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 20.02.1806 - Confessions - RP Fechada

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Henry Blake
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MensagemAssunto: 20.02.1806 - Confessions - RP Fechada   Seg Dez 10, 2012 1:37 pm

Confessions
Warm yourself by the fire, son,
And the morning will come soon.
I'll tell you stories of a better time.

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- RP Fechada -

Henry Blake


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Dia 20 de Fevereiro de 1806
Tempo Frio e nevando
Rise Against - Prayer of the Refugee
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Henry Blake
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MensagemAssunto: Re: 20.02.1806 - Confessions - RP Fechada   Seg Dez 10, 2012 2:32 pm

confessions
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Aparatei e caí prostrado no chão, ao lado de um pinheiro. Não, aquilo não podia ter acontecido! Não comigo, não eu! NUNCA EU! Deveria ter sido outro a fazer aquilo... Nem que eu tivesse que pagar, mas jamais eu! Meus olhos estavam vermelhos e as lágrimas saiam sem que eu pudesse controlar. A raiva tomava conta do meu corpo. Minha varinha tremia na minha própria mão. “Assassino!” as palavras ressoavam no meu ouvido... “Você!” Não, ele merecia mais do que um carrasco ou assassino contratado... “Demônio!”.

A neve sob a palma da minha mão rapidamente se tingia de rosa. Minhas mãos estavam escarlates e úmidas. Aquela altura a 2ª tarefa teria terminado em Hogwarts. Somente Nathalie teria dado pela minha falta naquele dia? Ela saberia? Eu não podia acreditar que fizera aquilo. Mas... Não eu não tive outra escolha. Ele descobrira tudo! Ou eu salvava Nathalie e a mim, ou não teríamos outra saída. Ele contaria aos Death Knights onde estávamos e seria pior. Minhas mãos estavam sujas até o antebraço com sangue.

Meus lábios e meu corpo tremiam. Mas não era o frio que me incomodava, era a dor que eu sentia dentro de mim. Como se algo estivesse se rompendo na minha alma e eu jamais fosse capaz de voltar ao normal. A neve que caía branca jamais seria capaz de cobrir aquela mancha. Eu matara. Nunca antes fizera aquilo. Nem nos piores momentos... Nem quando eu estava entre eles. Nem quando eu próprio fora um Death Knight. Ergui a minha cabeça e então vi a construção cinza de pedra, iluminado por velas, contra o céu escuro e contra a neve pálida.

- O orfanato... – balbuciei, reconhecendo o lugar. E o prédio ao lado. – A igreja.

Eu não fazia ideia de para onde eu havia aparatado. Havia sido inconsciente. Eu só queria fugir daquilo tudo... Nunca para tão longe, como para a Noruega. Mas eu chegara ali por alguma razão. Aquele lugar já me ajudara antes, mas duvidava que poderia me ajudar agora. Quando descobrissem o corpo dele, procurariam explicações. Nathalie entraria em choque, mas eu não poderia contar a verdade para ela. Por mais que o odiássemos atualmente, ele fazia parte da nossa família.

Me levantei, ainda sem conseguir segurar as lágrimas e caminhei para a igreja. Só um milagre poderia me salvar. Não importava que me vissem com uma varinha. Ali me conheciam há muito tempo. E apesar de saberem que eu era bruxo, eles nunca me julgaram. As coisas deviam ser daquela forma em todos os lugares. Não julgar você pelo que você fez, pelo que você é ou pelo que você sente.

Abri a porta da construção e entrei. Estava vazio como sempre estivera. A missa da noite já havia terminado, e apenas as velas continuavam acesas. As chamas douradas brigavam contra o frio da noite e iluminavam um altar com uma cruz e o homem pregado nela, com expressão de dor. Os vitrais do lugar refletiam a luz dourada. Caminhei em direção ao altar e só então quando fiquei de frente para a figura, me deixei cair novamente.

- Perdão! – rezei olhando para a cruz. – Por favor, me perdoe Senhor! – minhas lágrimas voltaram aos meus olhos. O sangue da imagem parecia tão real quanto o que estava nas minhas mãos. – Eu nunca quis fazer aquilo... Eu nunca quis matá-lo. Mas não eu tinha escolha! – minha voz saía embargada e entrecortada. – Eu nunca quis sentir isso, eu nunca quis fugir, eu nunca quis ser o que eu sou!

Passos ressoaram de uma porta lateral. Mas não me importei. A imagem da cruz parecia vívida. Eu causara dor, causara algo semelhante aquilo. Eu não tivera escolhas, mas sabia que era culpado. Uma mão caiu sobre meu ombro.

- Filho. – a voz era feminina. E eu a reconhecia. – O que você fez? – a mulher levou a mão a boca preocupada. – Foram os meninos Petterson?

- Eu sou um monstro. – me virei e encarei a freira, com os olhos vermelhos. – Eu sou um demônio irmã Mary.

