudo rapido demais por estar com vergonha :x this template was made by petit désir! at oops!.

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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Qua Dez 21, 2011 11:48 pm




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##





Não é nada fácil convencer Jully quando ela está realmente preocupada, tive que lutar muito contra seus lindos olhos preocupados pra poder me sentar e começar a tocar a canção que fiz, fiz pensando no seu jeito e em como me sentia perto dela, fiz a canção já que não conseguia dizer.
Durante toda a música eu permaneci de olhos fechados, sei que é totalmente bobo e infantil da minha parte, está diante dela me declarando e não conseguir olha-la, mas eu o medo da sua reação era maior, assim como tinha medo de me desconcentrar e errar tudo. Agora que havia acabado de cantar, me senti quase aliviado! Era como se tivesse finalmente desentalado com todas aquelas palavras que me deixavam tão bobo.

Quando tomei coragem e voltei a olhar Julls, seus olhos estavam vermelhos e lágrimas escorriam pela sua bochecha, será que havia sido tão ruim assim? Mas não parecia, não parecia isso quando eu a olhava. Na verdade eu fiquei sem saber o que fazer! A menina solução e tentou dizer alguma coisa, mas não conseguiu.
Coloquei o violão sobre o sofá e me levantei, sentando ao lado dela. O que me deu coragem e me aliviava era o sorriso em seus lábios, um bom sinal... Né? As pessoas também choram de felicidade e o meu coração ansiava pra que esse fosse o sentimento que tomasse Jully. Passei os braços pelos seus ombros e puxei a garota pra mais perto, como era bom sentia-la junto a mim, sentir o seu cheiro e deslizar a mão pelos seus cabelos loiros e macios. Mantive todo o tempo meus olhos nos dela, mesmo vermelhos continuavam a ser os olhos mais lindos. Deslizei meu polegar pela pele macia da sua face, enxugando inutilmente as lágrimas, por que logo vieram outras, mas estavam parando aos poucos e abri um sorriso no canto dos lábios.

- Você entende agora? Entende que é a única pra mim? – Era a verdade, sempre vivi rodeado de garotas, cresci e vi muitas meninas lindas, mas nunca uma havia sido tão especial para mim como Julliet. Elizabeth era mais como outra irmã pra mim, e odiava quando meus pais diziam coisas tolas como nós sermos um casal bonito... Diziam isso por que não me viram junto de Jully, por que eu me sentia melhor, mais forte, mais calmo, mais confiante quando estava com ela... Julls é tudo o que eu preciso.

A menina balançou a cabeça afirmando que entendia agora, me senti ainda mais aliviado do que antes. Katherine é uma garota maravilhosa, gentil e inteligente e também a minha melhor amiga, apenas. Abracei Jully com força, por que não poderia deixa-la escapar novamente, e assim ficamos por um tempo, que não sei dizer quanto foi.
O abraço foi afrouxado por ela e eu me afastei, voltando a observa-la, fiz mais um carinho em seu rosto antes de ter a mão segurada, por ela.
- Está tudo bem Julls, foi um mal entendido. – Completei abrindo outro sorriso, estava atento aos olhos dela e só percebi a sua aproximação quando senti seus lábios nos meus, de um jeito tímido. Foi rápido, mas foi o suficiente pra uma descarga elétrica incrível viajar por todo o meu corpo, fiquei com a postura rígida e senti o meu sangue descer todo até os meus pés e voltar até o meu rosto, tudo de uma vez e foi a melhor sensação de todas.
Eu demorei um pouco pra retomar a minha consciência, queria segurar o rosto dela e dar muitos e muitos beijos só pra sentir aquilo novamente, mas seria rude fazer isso dentro de sua casa, e mesmo antes que eu pudesse ela se desculpou e me passou o prato com a sopa, eu soltei uma risada baixa e acenei com a cabeça.

- Não tem por que se desculpar, e se eu prometi... – Não seria esforço nenhum, a sopa parecia tão deliciosa que a minha barriga roncou quando o cheiro subiu até as minhas narinas, provei a sopa soltando um sonoro: “huuuum”,e continuei a comer enquanto ela me observava.
Assim que terminei de comer me dei conta da hora e disse que teria que ir, mas Jully insistiu que eu ficasse um pouco mais e assim o fiz. Deitei a cabeça sobre as suas pernas e sorri, pedindo que ela me contasse como vinha passando seus dias, e junto ao cafuné que ela fazia o sono foi chegando de um jeito incontrolável, fecharia os olhos e descansaria só um pouco... Só um pouquinho.


