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 23.12.1805 - Blood Feather - RP Fechada

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Angus Mayfair
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MensagemAssunto: 23.12.1805 - Blood Feather - RP Fechada   Sex Nov 02, 2012 5:43 pm

RP Fechada
- Blood Feather -


Angus Mayfair


Nina Gilbert

23 de Dezembro de 1805
Manhã - Travessa do Tranco

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Angus Mayfair
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MensagemAssunto: Re: 23.12.1805 - Blood Feather - RP Fechada   Sab Nov 03, 2012 12:03 pm



- Blood Feather -

Tudo bem, confesso que convencer papai e mamãe de que eu precisava ir realmente com eles ao Beco Diagonal não foi fácil. Quer dizer, desde pequeno eu sempre achei essa história de fazer compras de Natal um porre gigantesco, pra do nada eu simplesmente me interessar? Bem... Que Merlin me perdoe, mas tive que arrumar a desculpa mais esfarrapada do mundo. E foi muito menos fácil pedir a chave do meu cofre particular em Gringotes "Sim, fizeram uma poupança pra mim! Sou uma Mayfair com posses baby! ;D".

- É que tem uma coisa que eu queria comprar... – não era mentira. – Pra uma garota. – na verdade era “de uma garota”, mas isso eram detalhes. Essa era a desculpa que eu dera hoje no café da manhã. Mamãe começou a dar pulinhos, dizendo que queria conhecer a nora, mas depois fechou a cara e perguntou se ela era trouxa. Já papai respirou aliviado, cá entre nós acho que ele não tá levando fé no futuro da família Mayfair dependendo de mim depois daquela confusão do ano passado.

Bem, lá estávamos nós. Tínhamos acabado de aparatar em pleno Beco Diagonal, e a visão daquele lugar me trouxe estranhas lembranças de quando eu chegara ali para comprar meu material de Hogwarts. Nada parecia ter mudado. Exceto que agora os bruxos andavam por aí de gorros, tudo estava estranhamente branco por causa da neve que caía, haviam pinheiros de natal nas vitrines das lojas, enfeites meio bizarros e um Papai Noel rebolando ao som de Opera Rock na Floreios & Borrões, anunciando o lançamento de “Vida de Leprenchaunete”.

- Você tem certeza de que não quer uma ajuda, filho? – mamãe estava sorrindo boba desde que eu falara da menina. – Eu posso te ajudar a escolher algo bem legal pra garota e...

- Não precisa mãe, eu já sei o que comprar. – menti com a cara mais lavada do mundo.

- É a Pandora, né? – virei a cabeça com os olhos esbugalhados pra uma mamãe sorridente.

- Não, não é! – cada uma viu! u.ú Nem se pode mais arrumar namoradas imaginárias que já te querem juntar com Pandemônio Madley. – Eu ainda não estou com problemas mentais pra fazer pacto com o demônio sardento do sétimo inferno, mãe. Obrigado!

- Mas filho, ela até que ela é bem jeitosinha... – eu não to escutando conselhos amorosos do papai, eu não estou! Senhor Merlin, me proteja! Eu sei que rola esse negócio de pais arrumarem casamentos ainda, mas quando eles vão entender que a coisa não funciona assim pra mim? x.x

- Jeitosinha até te pendurar pelas cuecas nas ameias da torre de Astronomia, tentar te causar um traumatismo craniano te empurrando das escadas do 7º andar ou te estrangular por acidente enquanto te ajuda a se fantasiar de múmia pra o Halloween. Não obrigado! – me virei pra eles, estendendo a mão direita de dentro dos bolsos. – A chave. – papai revirou os olhos meio contrariado (ele não aprovava a idéia de me dar liberdade financeira), e mamãe com um sorriso bobo ainda na cara e me estendeu a chave do cofre. – Juro que não vou beber poções desconhecidas, nem traficar ou cheirar pó de flu e também não vou pra um show das Esquisitonas. Não me esperem, vou voltar direto pra casa.

