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 Residência de Damian Palacci - Inglaterra

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Damian Palacci
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MensagemAssunto: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Seg Jan 24, 2011 3:16 am




A residência de Palacci fica em uma vila afastada na Inglaterra. Possui uma grande varanda no segundo andar, onde se localiza o quarto de Damian.

Um grande jardim circunda a casa e, atrás da mesma, existe uma floresta.

Quando não está trabalhando, o jovem aproveita para relaxar no jardim, ou fica em seu escritório.

Aos visitantes, é melhor avisar com antecedência a sua visita. Damian não aprecia surpresas.

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Damian Palacci
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MensagemAssunto: Re: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Sab Abr 09, 2011 10:08 pm

Rp Fechada

Dia:
25/12/1800
Hora: 15h30

Participantes: Damian Palacci

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MensagemAssunto: Re: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Ter Abr 12, 2011 1:06 am

Finalmente eu tinha algum descanso daquela escola. Aqueles alunos me deixavam louco! Não só eles como alguns funcionários também. Dei graças a Merlin por estar em casa no feriado. Olhei pela janela de meu quarto e contemplei a paisagem totalmente branca que havia lá fora. O inverno estava rigoroso esse ano. Mas isso só do lado de fora, pois dentro de casa estava uma temperatura agradável.

Soltei a cortina e virei para o quarto, encarando minha cama. Era verdade que eu estava precisando de um bom cochilo, mas não queria fazê-lo em plena tarde. Rhiannon se encontrava deitada aparentando estar com um tédio quase mortal.

- Não precisa ficar entediada, minha querida. – disse sorrindo e me deitando a seu lado na cama, uma mão acariciando-lhe e a outra atrás da cabeça. Olhei para o teto e procurei esvaziar a mente. De assuntos estressantes, tristes, alegres...tudo. Não queria sentir nada. Não hoje...não agora...

Fiquei uns bons dez minutos tentando obter algum resultado, mas era incrível como Nina invadia meus pensamentos. Toda vez que tentava afastá-la, uma onda mais forte vinha, tornando a lembrança quase vívida demais. Sentei-me na cama devagar e apoiei a cabeça nas mãos, puxando os cabelos para trás. Precisava me manter ocupado. E para isso, não poderia usar magia.

Levantei e fui para a cômoda. Talvez houvessem roupas a serem arrumadas dentro das gavetas. Fiz tudo devagar tentando ficar o maior tempo possível ali. Infelizmente não foi tudo o que esperava: terminei muito antes do planejado. Suspirei e fui para o armário. Havia várias malas na parte de cima do mesmo. Estiquei-me e as trouxe para o chão.

Para meu azar, uma delas estava mais pesada do que o normal, o que resultou num quase permanente dano nas costas. Ela caiu com estrondo a meus pés e se abriu, deixando vários objetos espalhados à sua volta. Abaixei-me para recolher tudo e me espantei ao perceber que eram pertences de Nina.

Grande parte de suas roupas e jóias estavam ali. Peguei cada peça e senti a textura, lembrando-me de como ficavam perfeitas nela. Isso me fez sentir um ardor no peito e nos olhos. Balancei a cabeça para os lados e comecei a guardá-las na mala, organizadamente.

Foi enquanto estava colocando as roupas no fundo do malão que minhas mãos tocaram em algo duro. Vasculhei o local e retirei um livro grande, de couro e com as iniciais: “N.G”. Levantei e o folheei. Várias páginas escritas à mão. Então a ficha caiu: só poderia ser o diário de Nina! Eu nem sabia que ela possuía um diário! Com o coração batendo feito um louco, fui até a cama e me sentei, lendo aquelas preciosas palavras.

A cada página, uma memória. Revi toda a minha história com ela à frente de meus olhos. Nunca soube que Nina se apaixonara por mim no mesmo dia em que nos conhecemos. Acho que foi mútuo. Assim que a vi entrando na loja, eu sabia que precisava tê-la, ou jamais seria totalmente satisfeito.