--##


Acordei com a claridade contra o meu rosto e me levantei bem devagar ao me dar conta que já havia passado da hora de ir. Quando me ergui, Jully estava com a cabeça apoiada no sofá e adormecida, não queria acorda-la do sono que parecia tão tranquilo. Peguei o cobertor que antes cobria a mim e coloquei sobre ela, dando um beijo demorado em sua testa, e fiquei ali observando seu sono calmo por alguns minutos.
Sem mais delongas, rodei um pouco pela sala até encontrar papel, pena e tinta, então escrevi um bilhete pra ela:


“Desculpe não te acordar, mas você dormia como um anjo. Espero que nos vejamos em breve, se minha mãe me deixar com vida. Obrigado pelos seus cuidados, você foi o melhor remédio.

Com amor,
Fred.”



Deixei o bilhete sobre a mesa, e saí com cuidado pra não alarmar ninguém, quando cheguei ao lado de fora Scott estava ali, o grifo se levantou rapidamente e eu caminhei na direção dele, com o violão nas costas.
- Vamos lá amigão, ou vossa majestade Luísa fará de nós, o próximo banquete real. – O animal empurrou o bico contra a minha mão e eu ri baixo, subindo nas costas dele e olhando mais uma vez pra casa da menina, não me importaria se minha mãe cortasse minha cabeça... Valeria a pena.
O animal correu e logo estava planando, enquanto eu me lembrava do beijo que havia ganhado, era isso... Aquela sensação de está perto do céu, Jully me deu com um simples toque nos lábios.






##
Citação: Katherine e Elizabeth
Interação: Jully
Extra: Não gostei, demorei pra ficar isso. Me desculpa D:

AÇÕES FINALIZADAS



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MensagemAssunto: Re: Residência dos Cooper - Toronto, Canadá   Seg Dez 26, 2011 3:43 am


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Nunca, em toda a minha vida, me senti tão envergonhada. Mas estar envergonha não significa estar arrependida, não é? Porque, bem, eu não estava, entende? Eu só não esperava que a sensação de um rápido beijo seria tão boa, mas eu estava envergonhada porque... Eu não sei direito, ainda estou meio boba pra pensar, ok?

- Não tem por que se desculpar, e se eu prometi... - me senti mais aliviada ao ver que Fred iria comer.

Eu fiquei observando o garoto, e quando ele provou da sopa e fez um "hummmm" eu dei uma risada baixa. Não disse mais nada, mas o silêncio não foi incômodo. Estar perto de Fred jamais seria um incômodo, estando silencioso ou não.

Assim que terminou a sopa, Fred disse que teria que ir embora. Já era tarde, isso era bem verdade, mas um pequeno desespero tomou conta de mim, eu não queria que ele fosse, não queria que ele fosse nunca.
Eu insisti para que o garoto ficasse comigo, e acabei vencendo. Me sentei no sofá e Fred deitou-se, repousando a cabeça em meu colo. Minha barriga gelou com seu sorriso e eu me perdi instantaneamente em seus olhos azuis. Ele queria saber sobre meus dias, não eram muito legais, mas eu contei tudo. Contei das brincadeiras com Jackson, contei sobre os passeios com meu pai e das histórias que minha mãe me contava antes de eu dormir. Eu ia falar sobre as minhas histórias, mas ainda não havia nenhuma especial para eu mostrar ao Fred. Eu mexia com o cabelo do menino, tão leve e macio, e acho que isso causou algum efeito de sonífero nele que, juntando ao quanto ele parecia cansado, fez com que Fred dormisse. Eu dei uma risada baixa e um beijo na testa dele. Puxei melhor o cobertor para que Fred ficasse aquecido. Continuei brincando com o cabelo dele, e aos poucos meus olhos foram ficando pesados.


Acordei com alguém me cutucando levemente. Eu abri meus olhos e vi minha mãe, mas nada de Fred. Eu esfreguei os olhos e espreguicei, olhando ao redor.

- Tivemos um contratempo na casa de sua tia, filha. Você ficou bem? - eu olhei para ela e sorri.
- Sim mamãe. Mas, onde está Fred? - eu me levantei, talvez Fred estivesse na cozinha, ou no banheiro, ou talvez lá fora. Minha mãe arqueou uma sobrancelha.
- Fred? O nome do seu amigo não era Nicholas? - eu ri e neguei com a cabeça.
- Não mamãe. Nicholas é um outro amigo. O Fred é... Diferente. - eu suspirei e minha mãe riu.

Então eu olhei para a mesinha da sala e vi um pedacinho de papel com uma letra que eu conhecia. Fred havia me deixado um bilhete. Fiquei preocupada com a mãe dele, esperava que Fred não se metesse em encrencas por minha causa, mas quando li as duas últimas linhas, um sorriso tão grande espalhou-se pelo meu rosto que eu acabei esquecendo de minha preocupação. Eu pressionei o pequeno pergaminho contra meu peito e suspirei de novo, talvez as coisas começassem a ficar melhores, e com ou sem Hogwarts, eu daria um jeito de ver Fred novamente. Eu não tinha um hipogrifo, mas aprenderia a aparatar sozinha se fosse preciso, só para vê-lo de novo.


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