Peguei a chave, guardei no bolso e me distanciei pra despistar. Fingi me interessar nas coisas na Artigos de Qualidade para Quadribol, olhei um cachecol feito de pele de pelúcios em exposição na Madame Malkins e depois disfarcei me interessar por um kit de poções em chumbo na vitrine da Mullpeppers. Papai e mamãe logo sumiram do mapa, provavelmente se enfiando em alguma loja de quinquilharias pra presentear a família. Me esgueirei lentamente até uma esquina meio suspeita, com uns bruxos estranhos murmurando com uma megera vendendo pedaços sangrentos numa bandeja de prata, me enfiei pela ruela lateral.

Vocês podem estar se perguntando o que um garoto de família como eu está fazendo entrando em um lugar suspeito como esses. Sim, aquilo na lata de lixo é um gato morto, e sim, aquela marca com o chapéu pontudo de giz no chão indica possivelmente a localização de um homicídio. Mas a Travessa do Tranco tinha sido o lugar combinado pra eu pegar minha... “Encomenda”.

Sai caminhando decidido pelas vielas estreitas, com gente suspeita me observando. Mas não olhei para elas. O segredo pra passar despercebido na Travessa do Tranco era simplesmente não olhar diretamente pra ninguém, não falar com ninguém, e principalmente, não parar de andar. Tio Arquibaldo, por exemplo, certa vez veio comprar uma garrafa de sangue de dementador, pra envenenar uma vila trouxa, assim, só pra distrair os ânimos numa brincadeira saudável de dia das bruxas, daí olhou torto pra uma megera e panz! Saiu da Travessa do Tranco sem um rim, metade do fígado, castrado, com sérios transtornos de gênero e achando que seu nome era “Amarilis, a fadinha da primavera”. Foi trágico!

Eu, cá entre nós, estava indo encontrar uma tal de Nina. Uma bruxa aí do mal que eu consegui o contato através do Seth. Aliás, nem me perguntem como meu companheiro de quarto conhece gente assim... Tecnicamente o tutor dele é Ministro da Magia, mas Seth também andava por aí fazendo as mandingas da vida, isso daria altos boatos pro Profeta Diário. A questão era que a tal bruxa iria me fornecer a pena de sangue que eu precisava para desvendar o diário do vovô. O professor Darius no fim das contas até que me deu uma ideia melhor das coisas, e quando eu parei pra ler com um pouco mais de atenção, descobri outro detalhe. O diário de vovô, além de escrito a sangue, era na verdade um livro de desafios... Tipo um livro de palavras cruzadas feito para ser respondido, só que mais dark. Daí tu me diz: cara, seu vô tinha passatempos muito macabros, e eu digo: pois é. Mas todo desafio tinha uma recompensa no final, e algo me dizia que eu devia chegar ao fim daquela história.

O lado ruim é que a bruxa das trevas aí era uma estelionatária safada, cobrar 500 galeões por uma pena de sangue? Pois é! Onde já se viu? O tenso era que não haviam outras fontes desses tipos de produtos por aí, e sem falar que nunca venderiam aquilo para mim sem fazer muitas perguntas. E como professor Darius dissera: “Magia de sangue é vista por muitos como magia negra.” A chance de eu ir parar em Azkaban se me vissem comprando isso por meios lícitos era alta. Parei perto da esquina da Taberna do Enforcado (cá entre nós, um botequinho tenso de gente mais tensa ainda), e me encostei na parede, puxei o capuz da minha jaqueta sobre a cabeça e fiquei esperando. Era ali o ponto de encontro.

- Não, valeu gata. Não tô interessado. – meneei a cabeça quando uma moça morena, de batom escuro e roupas curtas veio se encostando em mim “Nesse frio, senhor Merlin? O.O Alguém aí ainda vai me desvendar o genoma das piriguetes!”. – Tô esperando alguém, você pode dar licença? – ralhei um pouco mais nervoso, puxando lentamente a varinha. Qual é? Todo mundo sabe dos boatos das bruxas-que-eram-bruxos que se agenciam por nuques pela Travessa do Tranco! Quando você menos espera, o pastel de carne é de calabresa, a empada de abóbora tem um palmito no meio e elas/eles te esfaqueiam e carregam seus galeões. – Ah, é você? – olhei desconfiado pra tal Nina. Pra uma bruxa das trevas ela bem que estava com tudo em cima... E FOCO ANGUS! – Sim, eu trouxe. Você não achou que eu andaria com uma mochila com 500 galeões tilintando por aí, não é? – mostrei a chave do meu cofre pra ela. A bruxa fez menção de pegar... – Só que antes. – e afastei a mão. – Você me mostra a pena. – guardei a chave no bolso interno da blusa e novamente deixei a mão cair no bolso, discretamente, segurando a varinha. – Depois você vem comigo ao Gringotes pegar seu pagamento.