As palavras da professora Adelaide voltaram a minha mente “Olhos do demônio...”. Cenas de quando eu era criança, de como eu tratado pelas crianças vizinhas da casa dos Blake voltaram “Ele é estranho... Ele não é normal.”. E então a visão da garota no bar, a capa vermelha e o odor canino “Eu vejo quem você realmente é...”. A escola trouxa, a professora me expulsando da sala “NÃO! Você NÃO SABE quem EU SOU!”, os olhos dela pegavam fogo e os dentes eram pontiagudos. John e Marie zombando de mim “Você tá louco Henry! Nós nunca pegamos doces da professora!”... E o corpo de ambos trucidados no pátio da escola, as gargantas esfoladas e banhadas em sangue, os olhos brancos fixos no nada...

- Eu...eu... – como eu poderia dizer aquilo? Se eu dissesse, seria afirmar. E afirmar seria assumir a minha culpa. Viver com o peso. – Eu preciso me confessar.

- Espere no confessionário, filho. Vou chamar o padre Michael. – a irmã se afastou.

O piso de pedra negra parecia um abismo. E fora exatamente em um abismo como aquele que eu me jogara.


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NOTE: E não é que saiu melhor do que eu imaginava??? *---* Curti... Agora esperemos o próximo episódio.
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Henry Blake
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MensagemAssunto: Re: 20.02.1806 - Confessions - RP Fechada   Seg Dez 17, 2012 1:04 pm

confessions
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O cubículo de madeira era envernizado e possuía um odor acetilado de macieira. Me ajoelhei de frente a tela que me separava do confessor e fiz o sinal da cruz. As lágrimas ainda borravam a minha visão e minhas mãos começavam a me dar nojo. Como eu podia ter entrado daquela forma em uma igreja? Eu estava sujo, me sentia sujo por dentro e era isso que me deixava com mais raiva ainda, pois por mais que eu lavasse as minhas mãos até as esfolar, a mancha continuaria dentro de mim.

O momento de silêncio se seguiu e minhas lágrimas ainda rolavam pela minha face. Padre Michael já estava do outro lado do confessionário. A luz das velas dos candelabros da igreja se filtrava pela tela e brincava com as sombras do confessionário. Lá fora a nevasca continuava a cair.

- Henry, meu filho. – o padre me conhecia de outros tempos. – O que você fez...

- Padre, eu sou um monstro. – as palavras saíram antes que eu pudesse sequer pensá-las. – Eu matei... Eu senti o que não deveria sentir... Eu fugi como um covarde... Eu sou... – era exatamente o que eu era. – Um demônio.

Outro momento de silêncio. O gosto salino e acre das lágrimas chegou aos meus lábios. Eu não tinha medo de infernos, porque o que eu vivia era o próprio caos desde que eu me dera por gente. Mas eu nunca tinha chegado a tanto.

- Filho, você está arrependido? – perguntou numa voz melancólica o sacerdote.

Cuspi de lado o sangue que se acumulara em minha gengiva, resultado do murro que eu levara no queixo, bati a mão contra a parede do confessionário. Minhas lágrimas voltaram a cair com mais força e intensidade.

- Esse é o problema! – protestei, e pouco me importava que irmã Marie ou qualquer outra pessoa escutasse. – Eu não sinto arrependimento, mas sei que sou culpado e isso dói! – não era por um deus que eu procurava, era por alguma cura, algum antídoto ou milagre que fizesse aquilo parar. Eu nunca fora religioso, mas sempre que eu ia a igreja, de alguma forma me acalmava.

- É o começo Henry. Você não sentiria isso se não estivesse arrependido.

- Arrependido? – um gosto ácido tomou conta da minha garganta. – Como eu posso estar arrependido por sentir algo que não quis e nem pude controlar? Como eu posso estar arrependido se comecei a amar a minha irmã? – lancei a pergunta com raiva. O padre parou de respirar por um momento. – Eu não deveria... Eu nunca poderia ter sentido. – o silêncio que se seguiu era a deixa para que eu falasse. Eu sabia. Se eu queria que a sensação fosse aliviada, eu deveria confessar. As coisas funcionavam daquela forma? Eu não sabia. – Foi por isso. Vocês me encontraram quando eu tinha saído daquela companhia. Eu estava ferido, perdido e vocês me ajudaram. Eu não era mais um bruxo das trevas, mas minha irmã corria perigo. Foi por isso que eu fugi. Eles ameaçaram fazer mal a ela... Eu devia protegê-la!

Remoí dentro de mim aquela maldita noite em que eu fugira. Também estava chovendo. Os Death Knights não aceitavam desertores. Mas o que eu podia fazer? Eu procurava entre eles a explicação para a minha condição. Ver auras sempre foi considerada um tipo de habilidade ligada a magia negra, eles deveriam saber. Mas não sabiam... Roubei, sequestrei, traduzi e servi-os como pude. Para não ter nenhuma resposta e apenas uma ameaça como pagamento.