Depois de páginas e mais páginas falando sobre como ela estava feliz com nosso casamento, chegara uma parte tensa: aquele período em que eu precisei trabalhar mais e Nina começara a ficar estranha. Estava tudo ali. A explicação que eu tanto desejei saber durante todos aqueles anos: Nina tinha ciúmes de mim! Por isso seu comportamento anormal. E pelo visto o ciúme tomou conta dela. Merlin! Ela não sabia que a única mulher que eu amei fora ela? Que nunca precisaria ter sentido aquilo...Sempre fui fiel à ela, mesmo depois de sua morte!

Após a mudança repentina de comportamento, havia a última coisa: pouco antes dela morrer. Nina havia me mandado uma carta com a grande notícia de que estava grávida! Lembrei-me do que senti ao ler aquele pergaminho: euforia, felicidade, orgulho... sentimentos que há muito não experimentava. Corri para casa o mais depressa que pude, mas quando cheguei, minha vida mudara completamente. Inconscientemente, fechei minha mão direita, só percebendo que o tinha feito quando as unhas machucaram minha palma. Continuei lendo antes que o resto daquele dia viesse à tona.

Havia um nome ali: Jareth. Quem raios era Jareth? Nina comentara que ele o tinha ajudado...Ajudado como? Minha cabeça estava à mil. E se esse homem soubesse a respeito de Nina?

Eu não sabia quem ele era, ou o por que de estar ali no diário de minha esposa. Mas de uma coisa eu tinha certeza: eu iria encontrá-lo... Nem que fosse a última coisa que fizesse.

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MensagemAssunto: Re: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Qui Abr 21, 2011 10:01 pm

Já eram mais ou menos cinco da tarde quando levantei de minha cama ainda intrigado com aquele nome que havia encontrado no diário de Nina. O guardei no mesmo local em que achei e com um aceno de varinha, coloquei a mala em cima do armário novamente.

Ouvi algumas batidas na janela e fui até lá. A coruja que ali estava tremia de leve e olhava para mim com um pedido de caridade. Levantei uma sobrancelha e a deixei entrar. Ela trazia três pacotes: dois quadrados e pequenos e o outro em forma de coração. Fui até a cama e os abri.

O primeiro era um presente de Sarah. Sorri maliciosamente para a carta dela. Era bom saber que meu plano estava surtindo efeito na pirralha. Ela até me mandou um presente! E o pior é que eu tinha gostado. Aquele anel combinava mesmo comigo. Coloquei no dedo médio. Serviu perfeitamente. Virei-me para a outra caixa. Vinha de um garoto. Se não me enganava ele era da Lufa-Lufa. Acho que era um dos poucos que não me tirava do sério. A terceira caixa também era de alguém de Hogwarts...Ashlee B. Crawford. Ah! Agora eu sei quem é...a pirralhinha que sempre que vê uma oportunidade se agarra na minha pessoa. Garotinha irritante.

Revirei os olhos. Se eu me importasse um pouco mais, eu diria que fora gentileza da parte dela. Mas eu não me importo, então, fica por isso mesmo. E se você não gostou, já sabe: o problema é seu. Não vou ficar discutindo de novo sobre isso.

Fui até a escrivaninha e peguei pena e pergaminho para escrever uma resposta à minha sobrinha. Foi breve, confesso, mas acho que ela ficaria satisfeita. Adicionei um embrulho qualquer com um pequeno presente dentro. Com poucos feitiços transfiguratórios fiz um pedaço de fita virar um prendedor de cabelos. Pronto. Acho que a chatinha vai gostar.

Por questão de educação, respondi algo ao garoto que me mandara o presente. Mas só porque ele não era irritante. Se fosse outro, eu nem me daria ao trabalho de enviar uma resposta. Fui até a cozinha e cacei algo para dar a ele. Não havia muita coisa, considerando que eu ficava a maior parte do tempo no Castelo. Por fim encontrei alguns biscoitos de gengibre e os coloquei em uma caixa.