É, eu sabia fazer negócios. A bruxa meneou a cabeça, me xingou e me fez uma ameaça. Permaneci impassível e inflexível, apenas arqueei a sobrancelha. Meu nome é Angus-Zé-Pequeno! =P Nina abriu a sacola que carregava, dentro havia uma caixa em veludo negro. Ela abriu lentamente e dentro pude ver uma pena, com um bico afiado e anavalhado. Sua ponta parecia levemente escarlate. Era realmente uma pena de sangue.

- Certo. Agora a minha parte do trato. – a bruxa não entregou a pena de sangue. Guardou-a novamente. – Vamos. – e sai caminhando de volta ao Gringotes. Por todos os céus, eu só esperava que meu plano desse certo... x.x

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Nina Gilbert

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MensagemAssunto: Re: 23.12.1805 - Blood Feather - RP Fechada   Sab Nov 10, 2012 10:23 pm

O dia de Nina se encontrar com seu cliente para lhe entregar a pena de sangue havia chegado lenta e arrastadamente. Conseguira o produto com muita relutância do vendedor, mas nada que algumas ameaças e modificação em sua mente não ajudassem. Desde que a moça recebera a carta de Angus dizendo-lhe que ficara sabendo de sua existência através de Seth, só pensava em como iria punir o moleque. Talvez arrancar a língua da boca de uma forma bem dolorosa fosse uma boa ideia...

Nina terminava de se arrumar nos aposentos de Damian de um modo um pouco diferente do que geralmente fazia: ao invés de um vestido longo, colocou um que mostrava as pernas. Se cobriu com a costumeira capa preta, e passou um batom vermelho escuro nos lábios. Quando ficou pronta, apanhou a bolsa contendo a mercadoria e foi para o local de encontro.

Aparatou em uma pequena loja que vendia artigos de Magia Negra. O vendedor não se encontrava no balcão, e não havia mais ninguém no local para se preocupar em ser vista. Saiu, e se dirigiu para a Taberna do Enforcado. Angus já estava lá. ”Excelente!” – pensou a Death com ar de satisfação.

- Não, valeu gata. Não tô interessado. Tô esperando alguém, você pode dar licença? – Disse o garoto não a encarando. Nina levantou a sobrancelha e cruzou os braços à frente do corpo.

- Olha como fala, moleque! Não é assim que se trata sua compradora. – ralhou ela - Trouxe o dinheiro?

O garoto respondeu que sim e lhe mostrou uma chave. Provavelmente a chave de seu cofre no Gringotes. Nina levantou a mão para pegá-la, mas Angus fora mais rápido e a afastou.

- Mas que moleque abusado! –disse a mulher brava assim que ele fez a proposta dela acompanha-lo até o banco . Estava começando a perder a paciência. - Não sabe com quem está se metendo, garoto! Poderia lhe atacar aqui mesmo, deixando-o tão desnorteado que não saberia quem é, se quisesse. Já vou lhe avisando: tome cuidado. Não sou tão boazinha quanto pareço! – Angus veria quem Nina realmente era se a deixasse irritada, o que não seria nada bom. Por fim, ela abriu a bolsa que trazia consigo e mostrou-lhe rapidamente seu conteúdo, fechando logo em seguida. Não queria levantar suspeitas.

Após o garoto se certificar de que ela realmente tinha a pena, a Death Knight o seguiu até o Gringotes. Resolveu manter uma postura natural, levando em consideração todo o seu passado conturbador. Chamaria muita atenção se colocasse o capuz e andasse por aí com um moleque de 16 anos. Sem que ele percebesse, cobriu o braço direito com a capa e puxou a varinha por precaução. Em sua lista de prioridades, a própria segurança se encontrava no topo, e não iria se arriscar por nada. Nem por aquele garoto.