- Eu a amo. Não podia deixar que fizessem mal a ela por minha causa. – a imagem do antigo casarão Blake assomou na minha memória. E meus dois irmãos surgiram a minha mente. – Arhtur e ela não podiam sofrer por isso. Fiquei com eles por um tempo, mas... Descobriram. – fechei os olhos e me recordei. – Os Death Knights pegaram Arthur, falaram quem eu era, com o que eu me envolvera, a dívida que eu possuía com eles e o usaram para chegar até mim. – e aí foi que a minha fraqueza falou mais alto. – Fui fraco e covarde. Não queria partir sozinho. Coloquei minha vida e meu desejo em primeiro lugar! Não quando eu sentia o que sentia por ela. Eu não podia deixar Nathalie para trás. – para Hogwarts, ali talvez estivéssemos protegidos. Ninguém daria atenção a dois novos professores. – Mas Arthur não desistiu. E descobriu. Alguém o informou... Ele iria me matar. Eu não tive escolha essa noite.

Era ele ou eu. Meus olhos ficaram cheios de lágrimas novamente, e o sangue em minhas mãos pareceu mais ácido. Corroía minha pele e parecia queimar. Como eu falaria para Nathalie que matara nosso irmão? Como ela se sentiria? O que pensaria de mim? O silêncio taciturno do padre do outro lado parecia demonstrar seu estarrecimento. Como ele iria poder entender? Ele era um celibatário, talvez nunca tivesse sentido o que eu senti. Nathalie era especial... Mas era minha irmã. Eu me sentia sujo por sentir aquilo por ela.

- Eu nunca quis ser bruxo. – minha voz saiu entrecortada pela chuva lá fora. – Eu nunca quis ver o que os outros não viam. Essa foi a minha maldição. Ser quem eu sou!

- Quem você é apenas faz de você o que ninguém pode ser. – o padre repetiu a frase, que com certeza lera em algum de seus livros religiosos. – Henry, meu filho, você fez algo grave. – como se eu não soubesse! – O assassínio de parentes é algo imperdoável entre os homens. E mesmo que você não sinta, está arrependido. – virei a cabeça para o lado e encarei as chamas. Como eu podia estar se eu não sentia arrependimento? – Você não pode mudar o que você naturalmente é, o que você sente no seu coração ou o que você fez. Você foi feito assim pelo Criador. E suas escolhas o levaram a fazer isso. – o padre pigarreou. – Não estou dizendo que você não é culpado. Sua culpa pesa sobre você e seria errado tentar buscar explicações que o justificassem. Você sabe que cometeu erros com plena consciência. – era isso que doía em mim. – Mas você não é puramente o Mal, um monstro ou um demônio. Dentro de você há muito mais do que apenas isso. Os garotos Petterson... – encarei a face entrecortada do padre através da tela. Como ele podia confiar que mandara dois órfãos na mão de um assassino?

- Eu fiz o que achei certo naquele momento.

- E os protegeu, dando um futuro e a chance de viverem, sem saber. A Inquisição chegou aqui no orfanato há cinco meses atrás. Se os gêmeos estivessem por aqui não teriam sobrevivido. Nem que irmã Marie clamasse por eles. – eu não sabia daquilo. – Eles estão...?

- Bem. Os fundadores e os outros alunos os receberam bem... – argumentei ainda estático.

- Vê? Se você fosse um demônio não teria feito isso pelos meninos. – o padre se levantou e fez uma oração, fechei os olhos e apenas a escutei. As palavras em latim me acalmavam. – Eu não posso lhe dar uma penitência para aliviar a sua dor. Perdão não é um remédio que se toma ou que se compra. Nem você é um inocente coagido pelas circunstâncias. – o padre parou novamente e pareceu mais apreensivo. – Tem muita gente que se isenta da responsabilidade atribuindo a culpa a demônios e aos outros porque é mais fácil se julgar inocente do que reconhecer o próprio erro. Você sabe que errou e que só pode corrigir o que fez de errado com ações de perdão, verdade e justiça. Isso é o que te faz diferente Henry: uem você é e o que você faz para corrigir seus erros.

Lá fora a tempestade de neve ainda caía, mas se suavizara. Assim como o que eu sentia. A tormenta continuava, mas amenizara.

O que eu faria? Eu não fazia ideia. Mas as palavras continuaram comigo e me seguiram, quando deixei a igreja. “Você sabe que errou e que só pode corrigir o que fez de errado com ações de perdão, verdade e justiça.”, eu deveria contar a verdade para Nathalie ou aquilo apenas traria mais mal? Aquela era uma pergunta para a qual eu não tinha uma resposta.


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NOTE: Yeah! Finalmente dei rumo na vida desse mal elemento. ^^ Enfim, sigamos a vida! o/ Ações Finalizadas
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