Ao voltar a meu quarto, senti tontura, meu mundo girava levemente e minha vista ficava escura. Era óbvio que estava passando mal: não havia comido há mais de dez horas! Peguei a primeira coisa que vi e enfiei na boca. O doce até que era bom e me fez sentir melhor... Foi então que ela me surgiu na cabeça. Como eu poderia não reparar nela? Tão bonita e meiga com as feições delicadas. Simplesmente um doce de pessoa.

Terminei de escrever as cartas e despachei a coruja. A cada segundo que passava, o pensamento nela era mais intenso. Chegou a tal ponto que eu não conseguia ficar parado. Precisava vê-la. De qualquer jeito! Senti minha mão esquerda formigando, mas não liguei. Desci as escadas novamente e pensei em um jeito para encontrá-la. Peguei algumas coisas pela casa antes de voltar mais uma vez a meu quarto. Não queria, mas algo me fez ter essa vontade.

”Beba o conteúdo do copo, Damian. Agora!” – falou uma voz na minha cabeça. Mesmo sabendo que não era a minha, de alguma forma, eu sabia que deveria obedecer. Talvez fosse minha consciência, sei lá!

Fui até minha escrivaninha onde havia um copo com um liquido transparente. Tomei tudo de um gole só. O gosto era ruim. Meio amargo...da mesma sensação que tive ao deixar de pensar nela. O gosto amargo do amor indo embora.

No segundo seguinte eu estava querendo matar aquela garota! Quem aquela Crawford pensava que era ao me enviar doces com Poção do Amor?? Aquela pirralha ia ver o que era bom, assim que eu voltasse ao castelo! A vida dela ia se tornar um inferno na Terra.

E tenho o dito!

Spoiler:
 

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MensagemAssunto: Re: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Qui Jun 02, 2011 5:55 pm

RP Fechada

Data:
05/07/1801

Hora: 14h

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MensagemAssunto: Re: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Qui Jun 02, 2011 6:06 pm

Semanas... Há semanas estou investigando à respeito de minha filha e não encontro absolutamente nada! Já verifiquei em todos os orfanatos da Grã-Bretanha e nada! Viajei para a Itália e também não há nem sinal da garota por lá. E olha que eu também procurei saber se não havia casos estranhos com as crianças (casos envolvendo magia, se é que você me entende).

Eu estava em meu quarto, andando de lá para cá, com papéis em minhas mãos. Todos registros de meninas de aproximadamente dois anos em orfanatos. Mas nada parecia se encaixar!

- Ah! Não aguento mais! Nada disso se encaixa. Nada parece me deixar perto de alguma pista sobre minha filha! – disse enquanto me sentava na cama e apoiava a cabeça sobre as mãos, olhando para o chão, os papéis se amassando. Ouvi um miado baixo vindo de trás de mim. Virei-me para Rhiannon e suspirei derrotado.

- Por que por mais que eu tente, eu nunca consigo chegar a uma conclusão, minha querida? Parece até que não querem que eu descubra o que aconteceu. – disse enquanto me deitava e fechava os olhos com força. Uma pontada surgindo no fundo da cabeça e começando a me incomodar.

Senti minha mascote se aproximando e enterrando a cabeça em meu pescoço. Estendi a mão direita e a acariciei. Toda a preocupação de dois anos inteiros estava caindo sobre mim novamente, e, se fosse possível, estava ainda pior. A cada nova pista, eu ficava eufórico, esperançoso. Mas era só me aprofundar um pouco mais no assunto e tudo era perdido! Era frustrante!

Quando me encontrei com Jareth no início do ano, imaginei que fosse uma tarefa mais simples para encontrar a criança. Mas agora via que não. Era como se descobrissem que eu estava atrás de respostas e simplesmente me tiravam a possibilidade.

- Você não sabe como isso me deixa louco. Não saber o que aconteceu com Nina, e agora com minha filha. Não sei quem é ela, com qual de nós dois ela se parece mais, seu nome... Rhiannon, eu não sei o nome da minha própria filha! – olhei para a gata a meu lado que fixou os olhos amarelos nos meus.