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Angus Mayfair
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MensagemAssunto: Re: 23.12.1805 - Blood Feather - RP Fechada   Qui Nov 15, 2012 11:35 pm



- Blood Feather -

Neste exato momento vocês devem estar pensando: Santo Merlin! Esse muleque tem esterco de hipogrifo no lugar do cérebro? Tá certo, não culpo vocês. A primeira impressão é realmente estranha, papai e mamãe realmente me matariam se soubessem que eu estou levando uma bruxa das trevas ao meu cofre no Gringotes. Mas era tudo parte do plano... Quer dizer, eu tinha esperanças de que o plano desse certo, senão eu ia me ferrar lindamente.

Sim, esse sou eu andando pelo meio da Travessa do Tranco com a mulher dumal me seguindo. Tentei evitar falar e só me virava pra indicar pra ela qual lado seguir com um aceno de cabeça, embora aquilo fosse mais para me certificar que ela ainda estava as minhas costas sem uma varinha pronta pra me dar um Avada do que outra coisa, afinal todo mundo sabe onde fica o banco dos bruxos. Virei a cabeça novamente para frente, e então a bruxa colou em mim.

- Uou! Por... Por que isso agora? – perguntei baixinho quando a bruxa enroscou seu braço em torno do meu. – Precaução? Você por acaso acha que eu chamei aurores para me seguirem? Puff... – revirei os olhos contrariado. Ótimo, agora eu corria o risco de ser um refém de uma bruxa das trevas gatinha. "Droga! Nem se pode mais contrabandear itens das trevas em paz sem desconfiarem de você. u.u"E você não acha que vão estranhar se eu entrar no banco com uma bruxa mais velha que eu se passando por minha namorada? – não, eu não entrei em pânico ainda pra contratar mulheres pras minhas necessidades. Sou um Mayfair de respeito, ok? A bruxa puxou discretamente a varinha do bolso com um sorriso meio sádico e aí sim eu gelei. Aquela era a resposta dela. – Ok, então. – fechei a boca e não falei mais nada.

Finalmente saímos no Beco Diagonal. O movimento aumentara e mais bruxos circulavam entre as lojas e eu agradecia mentalmente por isso. Porque se papai ou mamãe me vissem andando de braços dados com uma garota não pensariam duas vezes em ir infernizar com perguntas. Eu podia até escutar mamãe falando "Mas você não é trouxa, é?" E naquele caso, só Merlin sabia o que podia acontecer. A bruxa apertou o meu braço antes de pisarmos na soleira do Gringotes, sob o olhar dos bruxos de guarda. Olhei de esguelha pra ela sem entender. Ela estava apertando meus bíceps? O.o Ôh produção pára tudo ae! Não incluímos assédio nesse negócio! Tudo bem que eu não sou um cara de se jogar fora, tô até malhando nas masmorras ultimamente, mas nem eu tava sabendo que as gatinhas das trevas piravam em mim... O.O Yeah! I’m king baby! ;D

- Cof... Cof... – tossi pra chamar a atenção dela. – Acho melhor você me soltar, enquanto eu peço para ir no cofre... – murmurei, talvez fosse a quantidade de duendes nos olhando de cima dos gabinetes, pesando as pedras e moedas, mas a bruxa parecia mais receosa e apertava com mais força o meu braço... – Obrigado amor. – falei um pouco mais alto e puxei o meu braço.

Pedi para um duende a consulta ao cofre. Passei a chave para ele por cima do gabinete, ele a apanhou e a averiguou com os olhos porcinos dele. Notei que a mulher também observava a análise do duende, naturalmente se eu tivesse enganando ela com a chave, o duende falaria, e panz! Mãos pra o alto, sangue no chão e patê do herdeiro Mayfair pelas paredes do banco. Obviamente estava tudo certo e logo estávamos dentro de um vagonete com o duende guiando.

A bruxa olhava tudo de cima a baixo. Naturalmente que ela poderia dar conta de mim e do duende, e só então me dei conta da burrada que estava fazendo: arrastara uma bruxa das trevas delinquente para dentro de um banco cheio de riquezas, cofres e toda a fortuna dos bruxos da Grã-Bretanha! “Yeah Angus! Parabéns! Você é o tapado do século! x.x”

- Acho que chegamos. – falei novamente, quando o vagão parou e a bruxa olhava para todos os lados. O duende pulara com a minha chave e abria a porta do cofre de pedra. – Nenhum alarme tocou... – falei baixinho. - Agora você pode soltar o meu braço ‘mô? – ralhei mais alto novamente. O duende me olhou de canto. – Ela fica enjoada, sabe como é...

O duende deu uma risadinha murmurando “Mulheres, meninos e galeões...”. Calma ae, ele tá pensando que eu sou um mauricinho com uma menina mais velha por causa do dinheiro?! Ò.Ó “Duende duma figa! ¬¬” Sou um Mayfair de família, tudo bem que tenho posses, mas conquistamos garotas puramente com nosso poder de sedução, ok? u.u Finalmente o cofre se abriu, o duende se afastou em direção a um cofre com barulhos estranhos dentro (que parecia ter alguém trancado... Hun! Idéias...) e a bruxa pulou dentro antes que eu pudesse ver, metendo a mão na montanhas de galeões.

- Tudo o que combinamos, pode contar. – adverti baixinho e me esgueirei até a porta, enquanto a bruxa enchia a bolsa a tiracolo com as moedas de ouro e avaliava a quantidade.

E por mais que o instinto de Pandemônio Madley tenha me feito ficar tentado a empurrar a porta do cofre com ela dentro, me contive: ela ainda estava com a pena de sangue. Mas eu precisava agir rápido. Me esgueirei até a porta do cofre e tirei a chave do trinco, puxei a varinha, pensei no feitiço e o executei “Geminio!”. Graças a Merlin eu era dos melhores alunos em Feitiços! “Tenho que agradecer a professora Sunny pela aula de encantamentos não verbais...” A chave se duplicou sem que a bruxa visse, e a cópia, visualmente igual, brilhava a luz das tochas da caverna sob a minha mão.

- 500 galeões foi o que combinamos. – falei mais alto, chamando a atenção da bruxa, com a mão tremendo no bolso da jaqueta, onde escondi a chave original e a varinha. – Nenhum a mais e nenhum a menos... É exatamente o que tem aqui dentro. Agora a pena... – estendi a outra mão com a chave falsa. – E a chave é sua.

A bruxa se aproximou e murmurou alguma coisa. Senti um frio subindo a minha espinha. Apanhou a chave na minha mão e na menção de apanhá-la, escorregou a sacola para o meu pulso, enquanto se aproximava para falar algo em meu ouvido, com um beijo que senti gelado no meu pescoço, a mão dela tateou o meu peito... “E aqui jaz Angus Nymerus Mayfair, em seu cofre vazio e cujo corpo foi encontrado com sinais de abuso sexual. x.x” Mas o toque dela rapidamente se afastou, com a chave falsa e respirei aliviado. A bruxa passou por mim e pulou no vagonete, tocando-o com a própria varinha e disparando Gringotes acima.

- Ela não estava passando bem e subiu antes. – falei para o duende, quando ele voltou e perguntou pelo vagão em que descemos. Por sorte um vagão passava na hora e subimos de carona com um duende de cavanhaque e nariz com formato de bico de gralha. Eu estava aliviado: finalmente tinha a pena de sangue.

Quando sai do banco, respirei fundo o ar gelado, a neve caía aos flocos levemente sobre o chão. Um grupo de megeras cantava “Noite do Papai Cruel” e papai e mamãe acenavam para mim do outro lado da rua, sob a aba da Floreios e Borrões. Eles já estavam voltando para casa e eu não precisaria voltar sozinho. Me aproximei deles rapidamente e disfarçando, olhando para os lados para ver se não estava sendo seguido ou se não corria o risco de ser atropelado por uma carruagem de hipogrifos desgovernados; papai perguntou sobre o que eu levava, disfarcei dizendo que era uma pena nova para desenho da aula de TCM, ele virou os olhos contrariado por não ser uma edição da Playwitch e não deu mais atenção. Mamãe já foi mais detalhista e...