Um segundo depois, um nome veio à minha mente. E eu senti repulsa só por ter cogitado essa ideia por um milésimo de segundo.

- NÃO! – interrompi o transe e levantei da cama com tanta velocidade que quase perdi o equilíbrio. - Não vou pedir ajuda à Lisandro de jeito nenhum!Não preciso dele. Seria um ato de fraqueza pedir a ajuda dele, e eu não sou fraco! Aquele canalha ainda me paga por ter destruído tudo o que eu tinha! – vi meu reflexo na janela e sorri de canto, maldosamente - E não está muito longe de acontecer...


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MensagemAssunto: Re: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Dom Ago 05, 2012 6:35 pm

RP Fechada

Data:
23/07/1805

Hora: 19:30h

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MensagemAssunto: Re: Residência de Damian Palacci - Inglaterra   Qua Ago 15, 2012 12:03 am


::Flashback::

”Depois daquele infeliz do Rachmaqualquercoisaoff me jogar contra a parede, e do patrono estranho aparecer, custei um pouco para me recuperar. Fiquei algum tempo no chão, esperando minha cabeça parar de girar. O tonto se vangloriava de ter me derrotado. Como se um simples empurrão fosse páreo para mim. Quando ele se aproximou, lancei um feitiço que fez o professor ser mandado longe, batendo com força a cabeça na quina da mesa, e permanecendo no chão.

Saí correndo de lá, subindo as escadas. Precisava saber se era verdade. Se o que a mulher do patrono tinha dito a verdade. Cheguei ao Átrio com dificuldade. Muitas pessoas à minha volta ainda lutavam, e eu revidava com tudo o que sabia:

- ESTUPEFAÇA! REDUCTO! PROTEGO! – luzes vinham de todas as direções. Sentia meu corpo dolorido, mas não me importava. Tinha que encontra-la. Saber que estava ali. Só assim acreditaria no que a dona do patrono dissera.

Uma explosão de fogo chamou minha atenção. A vítima fora rápida: conjurou uma parede de água que bloqueou o feitiço. Avancei alguns passos, de modo a verificar quem estaria ali. Se fosse um dos nossos, eu ajudaria com todas as minhas forças! Mas quando a água sumiu, eu congelei no mesmo lugar. Não acreditava no que estava vendo. Incredulidade, frustração, raiva, saudade. Todos os sentimentos que guardei por todos aqueles anos se mesclavam em meu peito. Minha respiração estava forte e eu sentia meu corpo todo tremendo.

-Nina! – nossos olhares se cruzaram, e percebi que ela se sentia da mesma forma que eu. De repente Nina lançou um feitiço em uma mulher, e se virou rapidamente. A segui, correndo em seu encalço. Ela se dirigia às lareiras. Não! Não podia deixa-la escapar. Mas no momento em que levantei a varinha para impedí-la, novamente Gilbert fora mais rápida:

- IMPEDIMENTA! – não pude fazer nada. Vi o feixe de luz vindo em minha direção, e um milésimo de segundo depois, fui lançado para trás, batendo a cabeça com força contra o chão. Uma pontada aguda perpassou meu tórax. Em seguida só vi a escuridão...”


::Fim do Flashback::

Tudo o que eu fazia desde a batalha era pensar naquele momento. Em como Nina reapareceu. Foi inesperado... Era por isso então que nada se encaixava em minhas buscas! Por isso Karina estava comigo agora. Porque Nina não havia falecido... Como fui tão burro em não perceber isso?

Estava em meu escritório, com um copo de whisky na mão direita. Conseguia ver meu reflexo pela janela fechada. A noite já caíra e Karina brincava na sala. Podia ouvir Rhiannon ronronando em sua casinha. Respirei fundo e desviei o olhar da janela, virando o copo em minha boca e em seguida o pousando na mesa.