- QUEM FOI A BISCATE QUE DEU UM CHUPÃO NO SEU PESCOÇO??? – oh gosh, agora isso eu não sei como explicar... x.x

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Nina Gilbert

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MensagemAssunto: Re: 23.12.1805 - Blood Feather - RP Fechada   Dom Nov 18, 2012 10:51 pm

Os dois seguiram até o Gringotes em silêncio. A Death estava a alguns passos atrás de Mayfair que se virava de tempos em tempos para conferir se a moça ainda estava ali. Enquanto andavam, Nina se aproximou do garoto e enlaçou seu braço no dele.

- Precaução, fedelho. Não quero me meter em uma enrascada por sua causa... Lógico que você iria pagar pelo seu erro, mas... – ela deu de ombros e levantou uma sobrancelha para o adolescente.

-E você não acha que vão estranhar se eu entrar no banco com uma bruxa mais velha que eu se passando por minha namorada? – perguntou Mayfair.

”Que moleque insolente! Como ousa falar comigo desse jeito?” – pensou Gilbert contraindo os lábios em uma fina linha, tamanha sua fúria. Não disse nada, apenas puxou a varinha discretamente de baixo da capa e a mostrou para o sonserino, dando um sorriso de alerta.

- Bom saber que entendeu o recado, pirralho! – falou satisfeita quando ele olhou para frente e se calou.

O movimento do Beco Diagonal estava muito maior do que de manhã. Isso em parte era bom, pois levantaria menos suspeitas: quanto mais pessoas no meio do caminho e barulho ao redor, melhor. Ninguém iria ficar encarando os dois e achando a cena estranha. Nina apertou um pouco mais o braço do garoto ao se aproximarem do Gringotes. Queria ter certeza absoluta de que ele não fugiria tão facilmente. Ao passarem pelos guardas na entrada do banco, não negou que estava receosa, porém conseguiu fingir muito bem sua reação quase esmagando o braço de Angus. Deu-lhe um pequeno beliscão quando a chamou de amor, avisando-lhe que era melhor tomar cuidado com os apelidos “carinhosos” pra cima dela.

Revirou os olhos em sinal de impaciência enquanto o duende examinava a chave do cofre que Mayfair entregara. Queria acabar logo com aquilo. Tinha muito trabalho a fazer além de lidar com um fedelho de 16 anos que achava que podia enganá-la. Ela era muito mais experiente nesse quesito e sabia muito bem o que poderia fazer para puní-lo. Finalmente, após o que pareceu ser uma eternidade para Gilbert, os dois foram guiados para os vagões que davam acesso aos cofres.

A moça permaneceu calada durante o percurso, observando tudo a seu redor e pensando em como gostaria de estar em qualquer outro lugar que não ali. Não demorou muito, e eles chegaram ao destino. A moça fuzilou Angus ao chama-la novamente por aquele apelido ridículo. Soltou o braço dele com irritação e saiu do vagão. Enquanto o duende abria o cofre, Nina aproveitou a oportunidade para dar um peteleco na orelha do sonserino como advertência. Quando ele se virou, a Death somente levantou uma sobrancelha. O recado estava dado.

O duende abriu a porta do cofre, e a mulher se esgueirou lá dentro, pegando o pagamento pelo seu serviço, como haviam combinado. Conforme o garoto avisara, só havia 500 galeões no cofre. Ela apanhou todo o conteúdo e se levantou observando a chave que ele lhe estendia.

- Como se eu fosse precisar disso... – murmurou mais para si mesma do que para Angus. Pegou a chave mesmo assim e lhe entregou a sacola contendo a pena de sangue, se aproximando de sua orelha - É bom não me enganar ”amor”... Sabe das consequências... – falou baixinho para ele, se abaixando um pouco mais de modo a chegar no pescoço do garoto. Plantou ali um beijo enquanto apoiava a mão esquerda no peito dele. Levantou-se, dando um sorriso. Passou por ele, se encaminhando rapidamente para o vagão bem na frente do cofre. Tocou-o levemente com a varinha e saiu dali.

Passou pelo saguão do banco a passos largos e confiantes. A sombra de um sorrido perpassando seus lábios. Ao chegar à rua, caminhou até seu próximo destino. Tinha coisas mais importantes a resolver agora.

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