Não podia negar que não me preocupava com Nina solta por aí. Por mais que eu a amasse, ela me deixou em tal estado de nervos que juro que não sei o que faria se a reencontrasse. Mas também estava contente por ter encontrado minha filha. Mesmo eu não sendo o melhor exemplo de pai, eu amava Karina como nunca havia amado ninguém. Nem mesmo Nina.

Cruzei a porta, e procurei pela garotinha, que agora coloria um desenho. Sorri para Karina, e me sentei no sofá, atrás dela, logo após acariciar seus cabelos.

- O que está desenhando aí, mia piccola?

Ela virou a cabeça e me mostrou um sorriso.

- É surpresa, papà! Vira pra lá! – e continuou pintando. Eu soltei uma risada e me levantei. Estava prestes a apanhar O Profeta, quando alguém bateu à porta.

Impressionante como o meu humor consegue mudar da água para o vinho, quando um ser desagradável e repugnante alguém aparece de surpresa. Quando abri a porta, adivinhe quem estava ali? Vou dar uma dica: é alguém que eu não suporto. Ok, não foi uma dica muito boa... Que tal essa: destruiu a minha vida! Ponto pra você que disse Lisandro. Mas o filho da mãe não estava sozinho. Atrás dele, havia dois... armários? Qual seria a melhor expressão para dois caras enormes, me olhando como se eu fosse um criminoso? Acho que “armários” é uma ótima expressão!

Levantei uma sobrancelha e sorri de canto:

- A que devo sua adorável visita, Lisandro?

- Não vim visita-lo, Damian. Estou aqui com um mandado do Ministério, por conta da sua filha... Karina, se não me engano?

Imediatamente troquei o peso do corpo, tomando uma posição mais defensiva. Não! Ele não ia tirar minha filha de mim. Eu não iria passar por aquilo de novo.

- Você está aqui por conta do Ministério, ou por conta própria Lisandro? – cruzei os braços. Ele me entregou um envelope lacrado com o símbolo do Ministério. O abri olhando para meu irmão, que não mudou a expressão. Li rapidamente o que a carta dizia, ficando mais furioso a cada palavra - Isso é tão típico de você, Lisandro! Eu não tinha feito nada. Não estava te incomodando. E você vem e acha uma maneira de me importunar, não é mesmo? Karina não tem nada a ver com essa sua obsessão! Agora, se me der licença, tenho que cuidar de minha filha.

Fiz menção de fechar a porta, mas o homem se adiantou, impedindo-me de terminar a ação.

- Infelizmente, Damian, eu não posso sair daqui sem ter realizado minha tarefa. Você não tem escolha... vai ter que entregar a menina... Ou então... – ele apontou os homens à suas costas com a cabeça. Mas se meu irmão achava que o fato dele ser do Ministério, e ter dois capangas em sua cola iam me intimidar, ah, ele estava muitíssimo enganado! Precisaria de muito mais para que isso acontecesse.

- Ou o que, Lisandro? Vai mandar esses dois armários me prenderem, como você fez seis anos atrás? Vai arruinar minha vida novamente? Você não se cansa de me atormentar?- a cada segundo, ficava mais irritado. Mal percebi que meus punhos estavam cerrados.

- Você era acusado de esconder uma Death Knight, Damian! Não seja burro! Eu só fiz o meu trabalho, e, para a sua informação, eu salvei sua vida!

–SALVOU MINHA VIDA? – agora eu perdera o controle. Não acreditava que Lisandro me dizia aquilo com a cara lavada - VOCÊ ME TIROU TUDO O QUE EU TINHA, SEU CAFAJESTE! NÃO PENSOU EM MIM UM MOMENTO SEQUER! SÓ QUERIA SALVAR SUA PRÓPRIA PELE! – e quando meu irmão arregalou os olhos, eu não consegui conter o sorriso malicioso. Me aproximei dele, e o encarei - Ou você acha que eu não sei que se você não realizasse aquela missão, você seria chutado do Ministério? Estava dando muito trabalho para o Ministro, sendo um saco de batatas fazendo absolutamente nada naquele lugar! Você nem pensou duas vezes não é? Quando surgiu a oportunidade, você a agarrou com unhas e dentes, só para a sua família achar que você era importante!

Eu estava cara a cara com o auror, fazendo com que não pudesse ver (ou prever) o que veio em seguida: um raio de luz vermelho me atingiu no peito, e fui lançado para trás com força. Lisandro e os guarda-costas entraram na sala e foram ao encalço de Karina, que gritara ao me ver caindo.

Enquanto me levantava, cruzei o olhar com o de minha filha. Ela estava apavorada. Eu só tive tempo de apanhar a varinha e gritar:

- KARINA, CORRA!! – lancei um feitiço no homem mais próximo dela, fazendo-o tropeçar e cair no chão - Vai ter que passar por cima do meu cadáver! IMPEDIMENTA! – Isso! Karina conseguiu fugir... mas não tem muito tempo... - Ah não! Não vai não! – falei para o outro grandalhão que corria atrás de minha filha - LOCOMOTOR MORTIS! – as pernas grudaram e ele caiu no chão.

Eu precisava de tempo. Não conseguiria acabar com os três tão rapidamente. Mas eu precisava tentar. Precisava salvar Karina. De repente eu ouvi um grito e me virei preocupado, correndo na mesma direção, preocupado se Karina estivesse machucada. De repente perdi o chão (literalmente) e me vi flutuando, poucos segundos antes de começar a girar sem parar. Pude ouvir Lisandro dando instruções, mas não entendia nada(o que você quer que eu faça, eu estava girando em um redemoinho!).

Não vi quando aconteceu, nem como. Mas novamente fui lançado longe, batendo as costas em um dos pilares do hall. Minha cabeça girava, meu corpo doía, e vai saber onde minha varinha estava agora. Abri os olhos e vi Lisandro apontando a varinha para mim. Cordas saíram dela, me prendendo. Um dos guarda-costas falou rapidamente com meu irmão. E então um grito:

- AAAAARRREEEE, PAPAI SOCORRO, PAPAI!! - Cazzo! fiquei desesperado. O outro grandalhão apareceu, com Karina se contorcendo e berrando nos braços. Ela ficou horrorizada ao me ver daquele jeito. Levantou os bracinhos em minha direção - PAPAAAAAAAAAAAAI!!!! NÃÃÃÃÃO, MEU PAPAI!! MEU PAPAI, NÃÃÃÃO!!!! – os dois desapareceram pela porta.

Lisandro se aproximou com uma expressão pesarosa:

- Infelizmente é necessário, Damian... – eu tentei gritar e me mexer, mas por alguma razão eu não conseguia, por mais que lutasse. E então ele foi embora com o outro.

Passaram-se alguns segundos. Eu não acreditava que estava passando por aquilo de novo. Ao olhar para o lado, vi que minha varinha estava a um metro de distância. Tentei me mexer, rastejando e lutando para que a tontura passasse.

Foi com certo esforço que a consegui de volta. Me soltei das cordas e corri porta afora. Nada. Nem uma pista de para onde haviam levado minha filha. Sentia o corpo pesado. Remorso e incapacidade passavam pelas minhas veias.

Entrei em casa e vi o estrago que a breve visita de meu irmão havia causado: parecia que um furacão tinha passado por ali (ah, sério?). Nenhum estrago muito grave. Fui para a sala, desolado. Pousei o olhar sobre a mesa e apanhei o desenho de Karina. Havia um homem, uma menina e uma gata preta no centro e um arco-íris na parte de cima do papel. Três nomes e uma frase que me quebrou completamente: Damian, Karina e Rhiannon. Família feliz.

Cerrei o punho, sentindo as unhas penetrando em minha pele, cortando-a. Lisandro iria me pagar... Nem que eu tivesse que acabar com a família dele, assim como ele fez com a minha. E eu não me importava de maneira alguma...

Spoiler:
 

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